Ilhas teriam capacidade para abrigar até 50 mil pessoas. Cidade é autônoma em geração de energia e controle de poluição.
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Lilypad, projeto de cidade flutuante criada pelo arquiteto Vincent Callebaut. (Foto: Divulgação)
Se as previsões mais catastróficas dos cientistas que pesquisam o aquecimento global se confirmarem, a humanidade terá de entrentar a elevação do nível do mar e a conseqüente inundação de diversas cidades costeiras.
O arquiteto belga Vincent Callebaut já tem a solução: ele propõe a construção de vilas flutuantes, com sistemas computadorizados capazes de controlar da produção de energia à desalinização da água.
As cidades artificiais propostas por Callebaut, batizadas de 'Lilypad', poderiam ser instaladas em qualquer lugar do oceano. Autosustentáveis, cada vila tem capacidade para receber 50 mil moradores.
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Cidade artificial terá capacidade para abrigar 50 mil pessoas. (Foto: Reprodução)
Utilizando apenas tecnologias já disponíveis hoje em dia, afirma o arquiteto, as vilas flutuantes seriam ecologicamente adequadas.
A energia seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar.
Um lago construído no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. A cidade proposta também tem três marinas - já que os barcos seriam a principal forma de ligação entre as vilas e com o continente - e montanhas artificiais.
Mais de 500 fornos estavam funcionando sem licença ambiental em Tomé-Açu. Carvoeiros também são acusados de manter trabalhadores em condições de escravidão.
Uma operação da Secretaria de Meio-Ambiente do Pará flagrou carvoarias e serrarias clandestinas em Tomé-Açu. A Operação Floresta em Chamas encontrou pelo menos dez carvoarias ilegais. Mais de 500 fornos estavam funcionando sem licença ambiental. A polícia diz que a atividade aumentou na cidade depois da Operação Arco de Fogo , que fechou madeireiras e carvoarias em Tailândia.
A força-tarefa autuou em flagrante uma serraria por funcionar sem licença ambiental e por não comprovar a origem da madeira que estava no pátio. Parte da madeira já estava beneficiada. A empresa foi lacrada e um trator foi apreendido. A máquina foi usada para destruir 35 fornos de uma carvoaria que funcionava clandestinamente no meio da mata.
“Pelas carvoarias que visitamos, todas entocadas no meio da mata e os fornos todos de fabricação bem recente, deu para perceber realmente que houve uma migração de um município para outro”, explicou Bertolino Neto, delegado da Polícia Civil.
Uma estatística da Secretaria Estadual de Meio-Ambiente revela que um forno é construído com apenas R$ 400. Mensalmente, cada um deles gera uma receita em torno de R$ 5 mil só produzindo carvão. O metro cúbico do carvão é vendido por cerca de R$ 150.
Além do crime ambiental, os carvoeiros clandestinos são acusados de manter trabalhadores em condições semelhantes à escravidão. Um grupo formado por jovens de 15 a 22 anos ganhava uma média de R$ 25 por três dias de trabalho e ainda tinha que pagar pela comida.
Combustível feito a partir de milho é apontado como responsável pela alta dos alimentos. Segundo associação dos EUA, petróleo caro seria o principal responsável.
Os produtores americanos de etanol rejeitam as críticas que vêm sofrendo nos últimos meses, segundo as quais o etanol fabricado a partir de milho – como acontece nos EUA – seria o responsável pela inflação global no preço dos alimentos.
Para a Renewable Fuels Association (RFA), entidade que reúne produtores e distribuidores norte-americanos de etanol, o aumento no preço do barril de petróleo – que chegou ao recorde de US$ 138 no início de junho - é o verdadeiro vilão.
“Várias análises provam que o preço do barril de petróleo – e não o do milho ou a produção de etanol – tem o maior impacto nos alimentos, porque esse combustível é uma parte integral de virtualmente todas as fases da produção de alimentos, desde o processamento até a embalagem e o transporte”, disse a RFA por meio de sua porta-voz, Mary Giglio.
No último dia 3, na Conferência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, o presidente Lula fez questão de diferenciar os efeitos do etanol feito a partir de cana-de-açúcar, como no caso brasileiro, daquele que usa o milho como matéria-prima.
Nas palavras do presidente, "há quem diga que o etanol é como o colesterol. Há o bom etanol e o mau etanol. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios."
É a mesma postura adotada por Jean de Schutter, relator Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, em declaração feita no mês passado. “Eu não penso que o impacto de se produzir etanol a partir da cana-de-açúcar no Brasil, o que tem sido feito há 30 anos, poderia ser colocado no mesmo plano que a transformação do milho em bioetanol nos Estados Unidos”.
Além do petróleo, os americanos apresentam outros argumentos para rebater essas críticas. Segundo a RFA, quebras de safras devido a fatores climáticos na Austrália e na China, aumento na demanda por alimentos nos países em desenvolvimento, especulação com as commodities nas bolsas de valores e a desvalorização do dólar também têm maior influência que o etanol de milho.
“Estimamos que, no total, o etanol de milho seja responsável por 2% ou 3% do aumento no preço dos alimentos, afirma Mary Giglio, da associação dos produtores norte-americanos de etanol. “Além disso, uma refinaria de etanol de tamanho médio gera por ano cerca de 1,6 mil empregos através da economia”, justifica.
Motivos
Especialistas brasileiros ouvidos pelo G1 discordam da avaliação norte-americana. Para Daniele Siqueira, consultora da Agência Rural, o petróleo tem influência nos preços.
No entanto, ela acredita que “o principal fator do aumento é o desvio de parte da safra de milho para a fabricação de etanol”.
Segundo ela, a quantidade de milho usado como matéria-prima do combustível nos EUA saltou de 53,8 milhões de toneladas na safra passada para 76,2 milhões na atual. É quase um quarto do total plantado nos EUA, de 332,1 milhões.
“O mais impressionante é a previsão desse desvio para a próxima safra, que está na casa de 101,6 milhões”, alerta.
A consultora explica que esse milho era usado tanto para exportações quanto para o mercado interno de rações e alimentação – e o Departamento de Agricultura americano já reduziu as previsões de ambos nos EUA.
“Com isso, o aumento se espalha para outros segmentos alimentares. Os produtores de carne, por exemplo, tem dificuldade de manter seus preços quando a ração está tão cara”, detalha.
Esse desvio das exportações já está sendo sentido nos mercados mundiais.
Segundo o estudo “The Rush To Ethanol”, do grupo Food & Water Watch, “países em desenvolvimento que importam milho americano, como Indonésia e Egito, podem experimentar instabilidade sócio-econômica como resultado de preços exorbitantes do produto”.
No México, isso já está ocorrendo, gerando protestos populares. A tortilha - símbolo da culinária mexicana, feita à base de milho - tem se tornado cada vez mais cara, agravando um quadro político e econômico já volátil.
No caso da cana-de-acúcar, os analistas apontam que ela não concorre diretamente com nenhum alimento, além do açúcar, que também é fabricado a partir do vegetal.
Hoje, pouco mais da produção de cana do Brasil é usada para etanol, e o restante vai para a produção de açúcar. Mesmo assim, espera-se que a próxima safra brasileira do produto seja recorde. E, ao contrário dos grãos, a demanda por açúcar no mercado mundial é apenas moderada no momento – e se espera que essa tendência seja mantida nos próximos anos.
Disputa por terras
Outro modo de influência do etanol de milho no preço dos alimentos é através da competição por terras com outras culturas alimentares. “Os EUA são uma país onde praticamente não há novas terras aráveis”, afirma Daniele.
“Essa escassez leva a uma disputa por terras entre as commodities com maior preço no mercado. Assim, o milho avança sobre a soja e o trigo”, diz. Com menor disponibilidade, esses dois produtos registrararam altas significativas nos últimos meses.
É a mesma análise de Paulo Molinari, analista da consultoria Safras.
“A limitação no tamanho dos campos gera um estrangulamento da oferta de alimentos em um momento de aumento da demanda. Estamos no fio da navalha:uma eventual quebra de safra agora poderia gerar um problema seriíssimo no mundo”, analisa.
Segundo analistas, essa situação é diferente no caso do etanol de cana. De acordo com Sérgio Torquato, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), um levantamento do instituto, concluído em março, mostrou que pelo menos no caso do estado de São Paulo não há substituição em grande escala de alimentos por cana.
“As novas plantações têm surgido basicamente em áreas que antes eram pastagens extensivas”, informa. Segundo ele, existe espaço no Brasil para o crescimento da cana. “A cana ocupa hoje cerca de 7 milhões de hectares (2,5% da área plantada do país). Há cerca de 20 milhões de hectares livres para a expansão da cultura”.
O fator ambiental
A influência ambiental também é apontada como outra diferença entre as duas matérias-primas do combustível. No caso americano, o uso de nitrogênio como fertilizante nas crescentes plantações de milho do Meio-Oeste faz com que todo ano cerca de 100 mil toneladas de nitratos sejam despejados no rio Mississippi, que deságua no Golfo do México.
A concentração do produto na região gera a proliferação descontrolada de algas e prejudica o desenvolvimento da vida marinha, o que levou ao surgimento de uma região conhecida como "zona morta".
No caso do Brasil, a preocupação referente à cana é que o aumento de seu plantio possa ser uma repetição do que aconteceu no caso do soja, onde a expansão das colheitas na direção norte gerou um aumento no desmatamento até criar o chamado Arco do Fogo. Trata-se de uma região que envolve a floresta amazônica conhecida pelo grande número de queimadas.
“O medo de a cana pressionar na direção da Amazônia sempre existe, mas é possível evitar isso através de diversas medidas, como o zoneamento agrário (indicação de áreas adequadas para plantação), diz Torquato, do IEA. “O caso dos EUA e do Brasil é completamente diferente. A cana-de-açúcar tem espaço para crescer sem devastar a Amazônia”, concorda Daniele, da Agência Rural.
Expansão
Os EUA passam por uma forte expansão em sua produção de etanol desde 2005, quando uma lei chamada Energy Policy Act determinou cotas mínimas de uso do combustível para os próximos anos. Os números mostram que a participação do etanol no consumo energético americano foi de 3,5% dos suprimentos de combustível em 2006. Espera-se que até 2017 esse valor chegue a 7,5%.
Nos EUA, a produção de etanol é feita a partir de milho porque, devido a fatores climáticos, os fazendeiros só conseguem plantar cana nos estados da Flórida e do Havaí.
Como resultado da demanda por etanol, a extensão desse plantio vem crescendo. A área plantada com milho em 2007 será a maior desde 1944 nos EUA. Na próxima safra, a quantidade plantada com milho deve subir em 15%, superando os 90 milhões de hectares.
Mesmo com a maior produção, no entanto, o preço do milho no mercado mundial está disparando: no período de dois anos, o valor do bushel (unidade de medida equivalente a 25,4 quilos) triplicou, saltando de US$ 2 para US$ 6. Fonte: g1.com.br
Após ficar adormecido por séculos, vulcão Chaiten voltou à atividade. Todos os habitantes do local foram evacuados, segundo autoridades.
Avião sobrevoa a cidade chilena de Chaiten, situada cerca de 1.200 quilômetros ao sul da capital Santiago. Já afetada pelo transbordamento do rio Blanco, a cidade também foi coberta pelas cinzas do vulcão Chaiten, que entrou em erupção no final de maio após ficar adormecido por séculos. Segundo autoridades chilenas, todos os habitantes da cidade foram evacuados. (Foto: Cristian Brown/AFP) Fonte: g1.com.br
Ministro do Meio Ambiente participou de audiência pública sobre Meio Ambiente na Câmara e recebeu camiseta da campanha Meia Amazônia Não!
O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Lula é contra a redução da reserva legal na Amazônia, conforme prevê o projeto de lei 6.424, de 2005 - mais conhecido como Floresta Zero.
A declaração foi feita durante sua participação da Comissão Geral do Meio Ambiente e da Amazônia realizada na Câmara dos Deputados. Segundo Minc, Lula se comprometeu a vetar o projeto caso ele seja aprovado no Congresso. A mesma afirmação foi feita pelo ministro durante a posse do novo presidente do Ibama, na quarta-feira. A informação foi publicada na quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.
Participaram da audiência pública na Câmara diversos parlamentares, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio Herman Benjamin, e representantes de entidades da sociedade civil, entre elas o Greenpeace e Amigos da Terra.
Após discursar sobre as medidas que pretende tomar para proteger a floresta amazônica, Minc recebeu das mãos do consultor de políticas públicas do Greenpeace, João Alfredo Telles Neto, uma camiseta da campanha Meia Amazônia Não!, que tem como objetivo coletar assinaturas contra o projeto Floresta Zero.
"'Meia Amazônia' e 'Amazônia Não' são a mesma coisa ruim. O que queremos é a preservação da Amazônia", disse o ministro durante o evento, realizado no Dia Mundial do Meio Ambiente.
APOIO
O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, recebeu apoio do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ao rebater a declaração de Lorenzo Carrasco, representante da publicação Alerta Científico e Ambiental, de que as alterações legislativas realizadas de 1988 para cá, visando maior proteção ambiental, aconteceram por conta de pressões internacionais.
"Esta Casa sempre votou por vontade do povo brasileiro, pois os parlamentares representam o povo brasileiro", retrucou Sérgio Leitão. Segundo ele, é preciso separar o legítimo interesse de quem vive na Amazônia daquilo que deve ser tratado pelas instituições policiais e de Justiça do país.
Tremor de 6,5 graus na escala Richter deixou ao menos sete feridos. O epicentro do tremor está a 205 km da capital grega.
Pelo menos uma pessoa morreu em um povoado do Peloponeso, atingido neste domingo por um terremoto de 6,5 graus na escala Richter, informou o canal de televisão pública NET.
O homem, de cerca de 70 anos, morreu após o telhado da sua casa desabar. Ele vivia na aldeia de Kato Achaia, no departamento de Achaia, no noroeste do Peloponeso, que parece ser a área mais atingida pelo tremor - que foi sentido até em Atenas.
Segundo informações do Instituto Sismológico de Atenas repassadas pelas autoridades locais, o epicentro do tremor está a 205 km da capital, e ele ocorreu às 15h25 locais (9h30 de Brasília) próximo da localidade de Andradida, em Elide.
Estragos
O terremoto deixou pelo menos quatro pessoas feridas e deixou sete presas sob escombros de edifícios danificados.
Já os meios de comunicação locais disseram que o tremor causou vários estragos.
O Centro de Assistência Médica de Emergência de Patras, a sudeste de Atenas, disse que o hospital local recebeu quatro feridos. Já no povoado de Fostena, no Peloponeso, cinco pessoas de uma mesma família estão presas sob os escombros de sua casa.
Também há informações de um menor preso em uma casa no porto de Patras e de uma freira na mesma situação em um mosteiro.
As autoridades informaram ainda que o aeroporto militar de Andravida, a 130 quilômetros de Patras, sofreu sérios danos e fechou.
Diversos povoados estão sem energia e várias réplicas de até 4,5 graus de intensidade já foram registradas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (5), em Brasília, várias medidas na área ambiental, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre elas a criação de três unidades de conservação (UCs) na região Amazônica - as Reservas Extrativistas do Rio Xingu (PA) e de Ituxi (AM) e o Parque Nacional de Mapinguari (AM) - e o encaminhamento, ao Congresso Nacional, da proposta de Projeto de Lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima.
O presidente assinou, ainda, dois decretos. O primeiro altera o artigo 3º do decreto 4722, que estabelece critérios para exploração do mogno. A redação anterior proibia, por um período de cinco anos, - a partir da data de publicação deste decreto, o abate de árvores da espécie Swietenia macrophylla King (mogno), em áreas autorizadas para o desmatamento. A nova redação proíbe definitivamente o abate das árvores, - inclusive em áreas nas quais seja autorizada a supressão de vegetação.
O segundo decreto cria um Grupo Interministerial para apresentar propostas para criação e funcionamento do Fundo Amazônico. Esse grupo será formado pelos ministérios do Meio Ambiente, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento e da Fazenda, além da Casa Civil.
Durante a solenidade, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que não é egoísta e que quer partilhar com a humanidade os benefícios da preservação ambiental da Amazônia. "Queremos partilhar com a humanidade, queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas". Lula disse acreditar que, em maneira de preservação ambiental, não existe no mundo um exemplo como o Brasil. "A Europa, por exemplo, só tem 0,3% da sua floresta nativa em pé. O Brasil ainda tem 69%", acrescentou. O presidente defendeu punição mais rígida para as pessoas que fazem queimadas na Amazônia.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a criação do grupo de trabalho interministerial que irá acertar os detalhes do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. Ele disse que, embora vá receber doações nacionais e internacionais, o fundo será soberano. "O Fundo será 100% autônomo e vai permitir aplicar centenas de milhares de dólares na região", disse, acrescentando que os doadores não terão assento na administração do fundo e, portanto, não poderão interferir em qualquer decisão. Em um prazo de um mês, Minc espera estar pronta a proposta de criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. Segundo o ministro, a idéia é captar recursos de forma autônoma que serão gerenciados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Minc também adiantou que nos próximos dias se reunirá com os produtores de óleo vegetal para reforçar a declaração de moratória por mais um ano contra aqueles que adquirem soja plantada em áreas de desmatamento. "Não se comprará soja oriunda do desmatamento da Amazônia", disse. Ele lembrou, ainda, que no dia 1º de julho será colocada em vigor a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) que limita a concessão de créditos para os proprietários que utilizam de forma irregular a terra. Segundo ele, a medida não será flexibilizada apesar da pressão que o governo federal recebeu.
Mudança do Clima - O Projeto de Lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, encaminhado nesta quinta-feira pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, norteará o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, bem como outros programas, projetos e ações relacionados, direta ou indiretamente, à mudança do clima, que sejam implementados nos três níveis da federação.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o PL será discutido e aperfeiçoado nas comissões do Congresso, onde já tramitam outros projetos nesta área, que precisarão ser integrados à proposta do governo. "O PL é muito importante porque cria mecanismos para que tenhamos periodicamente inventário de emissões, incentivos a tecnologias limpas e medidas de adaptação e de mitigação", acrescentou.
O texto é resultado do trabalho do Grupo Executivo, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e composto por outros seis ministérios, além do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e da Casa Civil. Esse grupo realizou dez reuniões para elaborar o documento que foi, posteriormente, enviado e aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), formado por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, coordenados pela Casa Civil. Tanto o Grupo de Trabalho quanto o Comitê Interministerial foram criados por decreto presidencial em novembro de 2007.
De acordo com a proposta de PL, a Política Nacional sobre Mudança do Clima tem dois objetivos: um, reduzir as emissões reduzir as emissões de fontes de gases de efeito estufa decorrentes da atividade humana e fortalecer as remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa no território nacional, outro, definir e implementar medidas para promover a adaptação à mudança do clima das comunidades locais, dos municípios, estados, regiões e de setores econômicos e sociais, em particular aqueles especialmente vulneráveis aos seus efeitos adversos. Esses objetivos deverão estar em consonância com o desenvolvimento sustentável e buscar, sempre que possível, o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais.
A Política Nacional será implementada pelo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, por meio de ações e medidas que objetivem a mitigação da mudança do clima e a adaptação aos seus efeitos. O Plano deverá ser estruturado com base em quatro eixos: mitigação, vulnerabilidade, impacto e adaptação; pesquisa e desenvolvimento; e capacitação e divulgação. Para elaboração do Plano serão realizadas consultas públicas para manifestação dos movimentos sociais, das instituições científicas e de todos os demais agentes interessados no tema, com a finalidade de promover a transparência do processo de elaboração e de implementação do Plano.
Tanto o Plano quanto a Política Nacional sobre Mudança do Clima vêm se somar aos esforços que o governo brasileiro vem desenvolvendo para mitigar as emissões dos gases de efeito estufa, como o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento, que envolve 13 ministérios e resultou na redução de 59% na taxa de desmatamento de 2004 a 2007. Esse trabalho evitou a emissão de cerca de meio bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera no período e equivalente a 14% das reduções preconizadas para todos os países desenvolvidos no primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto que se estende de 2008 a 2012.
Novas UCs - As reservas extrativistas do Rio Xingu, no Pará, e de Ituxi, no Amazonas, e o Parque Nacional de Mapinguari, também no Amazonas, somam uma área total de 26.532 Km2 e fecham um "cinturão verde" que, além de proteger a biodiversidade dentro de seus limites, devem conter o avanço da fronteira agrícola dentro do bioma Amazônia. Com as novas unidades, a Amazônia passa a ter 610.819 Km2 de áreas protegidas, o que representa 14% do bioma.
Ao anunciar a criação das novas unidades de conservação, Minc observou que elas representam duas vezes e meio a área desmatada no bioma no ano passado. "Temos que correr atrás do prejuízo: diminuir o desmatamento e preservar mais do que aquilo que se desmata".
Entre os convidados na solenidade de assinatura do decreto, no Palácio Planalto,representantes das comunidades que vivem nas áreas das Resex. Falando em nome delas, o presidente da Associação de Moradores do Médio Xingu, Herculano Costa da Silva, falou do significado da medida, que, garantindo a proteção das áreas, garantem também o trabalho das famílias que vivem da extração dos produtos florestais e estavam ameaçados pelo avanço da desmatamento.
Rerserva Extrativista do Rio Xingu - Tem 3.038 km2 e está localizada em Altamira, no estado do Pará (PA), uma das regiões mais conflituosas do estado em função da ação de grileiros. Abrange áreas de floresta densa, floresta aberta e savana. Habitam na área, hoje, cerca de 50 famílias, com um total de 250 habitantes que vivem tradicionalmente do extrativismo. Os produtos florestais mais explorados na área são a castanha-do-pará, os óleos de copaíba e andiroba, o babaçu e outros produtos vegetais não-madeireiros, como frutos (patoá, bacaba, açaí, uxi), cipós (timbó), e plantas medicinais. Veja mapa.
Reserva Extrativista Ituxi - Localizada no município de Lábrea, no Amazonas, a Resex tem uma área aproximada de 7.769 km2 cobertos de florestas de terra firme, várzea, roçados e capoeiras, que apesar de serem geograficamente próximas apresentam características muito peculiares e extrema riqueza biológica. A população da Resex é de aproximadamente 500 habitantes, organizados em 20 comunidades extrativistas. As famílias vivem da extração de frutos, óleos e outros produtos vegetais sazonais tais como a castanha, andiroba, borracha natural, copaíba, açaí, uxi e alguns cipós. A pesca tradicional nos lagos e igapós da região também é importante fonte de renda e subsistência da comunidade. Veja mapa
Parque Nacional do Mapinguari - Tem uma área de 15.724 km2 localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas. Está destinado a preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, com destaque para importantes encraves de savana entre os vales dos rios Purus e Madeira. É uma área de grande heterogeneidade ambiental, apresenta diversos ecossistemas isolados e únicos que com grande potencial para a pesquisa científica e visitação pública, com programas de educação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.
Os limites do Parque Nacional Mapinguari excluem as faixas de servidão do gasoduto Urucu-Porto Velho e seus futuros ramais. Também será permitida a navegação de embarcações pelos rios Açuã e Mucuim, que cortam o Parque. Veja mapa
Ele reclamou de palpiteiros e disse que eles querem definir o que deve ser feito na floresta. Lula enviou ao Congresso projeto de lei com Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5), durante cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, que há muitos palpiteiros sobre a questão da Amazônia e que eles “não têm autoridade moral” para sugerir políticas de preservação.
Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental.
“Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo. Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite. Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia. Posso dizer para vocês que palpites não faltam. E de pessoas que não têm autoridade política para fazer isso, pessoas que desmataram o que tinha e o que não tinha, pessoas que emitem CO2 como ninguém”, criticou o presidente.
Segundo ele, o Brasil não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões.
“Somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que estamos produzindo, queremos compartilhá-lo com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas”, afirmou.
Para Lula, há muito que comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Temos muito o que comemorar no dia de hoje, pelo que já fizemos”, disse.
Unidades de conservação
O projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e outras ações a serem implementadas nos três níveis da Federação sobre o tema.
Lula assinou ainda decretos criando três novas unidades de conservação, duas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares.
As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, no Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, no Amazonas (776,9 mil hectares). O Parque Nacional de Manpiguari (1,6 milhão de hectares) está localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas.
Fenômeno deve atingir litoral de SC entre segunda e terça-feira.
Oeste catarinense e região de Foz do Iguaçu podem ter temporais.
Um novo ciclone extratropical e uma frente fria estão se formando e devem atingir o litoral de Santa Catarina entre segunda e terça-feira, segundo previsão da Climatempo. As simulações da circulação de ventos na atmosfera, feita pelos computadores, indicam que o ciclone extratropical deve estar completamente organizado na costa catarinense até a noite de terça-feira.
O sistema não deve ser forte como o que foi observado no início de maio - que provocou chuvas torrenciais e ventos de 100 km/h a 120 km/h entre o sul de Santa Catarina e a região de Porto Alegre, causando graves danos, com muitas árvores arrancadas e inundações. Desta vez, a chuva mais intensa deve acontecer sobre Santa Catarina.
Neste final de semana, uma onda de frio derrubou a temperatura na região. No sábado, os termômetros marcaram -4,6ºC em Caçador (SC), -4,2ºC em São Joaquim (SC) e -3,7ºC em Cambará do Sul (RS).
As nuvens pesadas devem começar a se formar na noite de segunda-feira na fronteira com o nordeste da Argentina e o Paraguai. O oeste catarinense e a região de Foz do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, podem ter temporais. As áreas de chuva forte se espalham rápido e já na madrugada e na manhã de terça-feira são esperadas chuvas fortes por todo o Estado de Santa Catarina e também em algumas cidades do planalto, da serra e do litoral norte do Rio Grande do Sul.
O mar deve ficar agitado e as ondas crescem rapidamente, entre o litoral norte do Rio de Grande do Sul e a região de Florianópolis, com as ondas podendo chegar aos 3 metros. O ciclone extratropical deve avançar rapidamente e deve passar por São Paulo na quarta-feira e até a noite atinge a altura do Rio de Janeiro com o Espírito Santo, mas já enfraquecido.
Johan Eliasch controla fundo de investimentos que comprou madeireira na região.
Ele também é fundador de ONG que administra áreas sob suspeita.
O multimilionário sueco Johan Eliasch começou a ser investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no ano passado. Chamaram a atenção da agência as notícias da imprensa estrangeira de que ele estaria comprando, desde 2005, muitas terras na região amazônica com o argumento de proteger a floresta. As terras, nos municípios de Manicoré e Itacoatiara, somam 160 mil hectares, área maior que a cidade de São Paulo.
As investigações da Abin ainda não são conclusivas, mas um relatório preliminar informa que nenhuma terra na Amazônia está registrada em nome dele. O que a Abin já conseguiu descobrir é que os negócios de Johan Eliasch no Brasil seriam feitos por meio de um fundo de investimentos que comprou terras da madeireira Gethal. O sueco seria, segundo a agência, o principal controlador desse fundo.
O fundo de investimentos é registrado nos Estados Unidos, no estado de Delaware, o que dificulta a investigação da Abin, porque a legislação de lá não permite a divulgação dos nomes dos sócios das empresas. No relatório, a agência destaca que esse controle indireto da terra não é ilegal, mas uma forma de aproveitar "lacunas da legislação brasileira" para comprar terras na Amazônia.
Além dos negócios feitos através do fundo de investimentos, Johan é um dos fundadores da ONG Cool Earth, que atua na Amazônia, e também é investigada pela Abin. A agência identificou cinco áreas, num total de 145 mil hectares, que seriam administradas pela ONG. Duas dessas áreas, segundo a investigação, levantam suspeitas.
Cristalino e Teles Pires, na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará, somam 130 mil hectares. Teles Pires está em terras públicas, do governo; o parque estadual do Cristalino, em Mato Grosso, é uma área da Força Aérea Brasileira, na Serra do Cachimbo, no Pará.
O relatório da Abin diz, textualmente, que esses dois projetos estão ladeados "por solicitações de pesquisa geológica de reservas de ouro". E destaca que "esta região repousaria sobre formação geológica rica em lamprófiro, mineral encontrado em áreas de jazidas de diamante".
O relatório informa ainda que "diferentemente do que atesta o certificado emitido pela ONG, há áreas já desmatadas e duas pequenas centrais hidrelétricas nos rios Nhandu e Rochedo".
Pela internet, a Cool Earth pede doações para preservar a floresta Amazônica. Segundo a Abin, há indícios de que a cobrança seja uma fraude. A agência considera mais grave o caso dos projetos em terra pública porque aí a ONG estaria criando direitos para estrangeiros sobre áreas brasileiras, à revelia das leis nacionais.
Fantástico - Por que o senhor se interessou pela questão da floresta amazônica?
Johan Eliasch - Sou uma pessoa que adora árvores e que sempre se preocupou com o desmatamento. Foi assim que me interessei.
Fantástico - É certo dizer que o senhor está comprando a Amazônia um pedacinho de cada vez?
Johan Eliasch - Não, não de jeito nenhum. Eu tenho alguma terra na Amazônia através de uma empresa que eu comprei. Esse é o meu envolvimento é para a proteção dessas terras.
Fantástico - Quando comprou essas terras?
Johan Eliasch - Em 2005.
Fantástico - Quantos hectares?
Johan Eliasch - No total, cerca de 160 mil hectares.
Número de processos por agressões à fauna, à flora e aos recursos hídricos quase triplicou de 2006 para 2007. Na capital, parcelamentos irregulares do solo e obras ilegais são os crimes mais cometidos.
Quase todo o território de Brasília está em área de proteção ambiental. Só a APA do Planalto Central, criada em 2002, cobre 60% do território. Ao todo, 93% das terras do Distrito Federal ficam em unidades de proteção, entre florestas nacionais, reservas de flora e fauna e regiões de preservação permanente. Mas as demarcações feitas para proteger o meio ambiente candango não foram suficientes. Os crimes ambientais estão crescendo na capital, o que coloca em risco a qualidade de vida e o futuro dos brasilienses.
Só no ano passado, foram abertos 445 inquéritos para apurar esses danos, número 198% superior à quantidade de processos instaurados em 2006, quando a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) abriu 149 inquéritos. O número de processos praticamente triplicou em apenas um ano. Em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, os principais crimes ambientais são a poluição do ar e de rios ou o tráfico de animais. Já em Brasília, a maioria dos inquéritos, autuações e processos abertos por crimes ambientais está relacionada ao parcelamento irregular do solo ou às construções ilegais. A proliferação de condomínios e as edificações à beira de córregos e do Lago Paranoá colocam em risco os recursos hídricos da capital e desmatam o cerrado.
Na próxima quinta-feira (05/06), será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, o Correio fez uma radiografia dos crimes ambientais cometidos na capital federal e levantou os danos mais comuns à fauna e à flora da cidade. Além das obras irregulares, as poluições sonora, do ar e dos recursos hídricos estão entre os problemas mais comuns. Quem destrói o bioma não prejudica apenas o meio ambiente, mas também cria problemas de abastecimento de água e contribui para o surgimento de epidemias de doenças transmitidas por animais silvestres.
Dos 445 inquéritos instaurados pela Dema em 2007, 70 foram decorrentes de parcelamento ilegal do solo. Duas décadas após a disseminação dos condomínios irregulares na capital, os grileiros ainda agem na cidade. Os criminosos fatiam a terra sem nenhum planejamento urbano e vendem ilegalmente lotes em áreas nobres, como o Lago Sul, e também em regiões mais carentes, como Ceilândia. No condomínio Privê Morada Sul Etapa C, na região do Altiplano Leste, no Lago Sul, cinco pessoas já foram presas por crime ambiental e de parcelamento irregular do solo.
Depois de ocupar os terrenos, os moradores dos lotes ilegais fazem poços artesianos para manter o abastecimento de água e cavam fossas sépticas, para onde é enviado todo o esgoto produzido. Com o crescimento populacional dessas áreas, rapidamente o lençol freático é poluído pelos dejetos e o volume d’água, reduzido.
Projeto do IWF foi implantado em área da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Informações como nome, altura, diâmetro e localização ficam gravados no dispositivo.
Guilherme Filho/Secom-MT
Árvore ganha chip como medida de combate ao desmatamento (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)
Com o objetivo de combater a exploração ilegal de madeira, o Instituto Web Florestal Planet (IWF) desenvolveu um sistema para que as árvores tenham monitoramento e rastreamento eletrônico.
O IWF, instituto focado em soluções ambientais, testa o programa, em um projeto-piloto, em cem hectares de propriedade da Fundação Educacional Buriti, na região da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. O IWF tem sede em Brasília e representações na Inglaterra e Hong Kong.
Os chips nas árvores possibilitam a gravação de coordenadas e informações como nome, altura, diâmetro, volumetria, serraria de destino, entre outros elementos necessários para o monitoramento e rastreamento.
“Tradicionalmente, o sistema de manejo se dá por meio de plaquinhas de alumínio. Agora, elas começam a ser substituídas por chips, que impedem a manipulação de dados”, diz Paulo Borges, engenheiro florestal da IWF.
Verificação
Guilherme Filho/Secom-MT
Técnicos registram informações da árvore (Foto: Guilherme Filho/ Secom-MT)
Segundo Borges, o projeto de manejo por meio de plaquinhas apresenta fragilidade e com os chips passará a ser auditado. "Com a instalação deles, não será possível alterar dados, pois o chip trará informações específicas de cada árvore, com altura, diâmetro, nome popular, nome científico e localização", diz.
De acordo com Roberto Bucar, presidente do IWF no Brasil, o chip permite verificar se as árvores abatidas foram realmente enviadas às indústrias madeireiras que fazem parte do projeto de manejo. Caso a árvore saia da rota de destino final, o sistema notificará que ela foi levada para um destino diferente do previsto.
Para garantir segurança e confiabilidade no sistema, todo operador responsável pela coleta de dados deve ser identificado. Cada um terá uma senha (nome, RG e CPF) para fazer as leituras.
Segundo Borges, o chip é implantado não somente em árvores comercias, que são aquelas que possuem um diâmetro a partir de 142 centímetros. “As árvores que têm entre 90 e 141 centímetros também são chipadas e observadas para avaliar a capacidade de exploração futura”, afirma o engenheiro florestal.
Ainda de acordo com Borges, 10% das árvores comerciais são deixadas na floresta. Chamadas de porta-sementes, elas permanecem na área porque apresentam capacidade de reprodução e manutenção da espécie.
“Implantamos cerca de 1.000 chips nesta área de cem hectares. A intenção é ampliar o projeto para todo o estado de Mato Grosso, que sofre muito com ações de desmatamento. Posteriormente, queremos levar o projeto aos estados que compõem a Amazônia Legal”, diz Borges.
Japão é indicado ao Prêmio Motosserra de Ouro do Greenpeace 26 de Maio de 2008
Depois do Brasil e do Canadá, foi a vez do Japão ser indicado para receber o prêmio Motosserra de Ouro, por trabalhar contra a biodiversidade durante encontro em Bonn.
Bonn, Alemanha — País foi o que mais bloqueou as negociações para se aumentar a proteção da biodiversidade durante Convenção da ONU na Alemanha.
"E o vencedor de hoje é... o Japão." Foi assim que o Greenpeace anunciou, na manhã desta segunda-feira em Bonn, a terceira nomeação para o prêmio Motosserra de Ouro. A indicação foi dada à delegação que mais bloqueou as negociações até agora para aumentar a proteção da biodiversidade durante a 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica que está sendo realizada na Alemanha. No momento em que a COP9 se encontra em um beco sem saída para mobilizar mais recursos para proteger a biodiversidade global, o Japão – que é o atual presidente do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia) e é o próximo presidente da CBD em 2010 – está minando todos os esforços para estabelecer uma iniciativa financeira por parte do G8 para assegurar uma rede de áreas protegidas em julho, no Japão.
Durante as discussões do Grupo de Contato sobre áreas protegidas neste domingo, o Japão, com apoio do Reino Unido, quis apagar "imediatamente" um parágrafo que convida os países do G8 a implementar uma iniciativa financeira para aumentar a proteção da biodiversidade. De acordo com fontes das delegações, o Japão enviou cartas para diversos países antes do início da Conferência em Bonn pedindo que eles não apoiassem este pedido de ação.
Em outra manobra, o Japão também convidou os países africanos para uma reunião para discutir questões ambientais antes do encontro do G8, em uma clara tentativa para esvaziar as negociações da ONU.
Na semana passada, o Brasil ganhou a nomeação para receber a Motosserra de Ouro - juntamente com o Canadá - por tentar minimizar a importância da CBD ao ignorar o mandato da Convenção para discutir aumento da proteção para a biodiversidade e floresta. Brasil e Canadá defendem que estas questões devem ser discutidas no âmbito do Fórum da ONU para Florestas, cuja política para a conservação florestal é muito mais branda do que a CDB. Foi a segunda nomeação do Canadá, que já havia merecido o prêmio ao propor que “não-Partes”, principalmente as ONGs, fossem impedidas de participar das discussões da Convenção.
Reportagem viajou ao local e encontrou milionários russos se divertindo.
Equipes de pesquisa mergulham equipamentos por cerca de um ano.
A reportagem do jornal norte-americano "New York Times" viajou até o Pólo Norte pela primeira vez e, além de muito gelo e de equipes de pesquisa, encontrou milionários russos passando férias e se divertindo.
Veja o vídeo em português ao lado
Lá, no topo do mundo, eles esquiam, se divertem em grupos e comem pratos típicos de seu país.
A equipe voou 800 km sobre o mar de gelo e aterrissou sobre o oceano congelado com 4,3 mil metros de profundidade.
No ambiente gelado, as placas de gelo colidem formando montes ao redor do acampamento.
Veja o vídeo em inglês ao lado
De acordo com pesquisadores da Universidade de Washington, os equipamentos de pesquisa, mais de 3 km ao todo, ficam ancorados no mar por cerca de um ano e depois são retirados por mergulhadores.
Intencionalmente deixamos para discutir por último este fator, de extraordinária importância para o Bioma do Cerrado, seja pelos múltiplos e diversificados efeitos ecológicos que exerce, seja por ser ele uma excelente ferramenta para o manejo de áreas de Cerrado, com objetivos conservacionistas. "Mas"... o leitor diria intrigado: "como conservar, ateando fogo ao Cerrado?". A resposta é simples: proteção total e absoluta contra o fogo no Cerrado é uma utopia, é extremamente difícil. O acúmulo anual de biomassa seca, de palha, acaba criando condições tão favoráveis à queima que qualquer descuido com o uso do fogo, ou a queda de raios no início da estação chuvosa, acabam por produzir incêndios tremendamente desastrosos para o ecossistema como um todo, impossíveis de serem controlados pelo homem. Neste caso é preferível prevenir tais incêndios, realizando queimadas programadas, em áreas limitadas e sucessivas, cujos efeitos poderão ser até mesmo benéficos. Tudo depende de sabermos manejar o fogo adeqüadamente, levando em conta uma série de fatores, como os objetivos do manejo, a direção do vento, as condições de umidade e temperatura do ar, a umidade da palha combustível e do solo, a época do ano, a freqüência das queimadas etc. É assim que se faz em outros biomas savânicos, semelhantes aos nossos Cerrados, de países como África do Sul, Austrália, onde a cultura ecológica é mais científica e menos emocional do que a nossa"Mas..." diria ainda o leitor: "... e quando o homem não estava presente em tais regiões, no passado remoto, incêndios desastrosos também não ocorriam em conseqüência dos raios? Não seria melhor deixar queimar, então, naturalmente?". Grandes incêndios certamente ocorriam, só que não eram desastrosos. Não existiam cercas de arame farpado prendendo os animais. Eles podiam fugir livremente do fogo, para as regiões vizinhas. Por outro lado, áreas eventualmente dizimadas pelo fogo podiam ser repovoadas pelas populações adjacentes. Hoje é diferente. Além das cercas, a vizinhança de um Parque Nacional ou qualquer outra unidade de conservação, é formada por fazendas, onde a vegetação e a fauna natural já não mais existem. O Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, por exemplo, é uma verdadeira ilha de Cerrado, em meio a um mar de soja. Se a sua fauna for dizimada por grandes incêndios, ele não terá como ser naturalmente repovoado, uma vez que essa fauna já não mais existe nas vizinhanças. Manejar o fogo em unidades de conservação como esta é uma necessidade urgente, sob pena de vermos perdida grande parte de sua biodiversidade.
Poucas são as nossas unidades de conservação, com áreas bem significativas, onde o Cerrado é o bioma dominante. Entre elas podemos mencionar o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84.000 ha), o ParqueNacional da Chapada dos Guimarães (33.000 hs), o Parque Nacional da Serra da Canastra (71.525 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60.000 ha), o Parque Nacional de Brasília (28.000 ha). Embora estas áreas possam, à primeira vista, parecer enormes, para a conservação de carnívoros de maior porte, como a onça-pintada e a onça-parda, por exemplo, o ideal seria que elas fossem ainda maiores.
Se considerarmos que cerca de 45% da área do Domínio do Cerrado já foram convertidos em pastagens cultivadas e lavouras diversas, é extremamente urgente que novas unidades de conservação representativas dos cerrados sejam criadas ao longo de toda a extensão deste Domínio, não só em sua área nuclear mas também em seus extremos norte, sul, leste e oeste. A criação de unidades de conservação com áreas menos significativas não deve, todavia, ser menosprezada. Quando adequadamente manejadas, elas também são de enorme importância para a preservação da biodiversidade. Só assim se conseguirá, em tempo, conservar o maior número de espécies de sua rica e variadíssima flora e fauna.
A grande maioria das atuais unidades de conservação, sejam elas federais, estaduais ou municipais, acha-se hoje em uma situação de completo abandono, com sérios problemas fundiários, de demarcação de terras e construção de cercas, de acesso por estrada de rodagem, de comunicação, de gerenciamento, de realização de benfeitorias necessárias, de pessoal em número e qualificação suficientes etc. Quanto ao manejo de sua fauna e flora, então nem se fale. Pouco ou nada se faz para conhecer as populações animais, seu estado sanitário, sua dinâmica etc. Admite-se "a priori" que elas estão bem pelo simples fato de estarem "protegidas" por uma cerca, quando esta existe. Na realidade, isto poderá significar o seu fim. Problemas de consangüinidade, viroses, verminoses, epidemias, poderão estar ocorrendo entre os animais, dizimando-os dramaticamente, e nem se sabe disto. Pesquisas a médio e longo prazo são essenciais para que possamos compreender o que acontece com as populações animais remanescentes nos cerrados. Paralelamente, espécies exóticas de gramíneas, principalmente as de origem africana, como o capim-gordura, o capim-jaraguá, a braquiária, estão invadindo estas unidades de conservação e substituindo rapidamente as espécies nativas do seu riquíssimo estrato herbáceo/subarbustivo. Dentro de alguns anos, ou décadas que seja, estas unidades transformar-se-ão em verdadeiros pastos de gordura, jaraguá ou braquiária e terão perdido, assim, toda a sua enorme riqueza de espécies de outrora.
Às vezes focamos num só problema e acabamos nos esquecendo de outros de igual importância, senão mais importântes. A Amazônia está sendo discutida por todo o planeta, todos os olhos estão voltados para ela, mas nós brasileiros estamos nos esquecendo da Mata Atlântica. Apenas 1% de toda sua cobertura original ja foi destruída, mas não só a mata, milhões de seres que faziam desta seu habitat hoje já não existem, ou se existem hoje invadem cidades por toda a costa brasileira. Das espécies que habitam o que restou da mata, 50% são espécies que não existem em nenhum outro local do planeta. Gente, somente UM POR CENTRO DE TODA COBERTURA ORIGINAL EXISTE, temos que cobrar dos nossos governantes mais ação, mais fiscalização. Não são pessoas que moram no litoral que vão perder uma riquesa de valor inestimável e não somente o Brasil, mas todo o planeta, todas as mais de seis bilhões que fazem desde lugar sua casa.
Cidade ficou sob areia por causa das fortes rajadas de vento (Foto: Efraim Caetano dos Santos/ VC no G1 )
Pessoas tiveram dificuldades de se locomover (Foto: Efraim Caetano dos Santos/ VC no G1)
Após o recorde de temperatura, que chegou a 39ºC, um temporal de areia se formou na tarde desta segunda-feira (19) em Ji-Paraná (RO) e causou a morte de uma pessoa. A vítima foi um mototaxista de 40 anos, que trafegava por uma linha rural quando foi atingido por uma árvore. A filha da vítima, de 18 anos, que estava na garupa, sofreu apenas alguns arranhões, segundo informações do Corpo de Bombeiros do município.
A intensidade dos ventos assustou os moradores — segundo estação metereológica particular nos altos do Bairro Nova Brasília, no segundo distrito da cidade, as rajadas de vento ultrapassaram 80 km/h, o que deixou diversas ruas com a visibilidade a, praticamente, zero, devido à areia que se levantou.
A tormenta durou pouco mais de quinze minutos e a chuva não caiu com intensidade. Somente alguns pontos registraram acúmulo de chuva superior a 10 mm, mas na maior parte da cidade houve apenas chuviscos. Nos altos do primeiro distrito e em grande parte da área rural não choveu.
www.g1.com.br / Efraim Caetano dos SantosInternauta, Ji-Paraná, RO.
Como dito na postagem anterior, não só a flora e a fauna que circundam o rio Madeira estão ameaçados com a construção das usinas, mas índios e famílias inteiras que durante toda sua vida viveram junto ao rio e dalí tiram seu alimento.
Os habitantes das regiões próximas à construção temem que cerca de 100.000 pessoas cheguem de outros lugares para trabalhar no local, e como conseqüência traz consigo pobreza, desigualdade social, sem contar na destruição, quase certa do maior dos aproximados mil afluentes do Amazonas.
Queremos desenvolvimento sim, mas um desenvolvimento que traga benefício a todos e não a uma pequena parte, e que respeite o ser humano os animais, as árvores, e o principal prejudicado com toda essa história, o rio Madeira.
Não podemos esquecer que vivemos num mundo capitalista onde o único bem que não pode sofrer risco algum são os bilhões de dólares investidos em donos de bolsos que não têm olhos para ver o que pode acontecer no futuro. E o pior de tudo é que no caso do Madeira, todo o lucro dos quase 9 BILHÕES investidos não irá beneficiar sequer uma árvore, um peixe...ou um ser humano. livearth.blogspot / Projeto Joe Terra Viva
"Sair daquele nicho de só ficar preocupado com biodiversidade na agenda do setor ambiental e começar a ver e mostrar para a sociedade que biodiversidade é importante, que a nossa vida depende da biodiversidade no nosso dia-a-dia" argumentou Bráulio Dias, diretor de CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE do Ministério do Meio Ambiente.
Tudo bem, deixa eu ver se entendi. O Governo quer mostrar à sociedade brasileira que a BIODIVERSIDADE é importante, mas ao mesmo tempo aprova consórcio de nome "Energia Sustentável do Brasil" no rio Madeira, um dos afluentes do rio Amazonas, para a CONSTRUÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA de Jirau. Mas espera, e o lago a ser formado, resíduos da construção, toda a parafernália a ser utilizada na faraônica realização do projeto? Será que nada disso irá afetar a BIODIVERSIDADE do local? Certamente sim, e não somente animais ou plantas.
José Alves Pereira, é agricultor e planta num sítio de 151 hectares junto ao rio. A renda com a venda dos animais e da produção de feijão, milho, melão, melancia, batata doce e açaí é suficiente para sustentar ele, a mulher, o filho e a filha casada, que já lhe deu dois netos.
Seu Zé Riqueta, como é conhecido, diz que participou de uma das audiências públicas promovidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), mas que não teve oportunidade de se pronunciar. Por isso, ele ainda tem muitas dúvidas, não sabe se, com o alagamento do seu sítio, vai ser transferido para um lugar onde poderá continuar plantando.
“Eu me sinto ameaçado. Aquilo que fiz, que poderia servir para meus filhos e netos, VAI SER ALAGADO. Mas o que mais tenho medo é do que vai ser dos mais velhos. Eu tenho vizinhos de até 88 anos de idade. Ninguém recomeça nessa idade, porque já gastou todas as forças. Ele chegou aqui novo, hoje tá velho e fez tudo o que fez na vida para ter um sossego e agora vai ser preciso sair”.
Colônia fica em uma cordilheira submarina do continente de gelo. No local vivem dezenas de milhões de indivíduos da espécie.
Um grupo de cientistas descobriu no pico de uma das cordilheiras marinhas que rodeiam a Antártida uma gigantesca colônia de estrelas-do-mar, que recebeu o nome de "Cidade das Estrelas", e que desafia os conhecimentos tradicionais das montanhas marítimas.
Pesquisadores da Austrália e da Nova Zelândia inscritos no Centro da Vida Marinha - um projeto que recolhe informação sobre todas as formas de vida que existem nos oceanos - apresentaram os primeiros resultados de sua expedição à cordilheira Macquarie, que se estende do sul da Nova Zelândia até o continente antártico.
Imagens submarinas revelam abundância da espécie (Foto: AP)
Em abril, a expedição capturou as primeiras imagens de uma gigantesca colônia de estrelas-do-mar formada por dezenas de milhões de exemplares no pico de uma das montanhas da cordilheira submarina, uma descoberta inesperada e que os pesquisadores chamaram de "Cidade das Estrelas".
A descoberta desta colônia em massa foi um dos principais achados da expedição, mas, como disse Ashley Rowden, um dos cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica (NIWA, em inglês) da Nova Zelândia, a informação coletada está começando a ser analisada.
"Em alguns casos, as primeiras conclusões começarão a ser conhecidas em um ano. Em outros, demoraremos até três anos", afirmou Rowden.
O pesquisador explicou que a cordilheira Macquarie é uma cadeia montanhosa que se estende ao longo de mais de 1.400 quilômetros e é um dos poucos lugares onde a Corrente Circumpolar Antártica se desvia.
A corrente é como um gigantesco rio submarino que conecta os Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e circula em sentido horário em torno do Pólo Sul.
Os pesquisadores constataram que a corrente circula através dos desfiladeiros e dos picos da Macquarie a uma velocidade de 4 km/h.
O doutor Mike Williams, outro membro da expedição, explicou que a essa velocidade extrema "estima-se que a corrente seja entre 110 e 150 vezes maior do que toda a água que flui de todos os rios do mundo".
Colônia fica em montanha marinha (Foto: AP)
Os membros da expedição destacaram que acreditam que é a velocidade da corrente que permite a existência de uma colônia em massa de estrela-do-mar.
Rowden disse que, para sobreviver, os equinodermos "só precisam estender os braços e capturar os nutrientes que são empurrados pela corrente", e a força da água os protege dos predadores.
Outro dos aspectos que mais chamou a atenção dos cientistas é que, embora a base da montanha marinha onde fica a colônia de estrelas-do-mar fique a 850 metros da superfície da água, o pico da mesma está a apenas 90 metros de profundidade.
"Com nossas observações preliminares, acho que talvez precisemos questionar as divulgações prévias sobre as montanhas marinhas", explicou Rowden.
"Estamos realmente entusiasmados de ver tamanha quantidade de estrelas marinhas em Macquarie. Não só é incrível ver quantidades imensas de um único tipo de organismo, mas as implicações do achado em relação à singularidade das montanhas marinhas podem ser de grande alcance", acrescentou Rowden.
De fato, os cientistas consideram que haja 100 mil montanhas submarinas de pelo menos mil metros de altitude. Desse total, no entanto, apenas 200 foram estudadas detalhadamente.
No caso da Macquarie, a única expedição que tinha pesquisado anteriormente a cordilheira com algum detalhe foi a de uma equipe americana nos anos 1960.
A expedição australiano-neo-zelandesa utilizará os dados dessa viagem científica para estudar outros aspectos, como os efeitos da mudança climática e as alterações na temperatura das águas, explicou Williams.
Alunos do curso de Publicidade e Propaganda do IESB, em Brasília, estão preparando o 1º Debate sobre aquecimento global em escolas da capital federal.
Após inumeros estudos e pesquisas nas ruas os alunos da faculdade irão promover tal evento.
O objetivo é trazer à realidade as consequências causadas pelo fenômeno que vem preocupando autoridades do mundo inteiro e principalmente as brasileiras.
Nós brasileiros, pensávamos estar imunes à tais fenômenos, mas desde o começo da presente década começamos a sofrer também com o restante do planeta. Ciclones extra-tropicais, chuvas no nordesde, seca na amazônia e sul do país nos mostraram que estamos tão vulneráveis como qualquer outro país do globo.
Exemplo recente de tal afirmação aconteceu no último mês, com um ciclone que atingiu o sul do país, deixando milhares de pessoas desabrigadas e destruindo milhares de lares.
O Projeto Terra Viva e o blog livearth.blogspot.com apoiam os alunos de Publicidade e Propaganda do IESB.
Americanos demoraram para tomar decisão de pôr animal na lista dos que correm risco. Governo citou aquecimento global, gerando perda de habitat, como principal causa.
Ursos polares em seu habitat natural (Foto: Reuters)
Os Estados Unidos classificaram o urso polar do Alasca como uma espécie que corre perigo de extinção e que requer uma proteção especial, anunciou o secretário para os assuntos internos encarregado dos parques nacionais, Dirk Kempthorne.
"Hoje, classifico o urso polar como uma espécie ameaçada, em virtude da lei sobre as espécies ameaçadas", declarou Kempthorne durante uma entrevista coletiva.
Essa decisão se baseia principalmente "no importante desaparecimento, nas últimas décadas, do gelo polar, crucial para a sobrevivência desse animal", explicou.
Além disso, modelos informáticos indicam que "o gelo ártico vai provavelmente continuar derretendo no futuro", acrescentou.
Os donos do cãozinho Wasabi, da raça Golden Retriever, devem ter levado um susto quando o bichinho nasceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O filhote tem pêlo esverdeado -- o que, segundo veterinários da cidade americana, tem a ver com a mistura do fluido amniótico, ou "bolsa d'água", com a placenta da mãe durante o parto. O fenômeno pode afetar filhotes de pêlo muito claro. Ainda de acordo com os veterinários, a cor esquisita deve acabar sumindo com o tempo.