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sábado, 3 de maio de 2008

Tempo ruim permanece neste domingo e segunda na região Sul

Centro-leste do Rio Grande do Sul deve ter ventos de até 80 km/h neste domingo.Na segunda-feira, ciclone deve provocar ventos no sul de Santa Catarina.

Por causa do ciclone extratropical, a faixa centro-leste do Rio Grande do Sul deve continuar com ventos fortes e algumas rajadas chegando a 80 km/h neste domingo (4), segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).

Guto Kuerten
Estragos causados pelo temporal, com forte chuva e rajadas de vento, na cidade de Florianópolis (SC). Foto: Guto Kuerten/Agência RBS/AE


De acordo com o Cptec, o ciclone deve permanecer no oceano, mas muito próximo à costa e influenciando muito a faixa centro-leste do Rio Grande do Sul. Para o centro, esta faixa do estado, principalmente a região litorânea, deve ter ventos entre 40 e 60 km/h e algumas rajadas chegando a 80 km/h.

Já para segunda-feira (5), o Cptec destaca que o ciclone extratropical deve provocar ventos na região Sul de Santa Catarina. A partir de terça-feira, o tempo deve melhorar. Um dos modelos está indicando o ciclone indo para nordeste e outro indicando para sudeste, mas ambos mostrando seu afastamento para o oceano.

Na madrugada deste sábado (3), as rajadas de vento passaram dos 100 km/h em Porto Alegre (RS). A intensidade da chuva complicou o trânsito da capital gaúcha. Pelas ruas, muitas árvores caídas e fios de energia elétrica.

Às 17h45 deste sábado, mais de 270 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica no Rio do Grande do Sul, informaram ao G1 a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Rio Grande Energia (RGE) e AES Sul. Veja a galeria de imagens.

O ciclone também provocou estragos em Santa Catarina. Casas e estabelecimentos ficaram destelhados na capital Florianópolis por causa dos fortes ventos. Além da capital, houve estragos em Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e em Tubarão.

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Orca 'passeia' no mar da Barra da Tijuca

Animal de sete metros de comprimento foi visto próximo ao Píer.
Os bombeiros acompanharam o animal até São Conrado.
Uma orca chamou a atenção de banhistas na manhã deste sábado (3) na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal de cerca de sete metros de comprimento foi visto próximo ao Píer da Barra. Os bombeiros acompanharam o animal, que na verdade é uma das espécies da família dos golfinhos, até São Conrado, também na Zona Oeste. Segundo biólogos, a orca costuma ser amistosa, alimentando-se na maior parte das vezes de peixes, moluscos, aves e tartarugas e pode ter se aproximado da costa ao seguir um cardume. Um animal adulto pode pesar até nove toneladas. (Foto: Hipólito Pereira/Ag. O Globo) Veja imagens da orca

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domingo, 27 de abril de 2008

Investimento no Nordeste se diversifica, mas região cresce menos que o país

Nordeste ganha força em mineração, alimentos, petroquímica, combustíveis e confecções.
Apesar disso, Banco do Nordeste prevê crescimento abaixo da média nacional em 2008.

O mapa de investimentos do Nordeste nos próximos anos reflete uma diversificação dos setores que estão voltando seus olhos para a região. Estão previstos novos projetos em petroquímica, combustíveis, mineração, construção civil, agricultura, tecnologia, confecções, logística e agricultura extensiva em diversos estados.

Entretanto, de acordo com o Banco do Nordeste, responsável por projetos de fomento à região, isso ainda não vai ser suficiente para garantir que o Nordeste acompanhe o crescimento médio do país em 2008.

Apesar da diversificação prevista para a região, um estudo conjuntural do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 4,8% em 2008, enquanto o Nordeste deve registrar expansão de 4,4% no ano.

A indústria está entre os segmentos que têm maior descompasso com o ritmo nacional: em 2007, o crescimento do setor na região foi cerca de 50% menor que o brasileiro.

O estudo mostra que a região ainda é altamente dependente dos repasses do governo federal - 48% dos recursos gastos pelas cidades da região são repassados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Além disso, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) também terá impacto negativo para a região. Segundo o Etene, o Nordeste recebia quase o dobro que a arrecadava com a CPMF.

Fernando Scheller
G1
Fazenda no cerrado piauiense: grandes áreas plantadas com soja e milho, apesar da infra-estrutura deficiente (Foto: Fernando Scheller/G1)
Aumento da renda

Boa parte do crescimento e da melhoria da qualidade de vida da região, segundo o Banco do Nordeste, está ligado a programas sociais e de distribuição de renda do governo federal, como o Bolsa-Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Foram projetos como esses, segundo o Etene, que permitiram que cerca de 6 milhões de nordestinos fossem promovidos à "classe C" - com renda entre R$ 700 e R$ 1,2 mil - desde 2003. O instituto diz que o crescimento da renda é diretamente proporcional à alta do consumo na região, refletido no movimento das redes de varejo e também no crescimento do segmento de bancos populares na região.

A emergência da classe C na região motivou o empresário mexicano Ricardo Salinas a começar pelo Recife seu projeto de abrir 1,5 mil lojas do Banco Azteca no Brasil. As unidades do Azteca, segundo o diretor-geral do banco no Brasil, Paulo Bezerra, estarão dentro das lojas Elektra, que fazem parte do mesmo grupo. O objetivo é disponibilizar produtos e financiamento no mesmo lugar.

Segundo Bezerra, outra meta do Azteca é atrair novos consumidores nordestinos para o sistema bancário. Para atrair clientes, o Azteca está oferecendo a abertura de conta-corrente com cartão de débito com depósito inicial de R$ 5.

Alimentos

O aumento da renda também influencia o consumo de alimentos na região. O mercado nordestino de alimentos congelados está em alta, o que se reflete em investimentos tanto de grupos nacionais quanto de redes locais.

O diretor da empresa paraibana Guaraves Alimentos, Ivanildo Coutinho, afirma que o frango caiu no gosto do consumidor nordestino, e o consumo de aves vem crescendo muito na região. Por isso, ressalta ele, todos os investimentos no segmento têm mercado certo: “O Nordeste ainda não produz todo o frango que consome.”

As duas maiores produtoras brasileiros de alimentos também perceberam este nicho de mercado. A Sadia vai construir uma fábrica de R$ 250 milhões em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, enquanto a Perdigão vai erguer dois empreendimentos ao custo de R$ 280 milhões na cidade de Bom Conselho, no mesmo estado. O número de empregos gerado pela Perdigão será de 950, enquanto a Sadia deve criar 1,2 mil vagas.

A Guaraves Alimentos, conhecida no Nordeste pela marca de frango congelado Bom Todo, também está em expansão: a companhia vai inaugurar um novo abatedouro industrial no segundo semestre, ao custo de R$ 150 milhões. Além disso, a Guaraves prevê investir R$ 15 milhões em uma unidade de armazenamento de grãos em Uruçuí, no Sul do Piauí. Os dois projetos vão gerar 650 novos postos de trabalho.

Agronegócio

O investimento da Guaraves em Uruçuí reflete outra transformação ocorrida na economia nordestina: nos últimos dez anos, as áreas de cerrado da Bahia, do Maranhão e do Piauí tornaram-se grandes produtoras de grãos, com destaque para a soja. Coutinho, da Guaraves, explicou que a ida para o Piauí reflete a produção dos grãos que podem ser usados como ração para o frango.

Na passagem da reportagem pelo Sul do Piauí, o G1 constatou que agricultores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste trocaram fronteiras agrícolas já desenvolvidas pelo inexplorado Piauí nos últimos dez anos para multiplicar sua área plantada.

A Fazenda Progresso, uma das mais conhecidas da região, tem área o suficiente para estender suas plantações para até 28 mil hectares - cerca de dez vezes do que é considerada uma fazenda de grande porte em estados agrícolas como o Paraná, por exemplo.

Apesar da infra-estrutura deficiente - nenhuma das estradas de acesso ao Sul do Piauí é asfaltada -, a multinacional agrícola Bunge instalou uma unidade de recebimento e processamento de grãos em Uruçuí. De acordo com os agricultores, a maioria dos grãos comprados pela multinacional tem como destino o mercado nacional, em especial o nordestino.

Fernando Scheller
G1
Laptop produzido pela Bitway, empresa do pólo de tecnologia de Ilhéus: tecnologia a preços acessíveis (Foto: Fernando Scheller/G1)


Têxteis e tecnologia

O aumento da renda no Nordeste também se reflete no setor de confecções. O pólo têxtil do agreste pernambucano tem dificuldades em encontrar mão-de-obra para aumentar a produção de roupas, segundo empresários ouvidos pelo G1.

O pólo de roupas populares movimenta mais de R$ 1,5 bilhão ao ano, segundo a Agência de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco. O setor de confecções reúne mais de 12 mil empresas e 90 mil trabalhadores em 13 cidades do agreste pernambucano.

Para atender o público nordestino, o pólo de tecnologia de Ilhéus, no Sul da Bahia, produz computadores “populares” que são vendidos a partir de R$ 800. A empresa Bitway, instalada na cidade, tem uma marca desenvolvida exclusivamente para um grande grupo de varejo da região – as Lojas Insinuante.

A empresa deve produzir 360 mil PCs neste ano, devendo faturar R$ 230 milhões, com alta de 30% em relação à receita de 2007.

Grandes projetos

As duas maiores empresas do país – Petrobras e Vale do Rio Doce – também têm bilionários que pretendem explorar o potencial das reservas naturais nordestinas e o potencial logístico da região, que está mais próxima de dois importantes mercados para produtos brasileiros: os Estados Unidos e a Europa.

Em Pernambuco, a Petrobras está construindo as Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica de Suape, ao custo de R$ 4 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. O gasoduto Nordeste-Sudeste, que passará pelos estados da Bahia e de Sergipe, terá investimento total de R$ 4,6 bilhões até 2010. A empresa também tem projetos no setor de biodiesel na Bahia e no Ceará, com investimentos de R$ 570 milhões.

No Maranhão, os investimentos da Vale do Rio Doce estão concentrados no setor de logística para transporte do minério até o Porto de São Luís. No ano passado, a empresa investiu R$ 1 bilhão no estado, sendo quase dois terços em transporte: a Estrada de Ferro Carajás recebeu R$ 469 milhões em investimentos, enquanto R$ 277 milhões foram aplicados na área portuária.

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sábado, 26 de abril de 2008

Conheça os alimentos que podem acabar desaparecendo do planeta

Exploração descontrolada coloca em risco atum, bacalhau e outros peixes nobres.
Descaso com variedades tradicionais de plantas e animais também é ameaça.
Publicitários sem muita consciência ambiental poderiam muito bem criar placas com os dizeres "Coma antes que acabe" e distribuí-las pela seção de frutos do mar dos supermercados mundo afora. O humor negro seria justificado: peixes e assemelhados estão entre as principais fontes de alimento com risco de desaparecer da Terra, graças principalmente à coleta irresponsável.

Foto: Reprodução
O bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) em seu ambiente natural (Foto: Reprodução)


Mas eles certamente não estão sozinhos. O perigo de sumir do mapa também ronda boa parte das variedades tradicionais de plantas e animais domésticos do mundo, bem como seus parentes mais próximos que ainda existem em estado selvagem. Há uma tendência preocupante de substituição dessa variabilidade por umas poucas raças e cultivares comerciais. Não é só o paladar, necessariamente menos diversificado, que perde com isso: as variantes tradicionais e silvestres guardam genes importantes para rusticidade, resistência a doenças e até produtividade. Seria burrice jogá-las fora -- mas é o que está acontecendo.


Redes gulosas

A julgar por um estudo recente, coordenado por Stephen R. Palumbi, da Universidade Stanford (EUA), a situação nunca esteve tão negra para quem gosta de um bom peixe. Se tudo continuar como está, calculam Palumbi e seus companheiros, nenhuma das espécies marinhas exploradas comercialmente hoje estará disponível para consumo humano em 2050.

Os cálculos dos pesquisadores sugerem que quase metade dessas espécies já perdeu 90% ou mais de sua população. Desde 1994, quando o mundo atingiu o pico de capturas pesqueiras, a quantidade de peixes efetivamente pescados só tem diminuído. E as principais vítimas são justamente os mais nobres, como o atum-azul e o bacalhau -- no caso do primeiro, a população total da espécie decaiu 92% desde os anos 1950.

O grande problema relacionado à pesca intensiva desses animais é o nicho ecológico que eles ocupam -- eles são todos grandes predadores de crescimento lento, o que aumenta em muito a dificuldade de manter suas populações. Em termos terrestres, comer bacalhau ou atum seria como criar leões para fazer hambúrguer -- os bichos teriam de comer carne de vacas, as quais, por sua vez, precisariam de pasto. É um processo extremamente ineficiente.

Foto: Reprodução
Reprodução
Fungo conhecido como sigatoka-negra assusta produtores de banana (Foto: Reprodução )
Diversidade genética em baixa

Anos atrás, o cientista belga Émile Frison lançou o alerta de que a banana-nanica poderia desaparecer do planeta se os parasitas que afetam a fruta, como o fungo sigatoka-negra, não fossem combatidos urgentemente com novas técnicas. A situação, embora exagerada pelo pesquisador, é realmente grave. A banana é basicamente um clone, o que significa baixa variedade genética e maior vulnerabilidade a doenças. Embora outras plantas e animais domésticos não sejam clones, riscos parecidos os aguardam, especialmente porque sua variabilidade genética tem encolhido graças ao domínio de poucas raças e variedades comerciais.

Esse processo pode acabar se revelando um péssimo negócio para o Brasil, afirma Arthur Mariante, líder do projeto de conservação e uso de recursos genéticos animais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "No caso das raças tradicionais de gado trazidas para o Brasil pelos portugueses e espanhóis, vamos perder 500 anos de seleção natural e adaptação às condições do nosso território", declarou Mariante ao G1.

Explica-se: embora os colonizadores não praticassem o melhoramento intensivo de raças, bichos como bovinos, ovinos e suínos, entre outros, assumiram características específicas para sobreviver nos ambientes das várias regiões do Brasil. Além de serem rústicas -- capazes de ganhar peso mesmo com alimentação não-reforçada e de resistir melhor a doenças --, as raças tradicionais também podem ser muito produtivas, diz o pesquisador da Embrapa.

Nicho de mercado

"A vaca curraleira [raça típica do Nordeste], por exemplo, produz um bezerro por ano, e isso durante décadas, enquanto raças européias ou os zebus precisam alternar", conta Mariante. "O caracu [bovino tradicional de São Paulo] muitas vezes bate outras raças em competições de ganho de peso."

"Essas raças certamente conseguiram achar um nicho ecológico aqui no Brasil. O que a gente precisa fazer agora é achar um nicho de mercado para elas", diz o pesquisador. Os produtores do Nordeste, por exemplo, costumam afirmar que poucas carnes se comparam, em sabor e maciez, à do gado curraleiro. O Brasil, embora seja um grande exportador de carne bovina, ainda fica atrás em termos de carne de alta qualidade, nicho que poderia ser suprido pelo curraleiro.

Foto: Arthur Mariante/Divulgação
Touro curraleiro: segundo produtores nordestinos, a maciez da carne é incomparável (Foto: Arthur Mariante/Divulgação)

Outra possível saída para as raças tradicionais de suínos do Brasil, muito usadas no passado para a produção de banha, seria direcioná-los para a fabricação de presuntos finos, como os feitos hoje na Espanha e em Portugal. "Os consumidores europeus estão cada vez mais preocupados com o bem-estar animal, dando valor às carnes produzidas com os animais soltos. Os nossos suínos agüentam muito bem esse tipo de criação, enquanto as raças estrangeiras não. É um caminho interessante para valorizar essas raças", diz Mariante.

Mandioca a perigo

Não há sinais de que a mandioca, um dos alimentos mais populares do Brasil, vá sumir das mesas. No entanto, levantamentos feitos pelo biólogo Nagib Nassar, da Universidade de Brasília (UnB), mostram que recursos genéticos importantes para a planta estão sendo perdidos.

Nassar estuda os centros de diversidade dos parentes selvagens da mandioca, localizados no cerrado do Centro-Oeste brasileiro. Ele visita a região desde os anos 1970 e diz que pelo menos três espécies podem ter se extinguido. A perda é importante porque as formas selvagens da planta são mais rústicas e possuem teor mais alto de proteínas, vantagens que poderiam ser trazidas para a mandioca doméstica por meio de cruzamentos ou engenharia genética

Em maior ou menor grau, o problema acontece com os parentes selvagens de boa parte das plantas utilizadas comercialmente, como o milho e o trigo.

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pingüim 'careca' ganha jaqueta para se proteger do frio

Pierre tinha 25 anos, enquanto a maioria dos animais da espécie não passa dos 20.
A roupa nova recuperou suas penas e sua auto-estima.
A vida não estava nada fácil para o pingüim Pierre, um senhor de 25 anos de idade. Dia após dia, ele ficava cada vez mais careca, suas belas penas sendo trocadas por uma vergonhosa pele cor-de-rosa. Nadar, coisa que fazia desde pequeno, foi se tornando insuportável. Logo, veio a depressão e Pierre passou a se isolar, tremendo, sozinho no tanque, longe da companhia dos amigos. Mas, logo, tudo mudou. Um grupo de biólogos americanos se comoveu com o bichinho e mandou fazer, sob medida, uma bela jaqueta para protegê-lo do frio. Com a roupa nova, Pierre voltou a ser o mesmo: suas penas cresceram de novo (até mesmo aquelas que não eram cobertas pelo tecido), ele voltou a nadar e agora até já exibe a personalidade de macho arrogante que tinha antes.

AP

A jaqueta do pingüim é feita do mesmo material usado por surfistas, o tecido impermeável que os mantém aquecidos mesmo nas ondas mais geladas. Ela foi feita e refeita diversas vezes até vestir perfeitamente Pierre, que já vive cinco anos a mais do que a média dos pingüins.

A equipe da Academia de Ciências da Califórnia tinha medo, no entanto, que os demais animais do tanque não aceitassem o novo visual do amigo. Mas isso não foi um problema. Os pingüins receberam Pierre e sua jaqueta muito bem e ele voltou ao convívio normal do grupo.

Foto: AP

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Vazamento de óleo deixa mar laranja na Colômbia

Moradores disseram que óleo provocou morte de peixes.
Autoridades falaram que óleo que vazou é biodegradável.

Vazamento de óleo deixa mar laranja na Colômbia

Moradores disseram que óleo provocou morte de peixes.
Autoridades falaram que óleo que vazou é biodegradável.

Foto: AFP
Pescadores preparam barco na praia de Taganga, em Santa Marta, departamento de Magdalena, na Colômbia. Um derramamento de 10 toneladas de óleo atingiu a região na última quarta-feira (23). Moradores disseram que o vazamento causou a morte de peixes, mas autoridades disseram que o óleo é biodegradável e não prejudica o meio-ambiente (Foto: AFP)
Foto: AFP
Vista mais ampla mostra as diversas cores formadas na praia colombiana (Foto: AFP)

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nível dos oceanos aumentará 1,5 m até 2100, dizem cientistas

Nova pesquisa foi apresentada na conferência da União Européia de Geociências.
Estimativa é três vezes maior que a estimada pela ONU para o mesmo período.

O derretimento de geleiras, o desaparecimento de placas de gelo e o aquecimento das águas poderiam fazer com que o nível dos oceanos subisse até 1,5 metro até o final deste século, expulsando de suas casas dezenas de milhões de pessoas, afirmou uma nova pesquisa divulgada na terça-feira.

Apresentada em uma conferência da União Européia de Geociências, a pesquisa prevê uma elevação do nível dos oceanos três vezes maior do que o estipulado pelo Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) no ano passado.

O painel sobre o clima, uma entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

Svetlana Jevrejeva, do Laboratório Oceanográfico Proudman, na Grã-Bretanha, disse que a estimativa baseava-se em um novo modelo matemático que permitiu estabelecer com precisão o nível dos oceanos nos últimos 2.000 anos.

"Durante os últimos 2.000 anos, o nível dos oceanos manteve-se praticamente estável", afirmou a cientista a jornalistas, em meio ao encontro realizado em Viena.

No entanto, o ritmo no qual o nível dos oceanos sobe hoje está ganhando velocidade, e as águas ficarão de 0,8 a 1,5 metro acima de seu patamar atual quando chegar o próximo século, afirmaram pesquisadores, entre os quais Jevrejeva, em um comunicado.

O nível dos oceanos elevou-se 2 centímetros no século 18,6 centímetros no século 19 e 19 centímetros no século passado, disse a cientista, acrescentando: "parece que o rápido aumento do nível dos oceanos no século 20 deveu-se ao derretimento de placas de gelo."

Os pesquisadores debatem acaloradamente a respeito do quanto o nível dos mares vai elevar-se. O IPCC, por exemplo, diz que tal elevação deve ficar entre 18 e 59 centímetros.

"Os números do IPCC subestimam a realidade", afirmou Simon Holgate, membro também do Laboratório Proudman.

Segundo os pesquisadores, o IPCC não havia levado em conta a dinâmica do gelo -- a velocidade maior na movimentação das placas de gelo, velocidade essa alimentada pelo derretimento, é ela também um fator no desaparecimento das placas e na elevação do nível das águas.

Esse efeito, segundo Steve Nerem, da Universidade do Colorado (EUA), deve gerar um terço do futuro aumento do nível dos oceanos.

"Há vários indícios de que vamos ver uma elevação de 1 metro em 2100", afirmou o cientista, acrescentando que esse fenômeno não ocorreria de maneira uniforme no planeta e que mais pesquisas seriam necessárias para determinar os efeitos dele em cada região.

Os cientistas podem estar em desacordo a respeito da magnitude da elevação, mas estão afinados quando se trata de prever quais serão as áreas mais atingidas -- os países em desenvolvimento na África e na Ásia, que não possuem os recursos necessários para construir proteções contra as águas.

Entre esses estão nações como Bangladesh, cujo território situa-se quase totalmente a uma altura de no máximo 1 metro do atual nível do mar.

"Se o nível dos oceanos elevar-se 1 metro, 72 milhões de chineses vão perder suas casas, junto com 10 por cento da população vietnamita", afirmou Jevrejeva.

www.g1.com.br O portal de notícias da Globo

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nasa/AFP
Imagem de satélite da Nasa mostra os incêndios na Argentina e a fumaça que cobre a capital Buenos Aires. Nesta quarta-feira, autoridades voltaram a fechar estradas da região.
uol.com.br

Cuidado com o que comemos

De cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. Cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios irregulares de defensivos, aponta a Anvisa.

uol.com.br

Fórum Global reúne cadeia de produção da soja

A terceira conferência do Fórum Global da Soja Responsável (RTRS, em inglês) acontece nos dias 23 e 24 de abril, em Buenos Aires, com o tema: “Comida, Ração e Combustível para o Futuro”. O objetivo do encontro é se aproximar de padrões globais para produção de soja responsável.

Com os preços da soja atingindo patamares recordes, a pressão para expandir os negócios se torna maior. Essa pressão aumenta com a enorme demanda por ração para gado e galinhas e produção de biocombustíveis. Para gerenciar este crescimento de maneira sustentável e reduzir os impactos negativos nas pessoas e na natureza, representantes de toda a cadeia produtiva da soja global – produtores, processadores, financiadores e organizações não-governamentais – se juntaram ao Fórum Global da Soja Responsável.

A terceira conferência do Fórum está com 78 inscritos e visa estabelecer os critérios e princípios para produção e comercialização da soja responsável. Trata-se de um processo participativo, envolve múltiplos atores e está na segunda etapa de consulta pública na conferência. Outros tópicos a serem apresentados e debatidos são modelos de verificação do sistema de monitoramento e certificação, o papel dos biocombustíveis, expectativas e contribuições dos consumidores e varejistas e um foco especial na análise da cadeia produtiva da soja na Argentina.

Soja

A indústria da soja é uma das que mais cresce na América do Sul. A produção é uma grande fonte de renda, porém, se cultivada de maneira inadequada, pode trazer graves impactos ecológicos e sociais, especialmente quando áreas de grande valor para a conservação são convertidas em lavoura. Quando o cultivo da soja envolve desmatamento, também contribui para o aumento do aquecimento global.

A área de soja cultivada mais que dobrou nos últimos dez anos nos países considerados grandes produtores do grão: Brasil, Argentina, Paraguai. A demanda por soja deve crescer em cerca de 60% nos próximos 20 anos, especialmente na União Européia e China, onde o produto é usado para fazer ração para animais. Isso pode resultar na ocupação de 16 milhões de hectares de novas áreas de Cerrado e 6 milhões de hectares de florestas tropicais na América do Sul. A maior parte desta conversão pode ser evitada com o uso de técnicas adequadas e planejamento estratégico.

A Rede WWF está convencida de que a produção de soja pode caminhar lado-a-lado com a conservação do meio ambiente e respeito às comunidades tradicionais. Se forem adotadas técnicas apropriadas de planejamento do uso da terra e boas práticas agrícolas. Como implantação de zonas-tampão, manejo sustentável da água e uso responsável de defensivos agrícolas. A Rede WWF encoraja todos os atores da cadeia produtiva a participar do Fórum Global sobre Soja Responsável e buscar juntos um processo participativo para estabelecer princípios e critérios para termos uma soja responsável.

Para mais informações e inscrições, entre no site http://www.responsiblesoy.org
WWF Brasil

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Cds e DVDs de CARBONO!!!


Novidade boa....
Cd's e DVD's de carbono!!! Cientistas desenvolveram uma técnica para produzir plástico a partir de fumaça, legal não? Pois é, novidade (pelo menos para mim ) lançada essa semana.
As pesquisas foram apresentadas nos EUA pelo químico alemão Thomas E. Müller e pelo japonês Toshiyasu Sakakura (palmas para eles - risos). Os processos descrevem técnicas para oferecer objetos mais baratos, seguros e 'verdes', quando comparados com os métodos atuais de fabricação.
O químico diz que mesmo sendo nova essa técnica, não demorará para ser fabricada pelas indústrias.

domingo, 13 de abril de 2008

Os mais mais discutem clima em Paris


É pessoal, parece que a chuva e a neve mexeram com a cabeça dos norte-americanos...ou será que foram os tornados que reviraram alguma coisa ali dentro?
Bom, o que importa é que os Estados Unidos ( não gosto de dizer Estados Unidos da América, pois pra mim todos os Estados do continente americano são... americanos!!! Assim seria, Brasil da América, México da América, até Argentina da América - risos), convocou as nações mais desenvolvidas do globo para o 3º encontro em Paris para o dia 15, onde o assunto abordado será nada mais, nada menos que...CLIMA!!! ( Esse cara tem ficado famoso, daqui uns dias aparece um rapper, um cantor ou até mesmo um candidato à presidência com esse nome). Essa reunião está programada para durar até o dia 18 e contará com a presença do Brasil, representado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Os membros integrantes da reunião acreditam que havendo um diálogo mais breve entre os países "mais mais" do planeta, poderá se chegar a um resultado mais eficaz.

João Paulo Monteiro - livearth.blogspot.com e Projeto Terra Viva

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vulcão atrai turistas no Havaí

O vulcão Kilauea recebe 2 mil turistas por dia.
O Kilauea é o vulcão mais ativo do mundo.

O vulcão Kilauea segue atraindo turistas no sudeste do Havaí, nos Estados Unidos.

Por dia o local recebe 2 mil turistas.


O vulcão é o mais ativo do mundo – está em erupção há 25 anos.


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terça-feira, 1 de abril de 2008

Na Irlanda do Norte, turbinas marítimas vão gerar energia


Veja foto que prevê como o sistema vai funcionar.
Novidade foi divulgada nesta segunda-feira (31).
Uma foto de divulgação distribuída nesta segunda-feira (31) mostra uma projeção de como devem funcionar as grandes turbinas que serão instaladas na costa da Irlanda do Norte com o objetivo de gerar energia elétrica. Apelidadas de 'SeaGen', as hélices devem gerar eletricidade suficiente para abastecer 1.140 residências. (Foto: AFP/Divulgação)

terça-feira, 25 de março de 2008

Operação Arco de Fogo aplicou R$ 23 milhões em multas no Pará

Ibama, Força Nacional de Segurança e PF fazem fiscalização em Tailândia (PA).
Ação começou em fevereiro e mais de 23 mil m³ de madeira foram apreendidos.

Foto: Glauco Araújo/G1
Glauco Araújo/G1
Madeira apreendida por fiscais do Ibama em Tailândia (Foto: Glauco Araújo/G1)

A Operação Arco de Fogo , realizada pela Polícia Federal, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Força Nacional de Segurança, contra o desmatamento ilegal, já aplicou R$ 23 milhões em multas na região de Tailândia (PA) desde fevereiro.

A ação já apreendeu cerca de R$ 9,2 milhões em madeira ilegal desde 25 de fevereiro deste ano, em Tailândia (PA).

O valor corresponde aos 23 mil m³ de madeira ilegal apreendida na região. O valor médio para cada m³ de madeira é de R$ 400, segundo informações do Ibama.

Foram destruídos mais de 1.170 fornos de carvão, elaborados 100 autos de infração, 52 termos de embargo e 74 termos de apreensão e depósito. A fiscalização vistoriou mais de 53 madeireiras e carvoarias. Todas elas foram multadas por alguma irregularidade. Outras 13 madeireiras foram embargadas e quatro desmontadas.

Segundo informações do Ibama, a operação tem três frentes de atuação: Nas madeireiras, carvoarias e no desmatamento. De acordo com o coordenador de operações do Ibama em Tailândia, Bruno Versiani, os sobrevôos de helicóptero orientaram o mapeamento dos focos de desmatamento num raio de 200 quilômetros ao redor de Tailândia.

Em um dos mapeamentos, foi registrada uma área de 480 hectares de floresta nativa desmatada. E outra, com cerca de 519 hectares, também sofreu a ação de madeireiros.

Leilão

A madeira está sendo levada para uma área do Governo estadual na região metropolitana de Belém e, após a conclusão do processo administrativo, será leiloada. O local não é divulgado.

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Operação Arco de Fogo aplicou R$ 23 milhões em multas no Pará

Ibama, Força Nacional de Segurança e PF fazem fiscalização em Tailândia (PA).
Ação começou em fevereiro e mais de 23 mil m³ de madeira foram apreendidos.

Foto: Glauco Araújo/G1
Glauco Araújo/G1
Madeira apreendida por fiscais do Ibama em Tailândia (Foto: Glauco Araújo/G1)

A Operação Arco de Fogo , realizada pela Polícia Federal, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Força Nacional de Segurança, contra o desmatamento ilegal, já aplicou R$ 23 milhões em multas na região de Tailândia (PA) desde fevereiro.

A ação já apreendeu cerca de R$ 9,2 milhões em madeira ilegal desde 25 de fevereiro deste ano, em Tailândia (PA).

O valor corresponde aos 23 mil m³ de madeira ilegal apreendida na região. O valor médio para cada m³ de madeira é de R$ 400, segundo informações do Ibama.

Foram destruídos mais de 1.170 fornos de carvão, elaborados 100 autos de infração, 52 termos de embargo e 74 termos de apreensão e depósito. A fiscalização vistoriou mais de 53 madeireiras e carvoarias. Todas elas foram multadas por alguma irregularidade. Outras 13 madeireiras foram embargadas e quatro desmontadas.

Segundo informações do Ibama, a operação tem três frentes de atuação: Nas madeireiras, carvoarias e no desmatamento. De acordo com o coordenador de operações do Ibama em Tailândia, Bruno Versiani, os sobrevôos de helicóptero orientaram o mapeamento dos focos de desmatamento num raio de 200 quilômetros ao redor de Tailândia.

Em um dos mapeamentos, foi registrada uma área de 480 hectares de floresta nativa desmatada. E outra, com cerca de 519 hectares, também sofreu a ação de madeireiros.

Leilão

A madeira está sendo levada para uma área do Governo estadual na região metropolitana de Belém e, após a conclusão do processo administrativo, será leiloada. O local não é divulgado.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Leõezinhos brancos nascem na Bélgica


Filhotes nasceram na semana passada na cidade de Olmen.
Espécie rara não é albina, mas fruto de uma mutação genética
Filhotes aguardam para serem amamentados (Foto: AFP)

Astronautas fotografam a aurora boreal


Imagem foi capatada da Estação Espacial Internacional.
Da Terra, fenômeno é visto próximo a zonas polares.
Astronautas da Estação Espacial Internacional fotografaram nesta sexta-feira (21) a aurora boreal -e seu efeito ótico na atmosfera da Terra. O fenômeno, uma decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre, é visto como um brilho noturno no céu em regiões próximas a zonas polares. (Foto: Nasa/Reuters)

sexta-feira, 14 de março de 2008

G1 sobrevoa área desmatada no Pará

Fiscais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente checam denúncias de madeireiras.
Do helicóptero, carvoarias e acampamentos irregulares foram descobertos em Tailândia.
Glauco Araújo Do G1, em Tailândia (PA)

Foto: Glauco Araújo/G1
Glauco Araújo/G1
Árvores foram derrubadas em área distante do Centro de Tailândia, no Pará (Foto: Glauco Araújo/G1)

O G1 viajou para Tailândia, no Pará, para mostrar como está a situação da cidade durante a Operação Arco de Fogo, realizada na região desde 25 de fevereiro. A ação conta com integrantes da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Força Nacional de Segurança e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Durante um sobrevôo na região, muitas áreas, distantes da zona urbana, foram flagradas em pleno desmatamento.


Veja galeria de fotos de área desmatada

Segundo o balanço divulgado pelo Ibama nesta quinta-feira (13), foram autuadas 13 madeireiras durante a Operação Arco de Fogo. Mais de 9,4 milhões de m³ em toras de madeira e outros 462 mil m³ de madeira beneficiada foram apreendidos. O total de multas aplicadas soma R$ 5,6 milhões desde fevereiro.

Foto: Glauco Araújo/G1
Glauco Araújo/G1
Helicóptero do Ibama que fez o sobrevôo na área desmatada (Foto: Glauco Araújo/G1)

"É um absurdo o que está acontecendo. São muitas toras armazenadas entre as árvores da floresta para dificultar a localização durante os sobrevôos de helicóptero. Recebemos uma denúncia sobre essas áreas e acabamos de confirmar que a região está em pleno desmatamento", disse Eleni Cunha, coordenadora de fiscalização da Sema, que também acompanhou o sobrevôo.

A quilômetros de distância do centro de Tailândia, as áreas foram mapeadas por GPS (Sistema de Posicionamento Global) e, como são de difícel acesso, uma equipe de fiscais deve se deslocar aos locais para possíveis autuações. “É uma região cercada por rios e está alagada por conta do período de chuvas. Nem mesmo os bofetes (caminhões que transportam toras de madeira) conseguem trafegar nessa região agora. Os madeireiros vão esperar a chuva passar para retirar as toras”, afirmou Eleni.

Carvão

Outro problema detectado durante o sobrevôo foram os fornos para fabricação de carvão. Em vários pontos das áreas desmatadas, toras de madeira aguardam para serem colocadas para queimar nos fornos irregulares. As carvoarias ilegais são outro problema descoberto na Operação Arco de Fogo, pois elas abastecem, segundo informações do Ibama, indústrias do pólo siderúrgico de Marabá (PA).

Segundo Bruno Versiani dos Anjos, coordenador do Ibama, mais de 40% do desmatamento no Pará é destinado às carvoarias e os maiores compradores são as siderúrgicas.

Já foram destruídos 116 fornos de carvoaria nesta quarta-feira. Durante toda a ação na região, foram inutilizados mais de 800 fornos. A estimativa da Operação Arco de Fogo é de que tenha mais de 2 mil fornos irregulares na região.

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sábado, 8 de março de 2008

Dia 15 é dia Mundial do Consumidor

Dia 15 de março é Dia Mundial do Consumidor.
Pensando nisso, o Greenpeace e os consumidores de várias cidades vão se unir para exigir que o direito à informação seja respeitado! As empresas precisam dizer se o produto é ou não transgênico. E se for, têm que rotular!

Traga seus amigos e participe das atividades na sua cidade:


* Sábado, 15 de março, das 9h00 às 15h00

Parque da Cidade
Próximo ao quiosque do atleta, ao lado da administraçao do parque.