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terça-feira, 25 de outubro de 2011

População mundial chega a 7 bilhões no fim do mês, diz ONU

Fonte: sidneyrezende.com

A população mundial deve chegar a 7 bilhões no dia 31 de outubro como afirma a ONU em relatório divulgado nesta terça-feira. Segundo a organização, o número vem se elevando com uma velocidade nunca vista e, em 2050, deve chegar aos 9,3 bilhões.

Entre os principais fatores apontados na contribuição desse expressivo aumento populacional estão a alta taxa de natalidade de alguns países e a evolução no estilo de vida e medicamentos, que geraram maior longevidade. Hoje, cerca de 893 milhões de pessoas já passaram dos 60 anos.

A média da expectativa de vida atual é de 68 anos. A mesma classificação alcançava apenas 48 em 1950.

Segundo estatísticas oficiais, no Reino Unido, a quantidade de pessoas com mais de 85 anos subiu mais de 100% entre 1985 e 2010. Já as pessoas com menos de 16 anos caiu de 21% para 19% neste mesmo período.

Na Zâmbia, sul da África, o altíssimo número de nascimentos já assusta o governo. A população é de 13 milhões de pessoas, mas estima-se que este número triplique até 2050, chegando a 100 milhões até o fim do século. Esta marca daria ao país o posto de população mais crescente do planeta. Mesmo com a queda de mundial de fertilidade global (passando de cinco para uma média de 2,5 crianças por família), as mães de Zâmbia ainda têm média de seis crianças.

Segundo a ONU, é necessário um investimento maior e planejamento para lidar com a crescente população mundial e as consequências esperadas (como necessidade de alimentos, água e maior produção de lixo e poluição).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Festival de Verão Salvador fecha parceria com o Projeto Tamar

Com o intuito de alertar o público jovem sobre a preservação ambiental, o Festival de Verão Salvador acabou de firmar parceria com o Projeto Tamar, reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e que serve de modelo para outros países. Já estão previstas duas ações iniciais: Monitor por Um Dia e Tamarear com o Festival.
A ação Monitor por Um Dia será voltada para os internautas e as regras serão anunciadas em breve através das mídias sociais do Festival de Verão Salvador. Quem cumprir os requisitos e vencer o concurso, ganhará o direito de passar um dia na sede do Projeto Tamar, em Praia do Forte. O ganhador poderá acompanhar todas as etapas desenvolvidas por técnicos, biólogos e gestores para a conservação e preservação dos animais marinhos.
Já o Tamarear, evento musical do Projeto Tamar, terá duas edições especiais na parceria com o Festival de Verão Salvador, que serão chamadas de Tamarear com o Festival. Os shows serão realizados na Praia do Forte em janeiro, mês em que acontece o evento, com artistas já confirmados para as grades da edição 2012.
Através da parceria, também foi fechado o licenciamento da grife de roupas Tamar com a marca do Festival de Verão Salvador. Ainda preocupados com a conscientização ambiental, uma edição limitada de camisas confeccionadas com malha 100% algodão e fio à base de água, serão utilizadas por todos os funcionários do Projeto, na Praia do Forte, e ainda serão comercializadas para o público nas lojas do Tamar.

Fonte: g1.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Painel do clima da ONU errou ao prever degelo no Ártico

Um novo estudo de cientistas dos EUA e da França sugere que o IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, errou feio em suas previsões sobre o degelo do Ártico. No caso, errou para baixo: o derretimento observado é quatro vezes maior do que apontam os modelos.

O grupo de pesquisadores liderados por Pierre Rampal, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), publicou seus dados na edição desta semana do periódigo "Journal of Geophysical Research".

Eles uniram dados de modelagem com observações de satélites, navios e até submarinos para estimar que o mar congelado que recobre o oceano Ártico está afinando a uma taxa de 16% por década. Os modelos que alimentaram o relatório do IPCC, publicado em 2007, estimam essa taxa em 4%.

Segundo Rampal e seus colegas, os modelos climáticos computacionais que estimaram um polo Norte sem gelo no verão em 2100 estão atrasados 40 anos em relação às observações. Da mesma forma, o papel da chamada "amplificação ártica" --como é conhecido o efeito de aumento da temperatura devido à perda do gelo marinho e à maior absorção de radiação solar pelo oceano-- provavelmente foi subestimado.

Isso se deve principalmente ao fato de que os modelos não conseguiram reproduzir o aumento de velocidade que ocorre quando o gelo fica mais fino.

O mar congelado do Ártico está em permanente movimento, seguindo as correntes. Todo verão, elas empurram enormes quantidades de gelo para fora do oceano Ártico, pelo chamado estreito de Fram, entre a Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, diminuindo a área do mar congelado.

Acontece que, com a água mais quente, as placas de gelo ficam mais finas (a média entre 1980 e 2008 é de 1,65 metro de afinamento no verão) e se rompem mais. Isso consequentemente aumenta a velocidade de "exportação" do gelo e, por consequência, amplia a redução de área da banquisa.

Em agosto deste ano, a Folha teve oportunidade de experimentar essa alta velocidade do gelo no estreito de Fram a bordo do navio Arctic Sunrise, da ONG Greenpeace. A amarrado a uma placa de gelo de mais de 200 m de comprimento, o navio derivou cerca de 80 km em dois dias.

Rampal afirma que os modelos falham em capturar essa relação entre deformação e velocidade. Aplicando a metodologia usada no novo estudo aos modelos, eles conseguiram resolver quase todas as diferenças entre modelos e observações --o que pode ajudar a estimar com maior precisão o papel do Ártico no clima futuro da Terra.

Fonte: folha.com
Texto de Cláudio Angelo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Personalidades do país gravam vídeo contra projeto do Código Florestal

Idealizado pelo cineasta Fernando Meirelles, vídeo é parte de campanha.

Foco é ganhar a atenção do Senado e barrar pontos polêmicos na nova lei.


Com o objetivo de reforçar o pedido aos senadores para que tenham cuidado ao analisar o projeto do Código Florestal, a campanha “Floresta faz a diferença”, idealizada por 152 organizações ambientais do país e entidades da sociedade civil, lançou uma série de vídeo-depoimentos com atores, jornalistas e especialistas em meio ambiente.
O vídeo foi idealizado pelo cineasta Fernando Meirelles, que pediu a pessoas como Gisele Bündchen, Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Fernanda Torres e Rodrigo Santoro para gravarem de forma voluntária depoimentos com declarações contra as mudanças na legislação ambiental do Brasil.
Ao todo são 25 depoimentos, cada um com aproximadamente um minuto, que vai reforçar a campanha do “Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável”, coalizão de entidades contrárias às mudanças na legislação ambiental do país.
O ator Wagner Moura é um dos que aderiu à campanha contra mudanças no Código Florestal (Foto: Divulgação/Floresta faz a diferença)O ator Wagner Moura é um dos que aderiu à campanha contra mudanças no Código Florestal (Foto: Divulgação/Floresta faz a diferença)
Um abaixo-assinado virtual contra a mudança do Código Florestal pode ser preenchido no site www.florestafazadiferenca.com.br. Além do site, o movimento pede a inclusão da hashtag #florestafazadiferenca no Twitter.
De autoria do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), o projeto de lei foi aprovado no último dia 21 de setembro na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, mas o texto ainda passar por outras 3 comissões, antes de ser levado à votação em plenário. A previsão é que isto ocorra na primeira quinzena de novembro.
Cientistas também fazem apelo
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Ciências apresentaram na última semana sugestões concretas para os senadores que analisam a proposta de alteração do Código Florestal, já aprovada pela Câmara.
As duas entidades elencaram dez pontos que preocupam ou precisam ser levados em conta pelos senadores ao votar a questão. É a segunda contribuição das instituições, que lançaram, em abril, um livro para ajudar na modernização do Código Florestal.
Pela lei atual, não se pode plantar ou ocupar áreas de várzea, encostas inclinadas e topos de morro, consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Os cientistas discordam da possibilidade, no texto do novo Código, de regularizar áreas desmatadas até 22 de julho de 2008 - que não precisariam voltar a ter cobertura vegetal.
Além disso, na proposta em análise pelos senadores, os mangues, por exemplo, perdem a proteção. Mas os cientistas defendem que essas áreas - berçários de inúmeras espécies - sejam mantidas como APP.
Fonte: G1.com.br

sábado, 15 de outubro de 2011

Pare Belo Monte!

“O Cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o 

inicio das construções de Belo Monte. Belo

Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando 

pelo menos 400.000 hectares de 

floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações 

locais e destruindo o habitat precioso de 

inúmeras espécies. Tudo isto para criar energia que 

poderia ser facilmente gerada com maiores 

investimentos em eficiência energética.” 


Nós somos brasileiros, queremos ser ouvidos e não 

queremos Belo Monte!

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará










Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.
O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ''CPF'' da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.
O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municípios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.
As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.
Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada - o que equivale ao tamanho de Belém.
“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.
Fonte: G1.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Seca amazônica emitiu mais CO2 que Índia em 2010



Por João Paulo Monteiro

A maior floresta tropical do mundo emitiu mais carbono que a Índia! Pra quem não tem ideia da mensuração desse dado, quer dizer que a Amazônia emitiu aproximadamente 1 bilhão e 800 milhões de toneladas. 

Pode parecer atípico, mas se talvez lembrássemos da seca de 2005, até então a maior, podemos ter uma noção  de que as florestas tropicais estão pra virar  savanas e pra quem pensa que estou inventando dado pra chamar atenção, quem disse foi o INPE que há alguns anos entregou um relatório à Marina Silva com o dado descrito acima e  que hoje está na gaveta.
Os pontos em tom vermelho indicam os de maior redução da vegetação e da fotossíntese em relação às médias normais




Um dos fatores que causou, está causando e continuará a causar o prolongamento das grandes secas pelo território amazônico não é novidade: queimadas e desmatamento! E ainda há parlamentar preocupado com o Código Florestal, eu também estaria se fosse para proteger, de certa forma, os ecossistemas que suportaram a pressão exercida pelo desenvolvimento econômico até então. Só pra refrescar a memória de quem está lendo...   esqueci o nome do deputado... só me vem a cabeça o Jair Bolsonaro - O papai da família dinossauro que é contra gays, negros e outras coisinhas... Ah, lembrei! Aldo Rebelo (PCdoB- SP), ruralista e que está tentando desesperadamente reduzir as APP’s (Áreas de Preservação Permanente)  achando que o Brasil é quintal da casa dele.

Fato é que estamos correndo um grande perigo de perder nossas florestas para países que estão de olhos arregalados para as riquezas naturais contidas na Amazônia e fico com pé atrás sobre o mapa disponibilizado pela NASA (Agência Espacial Americana) sobre tais dados, afinal, não é novidade pra ninguém que os Estados Unidos é um país decadente e que para se manter no topo usará de armas e política internacional.

Finalizando, continuo batendo na mesma tecla. Sem fiscalização, IBAMA botando quente em madeireiros, fábricas e também nós, brasileiros no papel de fiscal, não sairemos da teoria e já que na prática todos sabemos o que vai acontecer.

 Mapa: luizprado.com.br



domingo, 9 de outubro de 2011

Nova Zelândia corre contra o tempo para impedir desastre ambiental

Uma grande operação para tentar evitar um desastre ambiental foi iniciada na Nova Zelândia após um navio que transportava petróleo ter se chocado com recifes de corais.


Pelo menos 10 toneladas de petróleo já vazaram no mar. Vários navios foram enviados para auxiliar na operação, que vem sendo prejudicada pelas más condições meteorológicas.
A área onde ocorreu o incidente, Bay of Plenty, é considerada de beleza paradisíaca e um santuário para várias espécies de animais.
Fonte: G1.com.br
Foto: BBC

Torre armazena energia suficiente para 25 mil casas

João Paulo Monteiro

Isso sim é interessante...
Até então, um dos problemas enfrentados por quem utiliza energia solar  era a indisponibilidade de sol 24 horas por dia, a não ser claro, que você more na Finlândia ou Antártica  em determinada época do ano. 
Esta torre  concentra toda a energia captada e a reúne num lugar somente... Leia  a reportagem abaixo, retirada  da folha.com.


O município espanhol Fuentes de Andalucía, que fica na província de Sevilha, agora tem um gerador de última geração. Esse é o primeiro sistema que fornece energia por concentração.
O equipamento possui capacidade de produzir eletricidade 24 horas por dia e de abastecer cerca de 25 mil residências.
Uma torre principal recebe e armazena as luzes solares que são captadas por helióstatos --instrumento que consegue projetar os raios do Sol para um único ponto fixo mesmo com o movimento de rotação da Terra.
A inauguração do sistema nesta terça-feira teve a presença do rei Juan Carlos 1º e do príncipe herdeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan.

Fonte: Folha.com

Animais estão encolhendo devido à mudança climática


Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidos. Entre eles, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.

Um estudo recente, publicado na edição on-line "The American Naturalist", indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies "encolham". A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.

Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio --como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis--, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.

A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.

Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.

Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.

Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.

Fonte: Folha.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Código Florestal não é 'jabuticaba', diz relatório

Responda rápido: qual é o país do mundo que tem 69% de suas florestas preservadas e uma lei ambiental rigorosa, na qual o governo determina o que proprietários privados podem ou não podem fazer com a mata em suas terras? Sim, você acertou: a Suécia.
Um relatório divulgado ontem por organizações ambientalistas comparou a proteção florestal em 12 países e afirma que o Brasil não apenas está longe de ser a nação que mais preserva, como tampouco é o único no qual a conservação é imposta pelo governo a donos de terras.
Com 56% de sua cobertura florestal preservada, o Brasil fica atrás dos desenvolvidos Suécia e Japão (69% de florestas em pé), e não muito à frente da Indonésia.
O arquipélago asiático, segundo país do mundo com maior cobertura de floresta tropical e visto como desmatador insaciável, mantém 52% de suas matas preservadas. A taxa de devastação brasileira, porém, é maior do que a da Indonésia.
A análise foi feita pela ONG paraense de pesquisas Imazon e pela britânica Proforest, por encomenda do Greenpeace. "Queríamos saber se leis de defesa da floresta são mesmo uma 'jabuticaba', como a bancada ruralista afirmou durante a discussão do Código Florestal", afirmou Paulo Adário, diretor do Greenpeace na Amazônia.
Parlamentares ligados ao agronegócio têm dito que só o Brasil tem tanta floresta, que os países europeus já desmataram tudo e que o Código Florestal, lei que impõe a proprietários de terras o ônus da conservação em suas próprias fazendas, é uma "jabuticaba" --ou seja, uma entidade exótica que só existe no Brasil.
O estudo do Imazon mostrou que, entre os países analisados, apenas a Holanda acabou com todas as suas matas --e mesmo assim hoje tem 11% de cobertura florestal plantada.
A França detém 29% de seu território florestado (mais do que os Estados da mata atlântica brasileira), 90% disso com matas primárias ou regeneradas naturalmente.
Os EUA, que como o Brasil são um grande produtor de alimentos, têm 33% de suas florestas preservadas, e não tiveram um palmo de desmatamento desde 1950. Na Europa, na Índia e na China, as florestas aumentaram desde aquele ano.
"Há, sim, regras fortes para a manutenção de florestas nesses países, com imposições sobre as propriedades privadas", disse Adalberto Veríssimo, do Imazon, coautor do estudo.
Na França, por exemplo, qualquer desmatamento maior o que 4 hectares precisa de licenciamento. Nos EUA, a conversão de florestas nativas é proibida.
Segundo Veríssimo, todos os países analisados seguiram uma curva na qual o desmatamento começa por razões econômicas (madeira, terras ou combustível), a cobertura florestal declina até o "fundo do poço" e a floresta começa a retornar depois.
"No Brasil, a entropia gerada com o Código Florestal permite que a curva continue ladeira abaixo", disse.

AGENDA DO BOI
Segundo o pesquisador, os 56% de florestas que sobram no Brasil hoje deveriam ser considerados o "fundo do poço", ou o limite abaixo do qual não cabe mais desmatamento. "Se o Brasil fosse para 62% [de cobertura florestal], ainda sobraria um grande estoque de terras abertas."
Isso porque o grosso do desmatamento no país foi feito para a pecuária, que tem produtividade média de apenas 1,1 cabeça por hectare.
"Existe no debate do código uma contaminação da agenda da pecuária, que se impõe sobre dois setores competitivos, o de grãos e o de florestas plantadas, que não precisam do desmatamento para se expandir", afirmou Veríssimo.
Segundo ele, é possível triplicar a produtividade da pecuária no Brasil e ainda assim manter a carne barata, liberando áreas para a agricultura e a silvicultura.
O pecuarista Assuero Veronez, vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) diz que o estudo é "simplista". "O instituto da reserva legal na propriedade sem compensação ao produtor só existe no Brasil e, de uns tempos para cá, no Paraguai", disse. "Na França as restrições são muito menores."
Veronez concorda em que é possível ampliar a produtividade da pecuária, mas diz que, em alguns lugares, como o Acre, isso implica em um custo adicional que elimina a competitividade. "Você sai do mercado."
Segundo ele, a liberação de áreas de pasto para a agricultura é possível, mas não depende só da melhora dos pastos: "Existem questões de logística e de fontes de insumos", explica. "E transformar o pecuarista em agricultor não é fácil, a menos que você esteja na União Soviética, onde o governo determina e as pessoas têm de fazer."

Texto: Claudio Angelo
Fonte: folha.com

terça-feira, 4 de outubro de 2011

04 de Out. Dia dos Animais

Você sabe que dia é hoje? Hoje é dia 4 de outubro, dia mundial dos animais. Mas você sabe por que o dia dos animais é comemorado nesta data?


É porque dia 4 de outubro também é dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais.

Lembrem-se, não só no dia mundial dos animais, como todos os dias, que os animais não podem se defender sozinhos e que muitos são os crimes a que são submetidos sem a menor piedade. Nunca deixe de ajudar um animal que precise, ele ficará grato a você para toda a vida!

Fonte: www.engeplus.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

Parlamentares acabam com 650 mil hectares de outras áreas protegidas.


Postado por João Paulo Monteiro

Parlamentares armaram uma surpresa para o plano do governo de reduzir três parques na Amazônia por medida provisória: colocaram no texto emendas que acabam com 650 mil hectares de outras áreas protegidas.

Uma extensão superior à do Distrito Federal seria subtraída de unidades de conservação no Pará e em Minas Gerais que nada têm a ver com a medida provisória. Tais emendas costumam ser apelidadas de "contrabando".

Elas foram apensadas à MP 542, que Dilma Rousseff baixou em agosto para acomodar três hidrelétricas em Rondônia e no Amazonas cujos reservatórios se sobrepunham aos parques.

A medida foi criticada na ocasião por ambientalistas. Segundo os verdes, só se pode alterar o limite de unidades de conservação por lei.

De acordo com o governo, a MP visa corrigir "com urgência" impedimentos legais ao funcionamento das usinas.

Urgência foi exatamente o argumento usado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG) para propor o "contrabando" que reduz de 200 mil para 71 mil hectares a área do parque nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais.

O parque é palco de uma disputa entre agricultores, mineradores de quartzo e diamante e o Instituto Chico Mendes, que gerencia as unidades de conservação.

Há um projeto de lei de 2007, de autoria de Cunha e outros deputados mineiros, que reduz o parque em 70% para acomodar seus ocupantes. "Como a lei anda em passo de tartaruga e a MP é mais ágil, fiz essa proposta", disse o deputado à Folha.

DUAS MEDIDAS
Segundo Cunha, a área do parque, criado em 1970, "sempre foi de 71 mil hectares". Isso porque o decreto de criação da unidade continha um erro: decretava uma área de 200 mil, mas só considerava 71 mil passíveis de desapropriação --ou seja, o governo permitiu a ocupação de 129 mil hectares.

O Instituto Chico Mendes e o Ministério de Minas e Energia já fizeram um acordo para suspender a mineração na área, reduzir 9.000 hectares do parque e retirar lentamente os ocupantes.
Eles querem a redução maior. "Por que fizeram uma MP para resolver as hidrelétricas e não para a agricultura familiar?", diz Cunha.

Dois outros "contrabandos" são do senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Um quer reduzir em 520 mil hectares a floresta nacional do Jamanxim, Pará. A outra divide quase ao meio a Reserva Biológica da Serra do Cachimbo, no mesmo Estado. Uma área de 162 mil hectares seria transformada em parque nacional. A outra metade (168 mil hectares) viraria APA (área de proteção ambiental), categoria que não protege quase nada.

O senador diz que, a criação das duas unidades, em 2005, foi feita "sem levantar a realidade da área", onde moram centenas de pessoas. Ele é autor de um projeto que determina que a criação de novas áreas protegidas seja aprovada antes pelo Senado.

Flexa diz que, já que o governo não tem dinheiro para indenizar os ocupantes de unidades de conservação, deveria frear sua criação.

A MP com os "contrabandos" será submetida ao plenário da Câmara na quinta-feira. No Senado, Flexa Ribeiro diz ter um apoio de peso a suas emendas: o do líder do governo no Senado, Romero Jucá.

Texto: Claudio Angelo
Fonte: Folha.com
Imagem: Internet

sábado, 1 de outubro de 2011

O R$ reciclado

Todos os anos, cerca de uma tonelada de cédulas de Real danificadas – rasgadas, rabiscadas, grampeadas ou amassadas – são recolhidas do mercado pelo BC – Banco Central, segundo estimativas da própria instituição. Mas o que fazer com todo esse dinheiro sem valor? Papel reciclado!

Essa é a proposta de iniciativa do BC, em parceria com o Instituto Reciclar: a instituição financeira doa as cédulas sem valor, picadas, para a ONG, que as encaminha para a sua Oficina de Papel, onde são transformadas em papel reciclado pelas dezenas de jovens, da comunidade carente de Jaguaré, em São Paulo, que são capacitados pelo Reciclar. De acordo com o Instituto, 5 kg de cédulas picadas rendem a produção de cerca de 33 folhas de papel reciclado.

Além de diminuir a produção de lixo, o projeto ajuda na inserção desses adolescentes no mercado de trabalho: com idade entre 16 e 19 anos, eles têm carteira assinada pelo Instituto e recebem salário, proveniente da renda obtida com o papel reciclado, que é vendido para as várias empresas e organizações que são parceiras do Reciclar.   

A ONG, claro, não é capaz de atender toda a demanda do Banco Central. Por ano, o instituto consegue reciclar 400 kg de cédulas picadas, retiradas do BC, que rendem a produção de cinco mil folhas de papel reciclado. Que tal se outras organizações aderissem ao projeto para dar conta dos 600 kg de dinheiro “inútil” que ainda estão sobrando no “quintal” do BC?
Fonte:planetasustentavel.abril.com.br         
Texto: Débora Spitzcovsky
Imagem: Internet

Voluntários...

... Boa tarde leitores!

Devido a procura pelo blog que necessita de atualização diária , gostaria de dizer  que o  livearth está a procura de pessoas interessadas na área ambiental e que sejam críticas para selecionar imagens e em seguida comentá-las.

Qualquer dúvida me enviem e-mail no  livearth.blogspot.com ou mandem como dúvida nesta postagem.

Obrigado a todos.

João Paulo Monteiro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Frente Parlamentar dos Animais será lançada nesta quinta

Será lançada nesta quinta-feira, 29 , a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, do Congresso Nacional, com o objetivo de apoiar  e defender a aprovação de propostas e projetos que tenham os animais como foco.

Temais urgentes como caça ilegal, tráfico de animais silvestres, animais em circos, condições de transporte e abate de bichos, aperfeiçoamento e a ampliação da legislação vigente, abandono e proteção do habitat natural, estão em pauta de mobilização.

a Frente foi criada com assinatura de 212 parlamentares e será presidida pelo deputado Ricardo Izar (PV-SP). "É uma iniciativa que visa ser duradoura e eficaz. Acreditamos na importância da mudança no panorama da fauna brasileira e da proteção de todos os animais que vivem em nosso País. Esse amparo é obrigação do Estado e de toda sociedade", disse o deputado.

Fonte: pv.org.br 
Imagem: Internet

Ibama e o abandono às tartarugas da Amazônia

Por João Paulo Monteiro

A insistente fumaça do casco sapecado na brasa, forma como é preparada a tartaruga-da-amazônia, ainda apreciada no norte do Brasil, denuncia que o número de fêmeas capturadas no momento da desova em Praia Alta, Rondônia, não é pequeno. “Estão comendo tartaruga como nunca”, conta Eduardo Bissagio, analista ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), em Porto Velho. A captura tem ocorrido por falta de fiscalização e fechamento do escritório do Ibama justamente na área de um projeto de proteção de quelônios que tinha mais de 30 anos de atividades de sucesso.


Uma das bases do Projeto Quelônios da Amazônia (PQA) fica na Praia Alta, rio Guaporé, fronteira entre Brasil e Bolívia. Nesta região há grande concentração de Podocnemis expansa, maior tartaruga de água doce da América do Sul – chega a ter 80 centímetros de comprimento e pesar 60 quilos. Existem pelo menos 60 mil fêmeas em idade reprodutiva em todo o Brasil. Em 2010, o projeto teve seis mil covas da espécie e, em Praia Alta, 600 mil filhotes foram liberados. 

Roberto Gallucci, responsável pela biodiversidade aquática no MMA, não quis se pronunciar sobre o assunto.

Parte que mais me chamou atenção foi o descaso mostrado por parte de quem deveria estar responsável pela biodiversidade (Roberto Gallucci): “Como não é uma prioridade do governo federal, nunca haverá dinheiro para o desenvolvimento de projetos como este."

Texto de Leilane Marinho (com alterações) retirado de oecoamazonia.com
Foto da internet

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A “moderna” indústria brasileira da carne.

Por João Paulo Monteiro


Ao analisar a situação da produção bovina e avícola no Brasil, Siderlei de Oliveira põe acento na difícil situação dos trabalhadores desta indústria. Ele destaca como ponto positivo o fato de que “temos o maior frigorífico do mundo, o Friboi, com as fusões, e o segundo maior frigorífico do mundo, o Marfrig, além do maior produtor e exportador de frango, a BRF, todas empresas brasileiras. Então, é um setor onde nós temos ponta no mundo, e que emprega muita gente”. No entanto, continua, na entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, “esse setor se desenvolveu muito em cima da produção, da competição, se organizou para competir com as outras indústrias internacionais, neste caso as europeias. E ganhou os mercados porque produz uma carne muito barata, no caso da avícola, em cima do ritmo e da exploração da mão de obra. Além disso, pagam um salário baixo, com uma produção muito alta por homem. Esta produção aumentou muito nos últimos anos e, junto com ela, aumentaram as doenças. O ritmo é intenso, insuportável, as pessoas têm uma vida útil de trabalho muito curta hoje no setor”.

Segundo Siderlei, "Os frigoríficos sempre foram problema. Era uma indústria meio escondida, não era de ponta, como no caso da indústria automobilística. Ela sempre teve problemas, com muito pouca organização por parte dos empresários, que se preocupavam apenas com a produção. E, geralmente, ela é instalada em pequenas cidades perto da produção bovina ou, no caso, avícola, procurando fundões, em Estados como Mato Grosso e Goiás, no caso dos bovinos, onde tem um movimento sindical muito incipiente, muito fraco. A falta de ação dos sindicatos devido à localização dessas empresas é um problema importante".


Para quem ainda não viu, "A Farra do Boi" conta bem a situação dos frigoríficos. 


Fonte: envolverde.com.br (Com alterações)