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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A “moderna” indústria brasileira da carne.

Por João Paulo Monteiro


Ao analisar a situação da produção bovina e avícola no Brasil, Siderlei de Oliveira põe acento na difícil situação dos trabalhadores desta indústria. Ele destaca como ponto positivo o fato de que “temos o maior frigorífico do mundo, o Friboi, com as fusões, e o segundo maior frigorífico do mundo, o Marfrig, além do maior produtor e exportador de frango, a BRF, todas empresas brasileiras. Então, é um setor onde nós temos ponta no mundo, e que emprega muita gente”. No entanto, continua, na entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, “esse setor se desenvolveu muito em cima da produção, da competição, se organizou para competir com as outras indústrias internacionais, neste caso as europeias. E ganhou os mercados porque produz uma carne muito barata, no caso da avícola, em cima do ritmo e da exploração da mão de obra. Além disso, pagam um salário baixo, com uma produção muito alta por homem. Esta produção aumentou muito nos últimos anos e, junto com ela, aumentaram as doenças. O ritmo é intenso, insuportável, as pessoas têm uma vida útil de trabalho muito curta hoje no setor”.

Segundo Siderlei, "Os frigoríficos sempre foram problema. Era uma indústria meio escondida, não era de ponta, como no caso da indústria automobilística. Ela sempre teve problemas, com muito pouca organização por parte dos empresários, que se preocupavam apenas com a produção. E, geralmente, ela é instalada em pequenas cidades perto da produção bovina ou, no caso, avícola, procurando fundões, em Estados como Mato Grosso e Goiás, no caso dos bovinos, onde tem um movimento sindical muito incipiente, muito fraco. A falta de ação dos sindicatos devido à localização dessas empresas é um problema importante".


Para quem ainda não viu, "A Farra do Boi" conta bem a situação dos frigoríficos. 


Fonte: envolverde.com.br (Com alterações)

Onça parda é resgatada de alto de árvore


Por João Paulo Monteiro
Já imaginou encontrar um "gatinho" desses em uma árvore na porta de casa? Esse é mais um caso de invasão de habitat; mas não invasão dos animais e sim de nós humanos que a cada ano  desmatamos mais florestas para que possamos ocupar. De longe esse é o reflexo do descontrole que estamos causando na vida dos animais selvagens e é sinal de que criação de áreas de conservação não estão sendo suficientes para manter os animais a salvo.
Onça é resgatada após horas de trabalho (Foto: Fabiano Correia/G1)A onça que estava presa no alto de uma árvore em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi resgatada por volta das 16h45 desta terça-feira (27) pelo Corpo de Bombeiros. Biólogos, veterinários, homens do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Militar Ambiental e da Guarda Civil Municipal participaram do resgate.
Logo que foi trazida ao solo, o animal recebeu os primeiros socorros, sendo medicada e colocada em uma jaula ainda desacordada. Foram feitas diversas tentativas de resgate. Em uma delas, um carro dos bombeiros chegou a atolar metros antes de alcançar a árvore onde o animal se refugiou. Foi necessário um trator para retirar o carro do local.
O que não podemos afirmar é que os animais estão ficando mais agressivos.  Eles estão defendendo a espécie e sobretudo a casa onde vivem.
Texto retirado do G1.com.br (Com adaptações) com foto de Fabiano Correia/G1



O legado de Wangari Maathai


Escrito porLova Rakotomalala

Traduzido porJoão Miguel D. de A. Lima

Wangari Maathai. Image under CC License from Wikipedia.
Wangari Maathai, ativista ambiental e política do Quênia e ganhadora do prêmio Nobel de 2004 faleceu [en] em 25 de setembro de 2011. Ela foi a primeira mulher africana a ganhar o prêmio e é reconhecida mundialmente como liderança na luta pela proteção do meio ambiente por meio de ações sustentáveis no continente africano. Ela também fez parte do júri do World Future Council Award na semana passada.

Wangari Maathai. Imagem sob licença CC do Wikipédia.
O conselho escolheu Ruanda e Gâmbia como vencedores do prêmio para melhores políticas ambientais em 2011. O prêmio também destacou a emenda de 2008 do Lacey Act (Lei Lacey), dos Estados Unidos, que proíbe qualquer comércio de madeira e produtos de plantas que tenha origem conhecida como ilegal. A Lei Lacey já causou grande impacto em coibir o desmatamento ilegal de palissandro das florestas úmidas de Madagascar.
Outras nações africanas também se mostraram bastante exitosas em proteger o meio ambiente frente às crescentes ameaças das mudanças climáticas.
Ruanda
Ruanda recebeu o prêmio por seu esforço continuado em reverter a tendência de diminuição de cobertura florestal. A filosofia por trás da prioridade no reflorestamento é explicada desta forma [fr], publicada no afrik.com:
Les experts disent que le transfert de propriété des terres et des ressources aux communautés locales est un moyen de sortir de la tragédie des biens communs, [..]  Le gouvernement est actuellement en train de mettre en oeuvre une stratégie de développement économique et de réduction de la pauvreté qui considère l’inversion de la déforestation comme un facteur crucial dans la réduction de la pauvreté, et a fixé l’objectif d’augmenter la couverture forestière du pays de 30 pour cent d’ici à 2020. La couverture forestière a déjà augmenté de 37 pour cent depuis 1990.
Especialistas dizem que a transferência de propriedade de terras e de recursos às comunidades locais é um meio de escapar da tragédia dos bens comuns, […] o governo atualmente está pondo em prática uma estratégia de desenvolvimento econômico e de redução da pobreza que considera a reversão do desmatamento como um fator crucial de redução de pobreza, e fixou o objetivo de aumentar a cobertura florestal do país em 30% até 2020. A cobertura florestal já cresceu 37% desde 1990.
Gâmbia
Tree in Gambia by Guillaume Colin on Flickr (CC BY-NC-ND 2.0).
Árvore na Gâmbia, por Guillaume Colin no Flickr (CC BY-NC-ND 2.0).
A Gâmbia, com a Política de Floresta Comunitária, é a outra nação a receber o primeiro prêmio Prata. Eduardo Rojas Briales, diretor-geral assistente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), explica:
The success of the Gambia's Community Forest Policy proves that even in the world's poorest countries, with the right policies and adequate legislation in place rural populations can benefit economically and significantly improve their food security. In Gambia the innovative policy included forest tenure transition from state ownership to management by local communities, which enabled them to reduce illegal logging and benefit from using the forest products.[..] Gambia has managed to buck a strong deforestation trend in Africa with over 350 villages managing twelve percent of the country’s forests, with a net increase in forest cover of 8.5 percent over the last two decades.
O sucesso da Política de Floresta Comunitária da Gâmbia prova que mesmo nos países mais pobres, com as políticas certas e uma legislação adequada, populações rurais podem ser beneficiadas economicamente e ter sua segurança alimentar significativamente melhorada. Na Gâmbia, a política inovadora incluiu a transição da posse da terra de controle estatal para gerenciamento por comunidades locais, o que permitiu que reduzissem o desmatamento ilegal e se beneficiassem de produtos da floresta. […] A Gâmbia conseguiu resistir a uma forte tendência de desmatamento na África com cerca de 350 vilarejos no gerenciamento de 20% das florestas do país, com um aumento de 8,5% da cobertura de floresta nas últimas duas décadas.
Madagascar
As medidas institucionais com impacto de maior sucesso na proteção das ameaçadas florestas úmidas de Madagascar se deve à emenda da Lei Lacey de 2008 nos Estados Unidos, que proíbe todo comércio de madeira e produtos de plantas que tenham fonte ilegal conhecida.
Desmatamento ilegal dos palissandros de Madagascar atrapalhou esforços de conservação por muitos anos. O tráfico cresceu a taxas alarmantes desde a crise política de 2009, tal como fora explicado nestas entrevistas [en] e neste relatório [en].
Por que a Lei Lacey é eficaz em ter impacto para além das fronteiras? Tewolde Berhan Egziabher, diretor geral da Autoridade de Proteção Ambiental da Etiópia explica:
The strength of the Act lies in its ability to target and place responsibility on every stage of the timber supply chain. It has forced importers to take responsibility for their wood products and has already produced positive results in increasing due diligence assessments and demand for certified wood products.
A força da lei está na sua capacidade de identificar e atribuir responsabilidade em cada estágio da cadeia de fornecimento de madeira. Forçou importadores a assumirem responsabilidade por seus produtos de madeira e já induziu resultados positivos no crescimento das avaliações de procedência e da demanda por produtos de madeira certificada.
A lei também tem sido crítica em proteger as espécies ameaçadas de lêmures [en] na floresta úmida malgaxe, principalmente o macio Sifaka:
Trouble in Lemur Land (”Problema na Terra dos Lêmures”) de Erik R Patel no Vimeo.
A Lei Lacey também criou indiretamente um pequeno incidente diplomático entre França e Estados Unidos, quando a primeira-dama Michelle Obama presenteou a modelo/cantora e primeira-dama da França Carla Bruni com um violão Gibson [fr]. O blogueiro malgaxe Avylavitra explica o incidente[mg]:
Fa ny tena anton-dresaka eto dia ny fanomezana nomen’ny vadin’ny filoha Amerikana, Michelle Obama ho an’i Carla Bruni, vadin’ny filoha frantsay Sarkozy, nandritra ny vovonan’ny OTAN tany Strasbourg tamin’ny taona 2009. Gitara Gibson no natolony tamin’izay fotoana izay, vita avy amin’ny hazo Andramena, hazo sarobidy voarara ny famoahana azy avy aty Madagasikara,
O que realmente provocou comentários entre as pessoas foi o presente que a primeira-dama Michelle Obama deu à esposa de Sarkozy Carla Bruni na reunião da OTAN em Strasbourg, França, em 2009. O violão Gibson é feito de palissandro, um tipo de madeira preciosa que é protegida de exploração comercial em Madagascar.
Senegal

Route of the Great Green Wall
Proteger florestas também significa lutar contra a desertificação no continente africano por causa das mudanças climáticas. A iniciativa Great Green Wall (GGW) [en] - Grande Muralha Verde - é um projeto transcontinental, sob o guarda-chuva da Comunidade dos Estados do Sahel-Saara (CEN-SAD) e da União Africana que almeja se tornar um cinturão verde de 15 km de espécies duversas, ligando Dakar à Djibouti numa distância de 7.000 km.
O blog Sécheresse/Désertification explica em maiores detalhes as implicações do projeto [fr]:
Entre 2006 et 2007, quatre mille hectares soit environ sept kilomètres d’arbres ont déjà été plantés sur le tracé sénégalais de la Grande Muraille Verte. en 2008, l’Etat plantera des arbres sur une superficie de deux mille hectares dans la région de Louga. Ces végétaux sélectionés et adaptés au territoire, seront boisés en bloc contrairement aux plantations déjà existantes qui sont cultivées de façon discontinue [..] La muraille traversera le Sénégal, la Mauritanie, le Mali, le Burkina Faso, le Niger, le Nigeria, le Soudan, l’Erythrée et finira à Djibouti [..] Le professeur Dia a annoncé que la désertification a fait perdre au Sénégal près de deux millions d’hectares de terres arables.
Entre 2006 e 2007, quatro mil hectares ou cerca de 7 quilômetros de árvores foram plantadas na parte senegalesa da Grande Muralha Verde. Em 2008, o Estado plantou árvores sobre uma superfície de dois mil hectares na região de Louga. Essas espécies selecionadas e adaptadas ao território serão cultivadas em blocos, ao contrário das plantações existentes, que são cultivadas em partes descontínuas […] A muralha atravessará o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a Nigéria, o Sudão, a Eritreia e terminará no Djibouti. […] O professor Dia anunciou que a desertificação fez o Senegal perder quase dois milhões de hectares de terras aráveis.
O legado de Wangari Maathai viverá em todas as medidas levadas adiante por cada nação africana. Sua mensagem para o mundo foi que temos que garantir coletivamente que o desafio da desertificação está sendo encarado de frente e que as comunidades locais devem ser parte integral desse desafio.

Fonte Internet: http://pt.globalvoicesonline.org/2011/09/27/protegendo-florestas-africanas-o-legado-de-wangari-maathai/

Retirado em 28/09/2011


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Enchente em Santa Catarina mês Setembro de 2011

E-mail recebido de Aurí José Carlini


Bom dia/Boa Tarde/Boa noite....
Moro em Taió-SC e  nos últimos dias nossa região vem sofrendo uma das piores enchentes da história de Santa Catarina. A casa onde moro com minha família felizmente foi pouco atingida e pouco perdemos, aos poucos tudo está voltando ao seu normal e graças a Deus não chegamos a passar nenhuma dificuldade mais séria a não ser erguer nossas coisas,  abandonar nossa casa e voltar pra  limpar a lama depois. O ponto chave deste meu protesto é a indignação que estou sentindo devido a um fato:
No alto vale existem milhares de pessoas passando fome, sede, frio e muita necessidade devido a esta tragédia, pessoas perderam suas casas, suas coisas, empresários perderam suas empresas, o comércio está todo comprometido e muita gente  não tem pra onde ir, e me espantei quando consegui em meio a toda bagunça lá de casa  instalar minha televisão para ver o programa do “fantástico” da emissora rede globo no domingo a noite e ver qual seria a importância que dariam para nós Brasileiros que estamos sofrendo com tudo isso, não queria ver fotos ou imagens da tragédia, queria simplesmente que este veiculo de comunicação se mobilizasse e ajudasse as pessoas que precisam, mais ao contrário o que eu vi? uma reportagem de 12 segundos, isso mesmo 12 segundos sobre as enchentes e quase que todo o programa falando sobre os 10 anos do atentado de 11 se setembro nos Estados Unidos. Tudo bem concordo que lembrar das vítimas é muito importante porém dar extrema importância para os norte americanos e deixar pra trás milhares de pessoas sofrendo aqui é lamentável, a Patrícia Poeta foi até o marco zero onde ficavam as torres do World Trade Center mostrar sobre as homenagens as vitimas fazendo uma demagogia impressionante, como se ela realmente se importasse com quem morreu lá, como se a rede globo se importasse com alguém neste país ou no mundo, fizeram chamadas ao vivo mostrando como estava tudo lá naquele momento  e mostraram as seguidas homenagens que foram feitas pelos parentes das vítimas naquele dia, mostraram a tristeza e dor de quem perdeu algum parente naquela tragédia. Hipócritas, isso que são,  deviam ter feito a chamada ao vivo em frente a uma das casas que caíram aqui na cidade de Rio do Sul, mostrar a agonia de quem perdeu tudo, mostrar a tristeza de quem trabalhou uma vida toda para conseguir uma casinha e ver ela sendo destruída em minutos, mostrar a dor daquele pai que perdeu seu filho eletrocutado por um fio de alta tensão quando tentava escapar da sua casa tomada pelas águas,  para ver se assim alguém fica sensibilizado e ajuda pelo menos a dar um pouco de comida a quem tem fome, um cobertor a quem tem frio ou um gole d’água  a quem tem sede. O que mais me revolta é o sensacionalismo que a rede globo faz em cima de certas coisas, o criança esperança fazem a cada ano e chamam diversos cantores, atores etc... uma mobilização enorme para ajudar quem precisa, não sei até que ponto isso é sincero porque eu tenho comigo de que devemos fazer o bem sem olhar a quem, e ir na TV aparecer e dizer que ajuda é fácil, mais entrar em casas até o peito com água para salvar crianças ou ir dar uma palavra de carinho para uma criança que não tem mais sua cama e sua coberta para dormir daí ninguém faz, nenhum artista faz, nenhuma emissora faz porque? Porque não dá audiência, não aparece...cadê o Renato Aragão ?? cade a Xuxa? Cadê aquela turma de artistas implorando pra ajudar quem precisa? Será que só ajudam quando aparece na TV? Será  que realmente vão no criança esperança pedir ajuda porque são boas pessoas? Ou porque querem aparecer?  essa turma da globo só pensa em audiência e dinheiro, não passam de um tremendo bando de porcos sujos e mal intencionados.
PASSE ADIANTE...QUEM SABE ALGUÉM DA REDE GLOBO SE SENSIBILIZA E FAZ ALGUMA COISA PRA AJUDAR DE VERDADE!
Att:
Aurí José Carlini
Administrador - CRA/SC 22828

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nascente do rio Amazonas pode se tornar área protegida

Por João Paulo

Pesquisadores que encontraram a nascente do rio Amazonas estão prestes a formalizar proposta que declarará uma área de aproximadamente 48mil hectares como reserva natural no Peru.

Difícil de acreditar que a nascente do maior rio do mundo, que tem por volta de 6,400km, ainda não seja protegida. Além se ser o maior é o mais caudaloso, com um sistema hidrográfico de mais de 7milhões de quilômetros quadrados.

A expedição Amazon Source 96 localizou a origem do rio Amazonas no desfiladeiro de Apacheta, a mais de 5.000 metros de altura. O grupo era chefiado pelo investigador polonês Jacek Palkiewicz e tinha integrantes da Sociedade Geográfica de Lima (SGL).

O presidente da SGL acredita que os moradores da região passem a se beneficiar do turismo local após a descoberta.

Vamos torcer para que este projeto saia do papel, já que o Amazonas tem papel fundamental no equilíbrio ambiental de  todo o planeta.

Folha.com (com alterações)

domingo, 25 de setembro de 2011

Bolsa Verde é aprovada na Câmara

POR JOÃO PAULO MONTEIRO

Bolsa verde é um programa do Governo Federal que pagará, trimestralmente, R$300,00 para famílias que façam uso sustentável das florestas e que tenham renda inferior a R$70,00.

O programa ainda passará por votação no Senado Federal, contudo podemos considerar que o plano se trata de um incentivo que chega numa hora boa – regresso do Código Florestal, mas não pode se tornar vitalício como alguns programas já existentes. Os beneficiados pelo projeto precisam de formação profissional, criando com a matéria-prima disponível na sua região, produtos ambientalmente corretos e a partir dai conquistar a independência financeira diante do Governo. De forma grosseira, quero dizer que é importante ensinar a pescar e não dar o peixe, como vemos hoje. O que acaba se tornando uma maneira dos políticos garantirem votos para as próximas eleições.

Estima-se que quase 50% das 16 milhões de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza vivam no meio rural. Desta forma, o programa iria abranger cerca de 19mil famílias e em grande parte, estas estão ligadas às unidades de conservação.

Assim, espera-se preservar uma área de 145 milhões de hectares de florestas públicas, diferente do que nosso competente deputado, para não dizer outra coisa, Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e também ruralista, propõe com o novo Código Florestal.



sábado, 24 de setembro de 2011

Shark Finning


Texto de Marcelo Szpilman


A pesca de tubarão, praticada há milênios, sempre foi uma atividade lícita e as nadadeiras eram apenas mais um dos itens a serem aproveitados e comercializados. Um cação de porte médio fornece cerca de 5% a 8% de nadadeiras, 35% de filé, 13% de fígado (rico em óleos, contendo as Vitaminas A e D), 9% de pele (utilizada na confecção de artigos de couro) e 35% de resíduos (transformados principalmente em farinha de peixe para a ração de cães e gatos).
A partir dos anos 1990, para suprir a forte demanda do lucrativo comércio mundial de barbatanas de tubarão, as nadadeiras passaram a ser o objetivo principal e único desse tipo de pesca. Começou aí o que se denomina Finning, a pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões, uma das mais cruéis e perturbadoras perseguições realizadas pelo ser humano. Mesmo que essas nadadeiras fossem diretamente para o prato de crianças famintas, seria um total despropósito. Mas não é para isso que são ceifadas.
Parte do problema advém de dois fatores que se conjugam com a ganância humana: a carne das espécies cujas nadadeiras são muito valorizadas, como os martelos e azuis, alcançam preços baixos no mercado e as embarcações de pesca têm limites físicos de armazenagem. Como a indústria pesqueira obtém em torno de US$ 50.00 por quilo de nadadeira seca ao sol contra US$ 1.50 por quilo da carne de tubarão, que deve ser processada e refrigerada adequadamente no porão da embarcação, fica fácil entender porque o pescador, ao capturar um tubarão, prefere cortar fora suas nadadeiras e atirar seu corpo de volta ao mar. Muitas vezes vivo, mas mortalmente aleijado, o animal afunda para morrer sangrando, comido por outros peixes ou para apodrecer no leito do mar.
Um bom exemplo vem do biólogo e pescador Sergio Jordão, dono da Fisherman do Brasil, indústria de transformação de peixes e frutos do mar, que trabalhava com a carne do tubarão-azul e há quase um ano parou em função do finning. Segundo ele, que acha uma absurdo “a galha valer mais do que o cação”, um “jogo completo” de nadadeiras (1 dorsal, 2 peitorais, 1 anal e 1 caudal inferior) de um tubarão-azul de 40 kg pesa aproximadamente 3,5 kg, que o pescador vende ao atravessador por R$ 75,00/kg. Ou seja, recebe R$ 265,00 pelas nadadeiras, enquanto o “charuto” (corpo sem cabeça e nadadeiras) poderia lhe render no máximo R$ 90,00 (30 kg x R$ 3,00).
Não se tem um número preciso da quantidade de tubarões-azuis capturados em nossas águas, mas nas costas do Havaí o tubarão-azul desaparece ao ritmo de 50 mil animais por ano, capturados exclusivamente por suas nadadeiras. Nos mercados asiáticos, onde o quilo de barbatana do tubarão-azul pode atingir US$ 120.00, a sopa de barbatana de tubarão é vendida nos restaurantes finos, como em Hong Kong, por até US$ 150.00 o prato.
Envolvidos hoje nesse “grande negócio”, atendendo à demanda crescente por barbatanas, cerca de 120 países, incluindo o Brasil, matam 70 milhões de tubarões por ano em todos os oceanos. Espanha, Portugal, Reino Unido e França estão entre as nações TOP 20 responsáveis por 80% da captura global de tubarões. Somente os barcos espanhóis são responsáveis pelo suprimento de 25% das barbatanas vendidas em Hong Kong. Para se ter uma ideia do tamanho dessa demanda, somando-se aos 300 milhões de chineses das classes média e alta, mais de 500 mil chineses já são considerados milionários. E esse grupo enorme de consumidores de sopa de barbatana de tubarão cresce ao ritmo de 10% ao ano.


Tubarão sem barbatanas | Foto de Nancy Boucha

Os Impactos do Finning

A pesca para obtenção das barbatanas de tubarão é uma ação predatória progressiva, constante e silenciosa. É insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões _ 43% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçadas de extinção. Se nada for feito, dezenas de espécies, cujas populações declinaram em até 90% nos últimos 20 anos, estarão extintas nas próximas décadas.
Significa dizer que em pouco tempo não haverá mais tubarões “produzindo” nadadeiras. Já está mais do que na hora de reavaliar como estamos usando os escassos recursos marinhos para satisfazer nossas necessidades e desejos. Apesar de grandiosos, os oceanos não suportam mais nossos hábitos tradicionais de consumo. Estamos exaurindo as fontes e levando os mares ao limite da sustentabilidade para diversas populações de animais.
A sociedade e nossos governantes precisam entender que os tubarões têm um valor intangível para a Natureza e para os seres humanos. Eles exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos para a humanidade. Mas o valor dos tubarões vivos vai além da questão puramente ecológica ou emocional.

Alternativas Econômicas ao Finning

Um recente estudo australiano demonstrou que, ao longo de sua vida, os tubarões do arquipélago de Palau (que tem legislação banindo o shark finning de suas águas) trazem, por ano, US$ 18 milhões para o turismo de mergulho com tubarões e representam ainda US$ 2 milhões para economia da pequena nação. Ou seja, considerando o aspecto puramente financeiro, um tubarão mantido vivo pode valer milhares de vezes mais do que um tubarão morto. Não é mais concebível que os tubarões acabem futilmente em uma tigela de sopa de barbatana. Temos que rever a forma como aproveitamos economicamente esses “recursos” maravilhosos para não cairmos num buraco sem volta.

A Comprovação do Finning no Brasil

Um recente estudo realizado na Universidade New Southeastern, na Flórida (EUA), analisou o material genético de 177 tubarões-martelo da costa brasileira, do Caribe, do Golfo do México e dos oceanos Pacífico e Índico e confrontou os dados com o DNA de 62 nadadeiras de tubarões da mesma espécie à venda em Hong Kong __ um dos maiores mercados no mundo onde a barbatana de tubarão pode custar até US$ 700 o quilo. O estudo concluiu que 21% das nadadeiras vinham do Oceano Atlântico Ocidental, área que inclui o Brasil. Ou seja, existem pescadores no Brasil participando da pesca ilegal e do tráfico de barbatanas de tubarão.

Legislações e Iniciativas contra o Finning

Brasil – A Portaria do Ibama nº 121/1998 proíbe a rejeição ao mar das carcaças de tubarões dos quais tenham sido removidas as barbatanas e somente permite o transporte a bordo ou o desembarque de barbatanas em proporção equivalente ao peso das carcaças retidas ou desembarcadas. Para efeito de comprovação dessa proporcionalidade, o peso total das barbatanas não pode exceder a 5% do peso total das carcaças. Nos desembarques, todas as carcaças e barbatanas de tubarões devem ser pesadas. Nota: a legislação é boa, mas de difícil emprego, controle e fiscalização.

Estados Unidos – O Congresso americano aprovou em dezembro de 2010 uma nova legislação exigindo que todos os tubarões capturados legalmente em águas norte-americanas devem ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal. Nota: essa legislação é muito boa e pragmática e serviu de exemplo para nossa campanha.

Hawaii – No início de 2010, o Estado do Hawaii, com o objetivo de banir a sopa de barbatana de tubarão, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão.

Califórnia – No início de 2011, o Estado da Califórnia, como fez o Hawaii, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão.

União Europeia – No início de 2011, por iniciativa da Project AWARE Foundation (ligada à PADI), o Parlamento Europeu endossou uma resolução para banir o Shark Finning, propondo a proibição da remoção das nadadeiras dos tubarões a bordo das embarcações europeias.

Washington – Em maio de 2011, a governadora do Estado de Washington (EUA) assinou uma lei proibindo o comércio de barbatanas de tubarão.

Bahamas – No início de julho de 2011, o governo das Bahamas aprovou uma lei banindo o shark finning de suas águas e proibindo o comércio e exportação de produtos de tubarão. O Arquipélago se juntou a Honduras, Maldivas e Palau, que já têm legislação semelhante.



Retirado de underxmag.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aponte sustentabilidade nisso!

Por
João Paulo 

Ontem recebi este e-mail de uma amiga e claro, minha reação não foi nada boa!
Será falta de instrução?
Será falta de educação, não digo nem a ambiental pois no Brasil isso já é pedir demais...
Será culpa da reforma agrária?
Enquanto no Congresso Nacional os parlamentares discutem quais direitos os homossexuais esses deveriam ter, por mim, todos os direitos civis já que são como qualquer um e não há doença alguma nisso ou decidem votar em programas sociais que façam com que pessoas carentes valham como votos na próxima eleição isso é o que acontece às  margens do rio Solimões próximo a um assentamento do Movimento Sem Terra ( ou Movimento dos Sem Vegonha na Cara).
A relação do MST com a natureza é simples: as tartarugas põem ovos, eles desenterram os ovos e vendem! Pra que burocratizar o serviços desses homens!?
De fato fica a indignação, minha ao menos... Não entendo como tudo por aqui funciona mal e pior... como o o ser irracional - o humano - se vê diante do que lhe dá vida!






sexta-feira, 13 de maio de 2011

Votem na logo para ONG

Boa noite a todos!
Estão disponíveis as figuras para votação.
Para que sua logo favorita seja eleita, favor votar ao lado. Lembrando que a votação ocorre até o dia 20/05/2011.
Após a eleição da ONG apresentaremos o estatuto e em seguida faremos a votação das funções internas a serem desempenhadas.
Desde já agradeço e caso tenham dúvidas, postem suas perguntas com e-mail de resposta no local comentários.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sentindo Calor

Por Gabrielle Walker em "The hot topic - How to trackle global warming and still keep the lights on"


Sapo-dourado da Costa Rica

Até agora experimentamos apenas um relativamente pequeno aquecimento global - cerca de três quartos de um grau centígrado. Mas isso foi o suficiente para jogar uma substancial quantidade de areia nas engrenagens da natureza. Não se trata apenas de animais e plantas que não suportam o calor, e simplesmente caem mortos. É que suas vidas estavam cuidadosamente afinadas com um clima que não existe mais.


A essência do problema é a corrida contra o tempo. Os animais usam indícios específicos para tomar decisões sobre quando sair da hibernação, se reproduzir ou iniciar uma jornada que vai lavá-los ao outro lado do mundo. E indícios que costumam ser ultraconfiáveis estão começando a escassear. Em todo mundo, a primavera está começando cada vez mais cedo, e o outono, cada vez mais tarde. Apesar de alguns animais e algumas plantas conseguirem conviver com isso, a natureza é como uma orquestra. Se alguém erra o ritmo, você não consegue belas harmonias.


Há vários sinais de que a natureza já está sofrendo com o calor. As linhas de árvores estão cada vez mais indo em direção aos pólos e subindo encostas de montanhas. Animais estão seguindo colina acima e a vegetação que lhes serve de alimento.


Nenhuma espécie específica teve ainda a honra duvidosa de ser apontada em consenso como a primeira vítima da mudança climática. O melhor candidato até agora é o maravilhoso sapo-dourado (foto), da Costa Rica, que desapareceu para todo o sempre em meados da década de 1980 em uma selva tropical aparentemente nunca tocada por humanos.


Em 2006, pesquisadores publicaram um artigo muito convincente em que defendiam que a alteração climática havia criado as condições perfeitas para que uma terrível doença tivera um papel importante para a perda da espécie.

sábado, 19 de março de 2011

HORA DO PLANETA

 















O que é?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Onde?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

Fonte: WWF BRASIL


Particularidades

Por João Paulo

É caminhando com passos curtos e detalhando as características das coisas que vemos que percebemos a beleza das coisas simples.
Meu objetivo aqui é uma postagem fora do comum e dos padrões as quais meus leitores estão habituados.
Desta vez serei sentimental, usarei metáforas e serei o mais figurado possível... Talvez desta forma eu chame a atenção daqueles que insistem em ter um pensamento egoísta. Vou tentar mostrar a cada um que o umbigo de ninguém é o centro da Pangea, mas que sim, cada um pode fazer sua parte e mudar o todo.
Estou cançado de ouvir que meu comportamento é diferente, que gosto das dificuldades... Que o homem criou o carro para trazer conforto, que somos seres racionais e que todo o sistema vivo está subordinado a nós!


PRIMEIRO
O ponto de partida para uma discussão real de todos os problemas que estamos enfrentando e que com toda certeza vamos enfrentar no futuro, que pode ser inclusive amanhã, tem de acontecer. Como sobrevivíamos antes dos automóveis? Como conseguimos sobreviver a grandes períodos gelados sem um aquecedor? Como conseguíamos sobreviver sem os fast-foods na Idade Média, ou na Idade da Pedra? Ou talvez existisse McDonalds... Acho que não... Nos permitimos ser domados pelas grandes companhias de enlatados ou pelo governo que vê cada habitante como vemos numa fazenda um grande rebanho de gado, que, enquanto der lucro receberá sua ração diária  e que quando não mais der retorno poderá ser descartado como uma lata de ervilha que abrimos para fazer o arroz à grega para o almoço de domingo.


SEGUNDO
Isso não é meu problema.
Morro quando ouço isso de qualquer alma que habita esse plano...
- Não... Eu consigo levar esse biscoito na mão... Não preciso de sacola.
- Ah... Eu preciso... Moça, me vê duas sacolas! Uma a mais ou a menos não fará a menor diferença para o meio ambiente.
É meio complicado, aliás, é muito complicado lidar com o ser humano, que sinceramente pode até ser pensante, mas está muito longe de ser um ser racional. Qual ser que realmente raciocina cavaria tua própria cova? Não quero generalizar, afinal há suas excessões, mas se você parar e pensar, chegará em qual conclusão? Você está de que lado? Dos que poluem ou que insistem em não pegar sacolas plásticas?


TERCEIRO
- Isso é farsa do governo. Eles poluíram tanto no último século e agora querem que nós paguemos!
A democracia sou eu, é você ai do outro lado lendo esse texto. Tem que partir de nós. Temos que impor aos governantes que passem a se preocupar com as questões ambientais.
Quantas pessoas precisam morrer para que os governantes passem a ver o aquecimento global com outros olhos? Aliás, acho que me expressei mal... De quanto deve ser o prejuízo para a economia global para que os líderes mundiais passem a se preocupar?
Há duas semanas mais ou menos, li na Galileu uma reportagem sobre as farsas do aquecimento global e que tristeza! Ví o quanto falta informação, inclusive para a imprensa.
Não vejo esse meu trabalho como tempo perdido, vejo como minha contribuição para que outras pessoas possam reciclar suas ideias e seus costumes, que possam ver que uma sacola a mais ou a menos faz toda a diferença.