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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Brasileiros e chineses descobrem minipterossauro do tamanho de pardal


Réptil voador tinha asas com apenas 25 cm de comprimento e é o menor já encontrado.
Criatura provavelmente se alimentava de insetos e viveu na China há 120 milhões de anos.

Se algum dia a tecnologia de trazer criaturas extintas de volta à vida chegar ao mercado, os paleontólogos já têm a dica ideal de bichinho de estimação pré-histórico. Que tal trocar seu canarinho por um minipterossauro, mais franzino que um pardal e fácil de alimentar? Pois, brincadeiras à parte, esse réptil voador realmente existiu e acaba de ser revelado ao mundo por pesquisadores brasileiros e chineses.

O bibelô de 120 milhões de anos foi batizado de Nemicolopterus crypticus por Alexander Kellner, Diógenes de Almeida Campos (ambos do Brasil), Xiaolin Wang e Zhonghe Zhou (os dois do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleontoantropologia da China). O fóssil do animal foi descoberto nas rochas da província de Liaoning (noroeste chinês). A parceria sinobrasileira já vem acontecendo há alguns anos, estimulada pela descoberta de pterossauros em Liaoning e pela familiaridade dos paleontólogos do Brasil com esses lagartos alados. Afinal, o país tem uma das maiores jazidas de fósseis do grupo no mundo, localizada na chapada do Araripe (CE).

Nanico da família

A primeira característica do N. crypticus que salta aos olhos -- ou melhor, não salta aos olhos, já que o bicho é difícil de ver -- é seu tamanho diminuto. Com só 25 cm de uma ponta a outra de suas asas, ele é o menor de todos os pterossauros conhecidos. "Pelo menos essa é a nossa avaliação", afirma Kellner, que é pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Existem exemplares menores, mas são todos indivíduos recém-nascidos ou muito jovens. Para se ter uma idéia, há embriões de outra espécie que são maiores do que esse animal", compara.

Foto: Sergio Moraes/Reuters
Comparação do esqueleto com fotógrafo mostra como animal era pequeno em vida (Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Há aí, no entanto, uma pequena controvérsia. O espécime estudado por Kellner e seus colegas é, digamos, um adolescente: alguns de seus ossos ainda não estão totalmente fundidos, o que significa que ele poderia crescer um pouco mais antes de chegar à idade adulta. "A minha opinião é que ele não cresceria, mas, mesmo que dobrasse ou quadruplicasse de tamanho, ainda seria minúsculo perto de seus parentes", diz o paleontólogo.

"Minúsculo", aliás, chega a ser eufemismo. Os primos da criaturinha chegavam a ter uma envergadura de asas acima dos 10 m, o que os qualifica como os maiores seres alados que já existiram na Terra. A hipótese dos pesquisadores é que pterossauros pequenos como o N. crypticus teriam dado os primeiros passos evolutivos no surgimento dos grandalhões. Outra diferença intrigante é que, ao contrário de muitos pterossauros maiores, a nova espécie também não tem crista.

"Sem crista provavelmente ficava mais fácil para ele voar entre a folhagem das árvores. E, claro, ele também chamava menos a atenção", avalia Kellner. Para uma criatura desse tamanho, é de fato uma ótima estratégia para não virar almoço.

A criatura provavelmente se alimentava de insetos e é única entre os pterossauros conhecidos por seus pezinhos adaptados a agarrar galhos de árvores -- os dedos das patas traseiras eram curvos. Ao contrário de seus primos maiores, ele parece ter vivido no dossel das florestas chinesas. A única desvantagem para quem os entusiasmados em domesticar o bicho é que, ao contrário das aves de hoje, seu polegar não era virado para trás. "Portanto, ele não ia conseguir ficar em pé num poleiro. Não ia dar pra trocar o papagaio por um desses", brinca Kellner.

Foto: Divulgação
O paleontólogo Alexander Kellner durante trabalho de campo (Foto: Divulgação)

A pesquisa que resultou na descrição da nova espécie recebeu apoio financeiro da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Réplicas do fóssil do bicho (o original está na China), seu esqueleto reconstruído e uma concepção artística de como ele seria quando vivo vão integrar, a partir de terça (12), a exposição permanente do Museu Nacional.

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Mastro da bandeira nacional é ‘criadouro em potencial’ para mosquito da dengue

Avaliação é de gerente da Vigilância Ambiental que visitou o local, em Brasília.
Ele garantiu que os turistas não precisam se preocupar.
O mastro da bandeira nacional, localizado no centro de Brasília, próximo ao Palácio do Planalto, é um ‘criadouro em potencial’ para o mosquito da dengue, segundo o gerente da Vigilância Ambiental, Milton Lopes Coutinho.

Veja o site do DFTV

Na base do mastro, há muito lixo, como papel, plástico e uma calculadora velha, colocados em uma espécie de piscina com água parada.

"A primeira coisa que perguntei ao chegar foi se toda essa água não atrai o mosquito da dengue", disse a moradora Flávia Mayrink.

O gerente da Vigilância Ambiental, Milton Lopes Coutinho, que visitou o local, não encontrou larvas e mosquitos na piscina formada na base do mastro da Bandeira Nacional.

"Esse caso merece muita atenção, por ser um criadouro em potencial para o mosquito da dengue. A larva procura locais sombreados, onde há ausência do sol", afirmou ele.

Ele lembrou que a Vigilância Ambiental passou pela Praça dos Três Poderes recentemente, para fazer a prevenção. Quando o gerente embora, capturou um mosquito.

"Esse é ‘tigre asiático’, como nós chamamos aqui no Brasil. É transmissor de febre amarela silvestre, dengue e outras encefalites", explicou.

O gerente garantiu que os turistas não precisam se preocupar. Segundo a Vigilância Ambiental, tudo está sob controle.

"Hoje não existe perigo. Se deixar passar de 30 a 60 dias, com esse mesmo criadouro, o mosquito pode chegar a depositar os seus ovos, sim", alertou.



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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Insetos contribuíram para fim de dinossauros, diz estudo

Uma nova teoria sobre a causa da extinção dos dinossauros sugere que os insetos podem ter tido "papel importante" na extinção dos grandes répteis pré-históricos.

Segundo a pesquisa, publicada no livro What Bugged the Dinosaurs? Insects, Disease and Death in the Cretaceous ("O que incomodou os dinossauros? Doenças e Morte no Cretáceo", em tradução livre), os dinossauros sofreram muito com doenças provocadas pela picada de mosquitos e outros insetos.

A nova teoria sugere ainda que os insetos, como as abelhas e outros polinizadores, auxiliaram na disseminação rápida de plantas com flores, esgotando as fontes de alimentação dos dinossauros vegetarianos.

Inicialmente, essa mudança teria dificultado a vida dos dinossauros vegetarianos e posteriormente, dos seus predadores.

O estudo dos cientistas George e Roberta Poinar, da Oregon State University, nos Estados Unidos, sugere ainda que os dinossauros não foram extintos de maneira abrupta, mas que o seu fim foi gradual e teria levado milhões de anos.

"Não sugerimos que os insetos sejam a única causa da extinção dos dinossauros, mas acreditamos que eles tenham papel importante", afirma George Poinar.

"Mas os eventos geológicos e catastróficos não explicam sozinhos um processo que levou muito tempo, talvez milhões de anos."

Extinção gradual
Uma das teorias mais conhecidas sobre o desaparecimento dos dinossauros sugere que o impacto da queda de um asteróide sobre a Terra há 65 milhões de anos teria provocado a extinção dos reptéis. Outra teoria bastante aceita é a mudança climática provocada pela erupção de um vulcão na Índia.

Os cientistas analisaram insetos encontrados na resina fossilizada do período Cretáceo em depósitos no Líbano, Canadá e Mianmar.

A pesquisa fez uma reconstrução do ambiente hostil pré-histórico habitado por enxames de insetos. Segundo os pesquisadores, o estudo encontrou vermes intestinais e protozoários em excrementos fossilizados de dinossauros.

De acordo com os autores do livro, as análises mostram como insetos infectados com doenças como a malária, Leishmania e outros parasitas intestinais podem ter provocado a devastação lenta dos dinossauros.

Além disso, os insetos podem ter destruído a vegetação ao espalhar doenças na flora.

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Chuvas provocam estragos pelo país - PREVISÃO DO TEMPO


Motoristas enfrentaram as vias inundadas e o trânsito ficou lento em Cachoeirinha (RS).Produção de soja foi prejudicada em Sorriso (MT).

A chuva deixou várias ruas alagadas em Cachoeirinha (RS), na manhã desta segunda-feira (11). Os motoristas enfrentaram as vias inundadas e o trânsito ficou lento. Até as 7h, o nível da água continuava subindo.

A Secretaria de Obras do Município informou que ainda não foi possível realizar um levantamento das áreas afetadas. Uma bomba de drenagem está sendo usada para tentar aumentar o escoamento da água nas ruas.

Em alguns pontos o entupimento dos esgotos foi o motivo para que a água subisse ainda mais.

No Paraná, a previsão é de chuva nesta segunda-feira, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), apesar do tempo estar menos abafado as condições continuam favoráveis à ocorrência de temporais.

Em Mato Grosso, os produtores de soja tiveram problemas com o excesso de chuva na região de Sorriso. Dos nove mil hectares de soja cultivados 700 estragaram por causa dos temporais.

Light ainda registra áreas sem luz

Forte chuva na noite de domingo (10) provocou a queda de energia em várias regiões.Técnicos continuam trabalhando para restabelecer o fornecimento de energia.

A Light, concessionária de energia do Rio, ainda registra na manhã desta segunda-feira (11) várias áreas sem luz devido às fortes chuvas que atingiram a cidade na noite de domingo (10). A região mais prejudicada é a Rua Vaz de Toledo, no Engenho Novo, subúrbio, onde várias residências e estabelecimentos ainda estão sem energia.

Além do Engenho Novo, a Light identifica pequenos pontos sem luz nos bairros de Cachambi, Vila Valqueire, Penha, Ilha do Governador, Olaria e Ramos, no subúrbio, Jacarepaguá, Bangu, Realengo, Taquara e Padre Miguel, na Zona Oeste. Também estão sem luz alguns pontos de Mesquita e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Barra do Piraí, no Sul Fluminense.

Segundo a Light, a falta de energia atinge apenas casas isoladas ou pequenos estabelecimentos nestas regiões. A concessionária explicou que o número de áreas que estão sem luz aumentou porque várias ocorrências só entraram no sistema da empresa nesta manhã.

Técnicos da concessionária continuam trabalhando para restabelecer a energia nestes locais ainda na manhã desta segunda.


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Ativistas seminus fazem protesto em Paris



Grupo Peta fez nova manifestação em calçada da capital francesa.
Ativistas reclamam dos maus tratos aos bichos.

Ativistas seminus do grupo Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais) fazem protesto contra os maus tratos aos animais em Paris. Nos cartazes os dizeres: 'A verdade nua' (Foto: Martin Bureau/AFP)

Enchentes matam 50 pessoas e afetam 42 mil famílias na Bolívia

País sofre com fortes chuvas desde novembro de 2007. As inundações atingem cinco dos nove departamentos bolivianos.








Vista aérea de bairro inundado em Trinidad, no departamento de Beni, cerca de some 1300 Km noroeste de La Paz (Foto: Aizar Raldes/AFP )











Cerca de 50 pessoas morreram e 42 mil famílias foram afetadas pelas enchentes em cinco dos nove departamentos do país desde novembro de 2007 (Foto: Aizar Raldes/AFP )








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Chuva forte deixa oito bairros do Rio sem luz

Fornecimento de energia também foi interrompido em cinco cidades.Energia elétrica chegou a ser interrompida no Maracanã.

Fotógrafo consegue registrar o momento que um raio atinge o Cristo Redentor (Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo)

Devido às fortes chuvas que atingem neste domingo (10) a região metropolitana do Rio de Janeiro, oito bairros da capital fluminense e cinco cidades da região metropolitana estão sem luz, segundo a concessionária de energia elétrica Light.

De acordo com a Light, concessionária responsável pela distribuição de energia no Rio, os seguintes bairros estão sem luz: Ilha do Governador, Laranjeiras, Jardim Botânico, Campo Grande, Bangu, Senador Camará, Vila Isabel e Piedade.

No estádio do Maracanã, na Tijuca, Zona Norte, a energia elétrica foi interrompida no meio do jogo entre Flamengo e Fluminense, pelo Campeonato Carioca. Devido ao temporal, um poste de iluminação caiu na estrada Grajaú-Jacarepaguá.

O fornecimento de energia também foi interrompido nas cidades de São João de Mereti, Queimados, Belford Roxo, Duque de Caxias e Valença. Em Nova Iguaçu, chegou a chover granizo, e algumas ruas estão alagadas.

A Defesa Civil está em estado de atenção. Mas, segundo o Corpo dos Bombeiros, até o momento, nenhum caso grave foi registrado.


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sábado, 9 de fevereiro de 2008

A força da natureza














Nevasca deixa 20 mortos e destrói casas na Índia
Uma avalanche destruiu casas na região de Gulab Bagh.
A forte nevasca matou 20 pessoas e deixou outras 15 desaparecidas na Caxemira indiana.
>>>Casa é destruída após avalanche em Gulab Bagh, na região da Caxemira, na Índia. Vinte pessoas morreram e outras 15 estão desaparecidas numa das piores nevascas que aconteceram na região nos últimos anos (Foto: Danish Ismail/Reuters)<<<















Tornado à vista!

Tornado alcança a cidade de Atkins, em Arkansas, no final da tarde da última terça. As violentas tempestades e furacões que cruzaram o sul dos EUA esta semana destruíram casas, shoppings e carros.


















Tungurahua em erupção


As chamas incandescentes do Tungurahua vistas da vila de Cotalo, no Equador, nesta quinta. O vulcão expeliu pedras incandescentes e cinzas em sua mais violenta explosão.

















Cidade "vestida" de branco


A neve cobre as ruas de Hangzhou, na China, durante o inverno mais rigoroso dos últimos 50 anos no país.





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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Empresa japonesa vai vender rosa transgênica de cor azulada

Fabricante de bebidas usou gene de violeta para modificar cores tradicionais da flor.
Comercialização da variedade vai começar no ano que vem, anunciou a Suntory.



A empresa de bebidas japonesa Suntory resolveu investir no controverso ramo dos vegetais transgênicos. E, em vez da polêmica soja que produz seu próprio pesticida, a companhia criou uma rosa geneticamente modificada cuja cor é azul. O plano é começar a vender a curiosa flor a partir do ano que vem. O gene ligado à cor azul foi "importado" de uma variedade de violeta.

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Austrália divulga fotos de matança de baleias conduzida por navio japonês

Australianos flagraram captura de fêmea de minke com seu filhote nas águas da Antártida.
Imagens deflagraram revolta e manchetes com o título 'E eles chamam isso de ciência'.


O governo da Austrália liberou nesta quinta (7) imagens de uma baleia minke (Balaenoptera bonaerensis) e seu filhote sendo arpoados e arrastados para dentro de navios de caça japoneses na Antártida. O país asiático recomeçou sua temporada anual de "caça científica" às baleias, gerando protestos no mundo todo. Ambientalistas e o governo australiano acusam o Japão de usar a caça científica como desculpa para trazer carne de baleia ao mercado culinário japonês.


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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Tornados deixam dezenas de mortos nos EUA

Fortes ventos castigaram Arkansas, Tennessee, Mississípi e Kentucky.
Passagem aconteceu no mesmo dia em que foi realizada série de prévias eleitorais.
Autoridades norte-americanas foram de porta em porta para tentar achar mais vítimas após a passagem de uma cadeia de tornados que castigou nesta terça-feira (5) os estados centrais do Arkansas, Tennessee, Mississipi e Kentucky, o mesmo dia em que os três primeiros realizaram suas primárias das eleições presidenciais.

Após anunciar a morte de pelo menos 23 pessoas, agora o número chega a 44. Esta soma foi informada pela agência de notícias Associated Press e também pela rede FOX News. A agência de notícias France Presse registra 45.

Foto: Arte/G1
Arte/G1
Mapa mostra estados atingidos pelos tornados (Arte: G1)

Um casal e seu filho morreram quando um desses tornados se abateu sobre a localidade de Atkins, no Arkansas.

Posteriormente, o escritório do governador, Mike Beebe, informou que sete pessoas tinham falecido em todo o estado do Arkansas. "Foi uma tarde terrível que se agrava com a chegada da noite", disse o governador.

A imprensa da região ocidental do Tennessee informou que vários postos de votação para as eleições primárias tiveram de ser fechados provisoriamente perante a proximidade da tempestade.

Assim que souberam dos estragos causados pelos tornados, os pré-candidatos Hillary Clinton, Barack Obama e Mike Huckabee pararam seus discursos de vitória para lembrar as vítimas


Foto: Mike Avery/AP
Tornado é visto em Atkins, no Arkansas (Foto: Mike Avery/AP)

Pelo menos outras quatro pessoas morreram no Tennessee, onde um tornado provocou graves danos materiais e deixou vários estudantes isolados em um dos dormitórios da Universidade Union.

"Não houve feridos no local, mas neste momento não sabemos o que ocorreu e se há feridos em outros setores", disse à Agência Efe um porta-voz da Polícia de Jackson.

"Há vários edifícios danificados", disse o diretor do jornal "The Jackson Sun", no Tennessee.


Segundo a CNN, pelo menos 86 pessoas ficaram feridas quando a tempestade passou pelo Arkansas e avançou em direção ao Tennessee.

Em Greenville (Kentucky), três pessoas morreram após a passagem de um dos tornados, informou um porta-voz da patrulha estadual.

Fontes locais assinalaram que mais de 30 pessoas ficaram feridas nos estados do Mississipi e Tennessee.

"Foi uma noite terrível para realizar eleições no Arkansas", disse um porta-voz dos serviços de emergência.

Em Little Rock, a capital de Arkansas, a queda de fiação elétrica cortou brevemente o fornecimento de energia em um salão onde discursaria o pré-candidato presidencial republicano Mike Huckabee, ex-governador do estado.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Amazônia pode 'morrer' em 50 anos, diz estudo

Aquecimento poderia levar a mudanças repentinas em sistemas climáticos.

A floresta amazônica poderia "morrer" em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, sugere um estudo internacional publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Segundo o estudo, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século, por causa de ações provocadas pela atividade humana.
Os pesquisadores argumentam que a sociedade não se deve deixar enganar por uma falsa sensação de segurança dada pela idéia de que as mudanças climáticas serão um processo lento e gradual.
"Nossas conclusões sugerem que uma variedade de elementos prestes a 'virar' poderiam chegar ao seu ponto crítico ainda neste século, por causa das mudanças climáticas induzidas pelo homem", disse o professor Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que liderou o estudo de mais de 50 cientistas.
Segundo os cientistas, alterações mínimas de temperatura já seriam suficientes para levar a mudanças dramáticas e até causar o colapso repentino de um sistema ecológico.
O estudo diz que os sistemas mais ameaçados seriam a camada de gelo do mar Ártico e da Groelândia, em um ranking preparado pelos cientistas, que inclui os nove sistemas mais ameaçados pelo aquecimento global.
A floresta amazônica ocupa a oitava e penúltima colocação no ranking.

Chuva


Segundo o estudo, boa parte da chuva que cai sobre a bacia amazônica é reciclada e, portanto, simulações de desmatamento na região sugerem uma diminuição de 20% a 30% das chuvas, o aumento da estação seca e também o aumento das temperaturas durante o verão.
Combinados, esses elementos tornariam mais difícil o restabelecimento da floresta.
A morte gradual das árvores da floresta amazônica já foi prevista caso as temperaturas subam entre 3ºC e 4ºC, por conta das secas que este aumento causaria.
A frequência de queimadas e a fragmentação da floresta, causada por atividade humana, também poderiam contribuir para este desequilíbrio.
Segundo o estudo, só as mudanças na exploração da terra já poderiam, potencialmente, levar a floresta amzônica a um ponto crítico.
A maioria dos cientistas que estudam mudanças climáticas acredita que o aquecimento global provocado pelas atividades humanas já começou a afetar alguns aspectos de nosso clima.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Espécie chamada ‘bush dog’ estréia no zôo de SP

Cachorro-vinagre começou a ser exposto neste carnaval.Espécie está em extinção.


Os visitantes do Zoológico de São Paulo podem conhecer a partir deste carnaval uma espécie rara de mamífero da América do Sul, pouco conhecida na região e ameaçada de extinção. Trata-se de um animal de nome curioso: ele é chamado de cachorro-vinagre, em português, bush dog, em inglês, ou zorro vinagre, em espanhol. Cientificamente, é conhecido como Speothos venaticus.O termo bush, muito longe de uma alusão ao presidente norte-americano, quer dizer arbusto. É por esse tipo de vegetação que o cachorro-vinagre costuma circular. Ele vive em áreas matas e campos da América do Sul e Central. Diferente do homônimo herói Zorro, o cachorro-vinagre não parece muito corajoso. Quando está sozinho, se alimenta de insetos. Só em grupo costuma atacar pacas, gambás, patos, rãs ou cotias. No cativeiro, recebe ração balanceada, carne crua e frutas. Com suas patas curtas, costuma abrir galerias no chão e abrigar-se em ocos de árvores e buracos de tatus. O cachorro-vinagre vive cerca de 10 anos. Seu tamanho pode chegar a pouco mais de meio metro e o peso varia entre 5 kg e 8 kg. Apesar de não abrir às segundas-feiras, neste dia 4 o funcionamento do zoológico é normal, por causa do feriado. Os portões ficam abertos das 9h às 17h - o mesmo acontece na terça (5) e na quarta (6). O ingresso custa R$ 12 para adultos e crianças maiores de 12 anos. Estudantes e professores da rede estadual pagam meia. A entrada é gratuita para idosos e pessoas com necessidades especiais.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Duas semanas de perseguição: mais de 100 baleias salvas

Depois de duas semanas perseguindo a frota baleeira japonesa para evitar a caça de baleias na Antártica, o navio Esperanza do Greenpeace está com pouco combustível para continuar e por isso terá que voltar ao porto. O navio Oceanic Viking, do governo da Austrália, continuará na 'cola' da frota baleeira.O alvo principal da perseguição do Esperanza foi o navio-fábrica da frota baleeira Nisshin Maru. Sem ele, os demais baleeiros ficaram impedidos de operar, o que interrompeu todo o programa de caça de baleias do Japão na região. O governo japonês afirmou que eles não caçariam enquanto o Greenpeace permanecesse ao lado do Nisshin Maru. Estima-se que a frota baleeira japonesa precisa agora capturar aproximadamente nove baleias minke e uma fin todos os dias para alcançar a meta de quase 1 mil baleias proposta inicialmente.Num comunicado transmitido por rádio, em japonês e inglês, para o Nisshin Maru, Sakyo Noda, da campanha de baleias do Greenpeace Japão, afirmou: "acreditamos que vocês estejam sob ordens de Tóquio para não permitir o testemunho de seu falso programa científico. Cada um de vocês a bordo do navio deveria se perguntar por quê, se não há nada de errado com seu programa científico, é preciso escondê-lo do público e fugir de um protesto pacífico legítimo?" Noda pediu à frota que abandone a caça e retorne ao Japão. Em apenas 24 horas, mais de 20 mil pessoas enviaram emails a Fujio Mitarai, CEO da Canon, exigindo que ele use sua posição como chefe da Federação de Negócios do Japão, contribuindo para a pressão sobre o governo japonês para acabar de vez com a caça de baleias no Oceano Antártico.Os protestos pacíficos do Greenpeace na Antártica recebeu atenção especial no Japão. Tanto o público como a mídia começaram a questionar a dotação de dinheiro de impostos de japoneses para patrocinar a falsa pesquisa científica, que na verdade gera toneladas de carne de baleias que ninguém quer comer."O Esperanza precisa voltar ao porto, mas a campanha para acabar com a caça de baleias no Santuário de Baleias da Antártica continua", afirmou Karli Thomas, líder da expedição do Greenpeace na região. "A pressão que criamos deve agora ser transformada em ação por empresas como a Canon, governos de todo o mundo e o povo japonês." "A pressão que criamos na Antártida será agora transferida para ações nas ruas e trabalhos políticos voltados para a reunião da Comissão Internacional Baleeira (CIB), em junho no Chile", conta Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil que também está a bordo do Esperanza.



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Lavoura de soja em Goiás - WWF Cannon Eduard Parker
A procura constante pelas commodities, tanto nacional, quanto internacional, faz com que países da América do Sul, especialmente o Brasil, invista em tecnologia agrícola e esqueça de incluir questões socio-ambientais tornando a agricultura mais insustentada do que já é.

No começo da semana a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva disse que a culpa pelo aumento do desmatamento no segundo semestre do ano passado era dos produtores de grãos do país. Apenas 36 cidades do norte do Brasil é responsável por metade de toda área desmatada. Essa falta de cuidado faz com que grande parcela dos recursos naturais da região sejam destruídas.

O mal do ser humano é não pensar no futuro. Essa despreocupação com o cuidado dos recursos naturais além de destruir boa parte da floresta, também irá prejucar o setor agropecuário, o principal do país.


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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Peixe-boi ferido é resgatado de praia no Pará

Filhote tem menos de um mês de vida e apresenta ferimentos nas nadadeiras. Ambientalistas acreditam que mãe do animal foi capturada por caçadores.

Moradores de Salvaterra, na Ilha de Marajó, no Pará, acionaram na sexta-feira (1º) equipes do Jardim Botânico de Belém e do Ibama para resgatar um filhote de peixe-boi ferido, que estava em uma praia do município. Os técnicos que acompanham o caso acreditam que a mãe do animal foi capturada por caçadores. O filhote de peixe-boi, que tem menos de um mês de vida e mede 98 centímetros, apresenta pequenos ferimentos nas nadadeiras. Durante a viagem até Belém, a pele do animal teve de ser hidratada com toalhas molhadas. É o segundo animal resgatado só este ano no Pará. Na semana passada, outro filhote, também recém-nascido, foi encontrado no município de Portel (PA). O peixe-boi é um animal ameaçado de extinção.

Programa prevê onde árvores serão derrubadas na Amazônia

Sistema desenvolvido na Universidade de Brasília apresentou 70% de acerto.Tecnologia pode ser aplicada em outras áreas que necessitam de monitoramento.

Um programa de computador desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) se mostrou capaz de prever, com até 70% de precisão, as áreas com maior risco de desmatamento no sul do Pará, uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia. Fruto do doutorado de um coronel da Aeronáutica, o sistema pode ser ampliado para o resto da floresta, assim como ser utilizado para combater outros problemas, como a disseminação da dengue e da febre amarela. O AmazonPD analisa as características da floresta -- como a localização das árvores, a proximidade a rios e a inclinação do solo -- e as estatísticas de desmatamento de anos anteriores. A novidade é que ele não apenas estima as taxas prováveis de desmatamento, mas também mostra onde a destruição vai ocorrer. “O objetivo é orientar onde aplicar os esforços de combate ao desmatamento diretamente para a área onde ele deve ocorrer”, explicou ao G1 o coronel Darcton Policarpo Damião, doutor em desenvolvimento sustentável e mestre em sensoriamento remoto. O programa revela que as áreas onde há mais desmatamento reúnem certas características especiais. Geralmente, a derrubada ocorre em áreas próximas a outras que já foram devastadas e a rios, onde se concentra a maioria das populações da floresta. A inclinação do terreno também é um fator importante. “Ninguém quer tirar tora de madeira no desfiladeiro”, explica Damião.

Divulgação
Novo mapa mostra previsão de desmatamento em São Félix do Xingu para 2008 (Foto: Divulgação)
O pesquisador colocou em seu banco os dados da região de São Félix do Xingu, no sul do Pará, de 1985 a 2000 e testou a capacidade de “previsão” do sistema. “1988 é passado para nós, mas é o futuro de 1985. Pegamos as características de 85 e vimos o que acontecia em 88. A partir dessa data, seguimos de quatro em quatro anos e os dados se fortaleceram”, afirma ele. Quando chegou em 2000, Damião resolveu fazer uma projeção de dados e estimar como seria o desmatamento quatro anos depois. Quando 2004 chegou, os resultados se mostraram melhores que o esperado e o acerto passou de 70%. Com os dados de 2004, Damião formulou como será o desmatamento em 2008 na área –- no final do ano, pretende confirmar seus dados e acredita que eles vão bater. “A relação entre os dados e os resultados é bastante clara. É como saber que dois mais dois é igual a quatro e, com isso, ter certeza que quatro mais quatro vai ser oito”, diz ele. Diretor do Instituto de Estudos Avançados do Comando-geral de Tecnologia Aerospacial da Aeronáutica, Damião gostaria de ver seu projeto ajudando a combater o desmatamento na prática. Não é algo que ele possa fazer em seu centro de pesquisas. “Tenho diversos pesquisadores aqui, de diversas áreas, mas o instituto não trata de trabalhos ambientais”, diz ele. “No entanto, estou aberto a propostas, porque não quero ver essa tecnologia parada”, afirma Para colocar o AmazonPD para trabalhar em toda a área da Amazônia seria necessário um investimento em equipamento e em pessoal. A adaptação do programa em si levaria pelo menos um ano. O trabalho, acredita o cientista, valeria a pena. “Se conseguirmos baixar em apenas um dólar as perdas por hectare por ano com o desmatamento, vamos economizar milhões, que poderão ser investidos em saúde, em educação. Por isso, o esforço compensa”, completa.



Avião gigante testa combustível 'verde' na França


GTL é feito a partir de gás natural.A380 fez vôo teste de três horas, parcialmente abastecido com o combustível.

Uma garrafa contendo querosene e duas contendo o combustível "verde" (GTL, na sigla em inglês) feito a partir de gás natural, fotografadas em frente ao avião gigante A380 no aeroporto de Toulouse, na França.. A aeronave se tornou o primeiro avião comercial a voar parcialmente abastecido com o novo combustível. A tripulação fez um vôo-teste de três horas entre Filton, em Bristol, e Toulouse. (Foto: Eric Cabanis/AFP)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Desmatamento bate recorde na Amazônia

Pelos diversos meios de comunicação ficamos sabendo da explosão do desmatamento da Amazônia no segundo semestre de 2007. – Mas pera aí...O governo brasileiro não estava se esforçando ao máximo para conter o avanço do desmatamento? A resposta é sim, mas pelas pesquisas feitas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas espaciais) e divulgadas em inúmeros jornais nacionais e internacionais essa não é a realidade. O Ministério do Meio Ambiente já contava com o aumento de 10%, mas o resultado foi ainda mais grave; somente em dezembro de 2007, 1922 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados, porem esse resultado pode ser ainda pior, pois o Deter, sistema de monitoramento rápido é incapaz de detectar o desmatamento seletivo ou em pequenas áreas. Então admite-se a possibilidade de que mais de 6.000 quilometros quadrados tenham sido desmatados só no segundo semestre de 2007. O Presidente Lula ao saber dos dados, convocou uma reunião urgente com ministros e orgãos responsáveis pelos dados. – Só que no Brasil todo mundo sabe como funciona...é que nem brincadeira de criança...É um jogando a culpa no outro quando a bola cái do outro lado do muro. Chega nosso presidente falando que não é hora pra ninguém acusar ninguém e coisa e tal. E nós brasileirinhos, mais uma vez ficamos sem explicação do que acontece com a Amazônia, assim como não sabemos o que acontece com nossos salários no final do mês.

Em virtude disso, nós do projeto estamos nos preparando para uma manifestação na Praça dos Três Poderes, com o objetivo de pedir mais atenção do governo, quando o assunto discutido for Amazônia.
Informaremos data e hora da manisfestação em breve.

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Cargill se rende à lei: óleos de soja Liza e Veraneio são rotulados como transgênicos

São Paulo (SP), Brasil — Empresa segue os passos da Bunge e rotula as marcas Liza e Veleiro. Greenpeace fez denúncia da irregularidade em 2005.

Depois da Bunge rotular seu óleo Soya, agora é a vez da Cargill anunciar que vai colocar o símbolo de transgênico em seus óleos de soja Liza e Veleiro, conforme determina a lei de rotulagem em vigor no Brasil desde 2004. Ambas as empresas foram obrigadas a tomar a iniciativa por determinação da Justiça, que aceitou ação civil pública do Ministério Público de São Paulo exigindo a rotulagem. O MP-SP, por sua vez, se baseou em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005 que revelou como Cargill e Bunge desrespeitavam a lei e os consumidores ao não informar sobre o uso de soja transgênica na fabricação dos óleos.De acordo com a lei, todos os produtos fabricados com mais de 1% de organismos geneticamente modificados devem trazer essa informação no rótulo. Isso vale mesmo para produtos como o óleo, a maionese e a margarina, em que não é possível detectar o DNA transgênico.
"Após quatro anos da entrada em vigor da lei, e dois anos de nossa denúncia, as empresas finalmente resolveram se adequar", afirmou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace.
"Agora vamos continuar com a pressão para que tanto a Bunge como a Cargill rotulem também outros produtos, como margarinas e maioneses, fabricadas com a mesma soja transgênica. Só assim os brasileiros vão poder realmente exercer seu direito de escolha, que é garantido por lei."Confira o nosso Guia do Consumidor, com a lista das empresas que têm produtos livres de transgênicos.Leia também:Confira o blog de TransgênicosEntidades da sociedade civil pedem CTNBio mais plural e isenta
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Polícia prende 'urso polar' em protesto do Greenpeace nos EUA


O ativista Tom Wetterer foi preso com a fantasia de urso polar.
Ele protestava contra políticas de Bush em frente a prédio do governo, em Washington.
Ativista do Greenpeace fantasiado de urso polar é preso durante manifestação em Washington (Foto: Reuters)

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Americano descobre nova espécie de 'rato-elefante' na África

Animal vive nas montanhas da Tanzânia e é o maior de seu tipo, com quase 1 kg.
Parente relativamente próximo dos elefantes, criatura se alimenta de insetos.

Dificilmente um mamífero fica mais esquisito do que isso: corpo de roedor, tromba de elefante. A definição se aplica aos sengis, ou musaranhos-elefantes, estranhos habitantes da África que acabam de ganhar uma nova espécie em seu grupo. O bichinho, batizado de Rhynchocyon udzungwensis, foi apresentado ao mundo nesta quinta (31) por cientistas americanos e italianos.

A descrição da criatura, coordenada por Galen Rathbun, da Academia de Ciências da Califórnia, e Francesco Rovero, do Museu de Ciências Naturais de Trento (Itália), está na revista especializada "Journal of Zoology". Digamos que, entre nanicos, o bicho é um gigante: os adultos chegam a ter 750 gramas, enquanto a maior das 15 espécies conhecidas de sengis não passa dos 500 gramas.

"Ainda não sabemos por que ele é tão grande perto de seus parentes. Infelizmente, quando uma espécie é nova, sempre há mais perguntas do que respostas", afirmou Rathbun ao G1, por e-mail.

O animal foi encontrado nas florestas úmidas das montanhas de Udzungwa, na Tanzânia (África Oriental). É uma das regiões africanas mais ricas em espécies endêmicas -- ou seja, que só ocorrem ali e em nenhum outro lugar do mundo. Tudo indica que as florestas ficaram isoladas em fragmentos no alto das montanhas ao longo de milhões de anos, o que favoreceu o surgimento dessas espécies únicas.

Capturar e descrever o bichinho, cujo nome popular deverá ser sengi-de-cara-cinzenta, não foi moleza. Os pesquisadores tentaram usar redes e armadilhas especiais para pegar exemplares da espécie, mas os bichos eram tão grandes em comparação com seus primos que acabavam escapando. Depois de algumas adaptações nas técnicas de captura, Rathbun e Rovero tiveram êxito.

Primo dos trombudos

O mais maluco é que, brincadeiras à parte, os sengis são realmente primos mais ou menos próximos dos elefantes. Análises recentes de DNA comprovam que tanto os paquidermes quanto os bichinhos pertencem ao grupo dos afrotérios, um conjunto de mamíferos que surgiu na África há dezenas de milhões de anos.

Além de elefantes e sengis, os afrotérios também incluem entre seus membros os peixes-bois e os hiraxes (mamíferos africanos que lembram vagamente esquilos ou marmotas), entre outros animais. Ao longo de milhões de anos, ao se adaptar a diferentes tipos de vida, cada bicho foi assumindo formas muito específicas, mas a genética ainda denunciaria o parentesco entre eles.

E a "tromba" do musaranho-elefante? Rathbun diz que, pelo visto, ele a "inventou" independentemente do seu primo grandalhão. "Os cientistas já especularam sobre o fato de que vários dos afrotérios têm narizes bem desenvolvidos -- até os peixes-bois mostram isso em certo grau --, mas parece que cada um desses narizes surgiu devido a pressões seletivas diferentes", afirma ele.

Os sengis se alimentam principalmente de pequenos invertebrados, sendo ajudados pela "trombinha" nessa tarefa. "O focinho é usado principalmente como um instrumento de sondagem nas folhas caídas no chão da floresta, associado a um agudo sentido do olfato", explica o especialista.

E como um bicho tão bizarro se comporta na "vida real"? "Eu costumo dizer às pessoas que eles parecem uma combinação de um antílope em miniatura, um pequeno tamanduá e um rato. Comem cupins, formigas e outros pequenos invertebrados, como os tamanduás; com suas pernas longas, são animais corredores muito rápidos, como os antílopes; e superficialmente sua cauda longa e seus olhos e suas orelhas grandes lembram os roedores", compara Rathbun. O site do pesquisador tem uma série de vídeos que mostram espécies já conhecidas de musaranhos-elefantes em ação.


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Girafa bebê que nasceu prematura é alimentada por mamadeira

Filhote nasceu duas semanas antes do previsto no zôo de Chester, na Inglaterra.
Agora, Margareth, com dez dias de vida, precisa de cuidados humanos.

Nascida duas semanas antes do previsto, a girafa Margareth deu um susto no zoológico de Chester, no norte da Inglaterra. Agora, a "pequena", com dez dias de vida e 1,20 de altura, precisa ser alimentada com mamadeira pelos tratadores do zôo.

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Comissão Européia lança Pacote de medidas sobre clima e energia

Bruxelas, Bélgica — Apesar de ser um bom começo, há alguns equívocos como o incentivo de biocombustíveis no setor de transporte

Ao anunciar hoje seu novo pacote de leis sobre clima e energia, a Comissão Européia introduziu uma série de políticas públicas necessárias para atingir as metas de redução de emissões até 2020: metas mandatórias de redução de emissões, uma mudança significativa rumo às energias renováveis, incentivos para o aumento da eficiência energética e redução da poluição da indústria européia.

O Greenpeace apóia plenamente o compromisso político de incentivar o uso de energias renováveis. “A concretização da meta de 20% de energia renovável na matriz energética é um passo crucial para o futuro da segurança energética, deixando as tecnologias ultrapassadas de carvão e nuclear para trás”, disse Frauke Thies, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Europa.

No entanto, a meta para aumentar em 10% o uso de biocombustíveis no setor de transporte levanta sérias preocupações sobre seus impactos sócio-ambientais, e os padrões da Comissão Européia não garantem uma sustentabilidade adequada. “A meta da União Européia para biocombustíveis é um erro. A biomassa é muito mais eficiente para gerar eletricidade e calor do que para ser usada em carros que consomem muito combustível”, afirma Thies.

O pacote trás muitos pontos positivos, porém um grande retrocesso: o corte das emissões estabelecido no pacote não atinge os 30%”, afirmou Mahi Sideridou, diretora de políticas de clima e energia da União Européia (EU). “Um corte nas emissões de gases estufa de 20% até 2020 não é suficiente, mas, pelo menos, é uma meta que pode ser facilmente atingida e que deve necessariamente ser revista mais à frente. Para isso, a Comissão incluiu em sua política um mecanismo que permite automaticamente elevar suas metas assim que um acordo internacional do clima seja conquistado”, disse Mahi.

O Greenpeace defende um corte de 30% nas emissões de gases estufa até 2020, em relação aos níveis de 1990, já que essa é a taxa necessária para limitar o aumento da temperatura global a até 2º Celsius. Além do mais, uma meta de 20% é muito fraca se comparada ao acordo recentemente concluído na Conferência Global do Clima, em Bali, sob o qual países desenvolvidos devem reduzir implicitamente suas emissões entre 25% e 40% até 2020.

O pacote também inclui novas regras de operação para o comércio de carbono na União Européia até 2012. “A Comissão repara uma das maiores falhas nos mecanismos de mercado existentes. Mais importante, diminui o total de créditos de carbono que serão dados gratuitamente e define as mesmas regras para todos os setores industriais, independentemente de onde estiverem localizados na Europa. Porém, ao final, a Comissão deixou propositadamente algumas brechas nas suas próprias propostas em benefício da indústria. O Greenpeace exige que o Parlamento e os governos europeus eliminem essas brechas.

O Greenpeace está particularmente incomodado com o número e o tipo de projetos de comércio de carbono fora da União Européia, onde a indústria e os governos poderão descontar suas emissões. O Greenpeace exige um mínimo de 30% de corte nas emissões domésticas da União Européia. Qualquer crédito obtido em projetos fora dos países da UE não deveriam estar incluídos dentro dessa meta.

Por fim, o Greenpeace tem sérias dúvidas sobre o posicionamento da Comissão a respeito da captura e armazenamento de carbono, uma tecnologia ainda pouco comprovada, cara e potencialmente perigosa. Além disso, poderia servir como desculpa para se continuar a construir novas usinas a carvão.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Conter o desmatamento na Amazônia requer uma vontade política inédita

Municípios prioritários para ações de controle de desmatamento - MMA.

WWF-Brasil avalia como positivas as medidas criadas pelo Decreto 6.321/2007 e divulgadas nesta quinta (24.01.2008) pelo governo brasileiro para frear a elevação nos índices de desmatamento na Amazônia observada a partir do segundo semestre do ano passado.

Uma das medidas avaliadas como positivas é a obrigatoriedade do recadastramento de propriedades em áreas críticas de desmatamento, com base em informações georreferenciadas. Fazer com que a concessão de financiamentos agrícolas seja vinculada à renovação do certificado de cadastro de imóveis (CCIR) é uma forma de inibir o desmatamento e estimular o agricultor que quer agir dentro da lei.

Além disso, a aplicação de multas para infratores seria facilitada. As autoridades teriam condições de identificar pela imagem de satélite os proprietários das áreas desmatadas a partir do cruzamento dos dados.

Segundo Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil, as medidas podem representar um alinhamento das agendas governamentais em relação ao meio ambiente desde que realmente todas as instâncias governamentais envolvidas com a questão do desmatamento reconheçam que são parte do problema e precisam trabalhar juntas para implementar um novo modelo de desenvolvimento para a região amazônica. Enquanto, por exemplo, o Ministerio da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não reconhecer a importância da pecuária como um vetor de desmatamento na Amazônia, vamos continuar andando em círculos. Armelin destaca que serão necessários grandes esforços e muita vontade política para que as medidas sejam colocadas em prática. “Estaremos de olho, juntamente com outras ONGs ambientalistas, imprensa e sociedade civil”, avisa.

Para Armelin, o governo teve a oportunidade de definir políticas ambientais consistentes nos últimos anos, quando o desmatamento apresentava uma curva descendente. “Temos convivido com um crônico descompasso entre as diferentes áreas do governo. De um lado, orçamentos insuficientes para políticas ambientais. De outro, elevados financiamentos para projetos agrícolas e de infra-estrutura que não atendem a padrões socioambientais de sustentabilidade”, avalia.

Durante o último semestre de 2007 – período em que os números do desmatamento na Amazônia voltaram a crescer – o WWF-Brasil publicou três comunicados alertando a sociedade brasileira para o problema. Um em setembro, outro em novembro e o último em dezembro, quando o governo federal ainda comemorava o anúncio da redução no desmatamento no período 2006-2007.

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Temperatura média na Amazônia pode aumentar até 8 graus neste século


Brasil - A temperatura média do ar no Brasil poderá aumentar ainda neste século de 25 graus (média entre 1961 e 1990) para 28,9 graus, em um cenário de altas emissões de dióxido de carbono, e para 26,3 graus, em um cenário de poucas emissões de CO².

Na Amazônia, o aumento médio pode ser pior, variando de 3 a 8 graus a mais, no cenário mais pessimista possível.

Os dados estão no estudo Mudanças Climáticas e seus Efeitos sobre a Biodiversidade Brasileira, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) José Marengo. A pesquisa foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, juntamente com mais sete estudos sobre as conseqüências das mudanças climáticas no país.

Ao analisar os números, o pesquisador considerou dois cenários extremos. O primeiro é totalmente pessimista, ou seja, considera que nada será feito pelo país para diminuir as causas do aquecimento global. O segundo cenário é absolutamente otimista, ou seja, tudo será feito para melhorar o quadro.

Com base nesses parâmetros, no Nordeste, os aumentos seriam entre 4 graus e 2,2 graus; no Pantanal, 4,6 graus e 3,4 graus; e na região Sul, mais especificamente na Bacia do Prata, de 3,5 graus e 2,3 graus, respectivamente.

Segundo o estudo, essas mudanças climáticas poderão alterar a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. Pode haver perda de espécies animais e vegetais, causadas por alterações das rotas migratórias (no caso das aves, por exemplo) e nas mudanças nos padrões reprodutivos das espécies.

Um outro temor expresso na pesquisa é de que a capacidade de absorção de carbono das florestas tropicais diminua com o tempo. Neste caso, florestas como a Amazônia deixariam de funcionar como eliminadoras de carbono e passariam a ser fonte de emissão de gás.

O que se pode esperar biologicamente é que o sistema amazônico como é agora pode mudar. Se o clima mudar, a biodiversidade pode ser impactada, possivelmente outras biodiversidades podem mudar e podemos ter situações mais freqüentes, como a seca de 2005”, afirmou Marengo.

O estudo também traz a informação de que as mudanças climáticas deverão facilitar a reprodução de insetos transmissores de doenças, aumentando a incidência de doenças como malária, dengue, febre amarela e encefalite. A redução de chuvas e o aumento dos incêndios florestais causaria mais doenças respiratórias e as pessoas também morreriam mais por causa das ondas de calor, especialmente crianças e idosos.

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Temperatura média na Amazônia pode aumentar até 8 graus neste século

Brasil - A temperatura média do ar no Brasil poderá aumentar ainda neste século de 25 graus (média entre 1961 e 1990) para 28,9 graus, em um cenário de altas emissões de dióxido de carbono, e para 26,3 graus, em um cenário de poucas emissões de CO².

Na Amazônia, o aumento médio pode ser pior, variando de 3 a 8 graus a mais, no cenário mais pessimista possível.

Os dados estão no estudo Mudanças Climáticas e seus Efeitos sobre a Biodiversidade Brasileira, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) José Marengo. A pesquisa foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, juntamente com mais sete estudos sobre as conseqüências das mudanças climáticas no país.

Ao analisar os números, o pesquisador considerou dois cenários extremos. O primeiro é totalmente pessimista, ou seja, considera que nada será feito pelo país para diminuir as causas do aquecimento global. O segundo cenário é absolutamente otimista, ou seja, tudo será feito para melhorar o quadro.

Com base nesses parâmetros, no Nordeste, os aumentos seriam entre 4 graus e 2,2 graus; no Pantanal, 4,6 graus e 3,4 graus; e na região Sul, mais especificamente na Bacia do Prata, de 3,5 graus e 2,3 graus, respectivamente.

Segundo o estudo, essas mudanças climáticas poderão alterar a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. Pode haver perda de espécies animais e vegetais, causadas por alterações das rotas migratórias (no caso das aves, por exemplo) e nas mudanças nos padrões reprodutivos das espécies.

Um outro temor expresso na pesquisa é de que a capacidade de absorção de carbono das florestas tropicais diminua com o tempo. Neste caso, florestas como a Amazônia deixariam de funcionar como eliminadoras de carbono e passariam a ser fonte de emissão de gás.

“O que se pode esperar biologicamente é que o sistema amazônico como é agora pode mudar. Se o clima mudar, a biodiversidade pode ser impactada, possivelmente outras biodiversidades podem mudar e podemos ter situações mais freqüentes, como a seca de 2005”, afirmou Marengo.

O estudo também traz a informação de que as mudanças climáticas deverão facilitar a reprodução de insetos transmissores de doenças, aumentando a incidência de doenças como malária, dengue, febre amarela e encefalite. A redução de chuvas e o aumento dos incêndios florestais causaria mais doenças respiratórias e as pessoas também morreriam mais por causa das ondas de calor, especialmente crianças e idosos.

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Fórum da América Latina sobre meio ambiente discutirá mudança climática

Santo Domingo, 27 jan.
A mudança climática será um dos assuntos mais importantes do 16º Fórum de Ministros e Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, que será realizado em Santo Domingo, afirmou hoje o diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Ricardo Sánchez.

Sánchez destacou que no evento, que será realizado entre quarta e quinta-feira, será divulgado um relatório sobre a mudança climática que foi elaborado por um grupo de especialistas sob a coordenação do cubano Orlando Rey.

"As propostas de ação conjunta que serão adotadas no fórum terão um papel catalisador e articulador nas políticas ambientes e de desenvolvimento sustentáveis em nível regional e internacional", comentou Sánchez.
"Nesta edição do fórum, o diálogo dos ministros abordará temas tão importantes quanto a mudança climática e seus impactos, assim como o manejo integrado de ecossistemas que têm especial importância para nossa região", afirmou.
O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, acrescentou que serão discutidos os esforços do organismo para fortalecer sua gestão dentro de uma estratégia a médio prazo.

Outros pontos de discussão serão a aprovação do Plano de Ação Regional para o biênio 2008-2009, o tema da Governança Ambiental Internacional e a reforma das Nações Unidas.

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domingo, 27 de janeiro de 2008

Manifestantes tiram roupa e se cobrem de 'sangue' contra morte de animais

Grupo de 150 pessoas se reuniu em frente à catedral de Barcelona, na Espanha.
Membros da organização Anima Naturalis protestam contra indústria de peles.
Um grupo de 150 manifestantes tirou a roupa e cobriu-se de uma imitação de sangue para protestar contra a indústria de roupas de peles de animais em Barcelona. Os membros do grupo de direitos dos animais Anima Naturalis realizaram o protesto em frente à catedral da capital da Catalunha, durante a missa do meio-dia no local.

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Discussões sobre recessão americana dominam Fórum de Davos

Fórum Econômico Mundial começou sob a influência da crise nas bolsas.
Tom geral é pessimista, mas Condoleezza Rice tenta tranqüilizar mercado.

Os temores quanto à possibilidade de uma recessão mundial, na esteira da piora da situação econômia dos Estados Unidos, dominaram o início do Fórum Mundial de Economia de Davos nesta quarta-feira (23).

Logo na abertura, o economista Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York, de uma corrente tida como pessimista, disse que os EUA não terão apenas um resfriado, mas passarão por um "longo período de pneumonia".


BC dos EUA

A decisão do Federal Reserve - o Banco Central dos EUA - de cortar os juros de surpresa tampouco agradou a grandes figuras do mercado financeiro presentes em Davos. O presidente do Morgan Stanley Ásia, Stephen Roach, considerou a atitude do Fed apenas um paliativo e avaliou que o excesso de liquidez é o responsável por levar a economia de uma bolha a outra bolha.

O megainvestidor George Soros disse que os bancos centrais perderam o controle das economias e defendeu ações de auxílio para evitar uma grande depressão, mas sem perder de vista a liberdade de auto-regulação dos mercados.


Tranqüilidade

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, por seu turno, procurou tranquilizar os presentes, insistindo que seu país ainda é a locomotiva do desenvolvimento mundial e que possui fundamentos e estrutura fortes e saudáveis.

Outros também expressaram mais otimismo, como o presidente da petroleira Chevron, David O' Reilly. Para ele, o impacto da desaceleração americana sobre o resto do mundo será menor do que o esperado e o país conseguirá superar a crise.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Não foi por falta de aviso

Manaus (AM), Brasil — Retomada da derrubada da floresta amazônica revela fragilidades estruturais que sempre estiveram presentes na região.

Não foi por falta de aviso. Após três anos em queda, a taxa de desmatamento da Amazônia voltou a crescer no segundo semestre de 2007, como alertava o Greenpeace.

A retomada da destruição da floresta está ligada ao aumento dos preços internacionais de soja, milho e carne e à falta de adoção de medidas estruturantes para neutralizar a expansão da fronteira agrícola sobre a Amazônia, previstas no Plano Nacional de Controle e Combate ao Desmatamento do governo Lula. Em vez disso, medidas adotadas pelo próprio governo – como a descentralização da fiscalização sem que estados estivessem aparelhados para tal e a ampliação de assentamentos em áreas de florestas – ajudaram atiçar uma fogueira acesa pela pressão econômica.

Os dados divulgados ontem pelo Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real, do INPE, mostram o desmatamento de uma área de 3.235 km2 de floresta amazônica entre agosto e dezembro de 2007. O Deter é um sistema ágil, porém impreciso, que não foi concebido para medir área desmatada, mas para alertar o governo a agir. Ele identifica aproximadamente 40% do desmatamento real. Uma projeção usando os dados do Deter mostra que pelo menos 7 mil km2 de floresta foram destruídos no segundo semestre de 2007. O segundo semestre, principalmente na época de chuvas na Amazônia, normalmente é um período de menor desmatamento.

“A área de 7000 km já desmatada será somada ao que será desmatado no primeiro semestre de 2008 para compor o número final do desmatamento 2007-2008. Se o governo não agir de forma dura e imediata, a próxima taxa de desmatamento anual será um desastre”, diz Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace.

Os números mensais de desmatamento estavam aumentando desde maio, empurrados pelo aumento nos preços das commodities agrícolas. “O governo poderia ter agido antes, quando os números estavam em baixa e a pressão sobre a floresta era menor. Agora, fica tudo mais difícil, principalmente porque 2008 é ano eleitoral, quando cai o apetite das autoridades em fiscalizar e punir”, completa.

A taxa de desmatamento da Amazônia, que vinha seguindo uma curva descendente desde 2005, tende a sair do controle se o governo não agir rápido”, disse Adario. Apesar dos esforços do governo em aumentar a governança na Amazônia, grande parte da redução do desmatamento esteve relacionada à baixa dos commodities agrícolas nos anos anteriores. Desde o ano passado, o aumento do consumo de soja na China e do cultivo de milho para a produção de biocombustíveis nos EUA levou a uma redução da área destinada ao cultivo de soja, elevando o preço do produto.

“O desmatamento da Amazônia representa 70% das emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. O governo se comprometeu em Bali junto à comunidade internacional de adotar medidas concretas e monitoráveis para controlar o desmatamento. Está mais do que na hora de agir de forma consistente”, disse Adario.

“Para resolver o problema, o Greenpeace recomenda que o governo atue prioritariamente nos municípios em que as taxas de destruição são elevadas e aplique duras punições a fazendeiros que desmataram ilegalmente. É crucial estimular as atividades que gerem emprego e renda mantendo a floresta em pé. É vital também que o governo cadastre todas as propriedades rurais da Amazônia, sem o que será impossível implementar políticas públicas e ambientais eficientes. O governo tem um bom diagnóstico do problema, e sabe onde ele ocorre. O que ele precisa é implementar o seu próprio plano de combate ao desmatamento de forma adequada”, completa Adario.

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Bunge rotula óleos Soya como transgênicos


São Paulo, Brasil — Iniciativa acontece depois de ação judicial do Ministério Público de SP, baseada em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005.

Começaram a chegar às prateleiras dos supermercados brasileiros os primeiros produtos rotulados como transgênicos desde que a lei de rotulagem entrou em vigor em 2004. O óleo Soya, um dos mais vendidos do mercado brasileiro, é o primeiro a ostentar o símbolo de produto geneticamente modificado (uma letra T no meio de um triângulo amarelo) no país. A embalagem também traz o aviso: “Produto produzido a partir de soja transgênica”.

A rotulagem do óleo Soya em todo o território nacional só aconteceu graças à denúncia que o Greenpeace fez em outubro de 2005, comprovando que a soja usada pelas empresas Bunge (fabricante do óleo Soya) e a Cargill (fabricante do óleo Liza) era geneticamente modificada. Em setembro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo se baseou na denúncia do Greenpeace para entrar na Justiça com uma ação civil pública exigindo a rotulagem de ambos os produtos.

“É uma tremenda vitória, mas ainda há muito o que fazer. As margarinas e maioneses da marca Soya, por exemplo, não estão rotuladas ainda”, afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, lembrando ainda que a Cargill também foi citada na ação judicial mas não rotulou nenhum de seus óleos e demais produtos.

O Greenpeace entrou em contato com a Bunge para saber a extensão da rotulagem nos produtos da empresa e recebeu a seguinte resposta do diretor de Comunicação Corporativa, Adalgiso Telles: “Como nós entendemos que pode eventualmente haver alguma preocupação por parte de alguns consumidores em relação à presença de transgênicos, resolvemos agir pró-ativamente e rotular nosso óleo de cozinha Soya, mesmo sabendo que os óleos vegetais não contêm nem 1% de componente transgênico, porcentagem a partir da qual a lei exige a rotulagem, para melhor atender consumidores que considerem isso relevante.”

Gabriela Vuolo considera bom ver a Bunge colocando em prática o respeito ao consumidor. Mas faz ressalvas.

“Só é uma pena que para isso se tornar realidade tenha sido preciso acionar a Justiça e esperar mais de dois anos da nossa denúncia", ressaltou Vuolo. “Agora, é fundamental que a empresa continue tendo uma postura ética e informe seus consumidores sobre a presença de transgênicos nos outros produtos da linha Soya e nas suas outras marcas, como Primor, Salada e Delícia. Só assim os brasileiros vão poder realmente exercer seu direito de escolha, que é garantido por lei."

A denúncia do Greenpeace aconteceu em outubro de 2005, quando cerca de 20 ativistas foram à Brasília entregar ao governo um dossiê que comprovava a utilização de soja transgênica na fabricação dos óleos Soya e Liza (da Bunge e Cargill, respectivamente), marcas líderes do setor. Os ativistas desceram a rampa do Congresso Nacional empurrando 20 carrinhos de supermercado cheios de latas de óleo da Bunge e da Cargill, e se posicionaram próximos à entrada da Câmara dos Deputados enquanto a denúncia era entregue aos parlamentares. Posteriormente, a denúncia foi encaminhada a diversas representações do Ministério Público e aos ministérios da Justiça, Agricultura, Ciência e Tecnologia, e Meio Ambiente.

As evidências contidas no dossiê comprovam a utilização da soja transgênica pela Bunge e pela Cargill na fabricação de diversos produtos, como os óleos Soya, Liza, Primor e Olívia, e a falta de rotulagem dos produtos oferecidos ao consumidor.

De acordo com o decreto de rotulagem, todos os produtos fabricados com mais de 1% de organismos geneticamente modificados devem trazer essa informação no rótulo. Isso vale mesmo para produtos como o óleo, a maionese e a margarina, em que não é possível detectar o DNA transgênico.

Confira o nosso Guia do Consumidor, com a lista das empresas que têm produtos livres de transgênicos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Governo proíbe desmatamento em 36 municípios

Esses munícipios são responsáveis por metade do desmatamento na região Amazônica.
Será necessário o recadastramento das propriedades rurais nestes municípios.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta quinta-feira (24) uma série de medidas para conter o desmatamento na Amazônia, entre elas o bloqueio do financiamento para atividades que gerem desmatamento e o embargo de propriedades rurais nos 36 municípios com maior incidência de desmatamento.

A reunião foi convocada em caráter de emergência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi detectado que entre agosto e dezembro de 2007 o desmatamento no país foi da ordem de 7.000 quilômetros quadrados. Mato Grosso é o estado que concentra a maior parte da devastação, seguido do Pará e de Rondônia.

Para reverter essa tendência, o governo pretende realizar uma série de ações envolvendo a Polícia Federal, o Ibama, Incra e os Ministérios do Meio Ambiente, da Defesa, da Agricultura, da Justiça e do Desenvolvimento Agrário. Homens do Exército e da PF vão combater ações de desmatamento. A PF enviou mais 300 homens para 11 postos de controle e a partir do dia 21 de fevereiro vai iniciar uma série de operações.


Lista

O governo também divulgou uma lista dos 36 municípios responsáveis por metade do desmatamento na região Amazônica. Eles estão localizados na Amazônia, no Pará, no Mato Grosso e no Amazonas. Segundo Marina Silva, está proibido o desmatamento nestes municípios até que os proprietários rurais façam o recadastramento de suas propriedades.

De acordo com a ministra, o proprietário rural que não recadastrar sua propriedade não poderá adquirir empréstimos ou até mesmo vende-la. As empresas que compraram produtos agrícolas destes proprietários rurais serão considerados co-responsáveis pelo desmatamento e poderão ser punidos com sanções e multas até a suspensão de suas atividades comerciais.



Durante a reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, segundo relato de assessores, "que não está na hora de acusar ninguém. É hora de tomar providências". Lula quer todos os ministros engajados para que os índices de desmatamento continuem apresentando queda, tal como ocorreu nos últimos anos...

LISTA:

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta quinta-feira (24) uma série de medidas para conter o desmatamento na Amazônia, entre elas o embargo de propriedades rurais nos 36 municípios com maior incidência de desmatamento.

Eles estão localizados na Amazônia, no Pará, no Mato Grosso e no Amazonas e são responsáveis por metade do desmatamento na região Amazônica. Segundo Marina Silva, está proibido o desmatamento nestes municípios até que os proprietários rurais façam o recadastramento de suas propriedades.

Veja a lista de municípios divulgada pelo governo:

1) Alta Floresta (MT)

2) Altamira (PA)

3) Aripuanã (MT)

4) Brasil Novo (PA)

5) Brasnorte (MT)

6) Colniza (MT)

7) Confresa (MT)

8) Cotriguaçu (MT)

9) Cumaru do Norte (PA)

10) Dom Eliseu (PA)

11) Gaúcha do Norte (MT)

12) Juara (MT)

13) Juína (MT)

14) Lábrea (AM)

15) Machadinho D´Oeste (RO)

16) Marcelândia (MT)

17) Nova Bandeirantes (MT)

18) Nova Mamoré (RO)

19) Nova Maringá (MT)

20) Nova Ubiratã (MT)

21) Novo Progresso (PA)

22) Novo Repartimento (PA)

23) Paragominas (PA)

24) Paranaita (MT)

25) Peixoto de Azevedo (MT)

26) Pimenta Bueno (RO)

27) Porto de Gaúchos (MT)

28) Porto Velho (RO)

29) Querência (MT)

30) Rondon do Pará (PA)

31) Santa Maria das Barreiras (PA)

32) Santana do Araguaia (PA)

33) São Félix do Araguaia (MT)

34) São Félix do Xingu (PA)

35) Ulianópolis (PA)

36) Vila Rica (MT)



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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Mudanças climáticas em debate no Havaí

A reunião convocada pelos Estados Unidos para discutir mudanças climáticas com as maiores economias mundiais, no final deste mês, em Honolulu, no Havaí, será o primeiro evento multilateral de discussão sobre o tema em 2008. O encontro, que acontece entre os dias 29 e 31, reunirá 18 países, sendo cinco deles nações em desenvolvimento (Brasil, China, Índia, Indonésia e África do Sul).

O "Major Economics Meeting on Energy Security and Climate Change" foi anunciado durante a 13° Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), em dezembro de 2007, em Bali (Indonésia). Na ocasião, os Estados Unidos - depois de pressionados por países desenvolvidos e em desenvolvimento - aceitaram o consenso para elaboração do documento que guiará as negociações internacionais sobre mudanças climáticas até 2009 e que deverá resultar na segunda fase do Protocolo de Quioto.

Para o Ministério do Meio Ambiente - que participará do encontro ao lado de representantes dos ministérios das Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia - a iniciativa americana é uma uma reunião de diálogo e não uma negociação. "É um complemento à Bali e não uma alternativa às negociações das Nações Unidas", enfatiza a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Thelma Krug. É o segundo encontro do gênero convocado pelo presidente norte-americano, George W. Bush. O primeiro foi em setembro de 2007, em Washington.

A iniciativa, segundo o MMA, pode ajudar a tornar mais claras as medidas e os compromissos a serem adotados por todos os países. O governo brasileiro defende o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isto é, que as nações em desenvolvimento deêm a sua contribuição, mas que os mais ricos, responsáveis por 70% dos gases causadores do efeito estufa lançados na atmosfera, liderem o processo, visto que também são os que possuem mais recursos, tecnologia e capacitação.

Efeito estufa em destaque

Encontro será dividido em cinco sessões, nos dias 30 e 31 de janeiro: Possíveis Contribuições das Maiores Economias ao Processo de Negociação das Nações Unidas; Objetivo Global de Longo Prazo; Tecnologias Cooperativas e Abordagens Setoriais; Compromissos ou Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas; e ainda Questões Relativas a Adaptação, Florestamento, Financiamento e Mensuração.

Uma das novidades anunciada esta semana é a formação de dois grupos de trabalho, que se reunião no dia 29 de janeiro, para discutir Tecnologias Limpas e Mensuração dos gases de Efeito Estufa. Os dois temas devem permanecer, daqui para frente, na agenda dos debates sobre mudanças climáticas.

Liderado pelo Japão, o primeiro grupo tem entre seus objetivos disseminar a importância da adoção de tecnologias de emissão-zero a longo prazo, bem como identificar e priorizar tecnologias inovadores a serem desenvolvidas mais rapidamente, em especial nas área de geração de energia, transporte e eficiência. O segundo irá proporcionar a troca de informações sobre metodologias e abordagens para mensuração e registro dos impactos dos gases de efeito estufa, entre outros objetivos.