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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quantidade de gelo no Ártico 'despencou', diz estudo!


A espessura do gelo no Oceano Ártico "despencou" no último inverno, segundo uma pesquisa do University College de Londres.

Os cientistas britânicos afirmam que a espessura do gelo no mar Ártico diminuiu até 49 centímetros em algumas regiões, segundo informações enviadas por satélite.

De acordo com os pesquisadores, estes resultados fornecem a primeira prova definitiva de que o volume total do gelo no Ártico está diminuindo.

O gelo no mar do Ártico bateu o recorde negativo ao chegar ao se menor tamanho em 2007, quando sua área atingiu apenas 4,13 milhões de quilômetros quadrados.

O recorde anterior era de 5,32 quilômetros quadrados, medidos em 2005.

"A espessura do gelo estava constante nos últimos cinco invernos antes deste, mas despencou no inverno depois do mínimo (registrado) em 2007", afirmou uma das autoras da pesquisa Katherine Giles à BBC.

De acordo com dados coletados pelo Centro de Observação Polar do University College de Londres - parte do Centro Nacional da Grã-Bretanha para Observação da Terra - no último inverno o gelo tinha diminuído de espessura em uma média de 26 centímetros abaixo da média de invernos entre 2002 e 2008.

Causas Seymour Laxon, outro autor da pesquisa, afirmou que ainda não foram explicadas todas as causas deste problema.

"A extensão pode mudar, pois o gelo pode ser redistribuído, aumentando a quantidade de água exposta. Mas isso não reduz a quantidade total de gelo", disse o cientista à BBC.

"Para determinar se a redução do gelo no mar é o resultado do gelo se acumulando contra a costa ou se é o resultado do derretimento, é preciso medir a espessura." "Acredito que esta seja a primeira vez que podemos dizer, definitivamente, que o principal do volume total de gelo diminuiu. Então isto significa derretimento; não significa que o gelo tenha apenas sido empurrado para a costa", acrescentou.

"Estamos usando dados de satélite, o que significa uma cobertura em todo o Oceano Ártico (exceto no centro) e temos estes dados de forma contínua, portanto, conseguimos boa cobertura em termos de tempo e área", afirmou.

Seymour Laxon acrescentou que as descobertas do projeto estão sendo usadas para ajudar a refinar as informações em projeções climáticas para o futuro.

"A época em que o Oceano Ártico vai desaparecer é uma informação aberta ao debate. Cerca de cinco anos atrás a projeção média para o desaparecimento era por volta de 2080", afirmou.

"Mas os índices mínimos de gelo e esta prova de derretimento sugerem que devemos apoiar os modelos que sugerem que o gelo do mar vai desaparecer entre 2030 e 2040, mas ainda existe muita incerteza", acrescentou.

fonte:

Cão arrisca a vida para proteger filhotes de gato

Cachorro cuidou de pequenos felinos durante incêndio em casa na Austrália.


Foto: BBC
BBC
Leo, o cão herói de Melbourne, na Austrália. (Foto: BBC)

O cachorro Leo arriscou a vida para proteger quatro filhotes de gato presos em uma casa em chamas, em Melbourne, na Austrália.

Quando o incêndio começou, a família que mora na casa e um de seus cães conseguiram escapar, deixando os outros animais para trás.

Os bombeiros encontraram Leo cuidando dos filhotes, que estavam em uma caixa de papelão, em um dos quartos da casa.

O cachorro já tinha perdido a consciência quando os bombeiros o tiraram da casa.

O animal teve que ser reanimado com massagem cardíaca, água e oxigênio, antes de reencontrar os filhotes.

fonte:G1.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Baleias aparecem na costa de Santa Catarina

Segundo especialistas, região é uma espécie de berçário para a espécie.
Animais fazem passeios curtos e voltam para as águas calmas do local.


Baleias aparecem na costa de Santa Catarina (Foto: Glaicon Covre/Diário Catarinense/Ag. RBS)

Duas baleias apareceram na Praia da Ribanceira, em Imbituba (SC), nesta segunda-feira (27). Segundo especialistas, a região é uma espécie de berçário para a espécie.

De acordo com o biólogo Luiz Augusto Farnettani, desde o final de semana, 22 baleias (adultas e filhotes) foram avistadas na área. Ele sugere que o local seja fechado entre os finais dos meses de junho e de novembro.

“Este é o período em que elas chegam em busca de águas mais quentes, onde acasalam, procriam e amamentam. Fechar significa impedir o acesso de barcos, da prática de esportes náuticos e colocação de redes”, explica o biólogo.

Os passeios são de distâncias curtas, com retorno para as águas mais calmas do berçário. No trajeto, as borrifadas são constantes, assim como os deslizes dos filhotes sobre o dorso das mães.

Fonte: G1.com.br / Diário Catarinense

Asfalto cede e cavalo cai em buraco no RS

Cratera foi provocada pelas chuvas que atingiram estado no fim de semana.
Animal foi resgatado sem ferimentos pelos bombeiros, em Santa Maria.

Foto: Lauro Alves/Diário de St. Maria/ag.RBS

Um cavalo caiu em um buraco depois que o asfalto cedeu, em Santa Maria (RS). A cratera foi provocada pelas fortes chuvas, que atingiram o estado no fim de semana. O animal pastava próximo ao local quando sofreu o acidente. Os bombeiros ajudaram a remover o animal, que nada sofreu. (Foto: Lauro Alves/Diário de St. Maria/Ag.RBS)

Fonte: G1.com.br/Diário de Santa Maria e do Zero Hora

Pescador mata cobra de 4,7 metros e 30 quilos em MS

Ele disse à polícia que foi atacado quando pescava no Rio Paraná.
Rapaz foi multado em R$ 500 e pode responder por crime ambiental.


Um pescador pode responder por crime ambiental por matar uma cobra de 4,7 metros e 30 quilos em Três Lagoas (MS). Ele teria sido atacado pelo animal quando pescava no Rio Paraná, no domingo (26).

O jovem de 18 anos contou à polícia que a cobra deu um bote e se enroscou em seu corpo quando ele estava mergulhando. Ele disse que disparou um tiro de arpão para se defender e matar o réptil.

O pescador disse que, sem saber o que fazer, levou a cobra para casa. Depois de denúncias anônimas, o réptil foi encontrado pendurado em um varal no quintal.

Um inquérito policial vai apurar o que realmente aconteceu no rio. O rapaz foi multado em R$ 500 e pode responder por crime ambiental. O animal será levado para a Polícia Ambiental de Campo Grande, onde será empalhado.

Fonte:G1.com.br

Expedição científica do WWF registra riquezas do Rio Negro

Viajantes fazem levantamento biológico da região.
Veja fotos de um dos locais mais belos e preservados da Amazônia.

Para registrar como vivem os animais e as pessoas em uma das regiões de mais rica biodiversidade do planeta, uma expedição da organização não-governamental WWF está subindo o rio Negro, no estado do Amazonas.

A viagem, que começou em 17 de outubro e termina em 15 de novembro, leva uma equipe de 65 pessoas. Na primeira etapa da expedição, eles estão visitando o Arquipélago de Mariuá, considerado o maior conjunto de ilhas fluviais do mundo.

Na segunda fase, os pesquisadores visitarão uma área onde está prevista a criação da Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi. Eles farão um levantamento das necessidades das pessoas que vivem lá, ajudando a definir os parâmetros para a criação da reserva.

O dia-a-dia da expedição pode ser acompanhado por meio de um blog criado especialmente para registrar a impressão dos viajantes ao conhecer uma das regiões mais belas e bem preservadas do planeta.

Fonte: G1.com.br

No Nepal, cães são enfeitados com flores durante festival

Nepaleses hindus em todo o país também oferecem comida aos animais.
Até cães de rua são beneficiados pela festa.

Foto: Gopal Chitrakar/Reuters

Cães da polícia da raça pastor alemão posam para fotografias com colares de flores em um festival de cachorros em Kathmandu, no Nepal. Nepaleses hindus em todo o país celebram o festival, oferecendo comida e enfeitando os cães em retribuição à obediência dos animais. (Foto: Gopal Chitrakar/Reuters)

Foto: Gopal Chitrakar

À direita, cão da polícia da raça Labrador lambe a boca após receber comida durante a celebração de um festival de cachorros em Kathmandu, no Nepal. À esquerda, um cachorro de rua é visto após um culto que ocorreu no evento. Nepaleses hindus em todo o país celebram o festival, oferecendo comida e enfeitando os cães em retribuição à obediência dos animais. (Foto: Gopal Chitrakar)

Fonte: G1.com.br

domingo, 26 de outubro de 2008

Trem turístico começa a operar no Pantanal em maio

Locomotiva tem capacidade para transportar 408 passageiros.
Saída acontecerá aos sábados e retorno aos domingos.

Trem do Pantanal tem capacidade para transportar 408 pessoas (Foto: Gabriel Santos/Divulgação)

O Trem do Pantanal será a nova atração turística de Mato Grosso do Sul. O meio de transporte funciona atualmente apenas para carga, mas a partir de maio de 2009 também servirá como meio de locomoção para os turistas que querem viajar de Campo Grande para Aquidauana (MS) e Miranda (MS).

De acordo com a assessoria de imprensa do governo de Mato Grosso do Sul, a atração será operada apenas aos finais de semana. A saída acontecerá aos sábados de Campo Grande e retorno aos domingos, partindo de Miranda.

A locomotiva será composta por sete vagões de passageiros e um bagageiro, com capacidade para transportar até 408 pessoas, nas classes econômica, turística e executiva.

A expectativa é proporcionar um aumento no fluxo de turistas na região. “Queremos ampliar significativamente o público estrangeiro no Pantanal”, afirma Nilde Brun, diretora-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul.

De acordo com ela, os preços para o passeio ainda não foram estabelecidos.

Fonte: G1.com.br

Dois terremotos atingem a Califórnia

Informação é do Centro Nacional de Terremotos dos EUA.
Tremores têm intensidade de 4,1 e 5,1 graus na escala Richter.

Dois terremotos atingiram a região norte da Califórnia na manhã deste domingo (26), informou o serviço geológico dos Estados Unidos. O epicentro do primeiro tremor, de 5,1 graus na escala Richter, ocorreu cerca de 35 km a oeste da cidade de Petrolia. A cidade fica 416 km ao norte de San Francisco. O terremoto foi registrado por volta das 7h26 (horário de Brasília) e tinha 17 km de profundidade, de acordo com o central nacional de terremotos do país.

O segundo teve intensidade de 4,1 graus, ocorreu cerca de um minuto mais tarde, a cerca de 17 km a sudoeste da cidade de Fort Ross, segundo o Centro Nacional de Terremotos dos EUA. De acordo com a agência Reuters, que cita autoridades locais, não há informações sobre possíveis danos ou vítimas.

Tremores de magnitude 5 são considerados moderados, mas capazes de causar danos consideráveis. Já tremores de magnitude 4 são classificados como leves, capazes de danos moderados.

Fontes: G1.com.br e Reuters

Chuva causa deslizamento de terra no RS

Em Santa Maria, aterro de rede ferroviária desabou; ninguém ficou ferido.
Defesa Civil enviou mantimentos, cobertores e colchões para prejudicados

Encosta desabou por causa da chuva (Foto: Fernando Ramos/Diário de Santa Maria/Ag.RBS)

A forte chuva que atingiu o Rio Grande do Sul entre a noite de sábado (25) e a madrugada de domingo (26) causou prejuízos. Em Santa Maria, o aterro da rede ferroviária deslizou e invadiu imóveis das proximidades e uma estrada. A circulação dos trens teve que ser suspensa. Ninguém ficou ferido.

Em outro ponto da cidade, a água invadiu um prédio. Uma caminhonete que estava na garagem precisou ser amarrada pelos bombeiros para não ser levada pela água.

Ajuda

Outras cidades também registraram prejuízo. Caminhões carregados com mantimentos, cobertores, colchões, cestas básicas e kits de limpeza foram enviados, neste domingo (26), para Cerro Largo, Santa Rosa e Erechim. Segundo a Defesa Civil, neste fim de semana, foram registradas chuvas de granizo e rajadas de vento em praticamente todo o estado.

A Defesa Civil informa que há previsão de mais chuvas neste domingo. A população deve ficar atenta a possíveis deslizamentos de encosta, morros e barreiras, especialmente durante a noite. É necessário evitar áreas de alagamentos e de redes de energia elétrica.

Fontes: G1.com.br e Zerohora.com

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Rondônia fechará parceria com o MMA para elaboração de plano contra desmatamento

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, afirmou que vai firmar parceria com o Ministério do Meio Ambiente para elaborar o Plano Estadual de Combate ao Desmatamento. Esse plano é uma das exigências para que os estados amazônicos tenham acesso aos recursos do Fundo Amazônia que fará primeira reunião do Comitê Orientador, nesta sexta-feira, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Cassol esteve reunido com o ministro Carlos Minc, nesta quarta-feira (22), para discutir diversas questões ligadas ao meio ambiente no estado. Uma das solicitações do governador é para que parte do valor da compensação ambiental das usinas do Rio Madeira seja destinada à construção de um hospital no estado. Outro ponto da agenda foi a regularização fundiária da Reserva Extrativista de Bom Futuro.

Tocantins - O governo do estado de Tocantins também se comprometeu a elaborar seu Plano Estadual de Combate ao Desmatamento. Em reunião ontem com o diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA, Mauro Pires, representantes do governo do estado, da Assembléia Legislativa, do Ministério Público, do Ibama, do Incra, entre outros órgãos assumiram o compromisso de elaborar o plano.

Em novembro o ministro Carlos Minc deverá assinar um termo de compromisso com o governador para dar início à elaboração da proposta. O cronograma e a metodologia do plano já foram definidos. A previsão é de que em quatro meses os trabalhos estejam concluídos.

Fonte: mma.gov.br

Jacaré aparece em rio poluído de Joinville

Ele saiu da água, foi para a lama e voltou para o rio.
Animal virou atração no centro da cidade.

Foto: Jessé Giotti/Jornal A Notícia/Ag. RBS

Um jacaré apareceu em um rio poluído de Joinville (SC), na terça-feira (21). No centro da cidade, o animal chamou a atenção. Ele saiu da água, foi para a lama, e, depois, para o rio. O jacaré, apelidado de Fritz, tem aproximadamente 1,5 metro de comprimento (Foto: Jessé Giotti/Jornal A Notícia/Ag. RBS)


Fontes: G1.com.br e Diário Catarinense

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Outubro já é o mês com maior número de queimadas no MA

Tempo seco e vento facilitam propagação das chamas.
Neste mês, foram registrados 12 mil focos de incêndio.


As queimadas sem controle estão provocando prejuízo no Maranhão. O tempo seco e o vento ajudam a espalhar o fogo. As labaredas alcançam a copa das palmeiras e avançam pelas pastagens.


Outubro já é o mês com maior número de queimadas no estado. Foram 12 mil focos, o dobro do que foi registrado durante todo o mês de setembro.

A situação é mais grave no leste e sul do Maranhão, onde grandes colunas de fumaça denunciam o tamanho da destruição.

O aumento das queimadas coincide com a temporada de preparação das lavouras. A maioria dos agricultores ainda usa fogo para tocar o plantio. As chamas acabam saindo do controle por causa da baixa umidade e do vento forte, ameaçando pastagens e os rebanhos. "A situação aí só Deus resolve. Homem dessa terra não resolve, não", disse o agricultor Raimundo Nonato da Silva.

Fonte:G1.com.br

Operação do Ibama inibe pesca predatória da lagosta

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou, nesta sexta-feira (17), da operação Lagosta Legal, realizada pelo Ibama no litoral norte do estado do Rio Grande do Norte, que resultou na apreensão de 70 quilos de lagostas, de cinco barcos e detenção de 26 pescadores. O objetivo da fiscalização, que continuará até o final do ano, é acabar com a pesca ilegal da lagosta praticada na região.

As multas para pesca ilegal de lagosta variam de R$ 300 a R$ 100 mil, e mais R$ 20 para cada quilo de lagosta apreendido. A operação Lagosta Legal, iniciada no dia 7 de outubro, acontece simultaneamente na Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Oito embarcações do Ibama estão no litoral do Nordeste flagrando pescadores ilegais. Mais de uma tonelada de lagosta e cerca de 14 km de rede caçoeira foram apreendidos na primeira semana da operação.

O foco da fiscalização é apreender lagostas juvenis (com calda inferior a 13 cm - para espécie vermelha - e 11cm do tipo cabo verde) capturadas por rede caçoeira ou por compressor de ar. A rede caçoeira causa sérios estragos ao ambiente marinho e o compressor do ar prejudica a saúde do pescador. A prática da pesca ilegal da lagosta destrói corais e causa a morte de tartarugas-marinhas.

O ministro Carlos Minc ressaltou a importância de uma parceria com empresários para que eles só comprem lagostas que estejam com o tamanho permitido pelo Ibama. Junto com o pacto com os empresários, Minc aposta na conscientização do consumidor para ajudar a fiscalizar e não comer lagostas ilegais.

"Tem que conscientizar. Então, vamos fazer um pacto com o setor empresarial da lagosta no sentido de incentivar outras práticas, monitorar os barcos com chip e conscientizar o consumidor a só aceitar a lagosta no tamanho permitido. O consumidor tem um papel muito importante", disse Minc, alertando o consumidor para o consumo consciente para reverter esse quadro.

O Nordeste é responsável por cerca de 90% da produção e exportação de lagosta no Brasil, terceiro maior exportador do mundo. A pesca ilegal da lagosta influenciou na redução da produção do crustáceo no Brasil pela metade, em 12 anos.

Investir no pescador é outra forma eficiente para reduzir a prática predatória. Para Minc, é preciso qualificar os pescadores, além de apoiar a aqüicultura e a piscicultura como alternativa para que a quantidade de lagosta no litoral brasileiro, que é sobreexplotada, volte a crescer. "É importante conversar com os pescadores. A gente quer dá mais apoio aos pescadores, garantir terras, qualificação, fábrica de gelo, escolinha para os filhos. O pescador é quem põe o peixe fresquinho na mesa da gente", destacou.

Minc também falou que há recurso para investir nos pescadores para que eles saiam da captura predatória e comece a fazer a captura legal. "Temos que financiar alternativas de capturas não predatórias, senão a degradação vai prevalecer, e a gente não quer isso. Nós queremos criar meio para as pessoas pescarem e sobreviverem com dignidade. Reprimir o que está errado e subsidiar e fornecer para quem está certo" enfatizou.

Fonte: mma.gov.br


Plano de mudanças climáticas do governo é fraco

Para combater o aquecimento global, devem ser estabelecidas metas  claras de corte de emissões de CO2

Para combater o aquecimento global, devem ser estabelecidas metas claras de corte de emissões de CO2

São Paulo (SP), Brasil — Documento não responde à altura os desafios que temos hoje. Para algumas propostas, não há metas; para outras, faltam os prazos ou mecanismos para atingi-las.

O Plano Nacional sobre Mudança do Clima lançado na quinta-feira pelo governo propõe respostas tímidas para enfrentar o problema. Para algumas propostas não há metas; para outras, faltam os prazos ou mecanismos para alcançá-las.

As queimadas colocam o Brasil em quarto lugar do ranking dos maiores emissores de gases do efeito estufa do planeta. Por isso, apesar do Protocolo de Kyoto não exigir que países em desenvolvimento tenham metas de redução, esperava-se que o governo brasileiro assumisse esse compromisso. Não sem motivo: os efeitos do aquecimento global já podem ser sentidos no Brasil. Estudo divulgado pela Embrapa recentemente demonstra que o aquecimento global deve alterar profundamente a configuração da agricultura no país e provocar perdas de R$ 7 bilhões.

"Na melhor das hipóteses, o plano é uma decepção. Na pior, uma embromação. Os desafios das mudanças climáticas exigem urgência e maior comprometimento do governo", avalia Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace.

A meta para eficiência energética, por exemplo, é chegar aos 10% até 2030, quando sabemos que hoje poderíamos obter índices entre 35% a 50%. A referência à co-geração de energia ilustra a falta de prazos. O texto sugere que 20% da energia seja produzida pela co-geração, mas não especifica datas.

"É uma boa meta, mas se for até 2030, é pouco", diz Furtado.

Já nos itens que tratam da eliminação da perda líquida da área florestal no Brasil, do desmatamento ilegal e da manutenção de floresta em pé, o problema está na falta de mecanismos de implantação. As poucas ações apontadas já fazem parte do atual plano de desmatamento, que no papel parece bom, mas na prática não funciona.

Outra falha grave do plano é ter utilizado dados de 1994 para calcular as emissões de gases do efeito estufa pelo Brasil. Com base nessas informações o documento afirma que o "Brasil tem feito a sua parte na mitigação da mudança do clima".

O governo ignorou também as contribuições da sociedade civil e das comissões mistas da Câmara dos Deputados e do Senado. O relatório elaborado pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional aprovado, em junho por unanimidade, faz 51 propostas concretas de combate às mudanças climáticas, com metas setoriais e ações concretas.

"O documento elaborado pelo congresso propõe ações como nossa proposta pelo desmatamento zero e a revolução energética, garantindo que a participação das energias renováveis na matriz elétrica de 2050 atinja os 88%", afirmou Guarany Osório, coordenador da campanha de Clima do Greenpeace.

Ao contrário do plano do governo, o relatório dos parlamentares é enfático ao priorizar a redução de emissões via desmatamento como uma ação imediata já que esse é o grande vetor de emissões brasileiras de gases do efeito estufa, das quais 75% vêm do desmatamento, sobretudo da floresta amazônica.

"Esperávamos que esse relatório fosse a base do plano de mudanças climáticas do governo", avaliou Osório.

Fonte: greenpeace.org.br

Lagarto sem patas é reconhecido como nova espécie do cerrado

Bachia oxyrhina foi descoberto em janeiro em expedição no Tocantins.

Um lagarto sem patas encontrado no cerrado foi reconhecido oficialmente como uma nova espécie. A oficialização do reconhecimento do lagarto como nova espécie ocorre após a publicação de sua descrição na edição de setembro da revista científica "Zootaxa".

Foto: Agustin Camacho
A simpática cara da nova espécie (Foto: Agustin Camacho)

O lagarto Bachia oxyrhina foi descoberto em janeiro na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, durante uma expedição de pesquisadores de universidades brasileiras. Na mesma expedição foram descobertas outras 13 prováveis novas espécies, que ainda não foram descritas oficialmente.

O Bachia oxyrhina tem cauda e corpo alongados, o que dá a impressão de que não tem patas aparentes. As patas do lagarto são rudimentares e não têm função locomotora, segundo o analista de biodiversidade da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) e coordenador da expedição, Cristiano Nogueira. O pesquisador diz que o lagarto se locomove ondulando o corpo sob o solo arenoso da região onde foi encontrado. O lagarto tem focinho afilado e é capaz de abrir caminho na superfície do solo.

Descrição

Segundo Nogueira, a formalização da descrição científica de uma nova espécie representa o primeiro passo para seu melhor conhecimento pela comunidade científica internacional. Nogueira diz que, com as descrições científicas, os pesquisadores têm condições de elaborar listas de espécies existentes em determinada área e mapear a biodiversidade e a importância biológica da região. "Esses dados são essenciais para o planejamento de estratégias de conservação adequadas", afirma.

A descrição do Bachia oxyrhina é a terceira de lagartos do mesmo gênero desde 2007. "Esses acréscimos à lista de lagartos do cerrado indicam que ainda estamos longe de conhecer a biodiversidade do bioma para conservá-lo adequadamente, um problema sério quando consideramos a rapidez da expansão agrícola da região", diz o pesquisador Miguel Trefaut Rodrigues, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Foto: Agustin Camacho
O animal visto de corpo inteiro (Foto: Agustin Camacho)

Primeiro autor da descrição da nova espécie, Rodrigues diz que a taxa de descoberta de novas espécies no cerrado é considerada alta em comparação com a de outras regiões e indica que várias espécies podem ter sido extintas com a destruição do ambiente sem deixar traços.

A expedição no Cerrado contou com a participação de pesquisadores da CI-Brasil, do Instituto de Biociências e do Museu de Zoologia da USP, da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade Federal do Tocantins. A iniciativa foi financiada pela Fundação O Boticário de Conservação da Natureza, com apoio da ONG Pequi-Pesquisa e Conservação do Cerrado.

Fonte: G1.com.br

Peixe exótico é capturado em Santa Catarina

Animal tem cerca 1,75 metro e pesa cinco quilos.
Peixe-trombeta deve ser doado para museu de universidade.


Foto: Marcos Porto/Jornal de SC/Agência RBS

Um peixe exótico conhecido como peixe-trombeta foi capturado por um barco pesqueiro em Itajaí (SC). O peixe tem cerca 1,75 metro e pesa cinco quilos. De acordo com o pescador que encontrou o animal, o peixe foi capturado já morto, na quarta-feira (15). Ele ficou preso em uma rede de camarão. O pescador deve doar o peixe exótico para o museu da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). (Foto: Marcos Porto/Jornal de SC/Agência RBS)

Fontes: G1.com.br & Jornal de Santa Catarina

domingo, 19 de outubro de 2008

Projeto ambiental recupera área de cerrado em MT

Vinte mil mudas foram plantadas em reserva urbana do estado.
Ministério do Meio Ambiente afirma que 50% da mata nativa foi devastada.

Um grupo de ambientalistas de Mato Grosso tenta reverter, por meio de um projeto ambiental, a situação de devastação do cerrado na região. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que 50% da área nativa de cerrado no estado estão ocupados pela agricultura e pecuária.

No Parque das Nações Indígenas, a maior reserva urbana da América Latina, 20 mil mudas foram plantadas, a maioria de espécies do cerrado.

A área havia sido completamente devastada para a produção rural. Por causa da devastação, ambientalistas afirmam que frutas e plantas típicas do cerrado correm o risco de desaparecer.

Fonte: g1.com.br

sábado, 11 de outubro de 2008

Lama invade cidade colombiana após chuva

Chuva inundou Medellin, no departamento de Antioquia.
Segundo agência, 25 casas ficaram danificadas.


Foto: Raul Arboleda/AFP

Menino pisa na lama após fortes chuvas atingirem a cidade de Medellin, no departamento de Antioquia (Foto: Raul Arboleda/AFP)

Foto: Raul Arboleda/AFP

Ônibus ficam presos na lama após a chuva que deixou 25 casas danificadas na região (Foto: Raul Arboleda/AFP)


Fonte: g1.com.br


domingo, 5 de outubro de 2008

Floresta do Amazonas recebe certificação por evitar emissão de gás carbônico

Reserva do Juma é a primeira no Brasil a conseguir o reconhecimento.
Certificado permite venda de créditos de carbono em mercado informal.

Um certificado internacional reconheceu a importância da conservação da floresta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no estado do Amazonas. O documento, expedido pela auditoria alemã Tüv Süd, atesta que a manutenção da mata nesse local evita a emissão de gases de efeito estufa, e contribui para impedir o aquecimento global.

A reserva, que fica no município de Nova Aripuanã, é a primeira no Brasil a obter esse tipo de certificado. De acordo com Virgílio Viana, diretor da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que administra a área, o documento é um reconhecimento da importância da floresta. “O fato simbólico é termos transformado em algo concreto um sonho antigo: dar valor aos serviços ambientais prestados pela floresta na Amazônia”, afirma.

Atualmente, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os maiores emissores de gases que causam esse efeito estufa, sendo que cerca de três quartos dessa poluição provêm da destruição das matas.

O estudo realizado na reserva estima que, até 2016, a preservação das florestas da região evitarão uma poluição equivalente a 4 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Até 2050, uma emissão de gases igual a 189 milhões de toneladas de CO2 poderá ser contida. Para se ter uma idéia, isso significa cerca de um quarto da poluição emitida pela Inglaterra em um ano.

Créditos de carbono

A idéia de que evitar o desmatamento gera um valor equivalente em gás carbônico é conhecida como REDD (em inglês, Reduce Emissions for Deforestation and Degradation, ou Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação).

Essa conseqüência da preservação de florestas, contudo, ainda não é reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um mecanismo capaz de evitar a emissão de gases. Isso significa que, oficialmente, a poluição impedida pela reserva não pode ser vendida oficialmente como crédito de carbono.

Já há, porém, um mercado informal interessado em comprar os benefícios gerados pelas florestas. No caso da reserva amazonense, por exemplo, uma rede de hotéis se dispôs a destinar um dólar da diária de cada hóspede para comprar o equivalente a uma tonelada de gás carbônico não emitido. Isso ajudaria a empresa a neutralizar os gases emitidos em sua atividade.

Segundo o diretor da FAS, o certificado obtido pode ajudar a pressionar a ONU a autorizar os projetos de conservação de florestas a comercializar oficialmente a poluição evitada. “Não há nenhuma razão para termos o carbono de florestas fora do mercado”, reclama.

Famílias na floresta


A reserva do Juma ocupa uma área de 5.896 km², o equivalente a quatro vezes o município de São Paulo. Mais de 300 famílias vivem legalmente dentro da área protegida praticando agricultura, pesca e extração de produtos da floresta.

Parte da população local também é beneficiária do programa Bolsa Floresta, lançado pelo governo do Amazonas em 2007. Por meio desse projeto, famílias que vivem dentro de áreas protegidas e ajudam a conservá-las recebem um auxílio de R$ 50 por mês. As comunidades envolvidas também recebem incentivos de cerca de R$ 8 mil por ano.

Fonte: globoamazonia.com