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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

'Primo' do peixe-boi ganha casa nova em aquário da Austrália

Recinto temático dos dugongos homenageia lenda das sereias.
A espécie é considerada vulnerável à extinção.

Um par de dugongos, mamíferos marinhos aparentados ao peixe-boi, ganharam uma "casa" luxuosa no Aquário de Sydney, na Austrália. Os animais foram introduzidos na chamada Laguna das Sereias, um recinto temático que homenageia a identificação que os antigos marinheiros faziam entre os dugongos e as sereias. Até nadadoras vestidas como essas criaturas participaram da "estréia" dos dugongos.

Foto: Rob Griffith/AP

Temática do recinto do animal homenageia sereias (Foto: Rob Griffith/AP)

Foto: Rob Griffith/AP

Espécie é prima do peixe-boi brasileiro (Foto: Rob Griffith/AP)


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Buraco gigante é descoberto em campo magnético da Terra

Achado obtido por missão da Nasa é dez vezes maior que o esperado.

Foto: BBC
BBC
Ilustração indica interação do campo magnético terrestre com o vento solar (Foto: BBC)

Os satélites da missão espacial Themis, lançados em 2007, descobriram um grande buraco no campo magnético da Terra.

Segundo os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a abertura é dez vezes maior do que a esperada, e o buraco é quatro vezes mais amplo do que a Terra e sete vezes maior do que o diâmetro terrestre.

O campo magnético da Terra, também conhecido como magnetosfera, é uma espécie de bolha magnética que circunda o planeta e protege a superfície terrestre das partículas carregadas pelo vento solar.

Os cientistas explicam que o vento solar carregado de partículas "abre" o buraco na magnetosfera da mesma forma como um polvo envolve um objeto com seus tentáculos - um processo conhecido como "reconexão magnética".

"O campo magnético do Sol se reveste ao redor da magnetosfera, provocando a sua ruptura", afirma o cientista David Sibeck, da Nasa.

A descoberta do buraco foi feita no dia 3 de junho, quando os cinco satélites da nave espacial passaram pela cavidade no momento em que estava se abrindo.

"Já vimos cavidades como essa antes, mas não em escala tão grande", disse Jimmy Raeder, físico da Universidade de New Hampshire que também trabalha no projeto. "O lado diurno inteiro da magnetosfera estava aberto para o vento solar."

Orientação


Além do tamanho da cavidade, a orientação dos campos magnéticos do Sol e da Terra no momento da abertura também surpreendeu os cientistas.

Até a descoberta, pensava-se que o escudo de proteção funcionava melhor e impedia que as partículas conseguissem atravessar o campo magnético terrestre quando ele estava alinhado com o campo magnético do Sol. Acreditava-se ainda que, quando os campos estavam em direções opostas, a abertura era maior.

Os cientistas descobriram, no entanto, que, quando os dois campos magnéticos estão orientados em direções opostas, o número de partículas que atravessam o escudo terrestre é 20 vezes maior do que no momento em que os campos estão alinhados.

Quando um número grande de partículas atravessa o campo magnético terrestre, isso pode provocar tempestades solares, causadas pela liberação das partículas, e também tempestades magnéticas, que podem sobrecarregar cabos de energia com excesso de corrente elétrica e causar apagões.

Fonte:

Volume de gelo no Árctico é o menor de sempre


O volume de gelo no Árctico atingiu este ano o menor nível alguma vez registado e as alterações climáticas já estão a provocar a morte e a devastação em muitas partes do mundo, referiu na terça-feira a Organização Meteorológica Mundial, um órgão das Nações Unidas, noticia a Reuters.

Apesar de a temperatura média do planeta em 2008 (14,3 graus centígrados) ter sido, por uma fracção de grau, a mais baixa do século, a tendência continua no sentido do aquecimento.

«O que está a acontecer no Árctico é um dos principais indicadores do aquecimento global», referiu Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

O relatório apresentado mostra que que a cobertura de gelo do Árctico caiu no Verão/Outono local para a segunda menor extensão desde o início dos registos com fotos de satélite, em 1979.

«Esta década está quase 0,2 graus centígrados mais quente em comparação com a anterior. Temos de ver dessa forma, comparando décadas, não anos», referiu o climatologista Peter Stott, do Centro Hadley, da Grã-Bretanha.

fonte: IOL PortugalDiário

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Aquecimento global pode colocar lula gigante em risco, diz estudo

Metabolismo rápido do animal é vulnerável a mudanças climáticas.
Dificuldade de caçar e de escapar de predadores podem acontecer logo.

O aquecimento global nunca é fácil de enfrentar -- mesmo se você for um predador submarino cheio de tentáculos e com 2 m de comprimento. A lula gigante Dosidicus gigas, comum nas águas do oceano Pacífico, deve ficar menos eficaz na sua busca por presas e mais vulnerável a seus inimigos naturais ao longo deste século, tudo por causa do aumento da temperatura do planeta, informa uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista "PNAS".

Foto: Divulgação

A lula Dosidicus gigas fotografada pelo Tiburón, veículo do Instituto de Pesquisas do Aquário da Baía de Monterey numa profundidade de 300 m sobre o monte marinho Davidson, na costa da Califórnia Central (Foto: Instituto de Pesquisas do Aquário da Baía de Monterey/Divulgação)

O trabalho, de autoria de Rui Rosa, da Universidade de Lisboa, e Brad Seibel, da Universidade de Rhode Island (EUA), simulou algumas das condições previstas para o futuro dos oceanos incluindo mudanças na acidez na água, no conteúdo de gás carbônico e oxigênio e na temperatura e colocou alguns exemplares do supermolusco para se virar nesses ambientes.

O grande problema, afirmam os pesquisadores, é que a Dosidicus gigas é um bicho de metabolismo naturalmente muito rápido, o que implica num grande consumo de oxigênio. Ao longo do dia, ela se desloca de cima para baixo, ficando algum tempo em águas mais frias e menos oxigenadas, no fundo, e outra parte do tempo em águas rasas e com mais oxigênio.

Ora, diante das condições projetadas, é como se o ambiente disponível para a lula ficasse "achatado": as águas rasas vão ficar quentes demais e ácidas demais para ela (por causa da grande diluição de gás carbônico, principal gás do aquecimento global, no líquido), enquanto as águas fundas ficarão tão escassas de oxigênio que o bicho terá de passar muito tempo letárgico, sob pena de "ficar sem ar". O resultado provavelmente será uma vida bem mais difícil e arriscada para a caçadora marinha.

fonte: g1.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Santa Catarina é exemplo do que pode ocorrer no futuro

A tragédia climática de Santa Catarina até pode estar relacionada ao aquecimento global, mas os cientistas ainda não têm evidências desta ligação.Sabem, no entanto, que já é necessário se preparar para lidar com eventos extremos como esse. Tanto enchentes como seca, frio e calor. Esses fenômenos podem se tornar cada vez mais freqüentes daqui para frente. Não só em Santa Catarina, mas em todo o País.Cautelosos, os cientistas esperam mais evidências para poder dizer se o aquecimento influenciou as tempestades catarinenses. “A causa de um evento extremo dificilmente poderá ser atribuída unicamente ao aquecimento global por causa da grande variabilidade climática da região. Mas há uma grande probabilidade de que as chuvas extremas tenham sido exacerbadas pelo aquecimento global”, diz Maria Assunção da Silva Dias, diretora do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe.“Possível, certamente é (que ela tenha sido causada pelo aquecimento). Entretanto, não temos como mostrar inequivocamente que um determinado fenômeno extremo, como esse caso de Santa Catarina, tenha sido causado pelo aquecimento observado até o momento. Teríamos de ter uma sucessão de eventos extremos, com frequência maior que a habitual para atribuir o evento ao aquecimento global”, explica o climatologista Pedro Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Climáticas da Universidade de São Paulo.Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pondera, no entanto, que nos últimos dez anos tem ocorrido um aumento da intensidade de secas e de chuvas na Região Sul, na comparação com um período de 50 anos de observação. “E o aumento da intensidade de secas e de chuvas é uma das características de um planeta em aquecimento”, explica. “Não podemos descartar uma variação climática natural, claro, mas tá com um jeitão de efeito do aquecimento. Não é absurdo colocar como hipótese, pode ser.”Segundo ele, em um planeta mais quente é de se esperar que os eventos extremos sejam cada vez mais aguçados e mais freqüentes. “Deve ser característico ter em um ano seca intensa e no seguinte uma inundação sem precedentes. Em um período de dez anos a tendência é vermos menos anos com temperaturas e chuvas dentro da média. O clima vai variar muito mais, subindo e descendo rapidamente.” Com base nos estudos atuais, Pedro Dias afirma que o aquecimento global deve levar a um aumento do risco de eventos extremos em todo o País e os efeitos devem começar a surgir no decorrer deste século. “Muito provavelmente, já nas próximas três décadas”, diz.Independentemente de ter sido provocado pelo aquecimento global ou não, Maria Assunção ressalta que o caso de Santa Catarina deve ser encarado como lição, visto que ele pode ocorrer de novo. “Se queremos nos preparar para o futuro temos de aprender com o presente. Eventos como esse devem ser vistos como um treinamento”, afirma. Ela reforça, no entanto, que não basta prever o evento extremo, é preciso prevenir-se contra os seus possíveis efeitos. “Nesse caso específico, o deslizamento de encostas foi um fator predominante responsável por muitas mortes e danos materiais. Esse deslizamento é resultado de vários fatores, como o desmatamento e a urbanização das encostas, sem zoneamento, sem obras de contenção. Investimentos nessa área devem ser constantes”, complementa a pesquisadora.

Mekong revelou mais de mil espécies novas em dez anos

WWF divulgou relatório com 1.068 espécies novas achadas entre 1997 e 2007.

Da BBC

Mais de mil espécies novas de animais e plantas foram encontradas na última década na região do rio Mekong, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela organização ambientalista internacional WWF.

Foto: P. Niyomwan/Divulgação
Víbora é uma das mais de 20 espécies de cobras descobertas na região nos últimos anos (Foto: P. Niyomwan/Divulgação)

A região do Mekong abrange o Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia, Vietnã e China.

A WWF afirma que, entre 1997 e 2007, 1.068 espécies novas foram catalogadas, entre elas a "lacraia dragão", um animal que produz cianureto e que chama atenção por suas cores vibrantes.

A maior parte dos animais foi encontrada na selva ou em pântanos da região, mas alguns foram descobertos em lugares inesperados. O rato-da-pedra-laociano, uma espécie que seria descendente direta de um grupo de roedores que desapareceu há 11 milhões de anos, foi encontrado em um mercado de alimentos em Laos.

Uma nova espécie de víbora verde foi achada próxima a um restaurante no parque nacional Khao Yai, na Tailândia.

"Essa região é como as histórias que eu lia sobre Charles Darwin quando eu era pequeno", disse Thomas Ziegler, um dos pesquisadores envolvidos.

O relatório afirma que em dez anos foram encontradas 519 plantas, 279 peixes, 88 rãs, 88 aranhas, 46 lagartos, 22 cobras, 15 mamíferos, quatro pássaros, quatro tartarugas, duas salamandras e um sapo.

fonte: BBCBrasil.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Brasil é exemplo de economia verde, diz Ban Ki-moon

Enviado especial da BBC Brasil a Poznan (Polônia) - Em seu discurso na abertura da fase ministerial do encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia, nesta quinta-feira, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, citou o Brasil como um dos exemplos da "economia verde" que o resto do planeta precisa seguir.

"O Brasil construiu uma das economias mais verdes do mundo, criando milhões de empregos neste processo", disse.

Além do representante máximo da ONU, líderes de 61 países discursam no plenário, antes do início das negociações que vão encerrar o encontro deste ano, na sexta-feira.

Moon fez um apelo para que a crise econômica mundial não impeça avanços no combate ao problema.

"Sim, a crise é grave. Mas quando o assunto é mudança climática, as apostas são mais altas. A crise climática afeta o nosso potencial de prosperidade e a vida das pessoas, tanto agora quanto no futuro", disse Moon.

Guinada política

A crise econômica e os temores de uma recessão profunda e prolongada levaram a mudanças no discurso de países como a Alemanha, vista tradicionalmente como um dos mais ambiciosos na redução de emissões de gás carbônico (CO2).

Ao mesmo tempo em que os ministros se reúnem na Polônia, em Bruxelas os chefes de Estado da União Européia (UE) devem concluir suas propostas de políticas de energia e climática, e um dos pontos mais polêmicos são as metas de redução de emissões.

As decisões tomadas em Bruxelas devem ter um impacto direto sobre as negociações em Poznan, já que a liderança da UE é considerada fundamental, em um momento de crise econômica e em que os Estados Unidos estão à espera da posse do presidente eleito Barack Obama.

O próprio Ban Ki-moon, em seu discurso, ressaltou a importância da liderança americana e européia na fase que o mundo atravessa.

"O que precisamos agora é de liderança", afirmou o sul-coreano, lembrando que Obama prometeu em sua campanha priorizar o meio ambiente, o desenvolvimento limpo e as energias alternativas no seu governo.

A reunião da ONU sobre mudanças climáticas termina na sexta-feira e é considerada o meio do caminho para um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

No encontro do ano passado, em Bali, líderes de quase 200 países aceitaram o ano de 2009 como prazo para fechar um novo tratado de redução de emissões.

Desde então, os países envolvidos apresentaram propostas para o acordo, que vêm sendo avaliadas na reunião da Polônia. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte:

sábado, 29 de novembro de 2008

Alemanha vai doar 200 mil euros a catarinenses

O governo alemão vai doar 200 mil às vítimas das inundações em Santa Catarina. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, os recursos serão destinados para a compra de barracas, alimentos, colchões, cobertores e água potável. O dinheiro será repassado por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs) alemãs que atuam na região em cooperação com o Consulado-Geral da Alemanha em Porto Alegre. Em Santa Catarina, principalmente em Blumenau, há muitos descendentes de alemães.

Até ontem as contas bancárias abertas para receber doações já somavam mais de R$ 3,5 milhões. Pela falta de locais para cozinhar, a Defesa Civil de Santa Catarina pede que sejam enviados alimentos de consumo imediato, como bolachas, leite e barras de cereal, além de itens de higiene pessoal.

A Defesa Civil da cidade de São Paulo enviou ontem dois caminhões: um com 4.925 litros em garrafas de água e outro com água, alimentos e roupas. Todas as doações que chegam às 31 subprefeituras da capital são encaminhadas para Blumenau. A Cruz Vermelha enviou um caminhão com água, alimentos e produtos de higiene. A Defesa Civil do Estado de São Paulo, que recebe garrafas d'água doadas em postos policiais e quartéis de bombeiros, enviou quatro caminhões com galões.

fonte: folha de São Paulo

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Floresta amazônica perdeu 11.968 km² em um ano, aponta Inpe

PRA QUEM DISSE QUE O DESMATAMENTO TINHA DIMINUIDO...

Área é 3,8% maior que a registrada no período anterior.
Segundo diretor do instituto, dado aponta estabilização do desmatamento.

A Amazônia Legal sofreu um desmatamento de 11.968 km² entre agosto de 2007 e julho de 2008, segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (28).

O dado aponta um crescimento de 3,8% em relação ao período anterior (agosto de 2006 a julho de 2007), quando o instituto registrou 11.532 km² de devastação. A margem de erro da medição, contudo, é de 5% para cima ou para baixo. "Estatisticamente, estamos no mesmo patamar de 2007”, afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, que interpreta dos dados como uma estabilização do ritmo de devastação.

A Amazônia Legal sofreu um desmatamento de 11.968 km² entre agosto de 2007 e julho de 2008, segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (28).

O dado aponta um crescimento de 3,8% em relação ao período anterior (agosto de 2006 a julho de 2007), quando o instituto registrou 11.532 km² de devastação. A margem de erro da medição, contudo, é de 5% para cima ou para baixo. "Estatisticamente, estamos no mesmo patamar de 2007”, afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, que interpreta dos dados como uma estabilização do ritmo de devastação.

Anual, o Prodes é o sistema mais detalhado de monitoramento de desmatamento. A área medida se refere somente ao desmatamento por corte raso, ou seja, o estágio final de devastação em que o solo já foi tomado por vegetação de pastagem.

O diretor se mostrou satisfeito com o resultado, pois a expectativa era de um aumento da devastação. “Temos motivos para ficar aliviados por o desmatamento ter se estabilizado”, afirmou Câmara.


Queimadas

O monitoramento de queimadas, outro sistema do Inpe, dava fortes indicativos desse possível aumento, pois, na comparação dos períodos de agosto de 2006 a julho de 2007 e agosto de 2007 a julho de 2008, houve crescimento de mais de 50% na quantidade de focos de incêndio florestal na região.


As queimadas, explicou Câmara, são um sinal de degradação da floresta que pode resultar em corte raso. “Havia uma tendência de recrudescimento do desmatamento que não aconteceu por uma combinação de medidas coercitivas do governo e pressões de mercado”, analisou o diretor do Inpe. Ele alertou, no entanto, que a suspensão de medidas que coíbem o desflorestamento permitirão que seu ritmo volte a se acelerar. "Nós medimos a temperatura do paciente, mas isso não quer dizer que ele tenha saído da UTI", comparou.

Na análise por estado, o Pará aparece como campeão de desmatamento, com 5.180 km² perdidos. Ainda assim, em comparação com os dados 2006-2007, quando se registraram 5.425 km², houve uma redução de 4,5%.

O Prodes faz o processamento digital e visual de imagens do sistema Landsat (da Nasa). Para a produção dos dados divulgados nesta sexta-feira, foram analisadas 85 imagens das áreas onde, no ano anterior, se verificou a ocorrência de 94% do desmatamento. Com base nesses dados o Inpe chegou ao número de 11.968 km² , que deve sofrer, até maio, uma correção dentro da margem de erro de 5%.

fonte: G1.com.br

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Casal filma desabamento de casa em SC

Acidente ocorreu durante deslizamento de terra em Blumenau.
Eles previam o desabamento pela intensidade da chuva que caía no local.

Um casal filmou, pela janela, o desabamento de uma casa vizinha, durante um deslizamento de terra em Blumenau (SC). Marido e mulher previam o desabamento pela intensidade da chuva que caía no local.

A decoradora Sônia Becker ainda se emociona ao lembrar da cena. “Essa é a visão que eu tive do fim dos tempos, do inferno. É horrível você ficar na janela sem poder fazer nada, com as casas caindo e os vizinhos gritando. A sensação é terrível”, diz.

Fonte: G1.com.br

FINALMENTE...

Lula assina decreto que regulamenta Lei da Mata Atlântica

Em seu discurso na solenidade de assinatura do decreto que regulamenta a lei da Mata Atlântica, no hotel Hyatt, em São Paulo, nesta sexta-feira (21), o presidente Lula cobrou um maior envolvimento dos prefeitos na preservação do meio ambiente. "Ou nós envolvemos os prefeitos ou vamos ficar correndo atrás de fumaça", disse Lula.

Segundo o presidente é preciso construir uma parceria para que o prefeito perceba a utilidade de ter uma política correta para o meio ambiente. Para ele é necessário dar uma outra visibilidade ao meio ambiente no país, já que para o mercado internacional ele pode ser considerado uma "vantagem comparativa" em relação aos outros países.

O decreto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou regulamenta a lei 11.428/06 aLei da Mata Atlântica, aprovada pelo Congresso Nacional após 14 anos de tramitação. Participaram da solenidade os ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente e Reynold Stephanes, da Agricultura; o autor da Lei, deputado Fábio Feldman, a secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rômulo Melo, além de representantes de organizações da sociedade civil, da academia, entre outros.

Apresentado em outubro de 1992, o projeto que se converteu em lei define os critérios de uso e proteção do bioma, reduzido atualmente a 7,3% de sua vegetação original, além de estabelecer uma série de incentivos econômicos à produção sustentável.

A lei cria também incentivos financeiros para restauração dos ecossistemas, estimula doações da iniciativa privada para projetos de conservação, regulamenta artigo da Constituição que define a Mata Atlântica como Patrimônio Nacional, delimita o seu domínio, proíbe o desmatamento de florestas primárias e cria regras para exploração econômica.

O decreto, assinado hoje, regula a lei e fortalece a consolidação da legislação sobre conservação, proteção, regeneração e utilização sustentável da vegetação nativa da Mata Atlântica. "Ele defende nosso bioma mais ameaçado. O decreto é o cumpra-se da lei e contribui para alcançarmos o desmatamento ilegal zero", destacou Minc.

Segundo o ministro "é fundamental incorporarmos estados e municípios para que seja possível atingir a meta que é recuperar a vegetação e passarmos de 7% da cobertura vegetal original para 27%".

Ele reforçou ainda a importância da elaboração de um mapa pelo IBGE definindo exatamente o tamanho da área protegida.

O decreto estabelece ainda procedimentos simplificados para o uso sustentável da Mata Atlântica para pequenos produtores rurais e população tradicional e estimula o plantio de espécies nativas para recuperação de áreas e também para a produção de matéria prima florestal para uso econômico.

Ele também dá segurança jurídica àqueles que vivem e exploram recursos do bioma, pois estabelece "como" e "onde" pode haver intervenção ou uso sustentável da Mata Atlântica.

A norma detalha os tipos de vegetação protegidos pela lei e delimitados no Mapa da Área de Aplicação, elaborado pelo IBGE, que será disponibilizado nos sítios eletrônicos do MMA e do IBGE amanhã. O mapa define as áreas de abrangência do bioma e delimita a aplicação da lei.

Outro ponto importante do decreto é que ele reconhece que as áreas anteriormente ocupadas legalmente por agricultura, pecuária, cidades ou qualquer outra atividade econômica não terão restrições adicionais. Ele também indica os requisitos mínimos para a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, com o objetivo de envolver os municípios na conservação e recuperação da Mata Atlântica.

Fonte: mma.gov.br

'Vi minha filha ir embora com a enxurrada', diz sobrevivente

Mulher se agarrou a galhos de árvores para não ser levada pela lama.
Ela perdeu o marido, os pais e dois filhos em desabamento de casa.


Gerda Habers Karl e filho sobrevivente viram casa desmoronar (Foto: Luciana Rossetto/G1)

Uma mulher de 53 anos e seu filho de 22 foram os únicos sobreviventes de uma família que há um século vivia na comunidade Alto do Baú, na Serra do Baú, em Ilhota (SC). A casa em que Gerda Habers Karl vivia desmoronou completamente junto com o morro onde estava situada, na noite de domingo (23).


Entre os desaparecidos estão o marido, de 62 anos, os pais dela, com 80 anos, o filho, de 27 anos, e a filha grávida, de 17 anos. O genro, marido da adolescente, sobreviveu porque havia viajado para Joinville (SC) no sábado (22) para tocar em uma festa. Ele não presenciou a tragédia.

“De repente, a casa desceu. Tudo ficou escuro, mas cheguei a segurar a mão da minha filha. Ela gritou mãe ‘me tira daqui’, mas não consegui. Eu vi minha filha ir embora com a água da enxurrada”, afirma Gerda. Ela conta que se agarrou a galhos de árvores para não ser levada também pela lama. Depois do deslizamento, ela estava soterrada até a cintura e lutou muito para conseguir sair dos escombros.

“Foi tudo tão de repente. Não teve um sinal sequer antes. Ainda não acredito no que aconteceu. Eu estava com eles em casa à noite, fui no quarto do meu filho e então escutei o estrondo da casa toda sendo levada. Só sobrou barro e destroços com minha família e meus animais misturados na lama”, diz.


Gerda e o filho sobrevivente foram acolhidos por um vizinho, enquanto esperam ser resgatados do local pelas equipes da Força Aérea Brasileira (FAB). “Minhas roupas e até meu chinelo foram doações da minha vizinha. Estou toda machucada, mas a dor da minha perda é tão grande que não tenho conseguido pensar em nada nesse momento”. Gerda conta que vai continuar sendo amparada pelos amigos.

“Vamos ficar na casa de conhecidos, em Blumenau, enquanto pensamos no que vamos fazer. Quero antes de tudo ver meu genro que é muito amado por mim e deve estar passando pelo mesmo sofrimento. Depois vou tentar retomar a vida”, diz.

Fonte: G1.com.br

Estrada que liga Espírito Santo a Minas Gerais é liberada

Um lado da pista foi interditado pela manhã, por causa de alagamento.
Na Grande Vitória, deslizamentos deixaram casas soterradas.

Parte da BR-262, estrada que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, foi liberada na tarde desta terça-feira (25). Um lado da pista foi interditado pela manhã, por causa de um alagamento. Apesar da liberação, ainda há muita água na beira da pista.

Na Grande Vitória, a população ainda sofre com os efeitos dos temporais. Deslizamentos deixaram casas soterradas, mas não há registro de mortes.

Fonte: G1.com.br

Chuva deixa 84 mortos e mais de 54 mil desabrigados em SC

Seis municípios decretaram estado de calamidade pública.
Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais.


Área alagada em Navegantes (Foto: Luciana Rossetto/ G1)

As chuvas que atingem o estado de Santa Catarina desde o fim de semana já deixam 84 mortos, de acordo com relatório divulgado na tarde desta terça-feira (25)pela Defesa Civil. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais. Dessas, mais de 54 mil tiveram que deixar suas casas e foram levadas para abrigos públicos ou casas de parentes e amigos.

Ainda segundo a Defesa Civil, os óbitos foram registrados em Brusque (1), Gaspar (15), Blumenau (20), Jaraguá do Sul (12), Pomerode (1), Bom Jardim da Serra (1), Luiz Alves (4), Rancho Queimado (2), Ilhota (18), Benedito Novo (2), Rodeio (4), Itajaí (2), São Pedro de Alcântara (1) e Florianópolis (1).

Oito municípios estão isolados (São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo). Seis decretaram estado de calamidade pública até o momento. São eles: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo e Pomerode.

Blumenau já havia feito o mesmo decreto no fim de semana. Na cidade, 500 militares do Exército estão ajudando as vítimas. Eles contam com quatro aeronaves, 17 caminhões e 12 barcos.

No Morro do Baú, nos arredores de Ilhota, um açude localizado pode romper devido às chuvas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a zona rural do município deve ser evacuada, pois, caso ocorra a ruptura, mais de 50 casas ficarão soterradas. A reportagem do G1 sobrevoou a área. Veja o vídeo ao lado.

Muitas cidades estão sem água e mais de 137 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica até a noite de segunda-feira. Na região de Florianópolis, estão sendo feitos rodízios para garantir água.

Veja as regiões atingidas pela chuva (Editoria de Arte/G1)

O fornecimento de gás está interrompido do município de Guaramirim até Rio Grande do Sul, devido à ruptura de tubo de gás da TBG entre Luiz Alves e Blumenau.

Trânsito

O trânsito está interrompido em diversos trechos de rodovias estaduais e federais, devido a alagamentos e queda de barreira.

A BR-101 está fechada em pelo menos três trechos: na altura do quilômetro 235 (em Palhoça), no quilômetro 113 (Itajaí) e entre os quilômetros 12 e 13 (em Garuva). A BR-470 está com tráfego impedido nos quilômetros 41 e 46, em Gaspar. Já a BR-282 tem problemas nos quilômetros 31 e 43, em Águas Mornas. A BR-376 está interditada no quilômetro 684, em Garuva.

Tragédia climatológica

Para o governo do estado, essa é a "pior tragédia climatológica da história". Na segunda-feira, em sete horas, o número de desabrigados e desalojados mais que dobrou e passou de 18.127 para 44.151 pessoas. As mortes triplicaram, passando de 22 para 65.

Segundo a administração municipal, o aumento nos índices é conseqüência do grande número de deslizamentos e alagamentos. O solo está encharcado e os rios, apesar da diminuição do volume de chuva, continuam cheios.

A Defesa Civil de Santa Catarina está pedindo doação de água potável para as vítimas da chuva que atinge o estado. Segundo o governo estadual, o caso mais grave é o de Itajaí. Até a manhã desta terça-feira (25), as equipes de resgate calculavam que 80% da cidade estava debaixo d'água. Nesta terça-feira, serão distribuídos medicamentos e cestas básicas.

Quatro helicópteros estão sendo usados para resgatar pessoas ilhadas nas regiões afetadas.

Fonte: G1.com.br

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Brasileiros enviam ajuda à população de Santa Catarina

Roupas, sapatos e cestas básicas foram doados.
No Rio de Janeiro, as pessoas ofereceram apoio voluntariamente.

Em muitas cidades brasileiras, cidadãos se mobilizam para enviar ajuda aos desabrigados de Santa Catarina. Bombeiros de Porto Alegre organizam caixas com sabão, detergente, vassouras e baldes. A carga deve lotar setenta carretas.

Em Curitiba, a Defesa Civil está de prontidão para receber as doações. Roupas, sapatos e cestas básicas lotam os caminhões que recolhem as doações. A ajuda enviada de São Paulo seguiu em comboio por rodovia

No Rio, 500 colchões já estão garantidos. E a todo momento chegam mais agasalhos e cobertores. Não foi preciso uma convocação. Os cariocas começaram a procurar os postos da Defesa Civil espontaneamente. Uma empresa de Santa Catarina ofereceu caminhões para transportar os donativos. O primeiro deles deve sair do Rio na sexta-feira. A Defesa Civil já recebeu uma tonelada em doações.

Fonte: www.g1.com.br

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Príncipe Charles apresenta plano para salvar florestas tropicais

O príncipe Charles apresentou nesta segunda-feira (4) ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, seu plano para lutar contra o desmatamento e oferecer verbas alternativas aos países que possuem florestas tropicais, como o Brasil e a Indonésia. 

O herdeiro da Coroa britânica explicou que essas verbas devem convencer a países como Brasil, Indonésia ou República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) a proteger seus recursos florestais. "É necessário que esses países avaliem as ajudas necessárias para seguir desenvolvendo suas economias sem danificar as florestas", disse o Príncipe. Ele afirmou que seu plano necessita do compromisso financeiro dos países desenvolvidos. 

A floresta úmida do Brasil, a bacia do Congo e da Indonésia garantem a retenção da metade das águas de chuva do planeta. Milhões de hectares de árvores desaparecem anualmente na Indonésia e outros países para dar lugar às plantações de palma, com a qual se fabrica azeite de uso comestível, ou para a fabricação de biocombustíveis. 

"O desmatamento é responsável por quase 20% das emissões mundiais de gases de efeito estufa", recordou o presidente Yudhoyono, ao dar seu apoio ao plano do príncipe.

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ONG aponta 345 km2 de degradação na Amazônia

O Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que faz um monitoramento independente do desmatamento da Amazônia, apresenta pela primeira vez informações sobre degradação florestal. O levantamento do instituto indica que um total de 345 km2 de florestas da Amazônia Legal foi degradado em setembro deste ano. 

Apesar de não se tratar de desmatamento efetivamente (de longe, as pessoas podem até confundir a área com uma floresta intacta), as florestas degradadas são um fenômeno preocupante. Elas estão sujeitas a pegar fogo mais facilmente e são sérias candidatas a serem desmatadas no futuro. 

O Imazon incluiu nessa conta somente florestas que estavam inteiras em agosto de 2008 e que sofreram o efeito da degradação em setembro. Portanto, não existe um dado da degradação acumulada. "Sabemos que cerca de 18% da Amazônia foi desmatada. Mas ninguém sabe o que já foi degradado", disse Beto Veríssimo, coordenador do Projeto Transparência Florestal do Imazon. 

Do total degradado, a maior parte ocorreu no Mato Grosso (43%), seguido por Pará (40%) e Rondônia (14%). No Amazonas e no Acre, a taxa de degradação foi menor do que 1%. 

No caso do desmatamento, o Pará ficou na frente em setembro. Segundo o SAD (Sistema de Alerta do Desmatamento), dos dez municípios da Amazônia Legal que mais desmataram, cinco estão no Pará: Cumaru do Norte, São Félix do Xingu, Altamira, Novo Progresso e Santa Maria das Barreiras. Juntas, somam cerca de 180 km2. Na lista, estão ainda duas cidades do Mato Grosso, duas de Rondônia e uma do Amazonas. 

No mês de setembro, o sistema detectou 348 km2 de desmatamento na Amazônia --uma queda de 69% em relação a setembro do ano passado, quando foi registrado desflorestamento de 1.112,5 km2. 

O que chama a atenção é que no Amazonas, em agosto e setembro, o desmatamento acumulado ultrapassou o de Rondônia. "Apesar de sempre falarem que está tudo sob controle no Amazonas, os dados mostram que o problema vem se agravando na região", afirmou Veríssimo. No período, Amazonas teve 46,3 km2 de desmatamento, contra 38,2 km2 de Rondônia. Nos meses de agosto e setembro de 2007, a situação era bem diferente: Amazonas tinha 55,8 km2, enquanto Rondônia teve 281 km2. 

Segundo Veríssimo, o anúncio do asfaltamento da BR-319 (Porto Velho-Manaus) tem gerado uma corrida especulativa na região e provocado aumento do desmatamento. As nuvens atrapalharam a visualização dos Estados do Amapá e Roraima, além do norte do Pará e de regiões esparsas de Amazonas, Pará e Acre. A área do Maranhão que faz parte da Amazônia Legal não foi analisada.

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Cogumelos podem ser 'aliado contra aquecimento global'

Cogumelos podem se tornar um aliado inesperado na luta contra o aquecimento global, segundo uma pesquisa publicada na revista acadêmica "Global Change Biology". 

Segundo o repórter de meio ambiente da BBC Matt McGrath, havia a expectativa de que à medida que as temperaturas subissem, as florestas do Hemisfério Norte passariam a liberar mais dióxido de carbono, mas a pesquisa realizada por cientistas americanos mostrou o contrário, provavelmente devido à ação dos cogumelos no processo. 

As florestas do Hemisfério Norte agem como um depósito vital de dióxido de carbono, absorvendo cerca de 30% da substância contida no solo da Terra. 

O aquecimento global deve ter um impacto grande em florestas do Alasca, Canadá e Escandinávia, com a expectativa de que as temperaturas subam em até 7º C até 2100. 

Os cientistas acreditavam que um clima mais quente acabasse por fazer com que essas florestas liberassem grande parte do dióxido de carbono que armazenam. 

Em um experimento realizado no Alasca, os pesquisadores aumentaram a temperatura do solo em 1º C e descobriram que a liberação de dióxido de carbono caía pela metade se comparada com o que acontece quando o solo está mais frio. 

Eles acreditam que cogumelos que crescem no solo dessas florestas podem ajudar a desacelerar a liberação do dióxido de carbono. 

Segundo os pesquisadores, os cogumelos secam quando se aquecem e produzem menos CO2. 

Segundo McGrath, os cientistas se disseram surpresos com a descoberta, mas dizem que o fenômeno pode contrabalançar parte do dióxido de carbono sendo liberado na atmosfera. 
Eles acreditam que processos naturais como esse podem ajudar o mundo a ganhar tempo até que políticas efetivas sejam implementadas.

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sábado, 1 de novembro de 2008

Ambiente será afetado pela crise econômica mundial, afirma ex-ministra

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC), declarou nesta sexta-feira (31) ter "certeza de que a crise financeira mundial afetará o setor ambiental". A afirmação aconteceu durante a ECO 2008 (Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Cultura da Paz), que terminou ontem em Brasília.

Marina Silva diz que crise financeira não irá desacelerar desmatamento na Amazônia 

"Num momento de crise, aumenta o risco da barbárie, porque as pessoas correm para buscar saídas de qualquer jeito", disse a senadora, que considera pequena a possibilidade de haver desaceleração nas atividades madeireiras da Amazônia. 

"A saída dessa crise deve comportar um olhar diferenciado para os ativos ambientais, considerando a sustentabilidade dos ecossistemas e a capacidade de suporte do planeta." 

Marina Silva defendeu também uma reavaliação do mito de que os processos auto-regulatórios são capazes de dar respostas. "Até porque quando acontece, a crise é jogada no colo do Estado, obrigando-o a resolver o problema, injetando bilhões no sistema. E esses bilhões não caíram das nuvens. Eles vêm do bolso do contribuinte."

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Governo e indústria fecham acordo sobre diesel com menos teor de enxofre

(Caminhões de São Paulo e Rio utilizarão diesel com menor teor de enxofre em 2009)
O governo federal e representantes de indústrias de combustível e automobilística assinaram uma acordo na quinta-feira (30) que estabeleceu o cronograma para implantação do diesel com menor teor de enxofre na frota de veículos pesados no país. O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado após a indústria afirmar que não conseguiria implantar a modificação completa já para 1º de janeiro de 2009. 

A nova agenda estabelece que a partir do primeiro dia do ano que vem passa a ser obrigatória a utilização do diesel S-50 --menos poluente, com concentração de 50 partes por milhão de enxofre-- nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Até 2011, a obrigação passa a valer para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.

O TAC foi firmado entre o MPF (Ministério Público Federal), governo federal e representantes da Petrobras, da Fecombustível (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), da ANP (Agência Nacional de Petróleo), do governo do Estado de São Paulo, da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e das montadoras de motores. 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as montadoras de veículos e motores e a indústria do petróleo alegaram falta de tempo e de logística para disponibilizar no mercado combustível no volume e antecedência necessários. Além disso, teriam explicado que não haveria como garantir a distribuição em postos localizados em regiões mais distantes que permitisse a um veículo percorrer o território nacional abastecendo com o óleo diesel modificado. 

Pelo acordo firmado, a Petrobras, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, substituirá totalmente a oferta do diesel atualmente utilizado, com 2 mil partes por milhão (ppm) de enxofre, por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. A partir de janeiro de 2014, será totalmente substituída a oferta de diesel com 1800 ppm de enxofre por um com 500 ppm.
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