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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Japão é indicado ao Prêmio Motosserra de Ouro do Greenpeace

Japão é indicado ao Prêmio Motosserra de Ouro do Greenpeace
26 de Maio de 2008


Depois do Brasil e do Canadá, foi a vez do Japão ser indicado para receber o prêmio Motosserra de Ouro, por trabalhar contra a biodiversidade durante encontro em Bonn.

Bonn, Alemanha — País foi o que mais bloqueou as negociações para se aumentar a proteção da biodiversidade durante Convenção da ONU na Alemanha.

"E o vencedor de hoje é... o Japão." Foi assim que o Greenpeace anunciou, na manhã desta segunda-feira em Bonn, a terceira nomeação para o prêmio Motosserra de Ouro. A indicação foi dada à delegação que mais bloqueou as negociações até agora para aumentar a proteção da biodiversidade durante a 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica que está sendo realizada na Alemanha.

No momento em que a COP9 se encontra em um beco sem saída para mobilizar mais recursos para proteger a biodiversidade global, o Japão – que é o atual presidente do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia) e é o próximo presidente da CBD em 2010 – está minando todos os esforços para estabelecer uma iniciativa financeira por parte do G8 para assegurar uma rede de áreas protegidas em julho, no Japão.

Durante as discussões do Grupo de Contato sobre áreas protegidas neste domingo, o Japão, com apoio do Reino Unido, quis apagar "imediatamente" um parágrafo que convida os países do G8 a implementar uma iniciativa financeira para aumentar a proteção da biodiversidade. De acordo com fontes das delegações, o Japão enviou cartas para diversos países antes do início da Conferência em Bonn pedindo que eles não apoiassem este pedido de ação.

Em outra manobra, o Japão também convidou os países africanos para uma reunião para discutir questões ambientais antes do encontro do G8, em uma clara tentativa para esvaziar as negociações da ONU.

Na semana passada, o Brasil ganhou a nomeação para receber a Motosserra de Ouro - juntamente com o Canadá - por tentar minimizar a importância da CBD ao ignorar o mandato da Convenção para discutir aumento da proteção para a biodiversidade e floresta. Brasil e Canadá defendem que estas questões devem ser discutidas no âmbito do Fórum da ONU para Florestas, cuja política para a conservação florestal é muito mais branda do que a CDB. Foi a segunda nomeação do Canadá, que já havia merecido o prêmio ao propor que “não-Partes”, principalmente as ONGs, fossem impedidas de participar das discussões da Convenção.

fonte: www.greenpeace.org/brasil/

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Expedição mostra diversidade de atividades no Pólo Norte

Reportagem viajou ao local e encontrou milionários russos se divertindo.

Equipes de pesquisa mergulham equipamentos por cerca de um ano.

A reportagem do jornal norte-americano "New York Times" viajou até o Pólo Norte pela primeira vez e, além de muito gelo e de equipes de pesquisa, encontrou milionários russos passando férias e se divertindo.

Veja o vídeo em português ao lado

Lá, no topo do mundo, eles esquiam, se divertem em grupos e comem pratos típicos de seu país.

A equipe voou 800 km sobre o mar de gelo e aterrissou sobre o oceano congelado com 4,3 mil metros de profundidade.

No ambiente gelado, as placas de gelo colidem formando montes ao redor do acampamento.

Veja o vídeo em inglês ao lado

De acordo com pesquisadores da Universidade de Washington, os equipamentos de pesquisa, mais de 3 km ao todo, ficam ancorados no mar por cerca de um ano e depois são retirados por mergulhadores.

www.g1.com.br

domingo, 25 de maio de 2008

Cerrado Brasileiro




Cerrado queimado Intencionalmente deixamos para discutir por último este fator, de extraordinária importância para o Bioma do Cerrado, seja pelos múltiplos e diversificados efeitos ecológicos que exerce, seja por ser ele uma excelente ferramenta para o manejo de áreas de Cerrado, com objetivos conservacionistas. "Mas"... o leitor diria intrigado: "como conservar, ateando fogo ao Cerrado?". A resposta é simples: proteção total e absoluta contra o fogo no Cerrado é uma utopia, é extremamente difícil. O acúmulo anual de biomassa seca, de palha, acaba criando condições tão favoráveis à queima que qualquer descuido com o uso do fogo, ou a queda de raios no início da estação chuvosa, acabam por produzir incêndios tremendamente desastrosos para o ecossistema como um todo, impossíveis de serem controlados pelo homem. Neste caso é preferível prevenir tais incêndios, realizando queimadas programadas, em áreas limitadas e sucessivas, cujos efeitos poderão ser até mesmo benéficos. Tudo depende de sabermos manejar o fogo adeqüadamente, levando em conta uma série de fatores, como os objetivos do manejo, a direção do vento, as condições de umidade e temperatura do ar, a umidade da palha combustível e do solo, a época do ano, a freqüência das queimadas etc. É assim que se faz em outros biomas savânicos, semelhantes aos nossos Cerrados, de países como África do Sul, Austrália, onde a cultura ecológica é mais científica e menos emocional do que a nossa "Mas..." diria ainda o leitor: "... e quando o homem não estava presente em tais regiões, no passado remoto, incêndios desastrosos também não ocorriam em conseqüência dos raios? Não seria melhor deixar queimar, então, naturalmente?". Grandes incêndios certamente ocorriam, só que não eram desastrosos. Não existiam cercas de arame farpado prendendo os animais. Eles podiam fugir livremente do fogo, para as regiões vizinhas. Por outro lado, áreas eventualmente dizimadas pelo fogo podiam ser repovoadas pelas populações adjacentes. Hoje é diferente. Além das cercas, a vizinhança de um Parque Nacional ou qualquer outra unidade de conservação, é formada por fazendas, onde a vegetação e a fauna natural já não mais existem. O Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, por exemplo, é uma verdadeira ilha de Cerrado, em meio a um mar de soja. Se a sua fauna for dizimada por grandes incêndios, ele não terá como ser naturalmente repovoadoLinha de fogo, uma vez que essa fauna já não mais existe nas vizinhanças. Manejar o fogo em unidades de conservação como esta é uma necessidade urgente, sob pena de vermos perdida grande parte de sua biodiversidade.

Poucas são as nossas unidades de conservação, com áreas bem significativas, onde o Cerrado é o bioma dominante. Entre elas podemos mencionar o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84.000 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33.000 hs), o Parque Nacional da Serra da Canastra (71.525 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60.000 ha), o Parque Nacional de Brasília (28.000 ha). Embora estas áreas possam, à primeira vista, parecer enormes, para a conservação de carnívoros de maior porte, como a onça-pintada e a onça-parda, por exemplo, o ideal seria que elas fossem ainda maiores.

Capim Gordura como invasora Se considerarmos que cerca de 45% da área do Domínio do Cerrado já foram convertidos em pastagens cultivadas e lavouras diversas, é extremamente urgente que novas unidades de conservação representativas dos cerrados sejam criadas ao longo de toda a extensão deste Domínio, não só em sua área nuclear mas também em seus extremos norte, sul, leste e oeste. A criação de unidades de conservação com áreas menos significativas não deve, todavia, ser menosprezada. Quando adequadamente manejadas, elas também são de enorme importância para a preservação da biodiversidade. Só assim se conseguirá, em tempo, conservar o maior número de espécies de sua rica e variadíssima flora e fauna.

Gramínea invasora A grande maioria das atuais unidades de conservação, sejam elas federais, estaduais ou municipais, acha-se hoje em uma situação de completo abandono, com sérios problemas fundiários, de demarcação de terras e construção de cercas, de acesso por estrada de rodagem, de comunicação, de gerenciamento, de realização de benfeitorias necessárias, de pessoal em número e qualificação suficientes etc. Quanto ao manejo de sua fauna e flora, então nem se fale. Pouco ou nada se faz para conhecer as populações animais, seu estado sanitário, sua dinâmica etc. Admite-se "a priori" que elas estão bem pelo simples fato de estarem "protegidas" por uma cerca, quando esta existe. Na realidade, isto poderá significar o seu fim. Problemas de consangüinidade, viroses, verminoses, epidemias, poderão estar ocorrendo entre os animais, dizimando-os dramaticamente, e nem se sabe disto. Pesquisas a médio e longo prazo são essenciais para que possamos compreender o que acontece com as populações animais remanescentes nos cerrados. Paralelamente, espécies exóticas de gramíneas, principalmente as de origem africana, como o capim-gordura, o capim-jaraguá, a braquiária, estão invadindo estas unidades de conservação e substituindo rapidamente as espécies nativas do seu riquíssimo estrato herbáceo/subarbustivo. Dentro de alguns anos, ou décadas que seja, estas unidades transformar-se-ão em verdadeiros pastos de gordura, jaraguá ou braquiária e terão perdido, assim, toda a sua enorme riqueza de espécies de outrora.

br.youtube.com/watch?v=TSLCNXoMgZs / portalbrasil.net

A Mata Atlântica também pede socorro



Às vezes focamos num só problema e acabamos nos esquecendo de outros de igual importância, senão mais importântes. A Amazônia está sendo discutida por todo o planeta, todos os olhos estão voltados para ela, mas nós brasileiros estamos nos esquecendo da Mata Atlântica. Apenas 1% de toda sua cobertura original ja foi destruída, mas não só a mata, milhões de seres que faziam desta seu habitat hoje já não existem, ou se existem hoje invadem cidades por toda a costa brasileira.
Das espécies que habitam o que restou da mata, 50% são espécies que não existem em nenhum outro local do planeta.
Gente, somente UM POR CENTRO DE TODA COBERTURA ORIGINAL EXISTE, temos que cobrar dos nossos governantes mais ação, mais fiscalização. Não são pessoas que moram no litoral que vão perder uma riquesa de valor inestimável e não somente o Brasil, mas todo o planeta, todas as mais de seis bilhões que fazem desde lugar sua casa.

Sejamos consciêntes.

João Paulo Monteiro

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tempestade de areia' mata uma pessoa em Rondônia


Foto: Vc no G1
Vc no G1
Cidade ficou sob areia por causa das fortes rajadas de vento (Foto: Efraim Caetano dos Santos/ VC no G1 )
Foto: Vc no G1

Pessoas tiveram dificuldades de se locomover (Foto: Efraim Caetano dos Santos/ VC no G1)

Após o recorde de temperatura, que chegou a 39ºC, um temporal de areia se formou na tarde desta segunda-feira (19) em Ji-Paraná (RO) e causou a morte de uma pessoa. A vítima foi um mototaxista de 40 anos, que trafegava por uma linha rural quando foi atingido por uma árvore. A filha da vítima, de 18 anos, que estava na garupa, sofreu apenas alguns arranhões, segundo informações do Corpo de Bombeiros do município.

A intensidade dos ventos assustou os moradores — segundo estação metereológica particular nos altos do Bairro Nova Brasília, no segundo distrito da cidade, as rajadas de vento ultrapassaram 80 km/h, o que deixou diversas ruas com a visibilidade a, praticamente, zero, devido à areia que se levantou.

A tormenta durou pouco mais de quinze minutos e a chuva não caiu com intensidade. Somente alguns pontos registraram acúmulo de chuva superior a 10 mm, mas na maior parte da cidade houve apenas chuviscos. Nos altos do primeiro distrito e em grande parte da área rural não choveu.

www.g1.com.br / Efraim Caetano dos Santos Internauta, Ji-Paraná, RO.

Madeira ameaçado


>> Por João Paulo Monteiro <<<

Como dito na postagem anterior, não só a flora e a fauna que circundam o rio Madeira estão ameaçados com a construção das usinas, mas índios e famílias inteiras que durante toda sua vida viveram junto ao rio e dalí tiram seu alimento.

Os habitantes das regiões próximas à construção temem que cerca de 100.000 pessoas cheguem de outros lugares para trabalhar no local, e como conseqüência traz consigo pobreza, desigualdade social, sem contar na destruição, quase certa do maior dos aproximados mil afluentes do Amazonas.

Queremos desenvolvimento sim, mas um desenvolvimento que traga benefício a todos e não a uma pequena parte, e que respeite o ser humano os animais, as árvores, e o principal prejudicado com toda essa história, o rio Madeira.

Não podemos esquecer que vivemos num mundo capitalista onde o único bem que não pode sofrer risco algum são os bilhões de dólares investidos em donos de bolsos que não têm olhos para ver o que pode acontecer no futuro. E o pior de tudo é que no caso do Madeira, todo o lucro dos quase 9 BILHÕES investidos não irá beneficiar sequer uma árvore, um peixe...ou um ser humano.

livearth.blogspot / Projeto
Joe Terra Viva

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Biodiversidade X Produção Energética


>> Por João Paulo Monteiro<<

"Sair daquele nicho de só ficar preocupado com biodiversidade na agenda do setor ambiental e começar a ver e mostrar para a sociedade que biodiversidade é importante, que a nossa vida depende da biodiversidade no nosso dia-a-dia" argumentou Bráulio Dias, diretor de CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE do Ministério do Meio Ambiente.

Tudo bem, deixa eu ver se entendi.
O Governo quer mostrar à sociedade brasileira que a BIODIVERSIDADE é importante, mas ao mesmo tempo aprova consórcio de nome "Energia Sustentável do Brasil" no rio Madeira, um dos afluentes do rio Amazonas, para a CONSTRUÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA de Jirau. Mas espera, e o lago a ser formado, resíduos da construção, toda a parafernália a ser utilizada na faraônica realização do projeto? Será que nada disso irá afetar a BIODIVERSIDADE do local? Certamente sim, e não somente animais ou plantas.

José Alves Pereira, é agricultor e planta num sítio de 151 hectares junto ao rio. A renda com a venda dos animais e da produção de feijão, milho, melão, melancia, batata doce e açaí é suficiente para sustentar ele, a mulher, o filho e a filha casada, que já lhe deu dois netos.

Seu Zé Riqueta, como é conhecido, diz que participou de uma das audiências públicas promovidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), mas que não teve oportunidade de se pronunciar. Por isso, ele ainda tem muitas dúvidas, não sabe se, com o alagamento do seu sítio, vai ser transferido para um lugar onde poderá continuar plantando.

“Eu me sinto ameaçado. Aquilo que fiz, que poderia servir para meus filhos e netos, VAI SER ALAGADO. Mas o que mais tenho medo é do que vai ser dos mais velhos. Eu tenho vizinhos de até 88 anos de idade. Ninguém recomeça nessa idade, porque já gastou todas as forças. Ele chegou aqui novo, hoje tá velho e fez tudo o que fez na vida para ter um sossego e agora vai ser preciso sair”.

livearth.blogspot.com





Pesquisadores acham 'cidade' de estrelas-do-mar na Antártida

Colônia fica em uma cordilheira submarina do continente de gelo.
No local vivem dezenas de milhões de indivíduos da espécie.

Um grupo de cientistas descobriu no pico de uma das cordilheiras marinhas que rodeiam a Antártida uma gigantesca colônia de estrelas-do-mar, que recebeu o nome de "Cidade das Estrelas", e que desafia os conhecimentos tradicionais das montanhas marítimas.

Pesquisadores da Austrália e da Nova Zelândia inscritos no Centro da Vida Marinha - um projeto que recolhe informação sobre todas as formas de vida que existem nos oceanos - apresentaram os primeiros resultados de sua expedição à cordilheira Macquarie, que se estende do sul da Nova Zelândia até o continente antártico.

Foto: AP
Imagens submarinas revelam abundância da espécie (Foto: AP)

Em abril, a expedição capturou as primeiras imagens de uma gigantesca colônia de estrelas-do-mar formada por dezenas de milhões de exemplares no pico de uma das montanhas da cordilheira submarina, uma descoberta inesperada e que os pesquisadores chamaram de "Cidade das Estrelas".

A descoberta desta colônia em massa foi um dos principais achados da expedição, mas, como disse Ashley Rowden, um dos cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica (NIWA, em inglês) da Nova Zelândia, a informação coletada está começando a ser analisada.

"Em alguns casos, as primeiras conclusões começarão a ser conhecidas em um ano. Em outros, demoraremos até três anos", afirmou Rowden.

O pesquisador explicou que a cordilheira Macquarie é uma cadeia montanhosa que se estende ao longo de mais de 1.400 quilômetros e é um dos poucos lugares onde a Corrente Circumpolar Antártica se desvia.

A corrente é como um gigantesco rio submarino que conecta os Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e circula em sentido horário em torno do Pólo Sul.

Os pesquisadores constataram que a corrente circula através dos desfiladeiros e dos picos da Macquarie a uma velocidade de 4 km/h.

O doutor Mike Williams, outro membro da expedição, explicou que a essa velocidade extrema "estima-se que a corrente seja entre 110 e 150 vezes maior do que toda a água que flui de todos os rios do mundo".

Foto: AP
Colônia fica em montanha marinha (Foto: AP)

Os membros da expedição destacaram que acreditam que é a velocidade da corrente que permite a existência de uma colônia em massa de estrela-do-mar.

Rowden disse que, para sobreviver, os equinodermos "só precisam estender os braços e capturar os nutrientes que são empurrados pela corrente", e a força da água os protege dos predadores.

Outro dos aspectos que mais chamou a atenção dos cientistas é que, embora a base da montanha marinha onde fica a colônia de estrelas-do-mar fique a 850 metros da superfície da água, o pico da mesma está a apenas 90 metros de profundidade.

"Com nossas observações preliminares, acho que talvez precisemos questionar as divulgações prévias sobre as montanhas marinhas", explicou Rowden.

"Estamos realmente entusiasmados de ver tamanha quantidade de estrelas marinhas em Macquarie. Não só é incrível ver quantidades imensas de um único tipo de organismo, mas as implicações do achado em relação à singularidade das montanhas marinhas podem ser de grande alcance", acrescentou Rowden.

De fato, os cientistas consideram que haja 100 mil montanhas submarinas de pelo menos mil metros de altitude. Desse total, no entanto, apenas 200 foram estudadas detalhadamente.

No caso da Macquarie, a única expedição que tinha pesquisado anteriormente a cordilheira com algum detalhe foi a de uma equipe americana nos anos 1960.

A expedição australiano-neo-zelandesa utilizará os dados dessa viagem científica para estudar outros aspectos, como os efeitos da mudança climática e as alterações na temperatura das águas, explicou Williams.



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domingo, 18 de maio de 2008

1º Debate sobre aquecimento global

Por: João Paulo Monteiro


Alunos do curso de Publicidade e Propaganda do IESB, em Brasília, estão preparando o 1º Debate sobre aquecimento global em escolas da capital federal.

Após inumeros estudos e pesquisas nas ruas os alunos da faculdade irão promover tal evento.

O objetivo é trazer à realidade as consequências causadas pelo fenômeno que vem preocupando autoridades do mundo inteiro e principalmente as brasileiras.

Nós brasileiros, pensávamos estar imunes à tais fenômenos, mas desde o começo da presente década começamos a sofrer também com o restante do planeta. Ciclones extra-tropicais, chuvas no nordesde, seca na amazônia e sul do país nos mostraram que estamos tão vulneráveis como qualquer outro país do globo.

Exemplo recente de tal afirmação aconteceu no último mês, com um ciclone que atingiu o sul do país, deixando milhares de pessoas desabrigadas e destruindo milhares de lares.

O Projeto Terra Viva e o blog livearth.blogspot.com apoiam os alunos de Publicidade e Propaganda do IESB.




quinta-feira, 15 de maio de 2008

Autoridades norte-americanas classificam urso polar do Alasca como espécie ameaçada

Americanos demoraram para tomar decisão de pôr animal na lista dos que correm risco.
Governo citou aquecimento global, gerando perda de habitat, como principal causa.

Foto: Reuters
Ursos polares em seu habitat natural (Foto: Reuters)

Os Estados Unidos classificaram o urso polar do Alasca como uma espécie que corre perigo de extinção e que requer uma proteção especial, anunciou o secretário para os assuntos internos encarregado dos parques nacionais, Dirk Kempthorne.

"Hoje, classifico o urso polar como uma espécie ameaçada, em virtude da lei sobre as espécies ameaçadas", declarou Kempthorne durante uma entrevista coletiva.

Essa decisão se baseia principalmente "no importante desaparecimento, nas últimas décadas, do gelo polar, crucial para a sobrevivência desse animal", explicou.

Além disso, modelos informáticos indicam que "o gelo ártico vai provavelmente continuar derretendo no futuro", acrescentou.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Mistura de 'bolsa d'água' com placenta faz cãozinho americano nascer com pêlo verde

Os donos do cãozinho Wasabi, da raça Golden Retriever, devem ter levado um susto quando o bichinho nasceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O filhote tem pêlo esverdeado -- o que, segundo veterinários da cidade americana, tem a ver com a mistura do fluido amniótico, ou "bolsa d'água", com a placenta da mãe durante o parto. O fenômeno pode afetar filhotes de pêlo muito claro. Ainda de acordo com os veterinários, a cor esquisita deve acabar sumindo com o tempo.

Foto: Reprodução
Cor deve ser temporária (Foto: Reprodução )

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Aquecimento global ameaça matar coalas de fome

Alto nível de dióxido de carbono retira nutrientes das folhas de eucalipto.

Pesquisador acredita que espécie vai se reproduzir menos com menos comida.

Os coalas do mundo podem morrer de fome com o aquecimento global. Isso porque o alto nível de dióxido de carbono na atmosfera retira nutrientes das folhas de eucaliptos que são o alimento dessa espécie. O alerta foi feito pelo biólogo Ian Hume, da Universidade de Sydney, na Austrália, nesta semana.

O valor nutricional das folhas de eucalipto já é bastante baixo e a preservação dos coalas já está muito ameaçada. Sob condições excelentes, os coalas têm um filhote por ano. Se tiverem menos nutrientes disponíveis, Hume acredita que eles devem passar a ter um filhote a apenas cada três ou quatro anos.

Foto: AP
Nessa foto de arquivo, o filhote de oito meses se agarra à mãe enquanto ela se pendura em uma árvore em busca de folhas de eucalipto (Foto: AP)

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Limpar o ar pode aumentar a freqüência de secas na Amazônia, revela estudo

Emissões do poluente dióxido de enxofre ajudam a controlar o aquecimento global.
Pesquisadores recomendam redução ainda maior dos gases do efeito estufa.

Limpar o ar está fazendo mal à Amazônia, segundo um estudo internacional que teve a participação do climatologista brasileiro Carlos Nobre. De acordo com a pesquisa, a diminuição das emissões de dióxido de enxofre na atmosfera pode ter sido a grande responsável pela forte seca que atingiu a floresta em 2005. Esses químicos, que fazem muito mal à saúde, servem também para retardar os efeitos do aquecimento global.

O dióxido de enxofre é emitido principalmente durante a queima de carvão nas termelétricas, e ocorre em maior quantidade na América do Norte e na Europa. Quando ele chega na atmosfera, passa por algumas reações químicas e vira um sal, ou “sulfato”. Esse sal deixa as nuvens mais brilhantes, o que reflete parte da luz do Sol de volta para o espaço e ajuda a esfriar um pouco o planeta.

Essa poluição ao longo dos anos no Hemisfério Norte manteve as águas do Atlântico mais frias e, por conseqüência, a Amazônia mais úmida do que o que seria esperado, segundo o trabalho de Nobre e seus colegas da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

A equipe criou um programa de computador que simulou as condições climáticas da região para verificar o impacto desses aerossóis na floresta. Em 2005, a redução dos lançamentos de dióxido de enxofre deixaram o oceano mais quente. Com isso, houve também uma diminuição nas chuvas na Amazônia.

Apesar desse “benefício inesperado”, essas emissões são prejudiciais ao planeta e às pessoas. “Os sulfatos fazem muito mal à saúde, além de estarem na raiz da formação de chuvas ácidas”, afirmou Nobre.

Por isso, os pesquisadores não recomendam que se pare de tentar eliminar a emissão de dióxido de enxofre. “O estudo indica que devemos acelerar ainda mais a redução das emissões dos gases que causam o aquecimento global também para compensar a eliminação do fator de resfriamento dos sulfatos”, explica Nobre.

“Em resumo, devemos tudo fazer para não permitir que as temperaturas na Amazônia subam mais que 2ºC. Se subirem muito mais, acima de 3ºC ou 4ºC haverá sérios riscos para a floresta.

Se nada for feito para resolver o impasse, os cientistas projetam que eventos como o de 2005 ocorram de dois em dois anos a partir de 2025. De 2060 em dia, nove em cada dez anos poderão ser de seca na Amazônia.

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sábado, 3 de maio de 2008

Tempo ruim permanece neste domingo e segunda na região Sul

Centro-leste do Rio Grande do Sul deve ter ventos de até 80 km/h neste domingo.Na segunda-feira, ciclone deve provocar ventos no sul de Santa Catarina.

Por causa do ciclone extratropical, a faixa centro-leste do Rio Grande do Sul deve continuar com ventos fortes e algumas rajadas chegando a 80 km/h neste domingo (4), segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).

Guto Kuerten
Estragos causados pelo temporal, com forte chuva e rajadas de vento, na cidade de Florianópolis (SC). Foto: Guto Kuerten/Agência RBS/AE


De acordo com o Cptec, o ciclone deve permanecer no oceano, mas muito próximo à costa e influenciando muito a faixa centro-leste do Rio Grande do Sul. Para o centro, esta faixa do estado, principalmente a região litorânea, deve ter ventos entre 40 e 60 km/h e algumas rajadas chegando a 80 km/h.

Já para segunda-feira (5), o Cptec destaca que o ciclone extratropical deve provocar ventos na região Sul de Santa Catarina. A partir de terça-feira, o tempo deve melhorar. Um dos modelos está indicando o ciclone indo para nordeste e outro indicando para sudeste, mas ambos mostrando seu afastamento para o oceano.

Na madrugada deste sábado (3), as rajadas de vento passaram dos 100 km/h em Porto Alegre (RS). A intensidade da chuva complicou o trânsito da capital gaúcha. Pelas ruas, muitas árvores caídas e fios de energia elétrica.

Às 17h45 deste sábado, mais de 270 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica no Rio do Grande do Sul, informaram ao G1 a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Rio Grande Energia (RGE) e AES Sul. Veja a galeria de imagens.

O ciclone também provocou estragos em Santa Catarina. Casas e estabelecimentos ficaram destelhados na capital Florianópolis por causa dos fortes ventos. Além da capital, houve estragos em Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e em Tubarão.

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Orca 'passeia' no mar da Barra da Tijuca

Animal de sete metros de comprimento foi visto próximo ao Píer.
Os bombeiros acompanharam o animal até São Conrado.
Uma orca chamou a atenção de banhistas na manhã deste sábado (3) na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal de cerca de sete metros de comprimento foi visto próximo ao Píer da Barra. Os bombeiros acompanharam o animal, que na verdade é uma das espécies da família dos golfinhos, até São Conrado, também na Zona Oeste. Segundo biólogos, a orca costuma ser amistosa, alimentando-se na maior parte das vezes de peixes, moluscos, aves e tartarugas e pode ter se aproximado da costa ao seguir um cardume. Um animal adulto pode pesar até nove toneladas. (Foto: Hipólito Pereira/Ag. O Globo) Veja imagens da orca

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domingo, 27 de abril de 2008

Investimento no Nordeste se diversifica, mas região cresce menos que o país

Nordeste ganha força em mineração, alimentos, petroquímica, combustíveis e confecções.
Apesar disso, Banco do Nordeste prevê crescimento abaixo da média nacional em 2008.

O mapa de investimentos do Nordeste nos próximos anos reflete uma diversificação dos setores que estão voltando seus olhos para a região. Estão previstos novos projetos em petroquímica, combustíveis, mineração, construção civil, agricultura, tecnologia, confecções, logística e agricultura extensiva em diversos estados.

Entretanto, de acordo com o Banco do Nordeste, responsável por projetos de fomento à região, isso ainda não vai ser suficiente para garantir que o Nordeste acompanhe o crescimento médio do país em 2008.

Apesar da diversificação prevista para a região, um estudo conjuntural do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 4,8% em 2008, enquanto o Nordeste deve registrar expansão de 4,4% no ano.

A indústria está entre os segmentos que têm maior descompasso com o ritmo nacional: em 2007, o crescimento do setor na região foi cerca de 50% menor que o brasileiro.

O estudo mostra que a região ainda é altamente dependente dos repasses do governo federal - 48% dos recursos gastos pelas cidades da região são repassados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Além disso, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) também terá impacto negativo para a região. Segundo o Etene, o Nordeste recebia quase o dobro que a arrecadava com a CPMF.

Fernando Scheller
G1
Fazenda no cerrado piauiense: grandes áreas plantadas com soja e milho, apesar da infra-estrutura deficiente (Foto: Fernando Scheller/G1)
Aumento da renda

Boa parte do crescimento e da melhoria da qualidade de vida da região, segundo o Banco do Nordeste, está ligado a programas sociais e de distribuição de renda do governo federal, como o Bolsa-Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Foram projetos como esses, segundo o Etene, que permitiram que cerca de 6 milhões de nordestinos fossem promovidos à "classe C" - com renda entre R$ 700 e R$ 1,2 mil - desde 2003. O instituto diz que o crescimento da renda é diretamente proporcional à alta do consumo na região, refletido no movimento das redes de varejo e também no crescimento do segmento de bancos populares na região.

A emergência da classe C na região motivou o empresário mexicano Ricardo Salinas a começar pelo Recife seu projeto de abrir 1,5 mil lojas do Banco Azteca no Brasil. As unidades do Azteca, segundo o diretor-geral do banco no Brasil, Paulo Bezerra, estarão dentro das lojas Elektra, que fazem parte do mesmo grupo. O objetivo é disponibilizar produtos e financiamento no mesmo lugar.

Segundo Bezerra, outra meta do Azteca é atrair novos consumidores nordestinos para o sistema bancário. Para atrair clientes, o Azteca está oferecendo a abertura de conta-corrente com cartão de débito com depósito inicial de R$ 5.

Alimentos

O aumento da renda também influencia o consumo de alimentos na região. O mercado nordestino de alimentos congelados está em alta, o que se reflete em investimentos tanto de grupos nacionais quanto de redes locais.

O diretor da empresa paraibana Guaraves Alimentos, Ivanildo Coutinho, afirma que o frango caiu no gosto do consumidor nordestino, e o consumo de aves vem crescendo muito na região. Por isso, ressalta ele, todos os investimentos no segmento têm mercado certo: “O Nordeste ainda não produz todo o frango que consome.”

As duas maiores produtoras brasileiros de alimentos também perceberam este nicho de mercado. A Sadia vai construir uma fábrica de R$ 250 milhões em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, enquanto a Perdigão vai erguer dois empreendimentos ao custo de R$ 280 milhões na cidade de Bom Conselho, no mesmo estado. O número de empregos gerado pela Perdigão será de 950, enquanto a Sadia deve criar 1,2 mil vagas.

A Guaraves Alimentos, conhecida no Nordeste pela marca de frango congelado Bom Todo, também está em expansão: a companhia vai inaugurar um novo abatedouro industrial no segundo semestre, ao custo de R$ 150 milhões. Além disso, a Guaraves prevê investir R$ 15 milhões em uma unidade de armazenamento de grãos em Uruçuí, no Sul do Piauí. Os dois projetos vão gerar 650 novos postos de trabalho.

Agronegócio

O investimento da Guaraves em Uruçuí reflete outra transformação ocorrida na economia nordestina: nos últimos dez anos, as áreas de cerrado da Bahia, do Maranhão e do Piauí tornaram-se grandes produtoras de grãos, com destaque para a soja. Coutinho, da Guaraves, explicou que a ida para o Piauí reflete a produção dos grãos que podem ser usados como ração para o frango.

Na passagem da reportagem pelo Sul do Piauí, o G1 constatou que agricultores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste trocaram fronteiras agrícolas já desenvolvidas pelo inexplorado Piauí nos últimos dez anos para multiplicar sua área plantada.

A Fazenda Progresso, uma das mais conhecidas da região, tem área o suficiente para estender suas plantações para até 28 mil hectares - cerca de dez vezes do que é considerada uma fazenda de grande porte em estados agrícolas como o Paraná, por exemplo.

Apesar da infra-estrutura deficiente - nenhuma das estradas de acesso ao Sul do Piauí é asfaltada -, a multinacional agrícola Bunge instalou uma unidade de recebimento e processamento de grãos em Uruçuí. De acordo com os agricultores, a maioria dos grãos comprados pela multinacional tem como destino o mercado nacional, em especial o nordestino.

Fernando Scheller
G1
Laptop produzido pela Bitway, empresa do pólo de tecnologia de Ilhéus: tecnologia a preços acessíveis (Foto: Fernando Scheller/G1)


Têxteis e tecnologia

O aumento da renda no Nordeste também se reflete no setor de confecções. O pólo têxtil do agreste pernambucano tem dificuldades em encontrar mão-de-obra para aumentar a produção de roupas, segundo empresários ouvidos pelo G1.

O pólo de roupas populares movimenta mais de R$ 1,5 bilhão ao ano, segundo a Agência de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco. O setor de confecções reúne mais de 12 mil empresas e 90 mil trabalhadores em 13 cidades do agreste pernambucano.

Para atender o público nordestino, o pólo de tecnologia de Ilhéus, no Sul da Bahia, produz computadores “populares” que são vendidos a partir de R$ 800. A empresa Bitway, instalada na cidade, tem uma marca desenvolvida exclusivamente para um grande grupo de varejo da região – as Lojas Insinuante.

A empresa deve produzir 360 mil PCs neste ano, devendo faturar R$ 230 milhões, com alta de 30% em relação à receita de 2007.

Grandes projetos

As duas maiores empresas do país – Petrobras e Vale do Rio Doce – também têm bilionários que pretendem explorar o potencial das reservas naturais nordestinas e o potencial logístico da região, que está mais próxima de dois importantes mercados para produtos brasileiros: os Estados Unidos e a Europa.

Em Pernambuco, a Petrobras está construindo as Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica de Suape, ao custo de R$ 4 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. O gasoduto Nordeste-Sudeste, que passará pelos estados da Bahia e de Sergipe, terá investimento total de R$ 4,6 bilhões até 2010. A empresa também tem projetos no setor de biodiesel na Bahia e no Ceará, com investimentos de R$ 570 milhões.

No Maranhão, os investimentos da Vale do Rio Doce estão concentrados no setor de logística para transporte do minério até o Porto de São Luís. No ano passado, a empresa investiu R$ 1 bilhão no estado, sendo quase dois terços em transporte: a Estrada de Ferro Carajás recebeu R$ 469 milhões em investimentos, enquanto R$ 277 milhões foram aplicados na área portuária.

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sábado, 26 de abril de 2008

Conheça os alimentos que podem acabar desaparecendo do planeta

Exploração descontrolada coloca em risco atum, bacalhau e outros peixes nobres.
Descaso com variedades tradicionais de plantas e animais também é ameaça.
Publicitários sem muita consciência ambiental poderiam muito bem criar placas com os dizeres "Coma antes que acabe" e distribuí-las pela seção de frutos do mar dos supermercados mundo afora. O humor negro seria justificado: peixes e assemelhados estão entre as principais fontes de alimento com risco de desaparecer da Terra, graças principalmente à coleta irresponsável.

Foto: Reprodução
O bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) em seu ambiente natural (Foto: Reprodução)


Mas eles certamente não estão sozinhos. O perigo de sumir do mapa também ronda boa parte das variedades tradicionais de plantas e animais domésticos do mundo, bem como seus parentes mais próximos que ainda existem em estado selvagem. Há uma tendência preocupante de substituição dessa variabilidade por umas poucas raças e cultivares comerciais. Não é só o paladar, necessariamente menos diversificado, que perde com isso: as variantes tradicionais e silvestres guardam genes importantes para rusticidade, resistência a doenças e até produtividade. Seria burrice jogá-las fora -- mas é o que está acontecendo.


Redes gulosas

A julgar por um estudo recente, coordenado por Stephen R. Palumbi, da Universidade Stanford (EUA), a situação nunca esteve tão negra para quem gosta de um bom peixe. Se tudo continuar como está, calculam Palumbi e seus companheiros, nenhuma das espécies marinhas exploradas comercialmente hoje estará disponível para consumo humano em 2050.

Os cálculos dos pesquisadores sugerem que quase metade dessas espécies já perdeu 90% ou mais de sua população. Desde 1994, quando o mundo atingiu o pico de capturas pesqueiras, a quantidade de peixes efetivamente pescados só tem diminuído. E as principais vítimas são justamente os mais nobres, como o atum-azul e o bacalhau -- no caso do primeiro, a população total da espécie decaiu 92% desde os anos 1950.

O grande problema relacionado à pesca intensiva desses animais é o nicho ecológico que eles ocupam -- eles são todos grandes predadores de crescimento lento, o que aumenta em muito a dificuldade de manter suas populações. Em termos terrestres, comer bacalhau ou atum seria como criar leões para fazer hambúrguer -- os bichos teriam de comer carne de vacas, as quais, por sua vez, precisariam de pasto. É um processo extremamente ineficiente.

Foto: Reprodução
Reprodução
Fungo conhecido como sigatoka-negra assusta produtores de banana (Foto: Reprodução )
Diversidade genética em baixa

Anos atrás, o cientista belga Émile Frison lançou o alerta de que a banana-nanica poderia desaparecer do planeta se os parasitas que afetam a fruta, como o fungo sigatoka-negra, não fossem combatidos urgentemente com novas técnicas. A situação, embora exagerada pelo pesquisador, é realmente grave. A banana é basicamente um clone, o que significa baixa variedade genética e maior vulnerabilidade a doenças. Embora outras plantas e animais domésticos não sejam clones, riscos parecidos os aguardam, especialmente porque sua variabilidade genética tem encolhido graças ao domínio de poucas raças e variedades comerciais.

Esse processo pode acabar se revelando um péssimo negócio para o Brasil, afirma Arthur Mariante, líder do projeto de conservação e uso de recursos genéticos animais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "No caso das raças tradicionais de gado trazidas para o Brasil pelos portugueses e espanhóis, vamos perder 500 anos de seleção natural e adaptação às condições do nosso território", declarou Mariante ao G1.

Explica-se: embora os colonizadores não praticassem o melhoramento intensivo de raças, bichos como bovinos, ovinos e suínos, entre outros, assumiram características específicas para sobreviver nos ambientes das várias regiões do Brasil. Além de serem rústicas -- capazes de ganhar peso mesmo com alimentação não-reforçada e de resistir melhor a doenças --, as raças tradicionais também podem ser muito produtivas, diz o pesquisador da Embrapa.

Nicho de mercado

"A vaca curraleira [raça típica do Nordeste], por exemplo, produz um bezerro por ano, e isso durante décadas, enquanto raças européias ou os zebus precisam alternar", conta Mariante. "O caracu [bovino tradicional de São Paulo] muitas vezes bate outras raças em competições de ganho de peso."

"Essas raças certamente conseguiram achar um nicho ecológico aqui no Brasil. O que a gente precisa fazer agora é achar um nicho de mercado para elas", diz o pesquisador. Os produtores do Nordeste, por exemplo, costumam afirmar que poucas carnes se comparam, em sabor e maciez, à do gado curraleiro. O Brasil, embora seja um grande exportador de carne bovina, ainda fica atrás em termos de carne de alta qualidade, nicho que poderia ser suprido pelo curraleiro.

Foto: Arthur Mariante/Divulgação
Touro curraleiro: segundo produtores nordestinos, a maciez da carne é incomparável (Foto: Arthur Mariante/Divulgação)

Outra possível saída para as raças tradicionais de suínos do Brasil, muito usadas no passado para a produção de banha, seria direcioná-los para a fabricação de presuntos finos, como os feitos hoje na Espanha e em Portugal. "Os consumidores europeus estão cada vez mais preocupados com o bem-estar animal, dando valor às carnes produzidas com os animais soltos. Os nossos suínos agüentam muito bem esse tipo de criação, enquanto as raças estrangeiras não. É um caminho interessante para valorizar essas raças", diz Mariante.

Mandioca a perigo

Não há sinais de que a mandioca, um dos alimentos mais populares do Brasil, vá sumir das mesas. No entanto, levantamentos feitos pelo biólogo Nagib Nassar, da Universidade de Brasília (UnB), mostram que recursos genéticos importantes para a planta estão sendo perdidos.

Nassar estuda os centros de diversidade dos parentes selvagens da mandioca, localizados no cerrado do Centro-Oeste brasileiro. Ele visita a região desde os anos 1970 e diz que pelo menos três espécies podem ter se extinguido. A perda é importante porque as formas selvagens da planta são mais rústicas e possuem teor mais alto de proteínas, vantagens que poderiam ser trazidas para a mandioca doméstica por meio de cruzamentos ou engenharia genética

Em maior ou menor grau, o problema acontece com os parentes selvagens de boa parte das plantas utilizadas comercialmente, como o milho e o trigo.

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pingüim 'careca' ganha jaqueta para se proteger do frio

Pierre tinha 25 anos, enquanto a maioria dos animais da espécie não passa dos 20.
A roupa nova recuperou suas penas e sua auto-estima.
A vida não estava nada fácil para o pingüim Pierre, um senhor de 25 anos de idade. Dia após dia, ele ficava cada vez mais careca, suas belas penas sendo trocadas por uma vergonhosa pele cor-de-rosa. Nadar, coisa que fazia desde pequeno, foi se tornando insuportável. Logo, veio a depressão e Pierre passou a se isolar, tremendo, sozinho no tanque, longe da companhia dos amigos. Mas, logo, tudo mudou. Um grupo de biólogos americanos se comoveu com o bichinho e mandou fazer, sob medida, uma bela jaqueta para protegê-lo do frio. Com a roupa nova, Pierre voltou a ser o mesmo: suas penas cresceram de novo (até mesmo aquelas que não eram cobertas pelo tecido), ele voltou a nadar e agora até já exibe a personalidade de macho arrogante que tinha antes.

AP

A jaqueta do pingüim é feita do mesmo material usado por surfistas, o tecido impermeável que os mantém aquecidos mesmo nas ondas mais geladas. Ela foi feita e refeita diversas vezes até vestir perfeitamente Pierre, que já vive cinco anos a mais do que a média dos pingüins.

A equipe da Academia de Ciências da Califórnia tinha medo, no entanto, que os demais animais do tanque não aceitassem o novo visual do amigo. Mas isso não foi um problema. Os pingüins receberam Pierre e sua jaqueta muito bem e ele voltou ao convívio normal do grupo.

Foto: AP

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Vazamento de óleo deixa mar laranja na Colômbia

Moradores disseram que óleo provocou morte de peixes.
Autoridades falaram que óleo que vazou é biodegradável.

Vazamento de óleo deixa mar laranja na Colômbia

Moradores disseram que óleo provocou morte de peixes.
Autoridades falaram que óleo que vazou é biodegradável.

Foto: AFP
Pescadores preparam barco na praia de Taganga, em Santa Marta, departamento de Magdalena, na Colômbia. Um derramamento de 10 toneladas de óleo atingiu a região na última quarta-feira (23). Moradores disseram que o vazamento causou a morte de peixes, mas autoridades disseram que o óleo é biodegradável e não prejudica o meio-ambiente (Foto: AFP)
Foto: AFP
Vista mais ampla mostra as diversas cores formadas na praia colombiana (Foto: AFP)

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nível dos oceanos aumentará 1,5 m até 2100, dizem cientistas

Nova pesquisa foi apresentada na conferência da União Européia de Geociências.
Estimativa é três vezes maior que a estimada pela ONU para o mesmo período.

O derretimento de geleiras, o desaparecimento de placas de gelo e o aquecimento das águas poderiam fazer com que o nível dos oceanos subisse até 1,5 metro até o final deste século, expulsando de suas casas dezenas de milhões de pessoas, afirmou uma nova pesquisa divulgada na terça-feira.

Apresentada em uma conferência da União Européia de Geociências, a pesquisa prevê uma elevação do nível dos oceanos três vezes maior do que o estipulado pelo Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) no ano passado.

O painel sobre o clima, uma entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

Svetlana Jevrejeva, do Laboratório Oceanográfico Proudman, na Grã-Bretanha, disse que a estimativa baseava-se em um novo modelo matemático que permitiu estabelecer com precisão o nível dos oceanos nos últimos 2.000 anos.

"Durante os últimos 2.000 anos, o nível dos oceanos manteve-se praticamente estável", afirmou a cientista a jornalistas, em meio ao encontro realizado em Viena.

No entanto, o ritmo no qual o nível dos oceanos sobe hoje está ganhando velocidade, e as águas ficarão de 0,8 a 1,5 metro acima de seu patamar atual quando chegar o próximo século, afirmaram pesquisadores, entre os quais Jevrejeva, em um comunicado.

O nível dos oceanos elevou-se 2 centímetros no século 18,6 centímetros no século 19 e 19 centímetros no século passado, disse a cientista, acrescentando: "parece que o rápido aumento do nível dos oceanos no século 20 deveu-se ao derretimento de placas de gelo."

Os pesquisadores debatem acaloradamente a respeito do quanto o nível dos mares vai elevar-se. O IPCC, por exemplo, diz que tal elevação deve ficar entre 18 e 59 centímetros.

"Os números do IPCC subestimam a realidade", afirmou Simon Holgate, membro também do Laboratório Proudman.

Segundo os pesquisadores, o IPCC não havia levado em conta a dinâmica do gelo -- a velocidade maior na movimentação das placas de gelo, velocidade essa alimentada pelo derretimento, é ela também um fator no desaparecimento das placas e na elevação do nível das águas.

Esse efeito, segundo Steve Nerem, da Universidade do Colorado (EUA), deve gerar um terço do futuro aumento do nível dos oceanos.

"Há vários indícios de que vamos ver uma elevação de 1 metro em 2100", afirmou o cientista, acrescentando que esse fenômeno não ocorreria de maneira uniforme no planeta e que mais pesquisas seriam necessárias para determinar os efeitos dele em cada região.

Os cientistas podem estar em desacordo a respeito da magnitude da elevação, mas estão afinados quando se trata de prever quais serão as áreas mais atingidas -- os países em desenvolvimento na África e na Ásia, que não possuem os recursos necessários para construir proteções contra as águas.

Entre esses estão nações como Bangladesh, cujo território situa-se quase totalmente a uma altura de no máximo 1 metro do atual nível do mar.

"Se o nível dos oceanos elevar-se 1 metro, 72 milhões de chineses vão perder suas casas, junto com 10 por cento da população vietnamita", afirmou Jevrejeva.

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