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domingo, 3 de agosto de 2008

Povos do deserto enfrentam climas severos na China

O deserto de Gobi, no norte da China, tem quase o tamanho do estado do Amazonas.
Temperatura chega a 40 graus abaixo de zero no inverno e 40 graus acima no verão.

O deserto de Gobi, no norte da China, tem quase o tamanho do estado do Amazonas e é considerado um dos desertos mais implacáveis do planeta: chega a 40 graus abaixo de zero no inverno e 40 graus acima no verão. As dunas chegam a 800 metros de altura.

Quem quer visitar o local, viaja uma parte de camelo e outra a pé - sempre pelo pico das dunas. Depois de uma hora de passeio, a vista é a imensidão de areia.

Até o século 15, este era o último posto das caravanas. Partindo do ponto mais alto, as caravanas enfrentavam meses no deserto, de oásis em oásis, até o Afeganistão e depois rumo ao Oriente Médio. Naquela época, a China era um país fechado para os estrangeiros. Ninguém podia entrar. Só aqui, no ponto de partida da rota da seda é que os chineses tinham contato com outros povos, outras culturas, outras religiões.

Um pouco de história

Em um dos oásis, as montanhas guardam a história da chegada do budismo. Monges em peregrinação para a Índia escavaram quase 500 cavernas, decoradas com pinturas religiosas. Por aqui chegou também o islamismo. Os chineses convertidos nos primeiros tempos hoje são o povo Hui - 120 milhões, a maioria ainda ao longo da rota da seda.

As pequenas cidades oásis vivem um novo 'boom', por causa das siderúrgicas alimentadas pelo minério de ferro do Gobi. Os trens levam a produção para o Leste e deixam o contraste da indústria com a história.

Esta já foi a última fortificação militar da China. Antes do país avançar sobre a Mongólia e os territórios de Uygur, muçulmanos, a Oeste.

A muralha

O último trecho da grande muralha, seis mil quilômetros depois do começo, fica a Leste de Pequim. Através dos séculos, esta muralha não serviu apenas para manter os inimigos do lado de fora, mas também ajudou a China a se tornar um país muito fechado.

Quando a muralha foi erguida, a China era a nação mais rica do mundo, protegendo também o maior território. Lá embaixo, as vilas agrícolas vivem uma eterna luta contra o avanço do deserto. As árvores plantadas no limite tentam manter a areia fora das plantações das lavouras.

Vendo o milho crescer bonito, a senhora Wang duvida que o Gobi um dia entre na vila onde ela colhe peras no quintal. Mas a filha, que fala inglês, diz que a nova geração se prepara para partir.

A irrigação vem do rio, que depende do degelo das montanhas. Mas as geleiras vão resistir ao aquecimento global? As ruínas da muralha milenar testemunham que a ascenção e a queda dos povos no Gobi é só uma questão de tempo.

fonte: g1.com.br

sábado, 2 de agosto de 2008

Lula critica países que 'dão palpite' sobre a Amazônia

Segundo presidente, muitos 'desconhecem realidade do Brasil'.
No Rio, ele assinou decreto que institui o Fundo Amazônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, nesta sexta-feira (1º), no Rio, os países que, segundo ele, “dão palpite” sobre a Amazônia e desconhecem a realidade do Brasil.

“Eles [os países] falam como se fossem donos da Amazônia, mas temos consciência do que ela representa para a humanidade e para o Brasil. E o que precisa ser feito, vai ser feito”, disse Lula durante a assinatura do decreto que institui o Fundo Amazônia, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Durante discurso, o presidente disse esperar que o fundo – que vai captar recursos por meio de doações de entidades da sociedade civil, bancos, empresas nacionais e internacionais e também dos governos de outros países – também possa divulgar as ações pela preservação da floresta.

“Daqui a pouco tem gente dizendo que tem cana na Amazônia. Mas posso dizer que venho de um país onde 80% da energia elétrica é limpa, 25% do etanol na gasolina já é colocado há muitos anos e que 64% de suas florestas estão de pé”, disse.


Segundo Lula, nos dias 20 e 21 de novembro, o Brasil vai promover um grande encontro com embaixadores, técnicos, especialistas e governadores para discutir os efeitos do biocombustível no meio ambiente e a influência na Amazônia.

O presidente disse ainda que é preciso responsabilizar os países que são os maiores poluidores. No entanto, afirmou que não dá para responsabilizar sem saber o quanto poluem.

O presidente citou dados, que afirmou serem de 2005, sobre emissão de poluentes, segundo os quais, dos 28 bihões de toneladas emitidos naquele ano, os Estados Unidos seriam responsáveis por 21%, a China por 18% e o Brasil por 3,9%.

Lula conversa com o arquiteto Oscar Niemeyer, durante encontro com intelectuais, no Rio. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência)

Intelectuais

Antes da assinatura dos atos, Lula teve um encontro reservado com cerca de 50 intelectuais, entre os quais o arquiteto Oscar Niemeyer, o jornalista Arnaldo Niskier, a economista Maria da Conceição Tavares, o historiador Luiz Felipe de Alencastro e a escritora Rose Marie Muraro.

Segundo a assessoria da Presidência da República, não houve uma pauta específica no encontro, que contou ainda com a participação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Gomes Temporão (Saúde), Edson Santos (Igualdade Racial), Fernando Haddad (Educação), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), Luiz Ducci (secretário-geral da Presidência), Nilcéa Freire (Política para Mulheres) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos).

Fonte: g1.com.br

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Artesãs de Porto Alegre transformam garrafas pet em edredons

Iniciativa conta com participação de 15 mulheres que executam trabalho desde 23 de julho.
Resultados motivam grupo a iniciar produção de almofadas e bolsas, entre outros itens.

Foto: Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Mulheres da comunidade do Morro Santana usam fibras de garrafas para fazer edredons (Foto: Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre)

Mulheres da comunidade do Morro Santana, em Porto Alegre, utilizam fibras de garrafas pet como matéria-prima para a fabricação de edredons. A iniciativa, de acordo com a prefeitura, conta com a participação de 15 mulheres que executam o trabalho desde 23 de julho. Os resultados já motivam o grupo a iniciar a produção de outros itens, como almofadas, travesseiros e bolsas.

"São fabricados objetos úteis e que serão vendidos por um preço bastante acessível, contribuindo para a geração de renda à comunidade, que é o objetivo principal da iniciativa", explica Robson Rosa Lhul, agente de governança da região leste de Porto Alegre.

A fabricação de fios têxteis (fios ecológicos) começa com a lavagem das garrafas. Após serem processadas, as fibras são extraídas. De acordo com os organizadores do projeto, elas são macias e têm um poder de aquecimento tão grande quanto a lã natural.

O projeto é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMGL), o Comitê de entidades no combate à fome e pela vida (COEP/RS), o Banco Regional do Extremo Sul (BRDE), o Banco do Vestuário da Fiergs, a Transportadora Giulian e a Maxitex Indústria Têxtil Ltda.

Fonte: g1.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2008

Desmatamento na Amazônia cai 20% em junho, revela Inpe

Mato Grosso apresentou maior queda e Pará, o maior aumento da região amazônica.
Crescimento do problema preocupa ambientalistas e leva a críticas ao governo.

O desmatamento na Amazônia em junho foi de 876,80 quilômetros quadrados, área 20% menor do que a registrada em maio (1.096 quilômetros quadrados), segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O recordista foi o estado do Pará, que teve 499 quilômetros quadrados desmatados em junho, contra os 262 quilômetros quadrados observados em maio, um aumento de 91%. O Inpe alertou, no entanto, que o número pode ser justificado pelo aumento da capacidade de observação dos satélites.

O estado que apresentou maior queda no índice de desmatamento foi Mato Grosso, com 70% a menos do que o registrado em maio. Do total do desmatamento, 66,7% são classificados de corte raso, 25,3% de degradação florestal e 8% de desmatamentos não confirmados.

Fonte: g1.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quatro estudantes desaparecem em reserva florestal no AM

Eles faziam pesquisas de campo e sumiram no fim da tarde de quarta-feira.
Inpa enviou profissionais que conhecem bem a região para auxiliar nas buscas.

Quatro estudantes estão desaparecidos desde o fim da tarde de quarta-feira (23) na Reserva Florestal Adolpho Ducke, vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizada no km 26 da estrada Manaus-Itacoatiara (AM-010).

De acordo com a assessoria de imprensa do Inpa, eles são estudantes de um curso de pós-graduação em entomologia, ciência que estuda insetos, e estavam fazendo pesquisas de campo.

O Inpa enviou ao local uma equipe composta por profissionais que sabem andar na mata e que conhecem bem a região para auxiliar nas buscas. Uma equipe dos bombeiros também foi encaminhada para a reserva.

Fonte: g1.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Geleira argentina Perito Moreno se rompe no inverno austral

A geleira Perito Moreno rompeu-se, nesta quarta-feira, na Patagônia argentina, um fenômeno incomum durante o inverno austral.

O processo de ruptura, que ocorre com frequência mais ou menos a cada três anos, foi iniciado na sexta-feira e poderá ser consequência do aquecimento global.

A última ruptura havia sido registrada em março de 2006.

Alguns turistas estavam no local para assistir ao espetáculo, que normalmente acontece em épocas de altas temperaturas.

A geleira Perito Moreno, que tem uma extensão de cerca de 200 quilômetros quadrados, mais de três quilômetros e cerca de 70 metros de altura acima do nível do lago.

Fonte: msn.com.br

domingo, 6 de julho de 2008

Arquiteto propõe cidade flutuante 'high tech' contra aquecimento global

Ilhas teriam capacidade para abrigar até 50 mil pessoas.
Cidade é autônoma em geração de energia e controle de poluição.

Foto: Divulgação
Divulgação
Lilypad, projeto de cidade flutuante criada pelo arquiteto Vincent Callebaut. (Foto: Divulgação)

Se as previsões mais catastróficas dos cientistas que pesquisam o aquecimento global se confirmarem, a humanidade terá de entrentar a elevação do nível do mar e a conseqüente inundação de diversas cidades costeiras.

O arquiteto belga Vincent Callebaut já tem a solução: ele propõe a construção de vilas flutuantes, com sistemas computadorizados capazes de controlar da produção de energia à desalinização da água.

As cidades artificiais propostas por Callebaut, batizadas de 'Lilypad', poderiam ser instaladas em qualquer lugar do oceano. Autosustentáveis, cada vila tem capacidade para receber 50 mil moradores.

Foto: Reprodução
Reprodução
Cidade artificial terá capacidade para abrigar 50 mil pessoas. (Foto: Reprodução)

Utilizando apenas tecnologias já disponíveis hoje em dia, afirma o arquiteto, as vilas flutuantes seriam ecologicamente adequadas.

A energia seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar.

Um lago construído no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. A cidade proposta também tem três marinas - já que os barcos seriam a principal forma de ligação entre as vilas e com o continente - e montanhas artificiais.

fonte: g1.com.br

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Operação fecha carvoarias clandestinas no Pará

Mais de 500 fornos estavam funcionando sem licença ambiental em Tomé-Açu.
Carvoeiros também são acusados de manter trabalhadores em condições de escravidão.

Uma operação da Secretaria de Meio-Ambiente do Pará flagrou carvoarias e serrarias clandestinas em Tomé-Açu. A Operação Floresta em Chamas encontrou pelo menos dez carvoarias ilegais. Mais de 500 fornos estavam funcionando sem licença ambiental. A polícia diz que a atividade aumentou na cidade depois da Operação Arco de Fogo , que fechou madeireiras e carvoarias em Tailândia.


A força-tarefa autuou em flagrante uma serraria por funcionar sem licença ambiental e por não comprovar a origem da madeira que estava no pátio. Parte da madeira já estava beneficiada. A empresa foi lacrada e um trator foi apreendido. A máquina foi usada para destruir 35 fornos de uma carvoaria que funcionava clandestinamente no meio da mata.

“Pelas carvoarias que visitamos, todas entocadas no meio da mata e os fornos todos de fabricação bem recente, deu para perceber realmente que houve uma migração de um município para outro”, explicou Bertolino Neto, delegado da Polícia Civil.

Uma estatística da Secretaria Estadual de Meio-Ambiente revela que um forno é construído com apenas R$ 400. Mensalmente, cada um deles gera uma receita em torno de R$ 5 mil só produzindo carvão. O metro cúbico do carvão é vendido por cerca de R$ 150.

Além do crime ambiental, os carvoeiros clandestinos são acusados de manter trabalhadores em condições semelhantes à escravidão. Um grupo formado por jovens de 15 a 22 anos ganhava uma média de R$ 25 por três dias de trabalho e ainda tinha que pagar pela comida.

Fonte:www.g1.com.br

domingo, 15 de junho de 2008

Produtores norte-americanos de etanol recusam rótulo de vilões

Combustível feito a partir de milho é apontado como responsável pela alta dos alimentos.
Segundo associação dos EUA, petróleo caro seria o principal responsável.

Os produtores americanos de etanol rejeitam as críticas que vêm sofrendo nos últimos meses, segundo as quais o etanol fabricado a partir de milho – como acontece nos EUA – seria o responsável pela inflação global no preço dos alimentos.

Para a Renewable Fuels Association (RFA), entidade que reúne produtores e distribuidores norte-americanos de etanol, o aumento no preço do barril de petróleo – que chegou ao recorde de US$ 138 no início de junho - é o verdadeiro vilão.

“Várias análises provam que o preço do barril de petróleo – e não o do milho ou a produção de etanol – tem o maior impacto nos alimentos, porque esse combustível é uma parte integral de virtualmente todas as fases da produção de alimentos, desde o processamento até a embalagem e o transporte”, disse a RFA por meio de sua porta-voz, Mary Giglio.

No último dia 3, na Conferência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, o presidente Lula fez questão de diferenciar os efeitos do etanol feito a partir de cana-de-açúcar, como no caso brasileiro, daquele que usa o milho como matéria-prima.

Nas palavras do presidente, "há quem diga que o etanol é como o colesterol. Há o bom etanol e o mau etanol. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios."

É a mesma postura adotada por Jean de Schutter, relator Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, em declaração feita no mês passado. “Eu não penso que o impacto de se produzir etanol a partir da cana-de-açúcar no Brasil, o que tem sido feito há 30 anos, poderia ser colocado no mesmo plano que a transformação do milho em bioetanol nos Estados Unidos”.

Além do petróleo, os americanos apresentam outros argumentos para rebater essas críticas. Segundo a RFA, quebras de safras devido a fatores climáticos na Austrália e na China, aumento na demanda por alimentos nos países em desenvolvimento, especulação com as commodities nas bolsas de valores e a desvalorização do dólar também têm maior influência que o etanol de milho.

“Estimamos que, no total, o etanol de milho seja responsável por 2% ou 3% do aumento no preço dos alimentos, afirma Mary Giglio, da associação dos produtores norte-americanos de etanol. “Além disso, uma refinaria de etanol de tamanho médio gera por ano cerca de 1,6 mil empregos através da economia”, justifica.


Motivos

Especialistas brasileiros ouvidos pelo G1 discordam da avaliação norte-americana. Para Daniele Siqueira, consultora da Agência Rural, o petróleo tem influência nos preços.

No entanto, ela acredita que “o principal fator do aumento é o desvio de parte da safra de milho para a fabricação de etanol”.

Segundo ela, a quantidade de milho usado como matéria-prima do combustível nos EUA saltou de 53,8 milhões de toneladas na safra passada para 76,2 milhões na atual. É quase um quarto do total plantado nos EUA, de 332,1 milhões.

“O mais impressionante é a previsão desse desvio para a próxima safra, que está na casa de 101,6 milhões”, alerta.

A consultora explica que esse milho era usado tanto para exportações quanto para o mercado interno de rações e alimentação – e o Departamento de Agricultura americano já reduziu as previsões de ambos nos EUA.

“Com isso, o aumento se espalha para outros segmentos alimentares. Os produtores de carne, por exemplo, tem dificuldade de manter seus preços quando a ração está tão cara”, detalha.

Arte G1

Esse desvio das exportações já está sendo sentido nos mercados mundiais.

Segundo o estudo “The Rush To Ethanol”, do grupo Food & Water Watch, “países em desenvolvimento que importam milho americano, como Indonésia e Egito, podem experimentar instabilidade sócio-econômica como resultado de preços exorbitantes do produto”.

No México, isso já está ocorrendo, gerando protestos populares. A tortilha - símbolo da culinária mexicana, feita à base de milho - tem se tornado cada vez mais cara, agravando um quadro político e econômico já volátil.

No caso da cana-de-acúcar, os analistas apontam que ela não concorre diretamente com nenhum alimento, além do açúcar, que também é fabricado a partir do vegetal.

Hoje, pouco mais da produção de cana do Brasil é usada para etanol, e o restante vai para a produção de açúcar. Mesmo assim, espera-se que a próxima safra brasileira do produto seja recorde. E, ao contrário dos grãos, a demanda por açúcar no mercado mundial é apenas moderada no momento – e se espera que essa tendência seja mantida nos próximos anos.

Disputa por terras

Outro modo de influência do etanol de milho no preço dos alimentos é através da competição por terras com outras culturas alimentares. “Os EUA são uma país onde praticamente não há novas terras aráveis”, afirma Daniele.

“Essa escassez leva a uma disputa por terras entre as commodities com maior preço no mercado. Assim, o milho avança sobre a soja e o trigo”, diz. Com menor disponibilidade, esses dois produtos registrararam altas significativas nos últimos meses.

Arte G1

É a mesma análise de Paulo Molinari, analista da consultoria Safras.

“A limitação no tamanho dos campos gera um estrangulamento da oferta de alimentos em um momento de aumento da demanda. Estamos no fio da navalha:uma eventual quebra de safra agora poderia gerar um problema seriíssimo no mundo”, analisa.

Segundo analistas, essa situação é diferente no caso do etanol de cana. De acordo com Sérgio Torquato, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), um levantamento do instituto, concluído em março, mostrou que pelo menos no caso do estado de São Paulo não há substituição em grande escala de alimentos por cana.

“As novas plantações têm surgido basicamente em áreas que antes eram pastagens extensivas”, informa. Segundo ele, existe espaço no Brasil para o crescimento da cana. “A cana ocupa hoje cerca de 7 milhões de hectares (2,5% da área plantada do país). Há cerca de 20 milhões de hectares livres para a expansão da cultura”.

O fator ambiental

A influência ambiental também é apontada como outra diferença entre as duas matérias-primas do combustível. No caso americano, o uso de nitrogênio como fertilizante nas crescentes plantações de milho do Meio-Oeste faz com que todo ano cerca de 100 mil toneladas de nitratos sejam despejados no rio Mississippi, que deságua no Golfo do México.

A concentração do produto na região gera a proliferação descontrolada de algas e prejudica o desenvolvimento da vida marinha, o que levou ao surgimento de uma região conhecida como "zona morta".

No caso do Brasil, a preocupação referente à cana é que o aumento de seu plantio possa ser uma repetição do que aconteceu no caso do soja, onde a expansão das colheitas na direção norte gerou um aumento no desmatamento até criar o chamado Arco do Fogo. Trata-se de uma região que envolve a floresta amazônica conhecida pelo grande número de queimadas.

“O medo de a cana pressionar na direção da Amazônia sempre existe, mas é possível evitar isso através de diversas medidas, como o zoneamento agrário (indicação de áreas adequadas para plantação), diz Torquato, do IEA. “O caso dos EUA e do Brasil é completamente diferente. A cana-de-açúcar tem espaço para crescer sem devastar a Amazônia”, concorda Daniele, da Agência Rural.

Expansão

Os EUA passam por uma forte expansão em sua produção de etanol desde 2005, quando uma lei chamada Energy Policy Act determinou cotas mínimas de uso do combustível para os próximos anos. Os números mostram que a participação do etanol no consumo energético americano foi de 3,5% dos suprimentos de combustível em 2006. Espera-se que até 2017 esse valor chegue a 7,5%.

Nos EUA, a produção de etanol é feita a partir de milho porque, devido a fatores climáticos, os fazendeiros só conseguem plantar cana nos estados da Flórida e do Havaí.

Como resultado da demanda por etanol, a extensão desse plantio vem crescendo. A área plantada com milho em 2007 será a maior desde 1944 nos EUA. Na próxima safra, a quantidade plantada com milho deve subir em 15%, superando os 90 milhões de hectares.

Mesmo com a maior produção, no entanto, o preço do milho no mercado mundial está disparando: no período de dois anos, o valor do bushel (unidade de medida equivalente a 25,4 quilos) triplicou, saltando de US$ 2 para US$ 6.

Fonte: g1.com.br

Vulcão cobre de cinzas cidade chilena

Após ficar adormecido por séculos, vulcão Chaiten voltou à atividade.
Todos os habitantes do local foram evacuados, segundo autoridades.
Foto: Cristian Brown/AFP
Avião sobrevoa a cidade chilena de Chaiten, situada cerca de 1.200 quilômetros ao sul da capital Santiago. Já afetada pelo transbordamento do rio Blanco, a cidade também foi coberta pelas cinzas do vulcão Chaiten, que entrou em erupção no final de maio após ficar adormecido por séculos. Segundo autoridades chilenas, todos os habitantes da cidade foram evacuados. (Foto: Cristian Brown/AFP)
Fonte: g1.com.br

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Minc: "Lula se comprometeu a vetar projeto Floresta Zero"

Ministro do Meio Ambiente participou de audiência pública sobre Meio Ambiente na Câmara e recebeu camiseta da campanha Meia Amazônia Não!

O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Lula é contra a redução da reserva legal na Amazônia, conforme prevê o projeto de lei 6.424, de 2005 - mais conhecido como Floresta Zero.

A declaração foi feita durante sua participação da Comissão Geral do Meio Ambiente e da Amazônia realizada na Câmara dos Deputados. Segundo Minc, Lula se comprometeu a vetar o projeto caso ele seja aprovado no Congresso. A mesma afirmação foi feita pelo ministro durante a posse do novo presidente do Ibama, na quarta-feira. A informação foi publicada na quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.

Participaram da audiência pública na Câmara diversos parlamentares, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio Herman Benjamin, e representantes de entidades da sociedade civil, entre elas o Greenpeace e Amigos da Terra.

Após discursar sobre as medidas que pretende tomar para proteger a floresta amazônica, Minc recebeu das mãos do consultor de políticas públicas do Greenpeace, João Alfredo Telles Neto, uma camiseta da campanha Meia Amazônia Não!, que tem como objetivo coletar assinaturas contra o projeto Floresta Zero.

"'Meia Amazônia' e 'Amazônia Não' são a mesma coisa ruim. O que queremos é a preservação da Amazônia", disse o ministro durante o evento, realizado no Dia Mundial do Meio Ambiente.

APOIO

O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, recebeu apoio do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ao rebater a declaração de Lorenzo Carrasco, representante da publicação Alerta Científico e Ambiental, de que as alterações legislativas realizadas de 1988 para cá, visando maior proteção ambiental, aconteceram por conta de pressões internacionais.

"Esta Casa sempre votou por vontade do povo brasileiro, pois os parlamentares representam o povo brasileiro", retrucou Sérgio Leitão. Segundo ele, é preciso separar o legítimo interesse de quem vive na Amazônia daquilo que deve ser tratado pelas instituições policiais e de Justiça do país.

Fonte: www.greenpeace.org.br

domingo, 8 de junho de 2008

Terremoto na Grécia deixa pelo menos um morto

Tremor de 6,5 graus na escala Richter deixou ao menos sete feridos.
O epicentro do tremor está a 205 km da capital grega.

Pelo menos uma pessoa morreu em um povoado do Peloponeso, atingido neste domingo por um terremoto de 6,5 graus na escala Richter, informou o canal de televisão pública NET.

O homem, de cerca de 70 anos, morreu após o telhado da sua casa desabar. Ele vivia na aldeia de Kato Achaia, no departamento de Achaia, no noroeste do Peloponeso, que parece ser a área mais atingida pelo tremor - que foi sentido até em Atenas.

Segundo informações do Instituto Sismológico de Atenas repassadas pelas autoridades locais, o epicentro do tremor está a 205 km da capital, e ele ocorreu às 15h25 locais (9h30 de Brasília) próximo da localidade de Andradida, em Elide.

Estragos

O terremoto deixou pelo menos quatro pessoas feridas e deixou sete presas sob escombros de edifícios danificados.

Já os meios de comunicação locais disseram que o tremor causou vários estragos.

O Centro de Assistência Médica de Emergência de Patras, a sudeste de Atenas, disse que o hospital local recebeu quatro feridos. Já no povoado de Fostena, no Peloponeso, cinco pessoas de uma mesma família estão presas sob os escombros de sua casa.

Também há informações de um menor preso em uma casa no porto de Patras e de uma freira na mesma situação em um mosteiro.

As autoridades informaram ainda que o aeroporto militar de Andravida, a 130 quilômetros de Patras, sofreu sérios danos e fechou.

Diversos povoados estão sem energia e várias réplicas de até 4,5 graus de intensidade já foram registradas.

Fonte: g1.com.br

sábado, 7 de junho de 2008

Leões nascidos na Romênia chegam a 'santuário' sul-africano

Nove filhotes que não tinham tratamento certo em zoológico romeno foram transferidos.

Eles foram colocados em local temporário no santuário sul-africano de Lions Rock Big Cat.

Foto: Jerome Delay/AP
Os leões foram colocados em um local temporário no santuário sul-africano de Lions Rock Big Cat. (Foto: Jerome Delay/AP)

Foto: Jerome Delay/AP
Nove filhotes de leão, um adulto e uma tigresa foram enviados de zoológicos da Romênia para serem libertados na África do Sul (Foto: Jerome Delay/AP)

Fonte: g1.com.br

Golfinhos brincam com surfistas na Austrália


Ao menos dois golfinhos brincaram com surfistas durante Festival de Surfe nas ondas da região de Manly Beach, em Sydney.

Fonte: g1.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Governo anuncia novas medidas de proteção ao meio ambiente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (5), em Brasília, várias medidas na área ambiental, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre elas a criação de três unidades de conservação (UCs) na região Amazônica - as Reservas Extrativistas do Rio Xingu (PA) e de Ituxi (AM) e o Parque Nacional de Mapinguari (AM) - e o encaminhamento, ao Congresso Nacional, da proposta de Projeto de Lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

O presidente assinou, ainda, dois decretos. O primeiro altera o artigo 3º do decreto 4722, que estabelece critérios para exploração do mogno. A redação anterior proibia, por um período de cinco anos, - a partir da data de publicação deste decreto, o abate de árvores da espécie Swietenia macrophylla King (mogno), em áreas autorizadas para o desmatamento. A nova redação proíbe definitivamente o abate das árvores, - inclusive em áreas nas quais seja autorizada a supressão de vegetação.

O segundo decreto cria um Grupo Interministerial para apresentar propostas para criação e funcionamento do Fundo Amazônico. Esse grupo será formado pelos ministérios do Meio Ambiente, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento e da Fazenda, além da Casa Civil.

Durante a solenidade, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que não é egoísta e que quer partilhar com a humanidade os benefícios da preservação ambiental da Amazônia. "Queremos partilhar com a humanidade, queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas". Lula disse acreditar que, em maneira de preservação ambiental, não existe no mundo um exemplo como o Brasil. "A Europa, por exemplo, só tem 0,3% da sua floresta nativa em pé. O Brasil ainda tem 69%", acrescentou. O presidente defendeu punição mais rígida para as pessoas que fazem queimadas na Amazônia.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a criação do grupo de trabalho interministerial que irá acertar os detalhes do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. Ele disse que, embora vá receber doações nacionais e internacionais, o fundo será soberano. "O Fundo será 100% autônomo e vai permitir aplicar centenas de milhares de dólares na região", disse, acrescentando que os doadores não terão assento na administração do fundo e, portanto, não poderão interferir em qualquer decisão. Em um prazo de um mês, Minc espera estar pronta a proposta de criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. Segundo o ministro, a idéia é captar recursos de forma autônoma que serão gerenciados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Minc também adiantou que nos próximos dias se reunirá com os produtores de óleo vegetal para reforçar a declaração de moratória por mais um ano contra aqueles que adquirem soja plantada em áreas de desmatamento. "Não se comprará soja oriunda do desmatamento da Amazônia", disse. Ele lembrou, ainda, que no dia 1º de julho será colocada em vigor a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) que limita a concessão de créditos para os proprietários que utilizam de forma irregular a terra. Segundo ele, a medida não será flexibilizada apesar da pressão que o governo federal recebeu.

Mudança do Clima - O Projeto de Lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, encaminhado nesta quinta-feira pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, norteará o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, bem como outros programas, projetos e ações relacionados, direta ou indiretamente, à mudança do clima, que sejam implementados nos três níveis da federação.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o PL será discutido e aperfeiçoado nas comissões do Congresso, onde já tramitam outros projetos nesta área, que precisarão ser integrados à proposta do governo. "O PL é muito importante porque cria mecanismos para que tenhamos periodicamente inventário de emissões, incentivos a tecnologias limpas e medidas de adaptação e de mitigação", acrescentou.

O texto é resultado do trabalho do Grupo Executivo, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e composto por outros seis ministérios, além do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e da Casa Civil. Esse grupo realizou dez reuniões para elaborar o documento que foi, posteriormente, enviado e aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), formado por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, coordenados pela Casa Civil. Tanto o Grupo de Trabalho quanto o Comitê Interministerial foram criados por decreto presidencial em novembro de 2007.

De acordo com a proposta de PL, a Política Nacional sobre Mudança do Clima tem dois objetivos: um, reduzir as emissões reduzir as emissões de fontes de gases de efeito estufa decorrentes da atividade humana e fortalecer as remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa no território nacional, outro, definir e implementar medidas para promover a adaptação à mudança do clima das comunidades locais, dos municípios, estados, regiões e de setores econômicos e sociais, em particular aqueles especialmente vulneráveis aos seus efeitos adversos. Esses objetivos deverão estar em consonância com o desenvolvimento sustentável e buscar, sempre que possível, o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais.

A Política Nacional será implementada pelo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, por meio de ações e medidas que objetivem a mitigação da mudança do clima e a adaptação aos seus efeitos. O Plano deverá ser estruturado com base em quatro eixos: mitigação, vulnerabilidade, impacto e adaptação; pesquisa e desenvolvimento; e capacitação e divulgação. Para elaboração do Plano serão realizadas consultas públicas para manifestação dos movimentos sociais, das instituições científicas e de todos os demais agentes interessados no tema, com a finalidade de promover a transparência do processo de elaboração e de implementação do Plano.

Tanto o Plano quanto a Política Nacional sobre Mudança do Clima vêm se somar aos esforços que o governo brasileiro vem desenvolvendo para mitigar as emissões dos gases de efeito estufa, como o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento, que envolve 13 ministérios e resultou na redução de 59% na taxa de desmatamento de 2004 a 2007. Esse trabalho evitou a emissão de cerca de meio bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera no período e equivalente a 14% das reduções preconizadas para todos os países desenvolvidos no primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto que se estende de 2008 a 2012.

Novas UCs - As reservas extrativistas do Rio Xingu, no Pará, e de Ituxi, no Amazonas, e o Parque Nacional de Mapinguari, também no Amazonas, somam uma área total de 26.532 Km2 e fecham um "cinturão verde" que, além de proteger a biodiversidade dentro de seus limites, devem conter o avanço da fronteira agrícola dentro do bioma Amazônia. Com as novas unidades, a Amazônia passa a ter 610.819 Km2 de áreas protegidas, o que representa 14% do bioma.

Ao anunciar a criação das novas unidades de conservação, Minc observou que elas representam duas vezes e meio a área desmatada no bioma no ano passado. "Temos que correr atrás do prejuízo: diminuir o desmatamento e preservar mais do que aquilo que se desmata".

Entre os convidados na solenidade de assinatura do decreto, no Palácio Planalto, representantes das comunidades que vivem nas áreas das Resex. Falando em nome delas, o presidente da Associação de Moradores do Médio Xingu, Herculano Costa da Silva, falou do significado da medida, que, garantindo a proteção das áreas, garantem também o trabalho das famílias que vivem da extração dos produtos florestais e estavam ameaçados pelo avanço da desmatamento.

Rerserva Extrativista do Rio Xingu - Tem 3.038 km2 e está localizada em Altamira, no estado do Pará (PA), uma das regiões mais conflituosas do estado em função da ação de grileiros. Abrange áreas de floresta densa, floresta aberta e savana. Habitam na área, hoje, cerca de 50 famílias, com um total de 250 habitantes que vivem tradicionalmente do extrativismo. Os produtos florestais mais explorados na área são a castanha-do-pará, os óleos de copaíba e andiroba, o babaçu e outros produtos vegetais não-madeireiros, como frutos (patoá, bacaba, açaí, uxi), cipós (timbó), e plantas medicinais. Veja mapa.

Reserva Extrativista Ituxi - Localizada no município de Lábrea, no Amazonas, a Resex tem uma área aproximada de 7.769 km2 cobertos de florestas de terra firme, várzea, roçados e capoeiras, que apesar de serem geograficamente próximas apresentam características muito peculiares e extrema riqueza biológica. A população da Resex é de aproximadamente 500 habitantes, organizados em 20 comunidades extrativistas. As famílias vivem da extração de frutos, óleos e outros produtos vegetais sazonais tais como a castanha, andiroba, borracha natural, copaíba, açaí, uxi e alguns cipós. A pesca tradicional nos lagos e igapós da região também é importante fonte de renda e subsistência da comunidade. Veja mapa

Parque Nacional do Mapinguari - Tem uma área de 15.724 km2 localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas. Está destinado a preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, com destaque para importantes encraves de savana entre os vales dos rios Purus e Madeira. É uma área de grande heterogeneidade ambiental, apresenta diversos ecossistemas isolados e únicos que com grande potencial para a pesquisa científica e visitação pública, com programas de educação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.

Os limites do Parque Nacional Mapinguari excluem as faixas de servidão do gasoduto Urucu-Porto Velho e seus futuros ramais. Também será permitida a navegação de embarcações pelos rios Açuã e Mucuim, que cortam o Parque. Veja mapa



Fonte: www.mma.gov.br

quinta-feira, 5 de junho de 2008

'Todo mundo acha que pode meter dedo na Amazônia', diz Lula

Ele reclamou de palpiteiros e disse que eles querem definir o que deve ser feito na floresta.
Lula enviou ao Congresso projeto de lei com Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5), durante cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, que há muitos palpiteiros sobre a questão da Amazônia e que eles “não têm autoridade moral” para sugerir políticas de preservação.

Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental.

“Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo. Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite. Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia. Posso dizer para vocês que palpites não faltam. E de pessoas que não têm autoridade política para fazer isso, pessoas que desmataram o que tinha e o que não tinha, pessoas que emitem CO2 como ninguém”, criticou o presidente.

Segundo ele, o Brasil não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões.

“Somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que estamos produzindo, queremos compartilhá-lo com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas”, afirmou.

Para Lula, há muito que comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Temos muito o que comemorar no dia de hoje, pelo que já fizemos”, disse.

Unidades de conservação

O projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e outras ações a serem implementadas nos três níveis da Federação sobre o tema.

Lula assinou ainda decretos criando três novas unidades de conservação, duas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares.

As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, no Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, no Amazonas (776,9 mil hectares). O Parque Nacional de Manpiguari (1,6 milhão de hectares) está localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas.

Fonte: www.g1.com.br

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ciclone extratropical se forma no Sul do país

Fenômeno deve atingir litoral de SC entre segunda e terça-feira.

Oeste catarinense e região de Foz do Iguaçu podem ter temporais.


Um novo ciclone extratropical e uma frente fria estão se formando e devem atingir o litoral de Santa Catarina entre segunda e terça-feira, segundo previsão da Climatempo. As simulações da circulação de ventos na atmosfera, feita pelos computadores, indicam que o ciclone extratropical deve estar completamente organizado na costa catarinense até a noite de terça-feira.

O sistema não deve ser forte como o que foi observado no início de maio - que provocou chuvas torrenciais e ventos de 100 km/h a 120 km/h entre o sul de Santa Catarina e a região de Porto Alegre, causando graves danos, com muitas árvores arrancadas e inundações. Desta vez, a chuva mais intensa deve acontecer sobre Santa Catarina.

Neste final de semana, uma onda de frio derrubou a temperatura na região. No sábado, os termômetros marcaram -4,6ºC em Caçador (SC), -4,2ºC em São Joaquim (SC) e -3,7ºC em Cambará do Sul (RS).

As nuvens pesadas devem começar a se formar na noite de segunda-feira na fronteira com o nordeste da Argentina e o Paraguai. O oeste catarinense e a região de Foz do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, podem ter temporais. As áreas de chuva forte se espalham rápido e já na madrugada e na manhã de terça-feira são esperadas chuvas fortes por todo o Estado de Santa Catarina e também em algumas cidades do planalto, da serra e do litoral norte do Rio Grande do Sul.

O mar deve ficar agitado e as ondas crescem rapidamente, entre o litoral norte do Rio de Grande do Sul e a região de Florianópolis, com as ondas podendo chegar aos 3 metros. O ciclone extratropical deve avançar rapidamente e deve passar por São Paulo na quarta-feira e até a noite atinge a altura do Rio de Janeiro com o Espírito Santo, mas já enfraquecido.


Fonte: www.g1.com.br

Abin investiga sueco que comprou terras na Amazônia

Johan Eliasch controla fundo de investimentos que comprou madeireira na região.

Ele também é fundador de ONG que administra áreas sob suspeita.

O multimilionário sueco Johan Eliasch começou a ser investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no ano passado. Chamaram a atenção da agência as notícias da imprensa estrangeira de que ele estaria comprando, desde 2005, muitas terras na região amazônica com o argumento de proteger a floresta. As terras, nos municípios de Manicoré e Itacoatiara, somam 160 mil hectares, área maior que a cidade de São Paulo.

As investigações da Abin ainda não são conclusivas, mas um relatório preliminar informa que nenhuma terra na Amazônia está registrada em nome dele. O que a Abin já conseguiu descobrir é que os negócios de Johan Eliasch no Brasil seriam feitos por meio de um fundo de investimentos que comprou terras da madeireira Gethal. O sueco seria, segundo a agência, o principal controlador desse fundo.

O fundo de investimentos é registrado nos Estados Unidos, no estado de Delaware, o que dificulta a investigação da Abin, porque a legislação de lá não permite a divulgação dos nomes dos sócios das empresas. No relatório, a agência destaca que esse controle indireto da terra não é ilegal, mas uma forma de aproveitar "lacunas da legislação brasileira" para comprar terras na Amazônia.

Além dos negócios feitos através do fundo de investimentos, Johan é um dos fundadores da ONG Cool Earth, que atua na Amazônia, e também é investigada pela Abin. A agência identificou cinco áreas, num total de 145 mil hectares, que seriam administradas pela ONG. Duas dessas áreas, segundo a investigação, levantam suspeitas.

Cristalino e Teles Pires, na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará, somam 130 mil hectares. Teles Pires está em terras públicas, do governo; o parque estadual do Cristalino, em Mato Grosso, é uma área da Força Aérea Brasileira, na Serra do Cachimbo, no Pará.

O relatório da Abin diz, textualmente, que esses dois projetos estão ladeados "por solicitações de pesquisa geológica de reservas de ouro". E destaca que "esta região repousaria sobre formação geológica rica em lamprófiro, mineral encontrado em áreas de jazidas de diamante".

O relatório informa ainda que "diferentemente do que atesta o certificado emitido pela ONG, há áreas já desmatadas e duas pequenas centrais hidrelétricas nos rios Nhandu e Rochedo".

Pela internet, a Cool Earth pede doações para preservar a floresta Amazônica. Segundo a Abin, há indícios de que a cobrança seja uma fraude. A agência considera mais grave o caso dos projetos em terra pública porque aí a ONG estaria criando direitos para estrangeiros sobre áreas brasileiras, à revelia das leis nacionais.

Fantástico - Por que o senhor se interessou pela questão da floresta amazônica?

Johan Eliasch - Sou uma pessoa que adora árvores e que sempre se preocupou com o desmatamento. Foi assim que me interessei.

Fantástico - É certo dizer que o senhor está comprando a Amazônia um pedacinho de cada vez?

Johan Eliasch - Não, não de jeito nenhum. Eu tenho alguma terra na Amazônia através de uma empresa que eu comprei. Esse é o meu envolvimento é para a proteção dessas terras.

Fantástico - Quando comprou essas terras?

Johan Eliasch - Em 2005.


Fantástico - Quantos hectares?

Johan Eliasch - No total, cerca de 160 mil hectares.



Fonte: www.g1.com.br

domingo, 1 de junho de 2008

Mesmo sob proteção ambiental, Brasília não está livre da devastação

Número de processos por agressões à fauna, à flora e aos recursos hídricos quase triplicou de 2006 para 2007. Na capital, parcelamentos irregulares do solo e obras ilegais são os crimes mais cometidos.

Quase todo o território de Brasília está em área de proteção ambiental. Só a APA do Planalto Central, criada em 2002, cobre 60% do território. Ao todo, 93% das terras do Distrito Federal ficam em unidades de proteção, entre florestas nacionais, reservas de flora e fauna e regiões de preservação permanente. Mas as demarcações feitas para proteger o meio ambiente candango não foram suficientes. Os crimes ambientais estão crescendo na capital, o que coloca em risco a qualidade de vida e o futuro dos brasilienses.

Só no ano passado, foram abertos 445 inquéritos para apurar esses danos, número 198% superior à quantidade de processos instaurados em 2006, quando a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) abriu 149 inquéritos. O número de processos praticamente triplicou em apenas um ano. Em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, os principais crimes ambientais são a poluição do ar e de rios ou o tráfico de animais. Já em Brasília, a maioria dos inquéritos, autuações e processos abertos por crimes ambientais está relacionada ao parcelamento irregular do solo ou às construções ilegais. A proliferação de condomínios e as edificações à beira de córregos e do Lago Paranoá colocam em risco os recursos hídricos da capital e desmatam o cerrado.

Na próxima quinta-feira (05/06), será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, o Correio fez uma radiografia dos crimes ambientais cometidos na capital federal e levantou os danos mais comuns à fauna e à flora da cidade. Além das obras irregulares, as poluições sonora, do ar e dos recursos hídricos estão entre os problemas mais comuns. Quem destrói o bioma não prejudica apenas o meio ambiente, mas também cria problemas de abastecimento de água e contribui para o surgimento de epidemias de doenças transmitidas por animais silvestres.

Dos 445 inquéritos instaurados pela Dema em 2007, 70 foram decorrentes de parcelamento ilegal do solo. Duas décadas após a disseminação dos condomínios irregulares na capital, os grileiros ainda agem na cidade. Os criminosos fatiam a terra sem nenhum planejamento urbano e vendem ilegalmente lotes em áreas nobres, como o Lago Sul, e também em regiões mais carentes, como Ceilândia. No condomínio Privê Morada Sul Etapa C, na região do Altiplano Leste, no Lago Sul, cinco pessoas já foram presas por crime ambiental e de parcelamento irregular do solo.

Depois de ocupar os terrenos, os moradores dos lotes ilegais fazem poços artesianos para manter o abastecimento de água e cavam fossas sépticas, para onde é enviado todo o esgoto produzido. Com o crescimento populacional dessas áreas, rapidamente o lençol freático é poluído pelos dejetos e o volume d’água, reduzido.

Fonte: www.correioweb.com.br

Chip em árvore é nova arma contra desmatamento

Projeto do IWF foi implantado em área da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
Informações como nome, altura, diâmetro e localização ficam gravados no dispositivo.

Foto: Guilherme Filho/Secom-MT
Guilherme Filho/Secom-MT
Árvore ganha chip como medida de combate ao desmatamento (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Com o objetivo de combater a exploração ilegal de madeira, o Instituto Web Florestal Planet (IWF) desenvolveu um sistema para que as árvores tenham monitoramento e rastreamento eletrônico.

O IWF, instituto focado em soluções ambientais, testa o programa, em um projeto-piloto, em cem hectares de propriedade da Fundação Educacional Buriti, na região da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. O IWF tem sede em Brasília e representações na Inglaterra e Hong Kong.

Os chips nas árvores possibilitam a gravação de coordenadas e informações como nome, altura, diâmetro, volumetria, serraria de destino, entre outros elementos necessários para o monitoramento e rastreamento.

“Tradicionalmente, o sistema de manejo se dá por meio de plaquinhas de alumínio. Agora, elas começam a ser substituídas por chips, que impedem a manipulação de dados”, diz Paulo Borges, engenheiro florestal da IWF.

Verificação

Foto: Guilherme Filho/Secom-MT
Guilherme Filho/Secom-MT
Técnicos registram informações da árvore (Foto: Guilherme Filho/ Secom-MT)

Segundo Borges, o projeto de manejo por meio de plaquinhas apresenta fragilidade e com os chips passará a ser auditado. "Com a instalação deles, não será possível alterar dados, pois o chip trará informações específicas de cada árvore, com altura, diâmetro, nome popular, nome científico e localização", diz.

De acordo com Roberto Bucar, presidente do IWF no Brasil, o chip permite verificar se as árvores abatidas foram realmente enviadas às indústrias madeireiras que fazem parte do projeto de manejo. Caso a árvore saia da rota de destino final, o sistema notificará que ela foi levada para um destino diferente do previsto.

Para garantir segurança e confiabilidade no sistema, todo operador responsável pela coleta de dados deve ser identificado. Cada um terá uma senha (nome, RG e CPF) para fazer as leituras.

Segundo Borges, o chip é implantado não somente em árvores comercias, que são aquelas que possuem um diâmetro a partir de 142 centímetros. “As árvores que têm entre 90 e 141 centímetros também são chipadas e observadas para avaliar a capacidade de exploração futura”, afirma o engenheiro florestal.

Ainda de acordo com Borges, 10% das árvores comerciais são deixadas na floresta. Chamadas de porta-sementes, elas permanecem na área porque apresentam capacidade de reprodução e manutenção da espécie.

“Implantamos cerca de 1.000 chips nesta área de cem hectares. A intenção é ampliar o projeto para todo o estado de Mato Grosso, que sofre muito com ações de desmatamento. Posteriormente, queremos levar o projeto aos estados que compõem a Amazônia Legal”, diz Borges.

Fonte: www.g1.com.br