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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Responsabilidade Sócio-Ambiental: o futuro das organizações.

Por João Paulo Monteiro

Antes de fazer menção ao conceito de responsabilidade socioambiental, é necessário, primeiramente, separá-las em duas vertentes:
1. Responsabilidade Social: Segundo Fábio (Revista Responsabilidade Social, 2005), é quando empresas, de forma voluntária, adotam posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos internos e externos. A prática envolve o benefício da coletividade, envolvendo seus funcionários, seu ambiente de negócios, stakeholders e principalmente seus clientes.
2. Responsabilidade Ambiental: É o compromisso da organização com o meio ambiente. É a adoção de práticas que reduzam ou extingam impactos ambientais diretos ou indiretos causados pelas atividades da organização.
Assim, podemos pensar como Responsabilidade Socioambiental, a preocupação das organizações com o bem-estar de seus clientes e funcionários, considerando em seu escopo, características que possibilitem o desenvolvimento econômico, sem prejudicar o desenvolvimento ambiental e social.
Nesse sentido, posso citar os três pilares básicos para o desenvolvimento sustentável, quais são: econômico, social e ambiental. Quando falamos em pilares básicos, temos que pensar que eles são dependentes e harmônicos. Dependentes quando consideramos que para a aplicação de um, temos que considerar as implicações dos outros dois e harmônicos quando da aplicação de um, temos que considerar o mesmo peso e medida para os outros dois.
Felizmente, hoje vivemos numa sociedade que busca seus direitos e a cada dia tem uma maior percepção do seu poder influenciador nas organizações. 
Para empresas que empregam a Responsabilidade Socioambiental em seu planejamento estratégico, podemos perceber sua melhor aceitabilidade no mercado e a consequente aceitabilidade dos seus produtos e serviços. São empresas que, além do poder de concorrência aumentado, têm sua marca e reputação positivados pela sociedade, diminuindo exponencialmente as chances de colapso em suas atividades.
Atualmente, o Governo do Distrito Federal tem trabalhado incessantemente na mudança de cultura organizacional para a otimização do uso de recursos, como papel e descartáveis. Apesar de não oferecer estrutura que possibilidade um aproveitamento visivelmente maior que foi planejado, é possível perceber o engajamento da alta administração nas campanhas internas do órgão com casos e dados concretos de uso indevido de materiais. Como alguns sabem, hoje vivemos em Brasília com racionamento d'água e o principal reservatório da cidade opera com 23% de sua capacidade. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A Amazônia tem a TEMER

João Paulo Monteiro, 25/08/2017.

23 de agosto de 2017 pode ser considerado o dia do início do fim da Amazônia.

Em meio à terceirizações de diversos órgãos, o atual presidente da república Michel Temer assinou o Decreto nº 9.142, que extingue a área de proteção da Renca. 

Criada inicialmente para proteger da extração de minérios como ouro, manganês e ferro, o decreto abrirá portas para extrativistas brasileiros e estrangeiros explorarem a região que fica entre o norte do Pará e o sul do Amapá (figura).

O interesse na exploração da área surgiu em meados dos anos 1980 e em resposta, o governo militar criou uma reserva com 47 mil Km² para que a área fosse pesquisada e posteriormente explorada. No entanto, após sua efetivação a extração foi banida da região. 

Segundo o Ministro de Minas e Energia, a medida irá revitalizar a mineração brasileira e não interferirá no ecossistema de áreas vizinhas. Como assim?

Os impactos que serão causados pelo decreto ainda são desconhecidos. Antônio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, acredita que poderão afetar, negativamente, países vizinhos, a população local e regional, o clima e correntes marítimas.

Há pouco mais de 2 anos tivemos como exemplo Mariana, cidade mineira que servia de "depósito" de resíduos de mineração e o qual foi o resultado? Todo o Rio Doce morto! Milhões e milhões de toneladas de resíduos correm rio abaixo seguindo até o oceano e levando embora o sustento de milhares de famílias que dependiam daquele ecossistema para sobreviver.

Como um ministro pode garantir que algo semelhante não ocorrerá novamente? A fiscalização ambiental brasileira já se mostrou insuficiente há tempos e como resposta à questão, temos um orçamento de R$ 3,9 bilhões, um dos menores da história, para ser divido entre o Ibama e outros 10 órgãos de fiscalização. 

Para Erika Berenguer, pesquisadora-sênior do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford, áreas de proteção são essenciais para conter o desmatamento. Ela acrescente ainda que "o maior impactos não será na área de mineração, mas indireto. Haverá um influxo de pessoas que levará a mais desmatamento, mais retirada de madeira e mais incêndios. É uma visão muito simplista do governo de dizer que só uma área será afetada."





quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A Alimentação na mira do Aquecimento Global

João Paulo Monteiro, 24/08/2017.

O Aquecimento Global vem sendo discutido há décadas e entre suas principais consequências, temos o aumento do nível dos oceanos causado pelo derretimento das calotas polares, diminuição da biodiversidade terrestre e aquática, a diminuição de empregos e outros.

Imagem retirada da internet
Segundo pesquisa da Environmental Health Perspectives, periódico americano, os impactos previstos pelo aquecimento será sentido também no valor nutricional dos alimentos, ameaçado pelos altos níveis de dióxido de carbono presentes na atmosfera.

Estima-se que 76 % da população mundial retire das plantas o seu consumo diário de proteínas. Sua deficiência pode causar diversos problemas de saúde, como baixo QI, altas taxas de mortalidade neonatal e materna e capacidade de trabalhar. 

O estudo estima ainda que mais de 150 milhões de pessoas no mundo poderão sofrer essa perda nutricional, além das "centenas de milhões de já sofrem de deficiência proteica.

Com o resultado da pesquisa, surge um novo argumento para que nações ricas  façam parte de acordos internacionais que objetivam a redução da emissão de gases do efeito estufa, pois agora, além das consequências ambientais, temos consequências que afetam diretamente as populações pobres, que já sofrem com a escassez de alimentos.

Fonte:https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/08/21/mudanca-climatica-podera-nos-deixar-mais-cansados-e-fracos.htm (com alterações)



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Licença Ambiental em Xeque

João Paulo Monteiro, 23/08/2017.

Após a aprovação do "Novo" Código Florestal Brasileiro em 2012, o Meio Ambiente é enfraquecido, novamente, pela banca ruralista em Projeto de Lei que trata de licença ambiental. 

Na semana em que são divulgados números que mostram a redução do desmatamento na Amazônia, é votada na Comissão de Finanças e Tributação, projeto de lei que enfraquece os órgãos ambientais, responsáveis pelo controle e fiscalização, tudo encabeçado pelo deputado Mauro Pereira, do PMDB-RS.

Em seu conteúdo, o deputado pede o flexibilização ou o fim da licença ambiental nas atividades agropecuárias e em grandes obras. Apelidado de "licenciamento flex", o projeto de lei é defendido pela bancada ruralista.

O Brasil, apesar de toda legislação vigente que trata do assunto, ainda não possui uma lei única que trate do licenciamento de forma ampla. O que temos são resoluções e normas espaças que não contemplam a matéria, deixando lacunas que são utilizadas para burlar a fiscalização.

Atualmente, mais 40% dos municípios brasileiros já avocaram o direito de emitir de licenças ambientais só que muitos sequer têm capacidade técnica ou estrutural para cuidar do tema.

Órgãos ambientais como o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) já se manifestaram oficialmente contra o projeto.

O projeto de lei será discutido hoje, 23/08/2017, às 10h, na Comissão de Finanças e Tributações da Câmara dos Deputados

sábado, 5 de abril de 2014

Aposentado cria carro elétrico no RS

João Paulo Monteiro

A curiosidade surpreende! 

Seu João Alfred Dresch, após uma visita à Italia chegou disposto a criar um minicarro elétrico de altíssima qualidade e bom gosto.

Seu João em foto do G1
O JAD, nome atribuído ao automóvel, que acredito ser das iniciais do nome de seu criador, tem 5 CV de potência, roda a até 70 km/h, não polui, é silencioso, tem menos de 2 metros de largura e dispensa o uso de combustível. Além disso, o gasto por quilômetro rodado é estimando em cerca de R$ 0,10.

Concebido em 2010, o projeto levou menos de um ano para ficar pronto. "Quando olho pra ele, penso 'será que fui eu que fiz?'". Um sistema de 14 baterias mantém uma corrente contínua que aciona o motor de 5 CV do minicarro, com capacidade para duas pessoas e espaço para bagagens. Tudo pode ser recarregado na luz com um plugue convencional em menos de uma hora. "É para andar na cidade e concorrer com as motos", enfatiza.

Carro ocupa a metade do espaço de um carro convencional
Diz ainda que só usou a cabeça. Acha que isso falta neste ramo. Com razão. Projetos como este devem ter aos montes, contudo, não há interesse de grandes montadoras em produzir o veículo em grande escala, afinal, após a descoberta do pré-sal o investimento em automóveis que consomem gasolina tende à subir,assim como a redução de impostos para estas empresas. Ponto relevante a ser considerado aqui é a carga tributária de 50% sobre a gasolina, enquanto para a energia elétrica é de 35%, aproximadamente.

Para o inventor, há viabilidade para uma produção em larga escala e no varejo. Ele garante que o consumidor poderia adquirir um JAD por menos de R$ 20 mil. "Estou conversando com umas quatro empresas. Nesta semana, estou mantendo contato com uma companhia de Caxias do Sul".

Seria uma ótima saída para os problemas nas grandes cidades, como achar vagas para estacionamento ou ainda com a poluição que atinge níveis alarmantes durante o horário de pico. 

G1.com.br, com alterações.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Conheça o Projeto Ajude os Animais de Perus

É uma página no Facebook para adotar os cachorros e gatos tirados das ruas. A ideia partiu de Adriana Pereira e Danielle Souza, que moram em São Paulo. Funciona assim: as duas amigas recolhem os bichos abandonados nas ruas, dão comida, vacinas e fazem a castração.
Aí tiram fotos e exibem na internet. Enquanto isso, os animais ficam na empresa de Adriana até alguma pessoa retirar. Quando isso acontece, é feita uma entrevista pra saber se o novo dono tem mesmo condições de cuidar direitinho dos bichinhos. Mais de 300 animais já foram adotados.
E sabe quanto as duas amigas gastam pra manter o trabalho? Cerca de R$ 5 mil por mês. O que mais pesa são as castrações, ao preço de R$ 80 a R$ 150. Se você quer adotar ou ajudar, acesse o Facebook na página Ajude os Animais de Perus.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O que é Camada de Ozônio?

Fonte: WWFBrasil
 
Em volta da Terra há uma frágil camada de um gás chamado ozônio (O3), que protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a chuva ácida. Mas, nas alturas da estratosfera (entre 25 e 30 km acima da superfície), é um filtro a favor da vida. Sem ele, os raios ultravioleta poderiam aniquilar todas as formas de vida no planeta.
 
Na atmosfera, a presença da radiação ultravioleta desencadeia um processo natural que leva à contínua formação e fragmentação do ozônio, como na imagem abaixo:

O que está acontecendo com a camada de ozônio? Há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo homem estão destruindo a camada de ozônio. Em 1977, cientistas britânicos detectaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. Desde então, têm se acumulado registros de que a camada está se tornando mais fina em várias partes do mundo, especialmente nas regiões próximas do Polo Sul e, recentemente, do Polo Norte.

Diversas substâncias químicas acabam destruindo o ozônio quando reagem com ele. Tais substâncias contribuem também para o aquecimento do planeta, conhecido como efeito estufa. A lista negra dos produtos danosos à camada de ozônio inclui os óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos exaustores dos veículos e o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Mas, em termos de efeitos destrutivos sobre a camada de ozônio, nada se compara ao grupo de gases chamado clorofluorcarbonos, os CFCs.
 

Como os CFCs destroem a camada de ozônio?

Depois de liberados no ar, os CFCs (usados como propelentes em aerossóis, como isolantes em equipamentos de refrigeração e para produzir materiais plásticos) levam cerca de oito anos para chegar à estratosfera onde, atingidos pela radiação ultravioleta, se desintegram e liberam cloro. Por sua vez, o cloro reage com o ozônio que, consequentemente, é transformado em oxigênio (O2). O problema é que o oxigênio não é capaz de proteger o planeta dos raios ultravioleta. Uma única molécula de CFC pode destruir 100 mil moléculas de ozônio.

A quebra dos gases CFCs é danosa ao processo natural de formação do ozônio. Quando um desses gases (CFCl3) se fragmenta, um átomo de cloro é liberado e reage com o ozônio. O resultado é a formação de uma molécula de oxigênio e de uma molécula de monóxido de cloro. Mais tarde, depois de uma série de reações, um outro átomo de cloro será liberado e voltará a novamente desencadear a destruição do ozônio.

Quais os problemas causados pelos raios ultravioleta?
Apesar de a camada de ozônio absorver a maior parte da radiação ultravioleta, uma pequena porção atinge a superfície da Terra. É essa radiação que acaba provocando o câncer de pele, que mata milhares de pessoas por ano em todo o mundo. A radiação ultravioleta afeta também o sistema imunológico, minando a resistência humana a doenças como herpes.

Os seres humanos não são os únicos atingidos pelos raios ultravioleta. Todos as formas de vida, inclusive plantas, podem ser debilitadas. Acredita-se que níveis mais altos da radiação podem diminuir a produção agrícola, o que reduziria a oferta de alimentos. A vida marinha também está seriamente ameaçada, especialmente o plâncton (plantas e animais microscópicos) que vive na superfície do mar. Esses organismos minúsculos estão na base da cadeia alimentar marinha e absorvem mais da metade das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta.

O que é exatamente o buraco na camada de ozônio?
Uma série de fatores climáticos faz da estratosfera sobre a Antártida uma região especialmente suscetível à destruição do ozônio. Toda primavera, no Hemisfério Sul, aparece um buraco na camada de ozônio sobre o continente. Os cientistas observaram que o buraco vem crescendo e que seus efeitos têm se tornado mais evidentes. Médicos da região têm relatado uma ocorrência anormal de pessoas com alergias e problemas de pele e visão.

O Hemisfério Norte também é atingido: os Estados Unidos, a maior parte da Europa, o norte da China e o Japão já perderam 6% da proteção de ozônio. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) calcula que cada 1% de perda da camada de ozônio cause 50 mil novos casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira, causados por catarata, em todo o mundo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rússia finca bandeira no Ártico

João Paulo Monteiro

O desenvolvimento sustentável é considerado extremamente caro para muitas nações desenvolvidas, as quais para ocuparem o status de “desenvolvidas” precisaram, num passado próximo, fazer vista grossa para estudiosos que já consideravam o método de exploração adotado obsoleto.

fonte: internet
Diante das provas já adquiridas com o tempo, como aumento da temperatura e aumento do nível dos oceanos, a questão ambiental passou a ser considerada relevante por algum tempo, possuir certificados ambientais passou a ser um ponto muito positivo.


Enquanto nações supostamente buscam fontes de recursos renováveis, russos já fincam sua bandeira e punham soldados em solo Ártico esperando que o gelo derreta para que possam retirar do solo os minérios protegidos até então por espessa camada de gelo, hoje nem tão espessa assim. O principal interesse deste país são, respectivamente, 13% e 30% de todo o petróleo e gás natural, ainda não descoberto. Resumindo: O petróleo do Ártico está para a Rússia, como o pré-sal está para o Brasil. São países que estão na contramão do desenvolvimento de tecnologias que possam substituir o combustível fóssil.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nações em Rápido Desenvolvimento: Brasil

Gabrielle Walker  & Sir David King (The Hot Topic - How to tackle global warming and still keep the lights on | pags.184 a 190)

Controlar o aquecimento global requererá a cooperação do mundo inteiro, mas alguns países desempenharão papéis mais importantes do que outros. Em especial, as mudanças mais importantes terão de vir de dois tipos de envolvidos: o mundo industrializado, que compreende as economias mais ricas e tem a maior parte da responsabilidade histórica pelas emissões feitas até hoje; e um punhado de nações que estão em franco e rápido desenvolvimento e que são, potencialmente, aquelas que mais podem contribuir para futuras elevações nas emissões, enquanto correm para se igualar aos países desenvolvidos.

Talvez faça parte da natureza humada esquecer o que aconteceu antes e focar sobre o que está por vir. Seja como for, a última moda entre esses países é declarar que não faz sentido reduzir as emissões já que qualquer corte será anulado pelas vastas elevações em emissões que virão de países em rápido desenvolvimento, tal como a China e a Índia.

Os número aqui fornecidos de emissões de cada país foram tirados de um relatório encomendado pelo governo britânico a uma firma de consultoria alemã chamada Ecofys. Os números para emissões fornecidos a seguir são todos referentes a gases do efeito estuda calculados com equivalente de dióxido de carbono. Os valores de emissões per capita e total de emissões são referentes ao ano 2004. Dados de emissões ao longo da história são médias anuais per capita de 1900 e 2004, sendo que o cálculo foi feito com os números da população atual.

Brasil
Volume de emissões per capita: 5,3 toneladas por pessoa (mais aproximadamente 7 toneladas por pessoa devido ao desmatamento);
Histórico das emissões: 1,6 tonelada por pessoa;
Total de emissões: 983 megatoneladas  (mais aproximadamente 1.100 megatoneladas devido ao desmatamento) e
Variação no volume de emissões desde 1990: +40,7%.
Retificou o Protocolo de Kyoto? Sim.

O Brasil não precisa ser convencido a gravidade do problema do aquecimento global. Já em 1992 o país ofereceu a cidade do Rio de Janeiro para sediar a primeira Conferência Internacional da Terra, que lançou o processo que acabou levando ao Protocolo de Kyoto. [...] Também é altamente consciente da ameaça potencial que a mudança climática impõe ao Brasil, sobretudo no que diz respeito à redução de produção de alimentos, mudanças forçadas no uso da terra e perda de área de mata. Tal como no caso da Índia, a agricultura brasileira depende muito do clima e é muito sensível a mudanças na temperatura e na precipitação pluvial. O Brasil também tem excelentes cientistas do clima [...].

Apesar de um estágio de desenvolvimento relativamente avançado, sobretudo no Sul do país, o Brasil apresenta números baixos de emissões per capita. Uma razão para isso é o uso de usinas hidrelétricas para a geração da maior parte da sua eletricidade, o que significa que o país tem uma das taxas de emissões mais baixas do mundo. Além disso, depois da crise do petróleo ocorrida nos anos 1970, o Brasil começou a desenvolver o uso de cana-de-açúcar para fazer etanol para automóveis. É hoje reconhecidamente o líder mundial em biocombustíveis, o que significa que as emissões provenientes dos transportes são muito baixas: apenas 0,74 toneladas de equivalente de dióxido de carbono per capita, comparado aos 2,24 do Reino Unido e aos 6,36 dos Estados Unidos. No total, fontes renováveis de energia respondem por 40% do abastecimento energético.

Entretanto, o desmatamento da Amazônia e do Nordeste do país ainda produz enormes quantidades de dióxido de carbono. A maior parte dos dados relativos ao efeito estufa contabilizam apenas emissões derivadas do uso de combustíveis fósseis, mas, no caso do Brasil, acrescentar os números do desmatamento  faz uma grande diferença. O governo brasileiro está alerta quanto a isso e nos últimos anos deus passos significativos no sentido de expandir o alcance das áreas de preservação e impedir o corte ilegal de árvores. Mais de 40% da Amazônia brasileira está agora sob algum tipo de proteção.

O problema é que praticamente não há incentivos econômicos para a prevenção do desmatamento. Segundo consta no Protocolo de Kyoto, países industrializados podem pagar para que o Brasil refloreste áreas como uma maneira de equilibrar os seus próprios excessos de emissões. Mas evitar o desmatamento foi considerado problemático demais e ficou fora do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Qualquer proposta futura teria de fazer proteção às florestas um dos instrumentos da caixa de ferramentas climática. 

Considerando-se as demais emissões brasileiras, a abordagem da contração e convergência requereria uma desaceleração da taxa de crescimento das emissões até 2020 e redução das emissões totais até 2050. A abordagem multiestágios permitiria um espaço para respirar a curto prazo, e a abordagem por setor seria especialmente boa para o Brasil, visto que as suas emissões provenientes da eletricidade já não bastante baixas.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Para sempre não existe. O certo é: que seja eterno enquanto dure.

Foto: Wikipedia
João Paulo Monteiro

Falar sobre meio ambiente é prazeroso. Não quero direcionar o pensamento dos poucos leitores que tenho, mas informá-los o necessário. A opinião que tenho formada sobre a tão falada mudança climática, hoje já esquecida, não é diferente da opinião daqueles que acreditam que estas foram consequência da incapacidade humana de planejar o futuro.

Respeito a visão daqueles que acreditam na teoria da conspiração, ou seja: que as mudanças climáticas e suas derivações foram criadas em prol do capitalismo que vê em tudo a necessidade do consumo, mesmo que isso não faça bem aos seus consumidores.

Acreditar ou não na extinção humana ou num cataclismo é opcional. Acredito no que vejo. Se não vejo, logo não pode ser percebido. Da mesma forma, acreditar que a injeção de teorias apocalípticas ou teorias criadas única e intencionalmente para impulsionar o consumo são válidas.

É uma moeda. É cara ou coroa. Simples assim. Acredito ou não acredito.

Nosso planeta se transforma o todo tempo. Se considerarmos a teoria evolutiva, estamos em evolução nesse exato momento. São transformações necessárias à vida. Assim é com o planeta. Está em contínua modificação. Em alguns momentos foram mudanças simples, noutros mudanças drásticas que levaram a extinção de toda uma espécie ou de uma civilização.

Acredita-se numa civilização muito inteligente que há tempo habitou a Ilha de Páscoa, na costa do Chile. Consumiram todos os recursos e hoje sobraram as estátuas Moai. Faça analogia ao que acontece hoje com a Terra. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Planeta esgota hoje sua cota natural de recursos para 2013

Folha.com.br
 
RAFAEL GARCIADE SÃO PAULO
 
Se a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano só os recursos naturais que pudessem ser repostos pelo planeta no mesmo período, em 2013 teríamos de fechar a Terra para balanço hoje, 20 de agosto. Essa é a estimativa da Global Footprint Network, ONG de pesquisa que há dez anos calcula o "Dia da Sobrecarga".
 
Sobrecarga Global (Editoria de Arte/Folhapress)
Neste ano, o esgotamento ocorreu mais cedo do que em 2012 --22 de agosto--, e a piora tem sido persistente. "A cada ano, temos o Dia da Sobrecarga antecipado em dois ou três dias", diz Juan Carlos Morales, diretor regional da entidade na América Latina.
 
Para facilitar o entendimento da situação, a Global Footprint Network continua promovendo o uso do conceito de "pegada ambiental", uma medida objetiva do impacto do consumo humano sobre recursos naturais.
 
No Dia da Sobrecarga, porém, expressa-o de outra maneira: para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos.
 
Para fazer a conta, a ONG usa dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da OMC (Organização Mundial do Comércio) e busca detalhes em dados dos governos dos próprios países.
 
O número leva em conta o consumo global, a eficiência de produção de bens, o tamanho da população e a capacidade da natureza de prover recursos e biodegradar/reciclar resíduos. Isso é traduzido em unidades de "hectares globais", que representam tanto áreas cultiváveis quanto reservas de manancial e até recursos pesqueiros disponíveis em águas internacionais.
 
A emissão de gases de efeito estufa também entra na conta, e países ganham mais pontos por preservar florestas que retêm carbono.
 
Apesar de ter começado a calcular o Dia da Sobrecarga há uma década, a Global Footprint compila dados que remontam a 1961. Desde aquele ano, a sobrecarga ambiental dobrou no planeta, e a projeção atual é de que precisemos de duas Terras para sustentar a humanidade antes de 2050. A mensagem é que esse padrão de desenvolvimento não tem como se sustentar por muito tempo.
 
"O problema hoje não é só proteger o ambiente, mas também a economia pois os países têm ficado mais dependentes de importação, o que faz o preço das commodities disparar", diz Morales. "Isso ocorre porque os serviços ambientais [benefícios que tiramos dos ecossistemas] já não são suficientes".
 
 
BRASIL "CREDOR"
No panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ainda como um "credor" ambiental, oferecendo ao mundo mais recursos naturais do que consome. Isso se deve em grande parte à Amazônia, que retém muito carbono nas árvores, e a uma grande oferta ainda de terras agricultáveis não desgastadas.
 
Mas, segundo a ONG WWF-Brasil, que faz o cálculo da pegada ambiental do país, nossa margem de manobra está diminuindo (veja quadro à dir.), e exibe grandes desigualdades regionais. "Na cidade de São Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a área correspondente a tudo o que consumimos", diz Maria Cecília Wey de Brito, da WWF. O número é similar ao da China, um dos maiores "devedores" ambientais.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Resolução nº 457/13 do Conama. Autoriza a "legalização" do tráfico de animais.


Em meio aos protestos e à indignação do povo brasileiro em relação às políticas desastrosas dos governos, foi publicada nesta quarta-feira (26/06) no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução nº 457 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), presidido pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A norma pode representar um dos maiores retrocessos da história ambiental brasileira, com graves consequências para os animais. Dentro de 180 dias, a contar da data de publicação, milhares de animais silvestres estarão sujeitos a viver de forma precária e nas mãos de pessoas nem sempre habilitadas e com boas intenções.
Retirado de ecodebate.com.br
Com essa medida, todo cidadão brasileiro pode “tutelar” até dez animais silvestres de origem ilegal. A Resolução prevê a guarda “provisória” dos animais, vítimas do tráfico ou de outra forma de apreensão, a qualquer cidadão brasileiro, facilitando que pessoas suspeitas, mas com ficha limpa, possam receber esses animais. E não há estipulação de prazo para a expiração da guarda “provisória”. Ou seja, essa provisoriedade pode se transformar em prazo indeterminado.
O artigo 10 da Resolução, que trata do Termo de Guarda de Animais Silvestres, diz que “TGAS é pessoal e intransferível e não poderá ser concedido, no mesmo endereço, para mais de um CPF/CNPJ, podendo a cada interessado ser concedida a guarda de até 10 (dez) animais silvestres”. Em seguida, afirma que “a ampliação do número de animais poderá ser concedida pelo órgão ambiental, mediante justificativa técnica.”. O que quer dizer que algumas pessoas poderão ter 10, 20, 30 e muitos outros animais.
Cada detentor de um Termo de Guarda de Animais Silvestres ou Termo de Depósito de Animais Silvestres terá o direito de manter em cativeiro “anfíbios, répteis, aves, e mamíferos da fauna brasileira”, desde que não pertençam a espécies com potencial de invasão de ecossistemas ou ameaçadas de extinção e não tenham sido vítimas de maus-tratos – neste caso, as autoridades brasileiras não consideram o tráfico, cuja crueldade e violências são inerentes, como maus-tratos.
Na prática, a Resolução permite a qualquer um, inclusive sem histórico de trabalho ambiental, o destino desses animais já tão sofridos e explorados por pessoas inescrupulosas ou sem consciência. Legaliza o aprisionamento de animais silvestres e abre ainda uma brecha para que traficantes montem redes de pessoas com fins escusos, os chamados testas de ferro, para “cuidarem” desses animais.
A norma significa um grave retrocesso para a luta em defesa dos direitos animais e da fauna brasileira que já sofre enormemente com o tráfico e a perda de habitat. Ativistas e políticos que atuam em defesa dos animais receberam com repulsa e indignação a publicação da Resolução, e pedem mobilização da sociedade para que esse grave equívoco seja revogado.
Terceiro maior negócio ilegal do mundo, o tráfico de animais silvestres é superado apenas pelos tráficos de armas e de drogas, sendo que no Brasil, de cada 10 animais capturados pelos traficantes, apenas um sobrevive. Estima-se que cerca de 95% do comércio de animais silvestres brasileiros seja ilegal.
Segundo a associação ecologista internacional World Wide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza – WWF), o tráfico de animais gera 15 bilhões de euros por ano. A participação do Brasil nesse mercado sujo ultrapassa a casa de 1 bilhão de euros por ano.
O Brasil é um dos principais alvos de traficantes de animais silvestres em função da sua enorme biodiversidade e exuberância de sua fauna. Todos os anos, quase 40 milhões de animais são retirados ilegalmente de seu habitat em nosso país, dos quais 40% são exportados, segundo dados da Polícia Federal.
O tráfico de animais vem colocando em perigo a biodiversidade do planeta, nomeadamente através do seu impacto sobre grandes mamíferos. O tráfico, ao lado do desmatamento e da urbanização, é responsável por colocar milhares de espécies de animais e plantas em extinção e risco de extinção.
A devastação das florestas e a retirada de animais silvestres de seu ambiente já causaram a extinção de inúmeras espécies e, por consequência, um desequilíbrio ecológico. Animais pagam com a vida para que algumas pessoas tenham a satisfação egoísta e inconsciente de alguns.
Espécies silvestres exigem cuidados especiais e, ao se darem conta do trabalho e dos gastos para mantê-los, as pessoas acabam abandonando-os ou doando-os a zoológicos ou outras entidades. Os animais, por terem vivido em cativeiro, perder sua habilidade de caçar alimentos e de se defender de predadores. Se forem soltos na natureza, dificilmente sobreviverão.
É absolutamente impostergável a urgente necessidade de tipificar adequadamente e punir severamente o tráfico de animais, conforme aponta o documento entregue pelo movimento nacional de proteção e defesa animal, encabeçado pelo FNDPA e o Movimento Crueldade Nunca Mais.
Matéria da ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais, reproduzida pelo EcoDebate, 28/06/2013

sábado, 22 de junho de 2013

Nióbio, o metal subtraído do povo

João Paulo Monteiro

O patriotismo brasileiro está em baixa, o valor dado às riquezas nacionais já não compraria uma garrafa de água mineral e as informações dadas pelo governo não são mais confiáveis.

Nióbio (Nb), metal de transição na tabela periódica de massa atômica 92,2u, tem caído no conhecimento dos brasileiros. Não que o Congresso Nacional aceite e queira. É a mídia patriota fazendo seu papel com a sociedade.

Retirado da Internet
O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas, devido à resistência, são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias e na fabricação de componentes de motores de jatos, subconjuntos de foguetes (Programa Gemini - NASA), ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão.

O Brasil possui 98% das reservas mundiais exploráveis deste elemento e 90% do total de minério presente no planeta. Países como Estados Unidos e Japão utilizam 100% de Nióbio brasileiro. Como é possível a atribuição de apenas 55% dessa produção se não há outro fornecedor? Os 45% restantes saem extra-oficialmente, ou seja, não são computados. São 45% em redução de impostos, saúde, segurança e educação. Educação esta que nossos parlamentares, quando empossados, esquecem.

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”. Não houve sequer investigação sobre a denúncia. Então há quem esteja ganhando com todo esse silêncio. Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero”.

O metal é vendido na proporção como se a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) vendesse a U$1 o barril de petróleo – que hoje está cotado em U$ 105,79. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser outra moeda nossa e seu preço para a venda, além de muito baixo, é fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum!

A Inglaterra é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maior intermediária na venda do nióbio brasileiro ao mundo todo. Pelo visto, sua alteza real Elizabeth II demonstra total gratidão para com nossos representantes políticos a serviço da Coroa Britânica. Contudo, pelo andar da carruagem real, esse escândalo está para estourar, afinal o segredo sobre o nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.

sábado, 15 de junho de 2013

Galinha feliz é a do caldo Maggi

João Paulo Monteiro
 
Comprar carne é hábito de parcela considerável da população mundial e tal ato é tido como inofensivo o que não se sabe é que o trato dado aos animais que serão sacrificados para nos proporcionar prazer ao comer é o mais ofensivo possível.
 
Ao ver animais sorridentes, cantando, brincando e até cozinhando junto com as senhoras nas propagandas de televisão me pergunto se eles sabem o que tem na panela. Ironia seria se eles soubessem que estão no cozido do almoço. Eles são felizes e querem vir conosco para casa. São saborosos e valem cada centavo. Na foto eles nos convencem a levá-los assim como a vaquinha sorrindo que nos faz ir até a churrascaria no final de semana.
 
O título me veio à cabeça e o anexei ao que acontece nas propagandas do "frango feliz" que, quando vamos comprar está congelado.
 
A realidade por trás daquele animal sorridente é bem diferente na hora do abate. O sacrifício é feito de forma cruel e sem nenhum cuidado para que o animal sofra o menos possível. Para se ter uma ideia, em determinados casos, é retirada a pele do animal ainda vivo.
 
McCrueldade. Eu odeio tudo isso!
 
Imagem: PETA
Você já se imaginou pendurado por um braço, com as duas pernas quebradas com várias fraturas expostas, com um gancho de ferro dilacerando os músculos do seu braço, e depois de algumas horas de sofrimento e tortura nessa posição, ser escaldado vivo imerso em água fervente? Difícil até de imaginar, não é? Pois é exatamente esse o início do caminho seguido pela carne de frango, consumida em grande parte da rede McDonald’s, para chegar até à boca dos seus consumidores (Veja em http://bit.ly/coRS1K).
 
A denúncia é feita pela PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) através da campanha intitulada “McCruelty” (McCrueldade). Lançada no início do ano 2000, a campanha tem conseguido algumas vitórias ao impor alguns grandes – e necessários – constrangimentos à maior rede de fast-food do mundo, em faturamento.
 
Uma das ações mais recentes da campanha foi realizada ontem, nas ruas de Nova York. O pessoal da PETA instalou, no centro de Manhattan, uma estátua de um frango (foto abaixo) de moletas – produzida pelo artista plástico novaiorquino Harry Bliss – cujo pedestal estampa a frase “Frangos do McDonald’s, escaldados até a morte.” O objetivo é chamar a atenção das crianças para o tema e, ao mesmo tempo, “começar a educá-las, desde cedo, para a importância de adotarem hábitos de consumo mais conscientes.
 
 
Carne de Vitela
 
A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia, o que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.
 
Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.
 
Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram desespero para lamber esse tipo de material.

Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente.

Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.

Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem ideia de como é produzida.

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.
 
 
Como o boi vira bife
 
Identificado o cio, o veterinário usa uma das mãos para injetar a pipeta com sêmen na vagina da vaca. A outra ele coloca no ânus, para sentir se está injetando no lugar certo. Também é preciso estimular o clitóris para provocar um orgasmo. O líquido liberado no clímax é imprescindível à fecundação.
 
Os bezerrinhos nascem 10 meses depois. Eles serão amamentados e vacinados por 7 meses. Período concluído, as fêmeas voltam a engravidar. E os bezerros começam a engorda.
 
Nos próximos dois anos e meio, o boi levará a vida que pediu ao deus bovino. Vai comer, beber, mugir com os amigos e fazer boizinhos. Só tem uma obrigação: engordar normalmente.
 
O abate se aproxima e a engorda é acelerada. Os bois são castrados e, para não perder peso, passam quase 3 meses sem andar. Mas a ração é de primeira: capim, cereais, melaço de cana, vitaminas e sais.
 
Para um boi, a morte pesa 450 kg. Ao atingir esse peso, o animal é enviado ao matadouro. A viagem é estressante. O animal urina e sua mais do que o normal e chega a perder até 3% do peso.
 
As primeiras 24 horas no matadouro não são ruins. Para relaxar, recuperar o peso e esvaziar o intestino (o que facilitará a limpeza das tripas), os bois só bebem água e tomam duchas.
 
Normalmente, há curvas para que os animais não saibam o que está acontecendo. E, nas paredes, dispositivos antiempaque dão choques leves ou emitem ruídos. Um banho evita que a sujeira contamine a carne.
 
No boxe de atordoamento, o animal recebe um tiro com pistola de pressão – ou um dardo que perfura o cérebro – e desmaia. A partir daí, para que não corra o risco de acordar, o boi deve ser morto em no máximo 3 minutos.

Primeiro, um corte na pele do pescoço. Depois, é só esticar o braço e chegar à jugular: o boi está oficialmente morto. Durante 3 minutos, seus 20 litros de sangue escorrerão numa canaleta para ser vendidos a fábricas de ração para cães e gatos.
 
Começa o desmonte do boi. Os chifres são serrados, patas e rabo são cortados, o couro é retirado e o abdômen é aberto para a separação das vísceras. Só então a carcaça é colocada numa câmara de resfriamento para que a carne recupere seu ph normal – o estresse pré-morte libera ácido láctico, que endurece a carne.
 
Cada brasileiro consome cerca de 26 quilos de carne por ano – 3º maior consumo per capita do mundo, atrás da Argentina e dos EUA.
 
 
Vaca sem filho vai para a Bolívia
 
Quem não engravida vai para o abate. E a carne, considerada mais dura, é vendida a mercados secundários, como Bolívia e Peru.

 
Artigos retirados de super.abril.com.br/alimentação, comunicacaochapabranca.com.br e melodynatalia.blogspot.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sensor na cabeça de elefantes-marinhos é usado em estudo do mar

Marcus Farah

Com a tecnologia, surgem novos métodos de pesquisa. Um método eficiente foi criado por cientístas australianos, que utilizam sensores presos na cabeça de elefantes marinhos para registrar características da água e solo onde o animal passa. Confiram:

Sensor na cabeça de elefantes-marinhos é usado em estudo do mar

Aparelho registra características das águas no fundo do oceano 
Cientistas querem melhorar previsões climáticas com projeto.

 
Cientistas australianos acoplaram sensores na testa de elefantes-marinhos como uma maneira de estudar regiões remotas do oceano. O aparelho registra as características da água e do solo nos pontos pelos quais o animal passa, e os dados são enviados para os laboratórios em terra.


Os animais usados na pesquisa são nativos da Antártica e nadam profundamente no oceano. Segundo os especialistas, o elefante-marinho mergulha a profundidades de até 1,8 km para buscar comida. Colocar o aparelho na testa deles foi a melhor forma encontrada para estudar águas tão profundas, principalmente no inverno.

“Os elefantes-marinhos foram a uma região do mar que nenhum navio jamais alcançaria”, afirmou Guy Williams, do Centro Cooperativo de Pesquisas de Clima e Ecossistemas da Antártica, no estado australiano da Tasmânia.

Segundo os pesquisadores, as propriedades das águas do fundo do oceano na costa da Antártica evidenciam tendências no clima global para os anos seguintes. Eles acreditam que, com o estudo, seja possível prever melhor os efeitos da mudança climática.


Notícia retirada do site: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/02/sensor-na-cabeca-de-elefantes-marinhos-e-usado-em-estudo-do-mar.html

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

'Resultado da Rio+20 podia estar em papel higiênico', diz chefe da Eco-92

Juliana Dal Piva | Folha.com

Partes do relatório final da conferência Rio+20, realizada pela ONU em junho no Rio, foram tão fracas que poderiam ter sido impressas "em papel higiênico".

A avaliação foi feita ontem pelo canadense Maurice Strong, 75, secretário-geral da Eco-92, conferência sobre ambiente, também da ONU, realizada na cidade há 20 anos. A Eco-92 acabou se tornando um marco dos encontros ambientais globais.

Maurice Strong durante a conferência Rio+20(Wallace Teixeira - 15.jun.2012/Fotoarena)
"A parte oficial dos governos [na Rio+20] foi muito fraca, decepcionante. Por outro lado, a sociedade civil foi muito útil, com cerca de 50 mil pessoas presentes. Mas, para deixar as coisas claras, eu acho que o relatório final podia até ser impresso em papel higiênico", disse.

Empresarial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Strong disse que, no relatório final, governos chegaram até mesmo a voltar atrás em pontos que já haviam sido definidos nas reuniões preparatórias.

"Infelizmente, em alguns momentos, a Rio+20 não esteve nem perto de ser discutida da maneira como ocorreu em 1992", queixou-se.

Para Strong, os governantes mundiais estavam -e ainda estão- mais preocupados com suas crises internas.

Durante a palestra, o ativista elogiou os esforços brasileiros no combate às mudanças climáticas e citou o investimento na produção de etanol como exemplo.

Apesar dos fracos resultados da Rio+20, avalia Strong, a cidade se tornou a capital mundial do ambiente e da sustentabilidade.

O secretário-geral da Eco-92 disse ainda que pensa em instalar na cidade a sede da Earth Council Alliance, entidade criada por ele há 20 anos, que busca pressionar os governos a respeito de questões climáticas.

Mas seu maior esforço atual, disse, é para que Brasil e China se aproximem e façam parcerias sustentáveis.

Em sua opinião, por terem economias complementares, os dois países podem criar para o mundo um novo conceito de sustentabilidade.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

25 coisas que estão escondendo de você


Eduardo Szklarz e Bruno Garattoni (Revista Superinteressante | Setembro de 2012)

1. Você só recebe 7 meses de salário por ano

É isso aí: 5 dos seus 12 salários nunca chegam ao seu bolso. Vão inteirinhos para o governo. Um brasileiro que ganha R$ 3 mil por mês destina 40,98% desse dinheiro para pagar impostos e contribuições que incidem sobre a renda (como IRPF e INSS), o consumo (ICMS, PIS, COFINS, ISS...) e o patrimônio (IPVA, IPTU, ITR...). O cálculo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Entre os países analisados, só a Suécia impõe uma carga tributária maior. "A diferença é que a Suécia oferece serviços públicos de qualidade", diz João Eloi Olenike, presidente do IBPT.

2. Comer pão torrado é perigoso

Quando alimentos ricos em amido, como pão e batata, são expostos a temperaturas altas, acima de 120 graus, produzem acrilamida: um composto que está relacionado à incidência de câncer. Os estudos com a substância foram realizados em ratos, e não há provas conclusivas de que ela provoque tumores em humanos. Mas a acrilamida é considerada uma questão séria pela OMS e pelas autoridades de saúde da Europa e dos EUA, onde até já surgiu uma solução tecnológica para o problema: uma enzima artificial, desenvolvida pela empresa de biotecnologia Novozyme, que poderá ser adicionada às batatas durante a fritura e reduz em 50% a formação de acrilamida. Enquanto ela não chega ao mercado, a recomendação é evitar que a comida seja exposta a altas temperaturas. Regule a torradeira para a potência mínima, e não deixe a batata fritar até ficar amarronzada. "Os alimentos que adquirem um tom escuro ou que queimam durante o preparo têm mais chance de conter acrilamida", diz o médico nutrólogo Maximo Asinelli.

3. Coca e Pepsi contêm um ingrediente polêmico

Segundo estudos publicados em 2007 pelo governo dos EUA, a substância metil imidazol (4-MI) está ligada ao aumento no risco de câncer. Ela é utilizada na fabricação de medicamentos, tintas e produtos agrícolas e também está presente em alguns refrigerantes - pois é um subproduto do corante caramelo IV, usado em bebidas. Segundo uma análise do Centro para a Ciência no Interesse Público (CSPI), dos EUA, uma lata de Coca-Cola brasileira tem 267 microgramas de 4-MI. É 66 vezes mais do que a Coca da Califórnia - e 9 vezes acima do limite estabelecido pelo governo de lá. Dos 9 países estudados pelo CSPI, o Brasil é líder no uso da substância, também encontrada na Coca Diet, na Pepsi e na Pepsi Diet.

A Coca-Cola nega qualquer risco, mas decidiu mudar sua fórmula, na Califórnia, para diminuir o 4-MI e satisfazer a lei. No Brasil, a fórmula não será alterada. A empresa diz que o uso do corante observa os critérios da Anvisa e não traz risco. "A quantidade de 4-MI ingerida pelo consumo de refrigerantes não é significativa", afirma. A PepsiCo também diz que não há problema. "Não há evidência científica de que o composto 4-MI em alimentos ou bebidas traga risco", afirma. A Anvisa segue a mesma linha. "O consumo diário de 1 litro de refrigerante de cola resultaria na ingestão de 1,2% do total aceitável para um adulto." Ou seja: você teria de beber 83 litros de refrigerante por dia para passar do limite seguro. O governo da Califórnia não concorda, alegando que os efeitos do 4-MI ainda não são plenamente compreendidos. A Food & Drug Administration, do governo dos EUA, diz que os refrigerantes são seguros. Mas aceitou analisar uma petição do CSPI, que pede o banimento da substância.

4. Há pedaços de inseto na sua comida

É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber.

5. O chocolate corre risco de extinção

O problema está no solo da África, que responde por 72% da produção de cacau mundial. O cacaueiro gosta de crescer em florestas, à sombra de árvores mais altas. Mas os produtores estão derrubando as outras espécies para plantar só cacau. Com isso, a curto prazo a colheita aumenta, mas o solo fica ressecado e erodido pela ação direta do sol. "Em 20 anos, o chocolate vai ser como o caviar: tão raro e caro que as pessoas não vão poder comprar", diz John Mason, diretor do Centro de Pesquisas sobre Conservação da Natureza (NCRC), sediado em Gana, segundo produtor mundial de cacau.

1º Costa do Marfim - 1 350

2º Gana - 970

3º Indonésia - 500

4º Nigéria - 210

5º Camarões - 200

6º Brasil - 180*

*Embora seja grande produtor, o Brasil precisa importar cacau.

Fonte www.icco.org

6. Quanto mais religioso você é, menos age por compaixão

As religiões pregam a compaixão com o próximo. Mas, na prática, quem é religioso não liga muito para a compaixão. Isso foi constatado por um estudo da Universidade de Berkeley, nos EUA, que analisou a vida e os hábitos de 1 337 pessoas adeptas de vários credos. As pessoas menos religiosas se guiavam principalmente pela compaixão quando faziam algum ato de caridade - como oferecer o assento do ônibus a um estranho, por exemplo. Já entre os mais devotos, era diferente. "Os mais religiosos baseiam sua generosidade em outros fatores, como a doutrina e a reputação ante os membros da comunidade", diz o sociólogo Robb Willer, autor do estudo.

A tese de Willer foi comprovada por outro estudo, em que 210 estudantes de diversas religiões, classes e etnias participaram de um jogo. Cada um recebeu uma quantidade de pontos que poderiam ser trocados por dinheiro. E decidia se compartilhava os pontos ou guardava para si. Resultado: entre os menos devotos, a compaixão pesou muito nas atitudes em favor do grupo. Já entre os devotos, a compaixão quase não influiu - eles sempre doavam valores parecidos, independentemente dos sentimentos que tinham em relação aos demais participantes.

7. Madonna não canta, dubla e vários outros artistas também

Não é papo de crítico. Quem acusa Madonna de enganar os fãs no palco é o rival Elton John. A última alfinetada foi em janeiro, antes da performance da Material Girl no Super Bowl americano. "Não deixe de sincronizar bem os lábios", ironizou ele. No show que fez em Ramat Gan, Israel, no dia 31 de maio,Madonna foi flagrada várias vezes fazendo exatamente isso. Ela chegava a sair do palco para trocar de roupa enquanto as canções continuavam rolando. O playback é mais comum do que se imagina. Os britânicos do Bloc Party, por exemplo, deram vexame no MTV Vídeo Music Brasil de 2008. O vocalista escorregou no palco, mas a música seguiu rolando solta. A cantora Katy Perry já fingiu até que sabia tocar flauta. E foi vaiada quando tirou o instrumento da boca sem saber que o solo continuava. Rihanna e Britney Spears também abusam de truques assim. Afinal, se até Madonna pode...

8. Um terço dos cientistas mente

Eles mesmos admitiram isso, numa pesquisa realizada em 2005 pela revista Nature. De 3 247 cientistas, 33% confessaram (anonimamente) que fizeram pelo menos uma coisa antiética ao elaborar seus estudos. Por exemplo: 1,5% cometeu plágio, 15,5% adulteraram o método ou os resultados do estudo, e 12,5% usaram dados que sabidamente não eram confiáveis. E na maioria dos casos, é de propósito mesmo. Em 2010, o biólogo americano Grant Steen analisou 788 retratações que tiveram de ser publicadas devido a erros ou fraudes em artigos científicos. "Cerca de 53% dos artigos fraudulentos foram escritos por fraudadores reincidentes", afirma Steen. E os pesquisadores mentirosos costumam se associar uns aos outros. "Eles tendem a colaborar com cientistas que também se retrataram por outros trabalhos."

9. O salmão que você come nem sempre é salmão

Pode ser outra coisa: truta salmonada. A truta e o salmão integram a família dos salmonídeos e têm gosto bem parecido - só que a truta é mais barata. Por isso, há produtores que dão às trutas uma ração aditivada com corante, para que elas fiquem rosadas, visualmente idênticas ao salmão. Se a truta for consumida na forma de sushi, cortada e misturada com shoyu, é muito difícil notar diferença no sabor. O próprio salmão também é alimentado com corantes - porque, como é criado em cativeiro, não tem acesso aos crustáceos dos quais se alimenta na natureza, e que dão a ele sua cor rosada natural. "Os criadores colocam na ração os pigmentos astaxantina e cantaxantina, que podem ser sintéticos ou extraídos de algas", afirma o engenheiro de alimentos Cláudio Lima.

O mundo dos peixes, aliás, está cheio de pegadinhas. O linguado geralmente não é linguado, e sim merluzão, e o badejo na verdade é abadejo - mais barato e importado da Argentina. "Os restaurantes fazem de tudo, pois ninguém sabe o que come", revela o chef de um restaurante de São Paulo, que prefere não se identificar. "Tem um peixe chamado abrótea que pode ser salgado para parecer bacalhau. O processo de preparo é o mesmo. Se você encontrar um prato a R$ 20 e outro a R$ 80, saiba que o mais barato não é bacalhau." A abrótea vive no Atlântico Sul - bem longe da Noruega, lar do bacalhau.

10. A Rússia tem 42 cidades secretas

Juntas, elas têm 1,5 milhão de habitantes. Mas não apareciam no mapa até o final dos anos 1980. Hoje sua existência é conhecida - mas só se entra lá com autorização do Ministério da Defesa ou da Agência de Energia Atômica da Rússia. Conheça as principais:

1. NOME: kraznoznamensk.
Fica a apenas 40 km de Moscou. Tem 36 mil habitantes. Abriga um centro de controle de satélites, e trabalha ajudando a coordenar a Estação Espacial Internacional.

2. NOME: OZYORSK
Com 82 mil habitantes, teve o acesso restringido durante a Guerra Fria por ser próxima a Mayak - onde havia uma usina de plutônio. Hoje, recicla material radioativo do arsenal soviético.

3. NOME: Vilyuchinsk.
Foi fundada em 1968 para construção de submarinos militares e vive disso até hoje. Ganhou duas igrejas nos anos 1990 e possui 23 mil habitantes (1 000 a menos que em 2002).

11. A carne de boi é feita com cocô

Os galpões de criação de aves são forrados com serragem, sabugo de milho triturado, feno e casca de arroz. Essa mistura, chamada de "cama de frango", fica cheia de fezes, bactérias, penas e resíduos de medicamentos. E era usada para alimentar o gado no Brasil até 2004. "A prática foi proibida porque o gado poderia se infectar com os príons: proteínas ligadas à encefalopatia espongiforme bovina - a doença da vaca louca", diz Gerson Scheuermann, da Embrapa. Nos EUA, contudo, a prática é permitida. E pior ainda. Lá, as aves comem olho, cérebro e intestino de boi - que acabam sendo ingeridos, junto com fezes, pelos próprios bois. "Isso completa o ciclo dos príons, e causa a doença", diz o médico americano Michael Greger.

12. Impressora a laser polui o ar

O alerta é de Lidia Morawska, cientista da Universidade de Queensland, Austrália, e uma das maiores especialistas do mundo em qualidade do ar. Ela testou 62 modelos de impressoras a laser e constatou que 17, das marcas HP e Toshiba, emitiam alta quantidade de partículas ultrafinas - que podem ser inaladas e causar problemas respiratórios e cardíacos, além de tumores. Ainda não se conhece bem a composição dessas partículas. Uma hipótese é que sejam formadas pela evaporação de compostos do toner (tinta da máquina), que é submetido a altas temperaturas. A emissão varia conforme o modelo. A HP 4250n, por exemplo, emite muito, enquanto a 2200DN, da mesma marca, não emite quase nada. A HP diz que não há indicações de que as partículas tragam risco, e que mais estudos são necessários. "Testes vigorosos são parte integral das pesquisas da HP e de seus procedimentos de controle de qualidade."

13. É seguro usar o celular no avião

Tanto que várias companhias já permitem o uso, e seus aviões não caem por isso. Uma possível explicação para o banimento está na rede de telefonia. O avião voa muito alto, a 12 mil metros, e muito rápido (900 km/h). Se você ligar um celular dentro dele, o sinal irá se espalhar por longas distâncias, o que é ruim. "O celular usado no avião pode se comunicar com várias torres de telefonia [ao mesmo tempo], congestionando a rede", esclarece a fabricante de sistemas aeronáuticos Honeywell. Nos aviões onde o celular é permitido, há um equipamento que intercepta o sinal e o redireciona para um satélite, evitando interferências.

14. O iPhone tem data para pifar - e as lâmpadas também

Segundo a Apple, a bateria do iPhone aguenta aproximadamente 400 ciclos completos de carga e descarga. A partir daí, ela começa a perder desempenho até, eventualmente, pifar. Isso é uma consequência natural e inevitável, pois os materiais empregados na bateria (tanto a da Apple quanto as dos demais fabricantes) se desgastam com o uso. O problema é que, como a bateria do iPhone não é removível, o usuário é obrigado a enviar seu iPhone para a assistência técnica se quiser trocá-la. E aí vem a surpresa: nos EUA, essa substituição custa US$ 80 - quase o preço de um iPhone novo, que lá custa de US$ 99 a US$ 199 (com os subsídios fornecidos por operadoras). Acaba compensando mais comprar um aparelho novo, mais moderno, e simplesmente jogar fora o antigo. Ou seja: na prática, o iPhone já sai de fábrica com uma data de morte.

As lâmpadas incandescentes também. Elas duram em média 1 000 horas, mas poderiam durar muito mais. Isso só não acontece devido a um acordo celebrado entre os 7 maiores fabricantes de lâmpadas do mundo - que na década de 1920 decidiram limitar a durabilidade do produto para vender mais. Os fabricantes cujas lâmpadas fossem consideradas excessivamente duráveis, inclusive, tinham de pagar multas ao grupo. A manipulação foi comprovada por uma investigação feita pelo governo inglês nos anos 1950. Mas, até hoje, a vida útil das lâmpadas se mantém em torno de 1 000 horas.

15. O iPhone grava os lugares onde você esteve

Os dados ficam armazenados num arquivo e são transferidos para seu computador quando você o sincroniza com o iPhone. "Não há evidência de que a informação seja transmitida para a Apple. Mas qualquer pessoa que tenha acesso ao seu computador pode acompanhar os seus movimentos" e saber onde você estava, minuto a minuto, diz o especialista em segurança Pete Warden, que é ex-funcionário da Apple e revelou o segredo. A Apple diz que o iPhone não fica vigiando o usuário, e que o suposto rastreamento é apenas uma maneira de aumentar a precisão do GPS - que só opera com o consentimento da pessoa. "O iPhone mantém um banco de dados com a localização de hotspots Wi-Fi e torres de celular, para ajudar a calcular sua localização de forma rápida e precisa quando solicitado", afirma a empresa.

16. Existe lixo radioativo em São Paulo

Cerca de 80 toneladas de areia com metais pesados estão num terreno da avenida Miguel Yunes, 115, em Interlagos, na zona sul da capital. E uma pequena parte contém materiais radioativos: urânio e tório. Esse material sobrou da Usina de Santo Amaro (Usam), que funcionava em São Paulo e foi fechada em 1992.

A história começa com a Nuclemon (Nuclebrás de Monazita e Associados), uma estatal criada nos anos 1970 e ligada ao programa nuclear brasileiro. Ela controlava a Usina de Santo Amaro, onde eram produzidas as chamadas "terras raras" - minerais usados para fabricação de produtos eletrônicos, computadores, ímãs e mísseis, por exemplo. A matéria-prima da usina era a chamada areia monazítica, que era extraída do litoral norte do Estado do Rio e levada até a Usam para processamento. Essa areia contém 4 minerais: ilmenita, zirconita, rutilo e monazita. Os três primeiros não são radioativos e têm aplicação na indústria de metalurgia e cerâmica. Já a monazita, além de possuir 60% de terras raras em sua composição, contém tório (5%) e urânio (0,2%).

A usina processou centenas de toneladas de areia monazítica até fechar. O que fazer com os resíduos da Usam? O plano era enviá-los a um depósito em Caldas, Minas Gerais. Mas só parte do material chegou até lá. É que o então governador mineiro, Itamar Franco, proibiu o transporte do lixo radioativo para seu Estado. Assim, a outra parte das areias foi jogada no terreno de Interlagos, onde funcionava a Usin (Usina de Interlagos). E lá permanece até hoje.

Atualmente, o solo está sendo descontaminado pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), uma empresa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Os rejeitos radioativos estão sendo colocados em bombonas (tambores de plástico resistentes e herméticos) dentro de um galpão de 2 250 m2 que foi construído no próprio terreno. Segundo a INB, eles somam até agora menos de 10 toneladas. E de lá irão para um depósito final, cuja localização ainda será determinada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Já a terra contendo minerais pesados está sendo estocada em pilhas na superfície do terreno para futura transferência à unidade de beneficiamento de minerais pesados em Buena, localizada na região de Campos, no Rio de Janeiro.

A INB afirma que sua intenção é transportar tudo para Caldas, mas isso requer um processo de licenciamento complexo. O material vai ter de passar por muitos municípios, e alguns deles não liberam o acesso. Por isso, as negociações são longas. Segundo Valter Mortagua, coordenador da unidade de São Paulo da INB, o trabalho de descontaminação do terreno também é meticuloso e demorado - o que torna difícil prever uma data para o fim das tarefas. "Os materiais estocados na Usin não colocam em risco a saúde da população", diz Mortagua.

17. Os EUA possuem vírus que podem devastar o mundo

A varíola matou 300 milhões de pessoas no século 20 até ser erradicada com campanhas de vacinação. O último caso foi registrado em 1977, na Somália. Mas o micro-organismo por trás da doença, do gênero Orthopoxvirus, continua muito bem, obrigado. "A varíola ainda é uma ameaça para o mundo inteiro. Os EUA e a Rússia guardam estoques do vírus congelado desde a Guerra Fria", diz Steven Block, biofísico da Universidade de Stanford e um dos maiores especialistas mundiais em bioterrorismo. O arsenal americano é mantido no Centro para Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta. Uma eventual liberação do vírus, por acidente, terrorismo ou guerra, poderia ter consequências terríveis - porque a vacinação em massa contra varíola foi interrompida há mais de 30 anos (e também porque, para manter a eficácia, ela teria de ser reaplicada a cada 10 anos).

Os EUA também cultivam organismos ainda mais perigosos, como o vírus ebola e a bactéria Bacillus anthracis (antraz), ambos altamente letais.

O propósito oficial é desenvolver vacinas contra eles. Mas algo sempre pode dar errado. Em setembro de 2001, um terrorista obteve esporos de antraz - um pó branco, que ele enviou pelo correio para alguns políticos e jornalistas americanos, gerando pânico no país. Segundo uma investigação do FBI, o antraz usado nos ataques teria sido roubado de um laboratório do governo americano por Bruce Ivins, cientista que tinha acesso a esse material. Ivins acabou se suicidando em 2008.

18. Vitamina aumenta risco de câncer em fumantes

Você fuma, se alimenta mal, e aí decide consumir um suplemento vitamínico para tentar compensar esses maus hábitos? Cuidado. A maioria dos comprimidos multivitamínicos contém betacaroteno, um pigmento laranja que é convertido em vitamina A pelo organismo. E ele pode ser perigoso para quem fuma. Cientistas da Universidade do Sul da Flórida analisaram os hábitos de 109 mil americanos que ingeriram de 20 a 30 mg de betacaroteno por dia e constataram que, entre os fumantes, o suplemento estava associado com aumento no risco de câncer de pulmão. Em suma: se você fuma, não tome multivitamínicos com betacaroteno. Ou, melhor ainda, pare de fumar.

19. Adoçante artificial engorda mais que açúcar

A evolução condicionou nosso corpo a esperar uma dose de energia sempre que ingerimos algo doce. Quando tomamos um suco de laranja, por exemplo, nosso organismo sabe que está ingerindo algo bastante calórico (140 kcal por copo). Mas quando tentamos enganá-lo com adoçante, geramos um curto-circuito: o organismo não obtém as calorias que esperava - e dispara uma vontade de comer mais. Ou seja: mesmo sendo menos calóricos, os adoçantes têm um efeito colateral que faz o indivíduo engordar. Foi assim com ratos testados por psicólogos da Universidade Purdue, nos EUA. "Os animais alimentados com iogurte adoçado com sacarina ganharam mais peso que os do grupo que comeu iogurte com açúcar", diz Susan Swithers, autora do estudo.

20. Soja pode causar infertilidade

A soja é um alimento saudável, que traz vários benefícios. Mas também pode trazer um malefício: reduzir a concentração do esperma. É o que indica um estudo feito pela Universidade Harvard, nos EUA. Os 99 participantes informaram a quantidade de produtos de soja, como tofu, hambúrguer e leite, que haviam consumido nos 3 meses anteriores. "Os homens que ingeriram ao menos meia porção desses alimentos por dia tiveram as mais baixas quantidades de espermatozoides", diz Jorge Chavarro, líder do estudo. Motivo: a soja é rica em isoflavona, uma substância que imita a ação do hormônio feminino estrogênio - e que, nos homens, tem sido associada a transtornos reprodutivos. "Nas mulheres, as isoflavonas poderiam ampliar o ciclo menstrual, mas as implicações sobre a fertilidade ainda não são claras", diz Chavarro.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Soja, os benefícios ou malefícios do consumo dos produtos feitos com soja dependem de diversos fatores, como a idade e o peso da pessoa. A entidade também ressalta as vantagens econômicas da produção desse alimento, que é acessível para a maioria da população. "A soja é a proteína mais barata", diz Glauber Silveira, presidente da associação. O assunto está longe de ser um consenso entre os cientistas. "Não há relação entre o consumo de soja e infertilidade em homens", diz José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja. Segundo ele, os estudos atuais não fornecem evidências definitivas de que o consumo diário de isoflavonas da soja tenha impacto sobre o sistema reprodutivo.

21. Os médicos não lavam as mãos

Higiene é fundamental, ainda mais em um hospital. Mas os profissionais de saúde não levam a prática muito a sério. "Nós estimamos que, para cada 100 vezes que o médico deveria higienizar as mãos, ele só faz isso 36 a 40 vezes", diz Marcos Antonio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). E não é só no Brasil. Um estudo do médico Didier Pittet, da Universidade de Genebra, afirma que os médicos lavam as mãos apenas na metade das vezes que deveriam. E isso ameaça a saúde dos pacientes. "Se fossem seguidas todas as medidas adequadas, como lavar as mãos, isolar o doente e usar equipamentos de proteção, conseguiríamos reduzir de 30% a 40% a taxa de infecção hospitalar", afirma Cyrillo.

22. Há remédios na água que você bebe

Quando você ingere um medicamento, até 70% da dose é desperdiçada: simplesmente não é aproveitada pelo organismo, e sai na urina e nas fezes. Junto com elas, o medicamento vai embora pela privada. O problema é que os sistemas de tratamento de água não estão equipados para retirar as moléculas dos remédios - que acabam contaminando rios, lagos e reservatórios, até retornar à sua torneira. Ou seja: junto com a água, você bebe medicamentos que foram excretados por outras pessoas. São os chamados poluentes emergentes. "A concentração dessas substâncias na água é muito pequena: algo como 1 em 1 trilhão, menos que 1 gota numa piscina olímpica", diz José Carlos Mierzwa, professor de engenharia ambiental da USP. "No entanto, estudos feitos na Europa e nos EUA indicaram que espécies de peixes e répteis já tiveram alterações em seu sistema endócrino." No Reino Unido, peixes machos expostos a hormônios presentes em anticoncepcionais passaram a ter características femininas. Ou seja: há uma ligação entre a presença de resíduos de medicamentos na água e problemas de saúde em animais. "Existe um risco potencial para os humanos, e por isso precisamos de mais estudos", afirma Mierzwa.

A Sabesp diz que a água fornecida por ela atende à legislação e aos padrões do Ministério da Saúde, e que ainda não há provas científicas suficientes sobre a relevância dos poluentes emergentes. "Além de acompanhar a evolução dos estudos, a Sabesp financia pesquisas na área. Se riscos à saúde humana forem comprovados, certamente outros regulamentos serão expedidos pelo Ministério da Saúde e atendidos pela Sabesp."

1. Torneira - Você bebe água.

2. Remédio - Você toma um comprimido de medicamento.

3. Banheiro - Você urina - e excreta resíduos do remédio.

4. Represa - Junto com a urina, o medicamento vai parar em represas e estações de tratamento de água - que não conseguem eliminá-lo.

5. Retorno - Resíduos do medicamento voltam a você, pela torneira.

23. Existe uma máquina que controla a atmosfera

É o HAARP (Programa de Investigação de Alta Frequência da Aurora), uma instalação no Alasca com 180 antenas e 360 transmissores de rádio. Essa máquina emite ondas eletromagnéticas que são absorvidas a 150 km de altitude, alterando o comportamento dos elétrons dessa camada da atmosfera. O Pentágono, que é dono do aparelho, afirma que o objetivo é estudar as propriedades da ionosfera "para melhorar os sistemas de comunicação e vigilância (de uso civil e militar)". Mas o programa tem inspirado teorias da conspiração de todo tipo - inclusive que estivesse relacionado ao tsunami no Japão, em 2011. Bobagem. O mais provável é que o verdadeiro objetivo dos EUA seja se proteger de um eventual ataque nuclear da Coreia do Norte. Se os norte-coreanos detonarem uma bomba atômica na ionosfera, os elétrons que viajam livres nessa zona poderiam queimar a rede de satélites dos EUA. Nesse caso, o HAARP poderia servir como uma espécie de escudo, barrando os elétrons. Mas isso é apenas especulação.

24. O Facebook deixa você menos feliz

Após ver as fotos e as conquistas dos outros, você se sente mal, como se a vida deles fosse muito melhor que a sua. Isso gera uma percepção distorcida - e faz com que os usuários muito assíduos do Facebook sejam, na média, menos felizes. "As pessoas apresentam uma imagem editada e perfeita de si mesmas nas redes sociais. Parece que nunca têm um dia ruim", diz Sherry Turckle, professora de estudos sociais no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). E a percepção distorcida continua mesmo quando você não está usando o Facebook. Psicólogos da Universidade Stanford, nos EUA, pediram que 80 estudantes avaliassem as emoções de seus colegas durante duas semanas. Na média, os voluntários subestimaram a tristeza e superestimaram a alegria de seus amigos. "É razoável supor que postar no Facebook, onde as pessoas têm completo controle sobre a imagem que projetam, possa contribuir para esses erros de percepção emocional", diz o psicólogo Alexander Jordan, um dos autores da pesquisa. Mas as redes sociais também podem provocar o efeito contrário - e melhorar a vida de quem as usa. Existem estudos comprovando que Facebook, Twitter e similares aproximam as pessoas e ampliam seu círculo de relacionamentos. Uma pesquisa da Universidade de Toronto constatou que hoje as pessoas têm mais amigos (reais) do que há 10 anos. E quem mais se beneficia desse fenômeno é justamente quem fica bastante tempo no Facebook e nas outras redes - e, por conta disso, tem 38% mais amigos do que uma década atrás.

25. Fazer exercício não é a maneira mais eficaz de emagrecer

Exercício é fundamental para a saúde. Mas, se o único objetivo é perder peso, malhar não é necessariamente a melhor resposta. É uma questão de matemática. Os alimentos modernos são muito calóricos, e por isso precisamos nos exercitar muito para queimar a energia que adquirimos comendo. Você tem de correr 1,5 km para queimar as calorias presentes em um reles brigadeiro. E precisa suar quase uma hora na bicicleta para compensar um pedaço de empadão de frango (cerca de 300 calorias). Controlar a própria alimentação é mais fácil, e mais rápido, do que enfiar o pé na jaca e tentar compensar tudo na academia. Mesmo porque quem se exercita tende a acabar comendo mais. Cientistas da Universidade de Ottawa, no Canadá, monitoraram 13 mulheres jovens após sessões de academia. Em média, elas ingeriram 878 calorias - o equivalente a um Big Mac com fritas médias - na hora seguinte a um exercício intenso (correr na esteira), o que anulou a quantidade de calorias que elas haviam queimado durante o exercício.